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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

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24.09.16

Atores sem respeito!


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Incrível como ao assistir a um espetáculo de teatro com vários convidados do mundo da representação se consegue perceber facilmente em como existe uma grande falta de respeito das pessoas que fazem aos outros o que não gostam que lhes façam a si enquanto estão em cima do palco!

Como os famosos, neste caso os atores, conseguem estar na plateia, com tudo desligado e o espetáculo a ser representado de telemóvel ligado, com o ecrã a ofuscar quem está ao seu lado?! No início de cada sessão sempre é dito e pedido para que os telemóveis sejam silenciados ou mesmos desligados. Os atores em cima do palco incomodam-se e com razão ao verem o público com luzes aqui e acolá ligadas ou com o som de chamadas a fazer-se ouvir de vez em quando. Depois esses mesmos atores, quando estão sentados pelas cadeiras como público, conseguem ter a falta de caráter a tal ponto de cometerem exatamente as falhas a que não gostam de assistir. Isto é normal? Não, nada normal!

23.09.16

Atual leitura... Recebe-me


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Desejo e Paixão são os dois principais ingredientes anunciados do livro Recebe-me, da autoria de J. Kenner, e lançado em Portugal pela Topseller. Este romance erótico é a minha atual leitura e espero que me surpreenda, já que é a primeira obra do género que tenho em mãos. 

Assim que terminar esta leitura logo revelarei a opinião sobre a mesma! Por agora suspiro «Recebe-me» e logo se verá como irá correr! 

22.09.16

Morte em Viena


O Informador

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Autor: Daniel Silva

Lançamento: 2006

Editora: Bertrand Editora

Páginas: 328

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Restaurador de arte e espião ocasional, Gabriel Allon é enviado a Viena para descobrir a verdade por detrás do atentado bombista que vitimou um velho amigo. Ao fazê-lo, descobre algo que vira todo o seu mundo do avesso: um rosto, um rosto que parece assustadoramente familiar, um rosto que o gela até aos ossos e que o faz querer saber mais. 

Porém, cada descoberta que faz apenas suscita mais perguntas; cada camada que desvenda apenas mostra mais camadas por debaixo. Finalmente, começa a surgir uma imagem, e que é mais terrível do que ele alguma vez poderia pensar: um Mal que lança os seus tentáculos há mais de sessenta anos sobre milhares de pessoas e sobre os seus próprios pesadelos. Em breve, Allon descobre que terá de procurar não apenas um monstro, mas muitos. E os monstros estão espalhados por todo o lado…

 

Opinião: Após leitura de outras obras de Daniel Silva, há dois anos tentei ler Morte em Viena e por algum motivo deixei esta leitura e só voltei a pegar no livro quando achei que estava no momento certo. Erro meu!

Morte em Viena não me conseguiu cativar em nada e do início ao fim, sim porque resisti e não deixei a leitura de lado desta vez, não consegui encontrar o fio condutor desta obra que se encaixa no ciclo de três romances que convocam o tema do Holocausto de onde fazem parte O Assassino Inglês e O Confessor.

A boa escrita do autor é bem visível nesta obra, no entanto algo neste livro fugiu da leitura que fui fazendo e consegui aguentar as mais de trezentas páginas sem encontrar na verdade o significado desta história por onde me perdi em nomes, locais e épocas. Nada me fez sentido, mas por vezes existem livros com alturas para nos fazerem companhia e este por duas vezes não me conseguiu encontrar ou vice-versa.

21.09.16

Vencedores de Constelações [21-09-2016]


O Informador

Após uma temporada de sucesso junto do público e crítica, o Teatro Aberto resolveu voltar a colocar Constelações em cena pela Sala Vermelha. Com Joana Brandão e Pedro Laginha em palco, Constelações é da autoria de Nick Payne e convida o público a viajar por vários e paralelos universos ao longo de todo o espetáculo!

O Informador que viu e gosta de partilhar bons momentos teatrais com os leitores do blog lançou passatempo com a atribuição de cinco convites duplos para a sessão de hoje, Quarta-feira, 21 de Setembro. Eis chegado o momento de revelar a lista dos vencedores sorteados através do sistema random.org. 

