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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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Comércio de Sucesso

30
Set18

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Todos sabemos que antes da mercadoria chegar ao supermercados, papelarias e lojas de bairro que as suas viagens nem sempre são pequenas. Das fábricas para os grandes armazéns de revenda, em muitos casos, até que os artigos são adquiridos pelos comerciantes finais que os colocam à disposição de todos. Quem segue o blog há mais tempo sabe que já trabalhei na preparação e vendas de produto antes que chegue aos expositores que os consumidores em geral encontram no mercado, como tal apetece-me agora falar de uma grande empresa, que desconhecia, até que numa pesquisa de emprego encontrei a JB Comércio Global

Nesta empresa que se encontra ativa há mais de 20 anos no mercado nacional a variedade de produtos é muita. Artigos de Papelaria do mais variado possível, das canetas, aos cadernos, dos agrafos às agendas, tudo o que é necessário em termos escolares e de escritório de material de papelaria pode ser encontrado na JB Comércio Global. Também os Brinquedos não são deixados para trás neste armazenista que vende de tudo um pouco nas mais diversas áreas. Higiene e Limpeza, Cosmética e muito mais pode ser encontrado num só local e de uma só vez. Um autêntico centro comercial do retalho, para pequenos comerciantes que num só local podem encontrar tudo para abastecerem as suas lojas e sem precisarem de procurar muito. Com preços competitivos no mercado, esta marca já conta com uma vasta experiência junto de comerciantes que gostam de ter apoio e as melhores marcas líderes do mercado entre a sua oferta. 

 

Futebol: os patrocinadores do álcool

29
Set18

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Quem me conhece e segue-me através do blog e redes sociais já deve saber que não sou grande apreciador de futebol, no entanto torço pela Selecção Nacional e tenho noção de quem vai ficando na frente do campeonato nacional ao longo de cada época. O que ainda não tinha refletido foi na questão dos patrocinadores, e agora falo dos três principais clubes nacionais, em que são as marcas de cerveja os grandes destaques dentro do lote de patrocínios de Benfica, FC Porto e Sporting. 

Estava a ver o noticiário e foram três as notícias que surgiram com os respetivos treinadores dos três clubes a falarem sobre a preparação para os próximos jogos que iriam ter pela frente. Primeiramente falou José Peseiro, do Sporting, seguindo-se Rui Vitória do Benfica e Sérgio Conceição do FC Porto, todos com o placard com os respetivos patrocínios de cada clube por trás. Super Bock é a grande marca que está do lado de leões e dragões, ficando a Sagres com as águias. Ou seja, tudo dentro da mesma grande empresa de cervejas, porém com marcas diferentes em destaque. 

Chamavam-lhe Grace | Margaret Atwood

28
Set18

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Título: Chamavam-lhe Grace

Título Original: Alias Grace

Autor: Margaret Atwood

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2018

Páginas: 480

ISBN: 978-972-25-3634-9

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Corre o ano de 1843 e Grace Marks foi condenada pelo seu envolvimento no brutal homicídio do dono e da governanta da casa onde trabalha. Há quem julgue Grace inocente; outros dizem que é perversa ou louca. Agora a cumprir prisão perpétua, Grace diz não ter qualquer memória do crime. Um grupo de clérigos e espíritos que lutam para que Grace seja perdoada contrata um especialista em saúde mental, uma área científica em expansão na época. Ele escuta a sua história, fazendo-a recuar até ao dia que ela esqueceu. O que encontrará ele quando tentar libertar as memórias de Grace?

 

Opinião: Chegou a Portugal o livro que inspirou a série da Netlflix, Alias Grace. Com o título de Chamavam-lhe Grace, da autoria de Margaret Atwood, o leitor é conduzido para o Canadá em pleno século XIX. Inspirado em factos reais mas com muitos pontos de ficção, esta história retrata a vida de Grace, uma jovem que chega da Irlanda e começa a servir em casas particulares. Só que nem tudo corre na perfeição na vida desta criada doméstica e o futuro idealizado acaba por se tornar em tragédia. 

