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O Informador

25
Abr18

O gajo dos Rs

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Quem não me conhece pessoalmente ou não tenha visto alguns vídeos partilhados pelas redes sociais onde falo um pouco, não sabe, mas durante anos tenho mantido o meu complexo com os Rs. Melhor explicar para ficarem a perceber este título e a razão de tudo acontecer. 

Em pequeno, numa queda quando estava ainda a iniciar a fala, cortei a língua, tendo sido cozido a sangue frio na altura, há trinta anos, e desde aí que a aprendizagem oral correu bem mas sempre fiquei a arranhar com os Rs a meio das palavras, mesmo tendo terapia da fala nos primeiros anos de ensino primário. A situação foi melhorando com o ensino especifico e com os anos, mas para mim, embora me digam que não, ficou sempre um vestígio que se faz notar em certas palavras, mais até quando falo de forma rápida e me esqueço da precaução que fui adquirindo, fruto da aprendizagem ao longo do tempo, de escolher certas palavras em substituição de outras para fugir ao que sei que existe. 

Arranho um pouco quando encontro um R a meio de uma palavra, por exemplo em «carta», «Marta», «cortei», «partido» e palavras do género, onde geralmente o R surge após uma vogal. Tenho um complexo com esta falha que não consigo controlar. Sei que por vezes não se nota tanto, mas para mim, quando vejo um vídeo próprio onde falo, deteto logo que determinada palavra não devia ser dita, repetindo por vezes até conseguir disfarçar ou optando por retirar mesmo a palavra que me deixa constrangido por não ser pronunciada de forma totalmente correta, existindo uma falha que não quero e nem gosto de mostrar aos outros assim de forma tão direta. Podendo trocar palavras por outras que soletre de forma correta e sem qualquer R que me faça mostrar a fragilidade que não me incomoda nem me causa dissabores, mas que não me agrada, para mais quando sei que a tenho e que até a consigo deixar para trás através da auto aprendizagem que fui tendo para esconder este pequeno problema que não incomoda mas que também não me é indiferente, caso contrário nem falava nele e até me expunha um pouco mais através de vídeos falados pelas redes sociais. 

24
Abr18

Convites Duplos | Balas e Purpurinas - O Lado B da Eurovisão | 27/28.04.2018

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A pouco tempo de Portugal receber o Festival Eurovisão, Henrique Feist, cantor, actor e encenador, desvenda o outro lado do festival que poucos conhecem. Num espectáculo original, Henrique Feist, após o sucesso de bilheteira do seu último espectáculo sobre os anos 60, promete levar novamente o público numa viagem ao passado. Uma viagem pela história da Eurovisão, focada também muito no aspecto histórico e político porque, para além da componente de espectáculo e entretenimento, o festival tem uma grande carga política. A partir do dia 29 de Março, no Auditório do Casino Estoril, a história, factos, acontecimentos, o lado B do Festival Eurovisão será desvendado, num espectáculo maravilhoso, cantado e tocado ao vivo.

Balas e Purpurinas, O Lado B da Eurovisão, o musical da Artfeist espera pelo público no Auditório do Casino Estoril para ajudar a relembrar e ao mesmo tempo festejar a história da Eurovisão. Após várias oportunidades para ganharem convites para o espetáculo eis que continuamos a querer que todos possam ver esta produção. Sendo assim tenho convites duplos para as sessões de Sexta-feira, 27, e Sábado, 28, ambas pelas 21h30.

Num musical interpretado por Henrique Feist, Dora, Valter Mira, Catarina Pereira e Augusto Gonçalves, com o apoio do maestro Nuno Feist, os grandes temas do festival serão interpretados ao vivo enquanto se desfiam factos históricos de cada época. Pretendendo puxar pela lembrança do público através de um ambiente de boa disposição, Balas e Purpurinas pretende acima de tudo homenagear os nomes mais marcantes que passaram pelo Eurovisão, de Portugal para a Europa, abrindo o baú das memórias perante a plateia do Auditório do Casino Estoril.

23
Abr18

Aquelas saídas!

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A idade pesa e quando falamos em saídas noturnas o fator idade revela-se cada vez mais!

Há uns anos, não há muitos, sendo talvez somente necessário recuar uns cinco anos, fazer uma noitada até altas horas era fácil. Ver as horas passarem e quase chegar ao amanhecer a casa não acontecia regularmente mas quando existia algo que o justificasse ia e ficava bem, tanto ao longo da noite como no dia seguinte após dormir umas horas pela manhã. Hoje, após os trinta, sair à noite não pode passar certos horários, já que mentalmente começo a bloquear por pensar no dia seguinte e acabar por não conseguir descansar tanto como desejado. 

