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O Informador

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31
Mar19

«O que vou fazer com os miúdos?»

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Na semana passada a greve de determinados departamentos de funcionários públicos no seio escolar levou a que muitos estabelecimentos fossem encerrados durante um ou dois dias. Como é sabido quem faz greve não pode avisar que o irá fazer e consequentemente nas escolas os mais novos têm de ser levados como habitualmente até aos estabelecimentos e aguardar com a decisão da direção escolar. Perante isto e a meio da manhã e numa conversa paralela enquanto tomava o pequeno almoço percebi o que sempre penso, que para muitos pais terem os filhos por perto é um autêntico estorvo. 

Vamos então rever a cena. Na fila da cafetaria duas mães faziam-se acompanhar por três crianças. Comentavam que os tinham ido buscar à escola porque não existiam condições para os pequenos ficarem por falta de auxiliares. Numa mesa e em modo «escutadeira de serviço» estava outra mãe, desempregada de longo prazo, que se meteu na conversa e questionou se aquelas crianças andavam na mesma escola que os seus filhos. Sim, confirmava-se! Os seus dois filhos pertenciam ao mesmo núcleo escolar que os outros, que já estavam com as mães e que iriam ser deixados ao encargo dos avós porque a vida dos pais continua e há que trabalhar. A mãe que deixou o filho na escola completamente despreocupada logo ficou preocupada mas não com o facto de ter de ir até à escola. A preocupação daquela mãe é que iria ter de ficar com o miúdo em casa três dias seguidos sem saber o que lhe fazer. 

O que é isto minha gente? São pai e mãe para as ocasiões mais importantes e depois não querem tomar conta dos filhos mais do que é devido pela sua lógica de paternidade? No pensamento de muitos progenitores, de semana os mais novos têm de estar na escola o tempo máximo conseguido para não chatearem e darem trabalho em casa. Será que ter filhos é acordar de manhã, despachar de forma rápida para os fechar num espaço escolar e só os voltar a recuperar ao final do dia onde chegados a casa tomam banho, jantam e são enviados para a cama sem tempo para os momentos familiares tão importantes?

30
Mar19

À Primeira Vista | Danielle Steel

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Título: À Primeira Vista

Título Original: First Sight

Autor: Danielle Steel

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2019

Páginas: 384

ISBN: 978-972-25-3584-7

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Nova Iorque. Londres. Milão. Paris. Fashion Week nas quatro cidades. Um mês de entrevistas intermináveis, festas, trabalho incansável e atenção aos detalhes nos desfiles de moda semestrais. No centro da tempestade e da avalanche de trabalho está a americana Timmie O'Neill, cuja renomada marca, Timmie O, é a personificação do casual chic. Ela criou um negócio que a inspira e ocupa toda a sua vida.

Apesar do êxito profissional, Timmie O’Neill vive marcada pelo passado. Até que um intrigante francês, Jean-Charles Vernier, entra na sua vida quando ela adoece na Semana da Moda de Paris. 

De início, Timmie e Jean-Charles Vernier têm apenas uma relação normal de paciente e médico. Com o tempo, tornam-se confidentes e amigos e, quando Timmie regressa a casa, mantêm-se em contacto a uma distância segura entre Paris e Los Angeles. Há uma boa razão para se manterem separados, mas nenhum consegue negar a amizade crescente e a atração que sentem quando se encontram.

À imagem e semelhança da própria vida moderna, é uma história complexa e atraente. Carreiras, famílias, histórias, perdas, dever, obrigação e medo de perder o controlo. São dois mundos muito diferentes, duas pessoas de personalidade forte que se cruzam e que podem mudar tudo de um momento para o outro. Serão suficientemente corajosos para enfrentarem o que vem a seguir? E farão isso, juntos ou separados?

 

Opinião: Danielle Steel é a minha autora de destaque no romance e ainda mais quando preciso de um bom livro para descansar após uma leitura mais pesada. Recentemente publicado em Portugal, conheci À Primeira Vista, um romance onde o suspense e o interesse vão incentivando o leitor a avançar para saber como tudo irá terminar após os vários percalços que as personagens criadas pela autora vão tendo pela frente. 

As premissas das narrativas parecem ser muito mais do mesmo, mas enganasse quem segue essa linha de pensamento porque em cada obra a história é alterada e Steel tem sempre a capacidade de surpreender ao longo do que vai sendo contado numa forma de contar, baralhar e voltar a avançar com a narrativa para manter o suspense praticamente até ao final com pontos que podem não ser fortes mas que cativam a quem gosta de boas histórias de amor relatadas como grandes peripécias familiares. 

29
Mar19

A roupa infantil da discórdia

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Nos últimos dias a discórdia surgiu entre pais e educadores quando a marca de roupa infantil Zippy lançou a sua nova coleção sem género para crianças entre os 3 e os 14 anos. Quando anunciada esta futura nova coleção logo se sentiu um certo azedume pelas redes sociais, mas agora que a mesma foi lançada para o mercado as reações foram mais que muitas. 

