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O Informador

10
Dez17

Drambuie, um bom licor de whisky

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Há dias experimentei Drambuie, um licor de whisky que não só satisfaz pelo seu sabor como ainda carrega uma história com mais de 250 anos.

Dizem os mais sábios que apenas três pessoas conhecem a verdadeira receita que deu origem a este sabor único e que a mesma encontra-se documentada e tão bem escondida que este licor de whisky continua a estar envolto em mistério ao longo dos séculos. A receita secreta foi dada por Bonnie Prince Charlie ao capitão do clã MacKinnon que o ajudou a escapar dos seus perseguidores e da ilha de Sype quando Bonnie, o príncipe Charles Edward Stuart, foi derrotato numa tentativa de restituição do trono britânico. Na ajuda que foi dada a Bonnie, este concedeu o segredo sobre a receita do licor especial de que todos gostavam ao capitão do clã, receita essa que foi depois transmitida de geração em geração desde 1745 e só em 1893 a mesma foi registada como Drambuie, tal como ainda é hoje conhecida. Digo-vos mesmo que este segredo só pode estar muito bem guardado porque este licor de whisky tem um sabor único!

Drambuie tem a combinação perfeita de ervas, especiarias e mel de urze mas é o açafrão que torna o seu sabor tão distinto e suave e que faz desta bebida única no Mundo que a solo ou em modo cocktail continua a provar que o segredo do seu sabor continua a fazer as delícias de muitos. 

10
Dez17

Convites duplos para Noite Viva [27.12.2017]

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O dramaturgo Conor McPherson volta a marcar presença na programação do Teatro Aberto após se ter estreado em 1997 com Água Salgada. De novo com João Lourenço como encenador, eis que para fechar 2017 e entrar em 2018 com um bom espetáculo, o Teatro Aberto apresenta Noite Viva, interpretado por Anna Eremin, Bruno Bernardo, Filipe Vargas, Rui Mendes e Vítor Norte que pela Sala Azul convidam o público a assistir a esta nova aposta a partir de dia 20 de Dezembro. 

Apresentando-se como um projeto inovador onde a pesquisa, experimentação, inovação e criação artística têm lugar numa união da linguagem cinematográfica e teatral, Noite Viva promete ser um espetáculo diferente e é por isso e para que todos possam sentir alguma curiosidade sobre este espetáculo, eis que tenho dez convites duplos destinados à sessão de 27 de Dezembro, pelas 21h30, para oferecer aos visitantes do blog. 

09
Dez17

O Último Dia de Um Condenado [Yellow Star Company]

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A comemoração dos 150 anos sobre a Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017) são comemorados por Virgílio Castelo através do seu regresso aos palcos com O Último Dia de Um Condenado, um monólogo adaptado da obra de Victor Hugo, autor das reconhecidas obras literárias Os Miseráveis e O Corcunda de Notre-Dame.

Em cena no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, sob produção da Yellow Star Company e encenação de Paulo Sousa Costa, Virgílio Castelo surpreende ao longo de setenta minutos a solo com um texto pesado e uma história que foi bem real para muitos que sofreram e foram condenados à morte. Primeiramente e sabendo que iria assistir a um monólogo fiquei um pouco reticente sobre o tempo de duração do espetáculo e também devido ao tema, sendo teoricamente uma união que poderia não correr bem, mas felizmente fiquei surpreendido, estando este espetáculo tão bem trabalhado e explorado que o tempo passa junto do público como para as várias personagens que o ator vai dando vida em palco. Os minutos passam num ápice como os dias, semanas e meses que um condenado vai vendo seguirem o seu caminho em espera que o seu fatídico dia chegue para que tudo termine num ato repugnante de pena capital. 

Virgílio Castelo prova em palco o seu estatuto enquanto um dos melhores atores, recorrendo a diversas técnicas para alterar o percurso da sua personagem enquanto prisioneiro a aguardar uma sentença ao mesmo tempo que vai convivendo com guardas, juízes e familiares ao longo do seu caminho pelo corredor da morte. A sociedade do século XIX torna-se alvo de críticas de um homem com um castigo penal às costas e que levanta várias questões éticas e morais para com os atos de quem o condena e que vai enfrentando ao longo dos seus últimos tempos de vida. 

Esta adaptação foi preparada num crescendo, onde um condenado mostra primeiramente os seus primeiros momentos dentro de quatro paredes até que o tempo vai passando, a noção do que está acontecendo aparece, o sofrimento provoca o cansaço e a saudade cada vez mais forte da sua vida, da sua família e de tudo o que tem fora da prisão que serve como o último resguardo para um fim anunciado antecipadamente. O Último Dia de Um Condenado pode muito bem ser descrito como um monólogo onde a ação possível se vai aproximando do público que começa a sentir preocupação para com o que se seguirá após os vários pontos fulcrais e de mudança de um homem sem qualquer possibilidade de recuo.