A idade pesa e quem diga o contrário que se vá lixar com a sua conversa! Os anos passam e não dá para andar em festa sistematicamente, já não sentindo a pedalada de outros tempos onde cheguei a fazer diretas, trabalhar no dia seguinte em boas condições e voltar a sair, passando quase quarenta e oito horas sem ver a cama e estando bem. Agora isso não acontece, mesmo que para muitos essa possibilidade exista e nem consigam compreender a minha opção de querer chegar mais cedo a casa, poder dormir o que o corpo exige para ter um dia seguinte mais pacífico, sem cansaço e moleza a prejudicarem as horas que estarei acordado a pensar que tenho de voltar a sentir os lençóis de perto para recompor o que ficou para trás.

22
Abr18

5 Lésbicas e Uma Quiche | Yellow Star Company

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Estamos em 1956, em plena Guerra Fria, com o perigo iminente de um ataque nuclear, vindo das hostes soviéticas. Uma comunidade, no meio dos EUA, realiza o Encontro Anual de Quiches da Sociedade de Irmãs, Viúvas, Independentes, Bem Conservadas e... Com Boas Maneiras. O seu lema principal é: «Nada de homens, nada de carne, só boas maneiras!».

Apesar de serem todas lésbicas, o assunto é tabu... Até ao momento em que, isoladas no seu «bunker improvisado», fruto de um alerta de ataque nuclear, começam a confessar-se, melhor dizendo, a «sair do armário». As revelações serão surpreendentes até ao fim!

Um encontro com «irmãs, viúvas, independentes, bem conservadas e com boas maneiras» em 1956 convida o público a juntar-se, numa celebração onde a eleição da melhor Quiche a concurso será feita entre um grupo de mulheres que vivem sob o lema «Nada de homens, nada de carne, só boas maneiras!». A partir daqui e com toda a ação a desenrolar-se num bunker improvisado, as revelações acontecem e as aparentemente viúvas revelam-se e perdem os receios de se descobrirem tal e qual como são. 

Encontramos em 5 Lésbicas e Uma Quiche uma América conservadora onde as aparências enganam e os preconceitos existem de forma bem notória. Entre mulheres, enclausuradas entre paredes, as surpresas vão surgindo quando a ameaça de um ataque nuclear as deixa trancadas, contando a partir daí com a cumplicidade mútua para a sobrevivência. 

Nesta divertida comédia protagonizada por Anabela Teixeira, Joana Câncio, Leonor Seixas, Paula Neves e Teresa Tavares o público é levado a trocar as conversas sobre ovos e o prazer das quiches pelos desejos e sentimentos recalcados destas cinco figuras dispersas da sociedade de outrora e que acabam por ainda marcar presença nos tempos que correm. O assumir da verdade não é dado de início, mas desde cedo os comportamentos tornam-se bem demonstrativos do que está para chegar, bastando existir um fósforo para atear o que já se encontra em erupção.

Este espetáculo serve como beliscão social para com a libertação pessoal de cada um sobre a sua sexualidade, tendo sido feito um bom trabalho de autor - Evan Linder e Andrew Hobgood - para mexer com o pensamento junto de quem assiste, seguindo de encontro ao que verdadeiramente interessa sobre a sua forma de querer estar na vida. 

21
Abr18

Vencedores dos Convites | 5 Lésbicas e Uma Quiche | 22.04.2018

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Estamos em 1956, em plena Guerra Fria, com o perigo iminente de um ataque nuclear, vindo das hostes soviéticas. Uma comunidade, no meio dos EUA, realiza o Encontro Anual de Quiches da Sociedade de Irmãs, Viúvas, Independentes, Bem Conservadas e... Com Boas Maneiras. O seu lema principal é: «Nada de homens, nada de carne, só boas maneiras!».

Apesar de serem todas lésbicas, o assunto é tabu... Até ao momento em que, isoladas no seu «bunker improvisado», fruto de um alerta de ataque nuclear, começam a confessar-se, melhor dizendo, a «sair do armário». As revelações serão surpreendentes até ao fim!

Anabela Teixeira, Joana Câncio, Leonor Seixas, Paula Neves e Teresa Tavares sobe ao palco do Teatro Armando Cortez, em Lisboa, a partir de hoje, 18 de Abril, para protagonizarem a nova aposta da Yellow Star Company, 5 Lésbicas e Uma Quiche.

Numa divertida comédia da autoria de Evan Linder e Andrew Horgood e com encenação a cargo de Paulo Sousa Costa, o público é convidado a recuar até ao ano de 1956, e visitar os EUA na altura da Guerra Fria para se divertir com as revelações de cinco mulheres que defendem acima de tudo as boas maneiras mas que têm alguns segredos em comum para desfiar num momento em que se encontram presas num bunker improvisado.

Com sessões marcadas de Quinta-feira a Sábado pelas 21h30 e aos Domingos às 18h00, 5 Lésbicas e uma Quiche espera por todos a partir de agora e tu, que gostas de uma boa comédia, tiveste a oportunidade de assistir a este espetáculo com o apoio d' O Informador.