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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

19.02.18

Erro da RTP no Festival


O Informador

Portugal receberá pela primeira vez o Eurovisão da Canção este ano graças à vitória de Salvador Sobral o ano passado. Todos felizes, com mil cuidados e os preparativos para o grande evento musical europeu a ser preparado ao pormenor ao longo dos últimos meses. Eis quando na primeira semi-final do Festival da Canção onde se pretende eleger o candidato português deste ano, a RTP erra e troca as votações. 

No passado Domingo os sete nomes dos primeiros semi-finalistas foram revelados para que na Segunda-feira seguinte os mesmos sofressem alterações. É que um dos supostos finalistas não constava na lista dos mais votados, tendo ficado em décimo primeiro lugar e não em sétimo como foi anunciado pelos apresentadores. Um erro vergonhoso para o canal que está a preparar o evento europeu. O erro só foi assumido após o término do direto, depois de auditoria interna, onde acabou por ser detetado que a votação final divulgada estava incorreta, tendo sido feita mal a transcrição dos pontos do televoto. Ao que parece a RTP assumiu de imediato o erro, mas será que esta falha não terá sido uma tentativa de alteração da escolha do público?

O tema Eu te Amo, interpretado por Beatriz Pessoa e composta por Mallu Magalhães, deixou assim o seu lugar na final para dar espaço a Sem Medo, que conquistou a escolha do público com a interpretação de Rui David de um tema composto por Jorge Palma. Lembro que o derrotado ficou afinal em décimo primeiro lugar e não em sétimo como foi transmitido publicamente.

Os erros acontecem, mas num momento em que a Europa espera saber quem será o representante português no Eurovisão, no ano em que somos os anfitriões, dar este erro numa gala de seleção que antevê os grandes dias? Se falhamos quando fazemos em pequeno, como conseguirão fazer em grande sem gralhas?

19.02.18

74.14, 40 Anos de Música | ArtFeist


O Informador

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Mais um ano e mais um fim-de-semana com 74.14, 40 Anos de Música, o musical celebrativo sobre os 40 anos de boa música após a revolução dos cravos de 25 de Abril de 1974. Marcando a história do país e virando uma página na forma de estar, muitas foram as alterações sociais dadas em Portugal a partir desse dia, estando também a música dentro dessas mudanças. Em 74.14, 40 Anos de Música, os temas que melhor se destacaram e ficaram na memória ao longo do tempo são revisitados através das vozes de um excelente grupo de artistas. 

Na mini temporada de 2018 deste maravilhoso e memorável espetáculo produzido pela ArtFeist, o palco contou com o talento de Henrique Feist, Susana Félix, FF, Mariana Pacheco, Daniel Galvão, Valter Mira, Soraia Tavares e Joana Almeida que em solo, duo ou grupo celebraram a música de forma ímpar, mostrando que as recordações dos temas do passado que continuam tão presentes ainda hoje são um bom motivo festivo e de alegria. 

Quatro décadas onde vários estilos musicais tomaram lugar, onde sucessos invadiram o Mundo e em Portugal vários foram os nomes a aparecer para fazerem sucesso, esporádico ou duradouro, mas com temas que ainda hoje são motivo de boas lembranças. Nascimentos e mortes, aparecimentos artísticos e ofuscações repentinas, na música e nas artes tudo pode ser efémero ou não, dependendo de várias circunstâncias. Em 74.14, 40 Anos de Música o efémero torna-se memorável e o espetáculo que une vídeos de apresentação com um resumo sobre várias notícias de cada época com as atuações em palco transporta primeiramente o público para a década de 70, seguindo-se os ritmos mais dançáveis dos anos 80, com a introdução da bola de espelhos e do disco. Passando pelos anos 90 e chegamos ao novo século onde o pimba invade Portugal e os rimos amorosos continuam a ter o seu destaque. 

Madonna, Abba, Michael Jackson, Jennifer Lopez, Gloria Gayonr, Prince, Spice Girls, Lady Gala, Rihanna, Amy Winehouse, Amália, GNR, Xutos e Pontapés, Paulo de Carvalho, Carlos Paião, António Variações, Anjos, Susana Félix, Excesso e Marco Paulo são apenas alguns dos nomes internacionais e nacionais que passaram de forma representativa pelo palco do Salão Preto e Prata do Casino Estoril e que ajudaram o público a ficar com vontade de saltar das cadeiras em vários momentos para dançar e aplaudir várias das atuações que se foram destacando ao longo das praticamente três horas de espetáculo. 

Nostalgia é talvez o termo certo para descrever esta aposta da ArtFeist em 74.14, 40 Anos de Música. Um espetáculo de homenagem à boa música portuguesa e mundial que foi ficando na história ao longo do tempo e que hoje ainda vai sendo recordada e cantarolada por todos nós, visto que um bom tema quando é bem interpretado fica para sempre na memória de cada um, ficando também na história do seu país e das suas gentes, como sendo uma representação da sua época e das sucessivas gerações que acompanharam o progresso musical.