  • Isabel Corujo
  • Vasco Silva
  • Anabela Margaça
  • Ana Salomé
  • Maria Major

Muito Obrigado a todos os participantes e Parabéns aos vencedores! 

20.09.16

O Alentejo


O Informador

Deitar cedo num serão pacato no seio alentejano é sinónimo também de acordar pelas primeiras horas da manhã, com o sol a espreitar e os animais, principalmente os galos e rolos, a lembrarem todos os humanos, que se encontram pelas suas proximidades, de que já é dia e horas de levantar.

Um acordar preguiçoso, com olhos meio abertos, esticar pernas e braços antes de dar o pulo para poder calçar chinelos e começar a fazer a primeira e rápida higiene diária. Tudo aqui tem o seu tempo, nada exige pressa, para mais quando a juntar ao espírito de paz e sossegado ainda existe o fator férias a completar o ramalhete. Pequeno-almoço é preparado enquanto as novidades pelas redes sociais e também pelas aplicações da imprensa vão sendo obtidas. Existe tempo para comer com calma, sentar e desfrutar de uma tigela de flocos de cereais e umas torradas, o que no dia-a-dia acaba por ser uma perda de tempo para quem abre os olhos e faz tudo a correr para ir trabalhar logo de seguida. No Alentejo isso não acontece! Tudo tem o seu tempo, não importa se o pequeno-almoço é mais demorado ou não, o que importa é ficar de estômago cheio e confortável para umas horas de descanso, com um passeio matinal pelas ruas pacatas da aldeia e onde o «bom dia» não é deixado de lado. Aqui, todos se cumprimentam, residentes ou visitantes, nacionais ou estrangeiros. Existem boas maneiras entre a população que gosta de receber quem por cá passa.

Um bom descanso é feito numa aldeia alentejana sem pressões, sem trânsito e com as correrias distantes. Mesmo de férias pelos centros urbanos todos andam a correr, não se conseguindo ter um verdadeiro momento de paz e reflexão para que se consiga desfrutar do momento. Aqui não, tudo é feito com tempo, com calma e existe verdade através de palavras que são proferidas porque estão na educação das pessoas, não por qualquer ato de obrigação para com o próximo.

19.09.16

Onde Estavas Quando Criei o Mundo?


O Informador

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Autor: Artur Ribeiro

Lançamento: Setembro de 2016

Editora: Guerra e Paz Editores

Páginas: 96

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Uma mulher defende-se em tribunal com o propósito de explicar o seu crime. Embora não sejam claras de início, as circunstâncias pelas quais a mulher responde, acto mais hediondo não parecer haver: a ré é acusada de filicídio. O que leva uma mãe a este acto extremo? E como explicá-lo? Poderá ter sido um acto de piedade ou de sacrifício?

O leitor será colocado no papel tanto de juiz como de confessor, na tentativa desta mulher racionalizar o que está por de trás de actos extremos e as suas apologias — apoiando-se em exemplos da Bíblia, como o livro de Job — aos problemas sociais e familiares da actualidade, nomeadamente a questão da eutanásia.

 

Opinião: Artur Ribeiro, argumentista e realizador de produções televisivas e cinematográficas, como é o caso da novela Belmonte, recentemente transmitida pela TVI, e do filme Duplo Exílio, lançou-se em 2012 como dramaturgo com a peça Onde Estavas Quando Criei o Mundo?, estreada no Teatro Nacional D. Maria II e com interpretação de Manuela Couto. Essa peça passou agora do desafio teatral para a literatura e deu origem ao livro com o mesmo nome, lançado pela Guerra e Paz.