Um duplo homicídio faz com que tudo na vida de Grace seja alterado e a partir do momento em que é condenada e presa como responsável pela morte do seu patrão, Thomas Kinnear, e da governanta e amante, Nancy Montgomery, que o seu mundo é totalmente virado do avesso. De condenada à morte passa a entrar no regime de prisão perpetua graças à boa vontade de muitos que não conseguem ver numa jovem a assassina que outros tantos descrevem. Quem terá cometido o assassínio e o que Grace tem em comum com esse individuo? Inveja? Ingratidão? Medo? O que levará uma jovem criada a alinhar com um louco num crime que nada tem de perfeito?

O leitor é convidado ao longo de quase quinhentas páginas a conhecer a verdade contada por Grace aos especialistas que tratam de si e de quem se vai tornando próxima. Desabafando, silenciando, sofrendo e suplicando, esta jovem vê os anos passarem, perde uma vida e acaba por encontrar em Jordan, um psicólogo, um amigo a quem revelar tudo o que foi passando e como as coisas foram acontecendo até que foi colocada atrás das grades e viu o seu parceiro de crime condenado à morte. 

Lixo de Lisboa

27
Set18

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«Lisboa é linda!», sim é verdade! Lisboa está na moda, também é verdade! Lisboa está suja, uma verdade de que poucos falam mas que todos conseguem ver quando passam por determinadas ruas mais movimentadas de determinadas zonas e bairros. 

Andar em Lisboa na zona entre o Chiado e o Príncipe Real, por exemplo, é por vezes como andar a fazer uma excursão em modo salta pocinhas através do passeio. De sacos do lixo para ser recolhidos em pleno dia junto a portas de prédios e estabelecimentos ao lixo que é deixado pelo chão, de tudo se pode ver por aquelas ruas. Não percebo como é que a autarquia, em pleno século XXI, continua com a opção dos moradores deixarem o lixo em sacos e caixas junto às portas, não existindo contentores para a recolha onde se acumulava tudo em determinados locais e não se espalhava tanto saco. As pessoas deixam o que é para ser recolhido na rua, os sacos abrem-se, os animais de rua mexem, as embalagens espalham, quem passa vai deitando restos para cima do lixo que está no chão para recolha. Isto faz sentido numa cidade que parece tão evoluída e que continua a ter um problema com a reciclagem?

Passar por avenidas e ruas movimentadas e andar durante minutos sem encontrar um só caixote do lixo, mesmo que sejam dos pequenos para depositar um papel, também é uma realidade. Andamos e andamos e nada de depósitos, encontrando sim tudo deixado pelo chão porque se a ideia é colocar o «lixo no lixo», em Lisboa essa fórmula não deve ser defendida pela autarquia, uma vez que não fazem por isso. Onde andam os contentores para que residentes e turistas não tenham de andar com os restos na mão tanto tempo até que se cansam e os deitam para o chão que mostra ser essa uma prática recorrente?

Odeio o Meu Chefe | Filipa Fonseca Silva

26
Set18

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Título: Odeio o Meu Chefe

Autor: Filipa Fonseca Silva

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2018

Páginas: 176

ISBN: 978-972-25-3563-2

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Qualquer semelhança com a realidade NÃO É mera coincidência.

«Toda a gente já teve um mau chefe. Trata-se de um dado adquirido. Uma lei universal para quem entra no mercado de trabalho desde os primórdios da existência de qualquer mercado de trabalho.» Odeias o teu chefe? Já adormeceste a pensar em maneiras de fazê-lo desaparecer sem deixar rasto? Então, este livro é para ti. Tendo por ponto de partida histórias totalmente reais, umas vividas pela autora ao longo de vários anos a trabalhar por conta de outrem, outras confidenciadas pelos seus próprios leitores, Filipa Fonseca Silva traz-nos um retrato hilariante do pequeno poder.

