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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Curtas e Diretas | 143 | E então?

30
Abr19

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A vizinhança na aldeia é do mais intrometida que existe. Há uns dias ao descer para ir ao correio que apitou a mota por ter entrega a fazer, lá estava a vizinha já a dizer ao carteiro, como se tivesse muito com isso, que o vizinho, eu, recebo muita encomenda. Acham que respondi? O que ela queria saber era o que vem dentro das caixas e envelopes mas fica só mesmo pela vontade de saber porque a vida é nossa e não tem de ser contada à rua e por consequência à aldeia. 

Receber para voltar a Pagar

29
Abr19

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Ainda no início da semana passada vos contava que tinha recebido o IRS, um valor um pouco acima do que tem sido habitual nos últimos anos e eis que ontem, bem cedo, percebi que na caixa de email e ao longo da noite, tinha recebido a informação de que o Imposto Único de Circulação já se encontra disponível para pagamento. 

Na verdade alguém nos dá alguma coisa com vontade de não voltar logo a tirar? Mal o dinheiro caiu na conta e logo irá sair para os bolsos do estado e quase na sua totalidade. Nem deram espaço para fazer um pequeno investimento com este pequeno lucro com mais de uma centena de euros, e eis que já o querem de novo de volta para que os cofres bem guardados do nosso Governo não fiquem vazios por muito tempo.

Contador de Histórias | Jeffrey Archer

28
Abr19

Contador de Histórias

Título: Contador de Histórias

Título Original: Tell Tale

Autor: Jeffrey Archer

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2019

Páginas: 208

ISBN: 978-972-25-36110

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Jeffrey Archer, o autor da saga dos Clifton, regressa com um novo livro de contos há muito aguardado pelos leitores, repleto de textos emocionantes e, às vezes comoventes, escritos nos últimos dez anos.

Descubra o que aconteceu ao jovem detetive napolitano que, para resolver um assassínio, é arrastado para uma pequena cidade. Veja o que muda na vida de um jovem à medida que este descobre as origens da fortuna do seu pai. Siga as histórias de uma mulher que, na década de 1930, se atreve a desafiar homens poderosos, e a de uma outra, jovem, que apanha boleia e tem o encontro da sua vida.

 

Opinião: Contos e mais contos, no total treze, inspirados em histórias reais ou meras criações de Jeffrey Archer. É assim composto o livro Contador de Histórias que me surpreendeu pela positiva, a mim, um leitor que geralmente dispensa ler contos por não conseguir entrar na totalidade no que vai sendo contado por tudo ser retratado de forma rápida. 

Através de variadíssimas personagens, o autor consegue criar pequenos enredos com tanto conteúdo que o desenvolvimento de alguns destes contos para histórias com um maior relevo resultaria na perfeição. A busca pelo culpado da morte de um presidente de câmara onde todos se assumem os homicidas para que o verdadeiro responsável não seja apanhado, a luta de uma mulher num mundo conquistado pelos homens, as fiéis amizades entre dois lados distintos da guerra, a criação de um negócio baseado em mentiras omitidas que geraram riqueza, a traição perante uma traição com a questão sobre quem é afinal o verdadeiro traído, o final de uma carreira que podia ter sido de sucesso e que tem um final menos comum e outras pequenas mas grandes histórias compõem este Contador de Histórias que acompanha o leitor através de bons textos que com boas descrições, emoção, comoção e envolvimento acabam por conquistar através de poucas páginas, dando vontade de saber mais sobre cada personagem. Nesta publicação existem histórias, não simples textos que iniciam e terminam sem nada contar. Em cada momento de Contador de Histórias existe algo a desvendar, novas revelações e nuances que alteram o desenrolar de cada vida que vai sendo retratada. 

A marca não faz o boneco

27
Abr19

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Nos tempos que correm existem pessoas fascinadas pelas marcas que até enjoa. No entanto se formos analisar,  o que conta mesmo no topo do boneco composto? O que está no ser interior ou no que é visto de forma supérflua exteriormente?

É a marca do sapato, da camisa e das calças, o carro e até a comida, tudo, para certas e determinadas pessoas, circula em função das marcas. «Só compro esta marca!», «Já reparaste na nova coleção da marca de camisas que uso?» ou então, «Estou a pensar comprar o novo modelo da marca x e vender o que tenho - que é da mesma marca -, por já estar ultrapassado!». Sim, queridos gabarolas, poder de compra não vale tudo e coloquem bem isso nas vossas mentes. 

Podem comprar tudo e qualquer coisa para continuarem a alimentar as futilidades que mantém pelas vossas vidas, no entanto a conquista do Eu individual não consegue ser adquirida com a passagem de um cartão de crédito. É necessário tempo, cabeça e vontade para se conseguir atingir o limiar exato que demonstra quem é quem e a personalidade única de cada um. Não vale a pena andarem a copiarem-se uns aos outros, porque se um corta o cabelo, vai tudo cortar, se alguém compra um automóvel novo, segue tudo atrás. Com que necessidade minha gente? Não é a quantidade e a vontade de mostrar ter mais que os outros que nos dão a felicidade. Sejam muito com pouco e perceberão que mais rapidamente conseguem viver em paz, sem a necessidade de andar em modo vigilantes a perceberem que «a galinha da vizinha é melhor que a minha».