Neste momento e após perceberem que parte da nova coleção disponível da Zippy para crianças não tem género, muitos anunciaram boicote à marca de que eram consumidores porque, segundo inúmeros comentários deixados pelas redes sociais, esta ideia das peças poderem ser utilizadas de forma indiferenciada entre rapazes e raparigas não faz sentido nos tempos que correm. 

Para a marca pertencente ao grupo Sonae, este lançamento aconteceu com o objetivo de «celebrar a individualidade e liberdade de expressão de cada um», pretendendo quebrar barreiras e estereótipos com uma coleção onde a cor é a estrela maior para todos. A Zippy não é pioneira com esta ideia, existindo mesmo marcas mundiais que somente lançam coleções sem género como é o caso da britânica John Lewis e de marcas mais pequenas como a Tootsa e a Claude & Co.

Infelizmente e em Portugal a sociedade pelos vistos gosta de estar no passado, onde as roupas infantis também já passaram por uma fase onde não existiam diferenças entre rapazes e raparigas. Mas agora e quando se fala na igualdade de género, existem núcleos que defendem que meninos têm as suas roupas especificas e as meninas outras. Muitos têm sido os comentários deixados nos murais das redes sociais da marca mostrando algum descontentamento por muitos e até tenham criado a hashtag #DeixamAsCriançasEmPaz. «Como não pactuo com a agenda ideológica, a Zippy acaba de perder uma cliente assídua, com vários filhos. Não voltarei a fazer compras nesta loja», afirma uma, pelos vistos, ex-cliente. Ao que outro acrescenta, «Não sei qual foi a intenção desta campanha, ainda, para mais nesta altura, onde não se fala de outra coisa. Terá sido intencional? Ou um infeliz acaso? Independentemente, de sim ou não, a Zippy neste momento está fora das minhas escolhas para os meus filhos». A sério mesmo? Olho para as imagens desta nova coleção e não vejo mal algum entre as peças lançadas. São thsirts, polos, casacos e afins de cor que tanto raparigas como rapazes podem vestir e já outrora vestiam, só que a marca os dividia entre duas coleções e agora estão uniformizados. 

28
Mar19

Convites Duplos | Lovers - Vencedores | 03.04.2019

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Lovers, a peça que Brian Friel escreveu em 1967 é composta por dois textos: Winners e Losers (Vencedores e Vencidos). A peça Vencedores (Winners), situa-se na Irlanda, 1966, num período de profundas alterações sociais e politicas. A Igreja Católica controla poderosamente todos os aspetos da vida irlandesa, em particular nas comunidades rurais. O divórcio, o aborto, a contraceção bem como o sexo antes do casamento são mal vistos. Meg estuda num colégio de freiras, Joe estuda num colégio dirigido por padres. Meg está grávida, tem 17 anos. Joe tem 17 anos e meio. Querem casar-se. Têm sonhos e esperanças, estão apaixonados. São os vencedores, cheios de promessas e esperança.

O Teatro dos Aloés estreou a 26 de Março nos Recreios da Amadora o espetáculo Lovers - Vencedores, um texto de Brian Friel com encenação de Jorge Silva e interpretação de José Peixoto, Elsa Valentim, Carlos Malvarez e Raquel Oliveira. Ficando em cena até ao dia 07 de Abril, esta nova aposta da companhia de teatro terá sessões de Quarta-feira a Sábado pelas 21h30 e aos Domingos pelas 16h00. Aqui pelo blog existirá novo passatempo com a atribuição de convites duplos!

Em Lovers - Vencedores a narrativa gira em torno de sonhos e esperanças de jovens que vivem na Irlanda da década de 60 onde a igreja católica rege toda uma sociedade cheia de procedimentos a serem seguidos a bem da boa vida eterna. Mas quando dois jovens se apaixonam cedo demais o que acontecerá? Ai está a resposta em Lovers - Vencedores. 

27
Mar19

Lisboa imita Passeio da Fama

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Portugal vive da copia alheia de tudo e mais alguma coisa, visto a originalidade escassear em várias áreas sociais. Agora e como se já viesse tarde, a autarquia de Lisboa, mais concretamente a Junta de Freguesia de Santo António, resolveu inspirar-se no Passeio da Fama de Hollywood e criar o passeio dos nomes consagrados do teatro em plena Praça da Alegria, ali pela zona da Avenida da Liberdade. 

Com a finalidade de homenagear os atores do teatro, a Junta de Freguesia com mais teatros por metro quadrado da capital - Teatro Tivoli BBVA, Cinema São Jorge, o antigo Cinema Condes, Maxime, Fontória, Parque Mayer, Variedades, Maria Vitória e o ABC - resolveu criar a sua própria cópia do Passeio da Fama só que no lugar das estrelas com os nomes das grandes personalidades, será adotada uma outra forma. Os nomes serão escritos a preto ao longo da calçada portuguesa na Praça da Alegria. 

Para já e numa primeira fase serão trinta e cinco os nomes que estarão a partir de hoje, 27 de Março, pela calçada, entre eles os de Nicolau Breyner, Laura Alves e Armando Cortez, porém a ideia é dar continuidade a este projeto ao longo dos anos e alongar o Passeio da Fama nacional pela zona. 

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