Com a escrita sarcástica a que já nos habituou, agora acompanhada por ilustrações da sua autoria, Filipa expõe ao ridículo todos os maus chefes, na esperança de que sintam algum pudor na próxima vez que tentarem ser umas bestas. 

Catártico, certeiro, acutilante.

 

Opinião: Divertido, real e certeiro são três das bases que destaco em Odeio o Meu Chefe, o livro que Filipa Fonseca Silva criou para demonstrar o que muitos pensam e passam para com chefes completamente odiáveis e com todas as ideias de liderança sobre o «quero, posso e mando». Neste divertido compêndio de histórias reais da própria autora e de leitores que partilharam as suas experiências consigo conseguimos encontrar um retrato muitas vezes fidedigno, em texto e ilustrações da própria autora, sobre tantos chefes que por aí andam. 

Juntando inúmeras peripécias que vão surgindo no seio de uma empresa liderada por um chefe autoritário e incapacitado das suas funções enquanto mais um de uma equipa num todo, Odeio o Meu Chefe demonstra muito e tudo ao mesmo tempo sobre o ego que muitos atingem com a subida de lugar numa empresa. A incapacidade de perceber que os imprevistos com os outros acontecem, o egocentrismo à volta de uma só pessoa que se acha o centro da empresa e o facto de acharem, os todo poderosos sem noção, que os horários de pausa, como o almoço, são tempos desperdiçados e que nem devem ser usufruídos na sua totalidade porque existe muito para fazer. Parar como regalia do funcionário e uma obrigação é que não, porque os olhos fulminantes logo surgem!

Tanto que é contado e onde me revi em algumas situações, como por exemplo, a da marcação de reuniões quase fora das horas laborais, para se prolongarem como se não existisse toda uma vida pessoal para além da profissional e depois se dizes que tens que abandonar a sala porque tens coisas combinadas a fazer e que a empresa nada têm com isso porque já estás fora do teu horário, ainda te olham de lado porque os chefes, sem pressa de irem para casa, sabe-se lá a razão, acham que tu, como bom funcionário, tens de ficar a fazer horas sem existir qualquer tipo de recompensa para o teu lado com isso. E quando combinam um aumento e no período combinado só percebes que o aumento foi mesmo de trabalho e não a nível financeiro? Este é mais um dos acontecimentos em que me revi nesta leitura.

Um chefe não aceita feriados, férias, baixas por doença, filhos e imprevistos por ser um nazi que na sua vida só vê trabalho, trabalho e trabalho. Não interessa a família, o descanso e o bem-estar, o importante para um chefe, que é maioritariamente odiado e sem adeptos, é o trabalho, pagar pouco e exigir muito, descontar uma hora quando se falta mas não pagar as duas que ficas a mais logo no dia seguinte. Tirar do bolso do leal empregado que faz com gosto as suas funções e que muitas vezes é explorado por quem de poder. Isto é um mau chefe, que não luta pela sua equipa, sacrificando quem pode até que lhe digam «xau, xau» quando não se aguenta mais tanta pressão e falsos bater de costas. 

Convites Duplos | Let The Sunshine In | Últimas Sessões

25
Set18

A festa dos anos 60 está de volta!

Há quem lhes chame "baby boomers". Essa geração dos anos 60, os anos que mudaram e moldaram o mundo. Foi na música que os anos 60 encontraram a sua maior expressão. Cantava-se de tudo, sobre tudo e às vezes contra tudo...

Venha divertir-se, cantar e recordar connosco. Let The Sunshine In - Um espectáculo de Henrique Feist.