Santa Clarita Diet | T1 | Netflix

26
Abr19

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Santa Clarita Diet é uma das apostas Netflix que une terror com comédia num só produto. Já vi a primeira temporada, embora a série já conte com três, e o que posso dizer para já é que embora tenha visto até de forma rápida, esta produção é tão fraca e com cenas tão ridículas que só mesmo isso acaba por me ter prendido para seguir em frente. 

Um casal de agentes imobiliários e a filha estão no centro de toda a ação. Sheila é a protagonista desta história, uma vez que de um dia para o outro a sua vida fica alterada, envolvendo filha e marido num carrossel de peripécias alucinantes e meio sanguíneas. Com Sheila a ficar em modo zombie e com a tentação pela carne humana, esta pacata família vê toda a sua rotina ser alterada quando se começam a envolver em crimes onde os homicídios surgem. Unindo a morte com estranhas situações de desespero, Santa Clarita Diet é daquelas séries que une o poder do medo com cenas cómicas numa história cheia de clichés e cenas mais que esperadas mas que são trabalhadas para terminarem de forma inusitada. 

Num modo de mostrar as alterações familiares e principalmente de Sheila perante a sua mudança de alimentação, esta série vive muito somente das três personagens, entre cenas a solo e em conjunto, onde existe sempre algo para alterar o que está prestes a acontecer. A atenção que os mais sensíveis têm de ter é que por vezes existem imagens dentro de algumas cenas que podem ferir suscetibilidade, isto porque mesmo sendo tratadas sempre com toques de comédia, o sangue, as dentadas, os vomitados e o nojo marcam presença. 

Irritações de esplanada

25
Abr19

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Sabem quando existem pessoas um pouco irritantes que não sabem levar a vida com calma e ficam em filas de espera a falarem mal de tudo e todos para causar mal estar em quem está ao seu redor? Assisti há uns dias a dois grupos distintos a fazerem conversa de ocasião sobre quem estava sentado e enquanto esperavam por mesas numa esplanada.

Sozinho estava a beber café sentado no muro de uma fonte na pausa do trabalho, mas mesmo ao lado da esplanada que estava cheia. Enquanto estava no meu momento e a consultar as redes sociais fui apreciando dois grupos distintos que aguardavam que as mesas vagassem para logo as ocuparem como autênticas sanguessugas com medo que o mundo termine. Só que enquanto esperavam as conversas eram bem notórias entre os elementos. Além dos olhares que atiravam a quem estava sentado e já tinha consumido os seus produtos, ainda conseguiam fazer comentários para que os outros ouvissem. Dicas como «já comeram e estão a ocupar o lugar» e «já se levantavam para nos sentarmos» foram ditas, entre outras, para tentarem causar um certo impacto em quem estava a desfrutar o momento, num dia de pausa e em família ou entre amigos. As pessoas não conseguem descansar um pouco e deixar que os outros estejam nas suas vidas? Se não tinham lugar naquela esplanada porque não foram a outra ou então esperavam por lugares vagos e não ficavam a mandar nuvens de pensamentos ouvidos a quem estava na sua vida e não tem de andar com pressa porque existem no mundo seres com muita urgência à sua volta. Os dias de descanso são para serem aproveitados com calma, como tal porque raio as pessoas gostam de apressar tudo, fazer insinuações e tentar provocar com conversas e mesmo olhares quem está na sua pacata vida?

Huge in France | T1 | Netflix

24
Abr19

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Uma celebridade em França que procura reconciliar-se com o filho parte para Los Angeles pela conquista do passado perdido. Mas a fama que sente no seu país não lhe é reconhecida em todo o lado e os dissabores do anonimato a par da recusa do jovem em aceitar o seu próprio pai acabam por transformar a vida de Gad Elmaleh numa corrida contra o tempo pela reconquista do que deixou para trás ao longo do tempo.

A tentar demonstrar o seu sucesso além fronteiras e através de um texto inspirado em situações reais, Gad é daquelas personagens que demonstram o poder da fama na sociedade por onde circula e somente nesse ponto. O poder das selfies, o sexo anónimo com mulheres, o facto de ser reconhecido e ser de imediato atendido em qualquer lugar onde vá, passando à frente de filas, as refeições sem despesa e tudo o mais que envolve a vida de Gad em França. Em Los Angeles isso não acontece e o anonimato surge, para desespero deste homem que já não sabe viver sem o reconhecimento.

Ao mesmo tempo que isso acontece e que a pausa na fama surge, o apelo para a reconquista do filho vai revelando os seus dissabores, correndo numa maratona contra as vontades do adolescente, da mãe e do namorado desta que é visto primeiramente como o pai presente do jovem. Com o tempo tudo se vai alterando e o final começa a ser mais que previsível, com um regresso de Gad ao seu paraíso francês, onde o reconhecimento volta a surgir a favor de uma boa vida. Com o comediante, a família perdida também faz a sua viagem até França para que o jovem consiga alcançar o sonho de ser modelo que tardava em aparecer em Los Angeles. 

Huge in France podia ter o nome de Em Busca da Família Perdida porque na verdade acaba por demonstrar quase a destruição de uma carreira pela reconquista familiar de anos perdidos. Pensei que teria nesta série Netflix uma melhor comédia que acaba por se transformar numa verdadeira farsa entre todos os envolvidos na trama que se vão usando mutuamente para atingirem os seus próprios sonhos. Até onde existem sentimentos reais perante os objetivos e frustrações particulares de cada um de quem se vê distante ao longo de anos?

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