Let The Sunshine In, um espetáculo de Henrique Feist, esteve com a sua segunda temporada de sucesso ao longo dos meses de Verão no Auditório do Casino Estoril. Agora chega ao fim este musical mas tens aqui a oportunidade de assistir a uma das suas últimas sessões. O musical, que recorda os grandes sucessos dos anos 60, que tem estado ao longo dos últimos meses em palco irá despedir-se este mês do público e tens agora uma das derradeiras oportunidades para assistir a este espetáculo.

O público viu, aplaudiu e recordou os grandes momentos musicais dos anos 60 através do canto e dança onde Henrique Feist, Mariana Pacheco, Valter Mira, Diogo Leite e Daniel Galvão brilharam em palco ao lado da banda que os acompanhou ao vivo, pela responsabilidade de Nuno Feist.

A Pior Comédia do Mundo | Força de Produção

24
Set18

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E se de repente a porta dos bastidores se abrisse e o espetador tivesse acesso ao que por lá se passa?

Um olhaalucinante sobre o teatro e as loucuras e devaneios dos que o fazem, cujas tendências para crises descontroladas de ego, falhas de memória e alguma promiscuidade transformam cada atuação numa verdadeira aventura de alto risco. A Pior Comédia do Mundo não é só uma peça, mas, simultaneamente, um espetáculo de comédia e o drama de bastidores que se desenvolve durante a sua preparação. Através de três momentos chave - o ensaio geral, a noite de estreia e um espetáculo no fim de uma atribuladdigressão - acompanhamos a crescente tensão entre os membros de um elenco à beira de um colapso nervoso coletivo.

A Pior Comédia do Mundo poderia ter como nome Tudo Nu, porque de facto é assim que o que está por detrás do espetáculo é apresentado ao público. O nome deste trabalho da autoria de Michael Frayn é um bom predicado sobre o que acontece por detrás do que está a ser representado em palco perante uma plateia que quer ser entretida. Nesta aposta da Força de Produção acompanhamos um grupo de teatro que entre ensaios e estreias mostra que atrás do bom ambiente perante as luzes do palco, o convívio não é assim tão convidativo e de cumplicidade. Em A Pior Comédia do Mundo está Tudo Nu porque os disfarces perante os aplausos são colocados em destaque, numa comédia tão divertida que leva à gargalhada geral da sala do início ao último minuto. 

Com encenação de Fernando Gomes, um especialista na matéria que me tem dado boas surpresas pelos últimos anos com o seu trabalho, e com Ana Cloe, Cristovão Campos, Elsa Galvão, Fernando Gomes, Inês Aires Pereira, Jorge Mourato, José Pedro Gomes, Paula Só e Samuel Alves no elenco, A Pior Comédia do Mundo é dos melhores trabalhos dentro da área que vi pelos últimos tempos. 

Num texto nada fácil onde a mesma cena é representada praticamente três vezes e sempre de forma diferente com percalços pelo caminho e posições distintas com uma movimentação incrível de palco, esta produção é o verdadeiro sinónimo de bom entretenimento. Conhecemos as personagens de forma calma e quando tudo parece estar controlado por um encenador que quer perfeição quando o próprio tem erros de percurso pelo caminho, a preparação de Tudo Nu, antes mesmo da estreia, começa a correr mal. Em poucos minutos as falhas começam a surgir e com o tempo só têm tendência a serem adensadas com o convívio entre personalidades distintas que entre o ciúme, a inveja e os problemas pessoais conseguem fazer da preparação de Tudo Nu a melhor comédia em palco. 

Uma autêntica caixa recheada de cromos nada repetidos, com um cenário simples mas completo onde os dramas de bastidores são refletidos antes, no decorrer e após cada sessão de representação. Os atores que estão encarregues dos ensaios e da apresentação de Tudo Nu esquecem falas, trocam adereços, levam os seus conflitos para o palco e a peça continua a ser representada com bastantes imprevistos enquanto o entra e sai com bater de portas continua perante uma azafama de complicações que tomam conta do espetáculo que segue desgovernado, como sempre esteve, logo a partir do que seria suposto ser o ensaio geral. 

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