Eu, que sou fã da escrita de Artur Ribeiro para televisão, logo que vi esta obra a ser apresentada não hesitei e em boa hora fiz a sua leitura. Onde Estavas Quando Criei o Mundo? é daqueles livros para ler de uma só assentada. De escrita familiar, com fortes passagens entre o presente de uma mulher que enfrenta a justiça pela morte do filho e o passado onde vários recados são deixados, nesta obra o recurso a vários exemplos bíblicos existe através do livro de Job. A crítica e debate para com problemas sociais e familiares, tão díspares entre cada sociedade, a atualidade que vai sendo alterada ao longo dos anos e a verdadeira questão base desta obra que é a eutanásia. Afinal de contas, estará a lei portuguesa certa ou um pouco atrasada em relação a este tema que mexe com a mente de quem reflete sobre a questão?

18.09.16

Filho da Treta


O Informador

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José Pedro Gomes só deveria voltar ao trabalho lá para o final do ano, no entanto o universo lançado ao lado de António Feio há alguns anos chamou por si através de Filho da Treta, desta vez na companhia de António Machado. 

Numa comédia que vive muito da simplicidade, cumplicidade, improviso e também do momento, em Filho da Treta dá-se a continuação das conversas de sucesso que eram feitas entre Zezé e Toni ao longo de cada sessão. Neste novo espetáculo a Zezé junta-se Júnior, filho de Toni, e a base central da apresentação continua toda lá, no entanto ainda existem várias coisas a ter em conta e a aperfeiçoar ao longo das próximas sessões. 

Num texto critico e atual, Filho da Treta vagueia pelos meandros da sociedade com vários comentários a surgirem ao mesmo tempo que várias situações caricatas vão sendo relatadas através do diz que diz entre as duas personagens que falam como amigos, confidentes e sabechões entre si sem que no entanto consigam estar ao mesmo nível devido aos anos de vida que os distanciam. Zezé, o cavalheiro lisboeta com anos de experiência com as mulheres, principalmente as alemãs, conversa com Júnior, o puto que tem muito para aprender mas também para ensinar ao amigo do seu pai, aquele que mal o conhecia. 

Com um simples cenário onde duas cadeiras se destacam com uma bicicleta ao canto e luzes a revelarem os rostos dos atores, este espetáculo vive muito das expressões faciais, o que pode não jogar a favor junto do público que fique em filas mais distantes do palco. Com um texto simples, um pouco abaixo do que era feito outrora em Conversa da Treta, mas o tempo também mudou e hoje em dia é muito mais complicado agradar a gregos e troianos como antigamente, esta é daquelas peças que se vai ajustando através da aceitação e critica do público.

Ironia e boa disposição distinguem neste momento Filho da Treta da maioria do que é feito atualmente nos palcos nacionais. Com dois atores em palco, um simples cenário e a atualidade como destaque, vários temas chave são debatidos entre Zezé e Júnior, tal como os tuk-tuk nas cidades, a guerra entre taxistas e Uber, as barrigas de aluguer, as famílias homossexuais, emigração, impostos, fraude fiscal através do programa Simplex, as Off Shores, Ricardo Salgado e José Sócrates. As manifestações pelo debate entre o ensino público e privado e a igualdade de género protagonizada por Catarina Martins são temas que também não são esquecidos. 

Neste espetáculo existe também espaço para um rápido momento musical com alusão à queda do Banco Espírito Santo, do Banif e a todas as complicações da Caixa Geral de Depósitos, sem esquecer Isabel dos Santos que tem comprado o nosso país. 

17.09.16

Acordei e...


O Informador

... Estou finalmente de férias! 

As malas estão feitas, a ideia está pronta e a mente parece estar calma por saber que ao longo de duas, que se esperam longas, semanas irei estar de repouso total, sem ter de me levantar a horas certas porque o trabalho chama. Preciso de dormir, quero descansar e aproveitar os dias que por aí se aproximam, com bom ou mau tempo a fazer-se sentir. Ansiava há algum tempo por este momento, para mais quando sinto que a ansiedade aliada ao cansaço têm feito com que o psicológico ande um pouco afetado pelas últimas semanas!

Estou oficialmente de férias! Quer dizer, estes primeiros dias estou de folga e só depois é que entro de férias, mas é tudo a mesma coisa neste caso!

17.09.16

Incumprimento de horários


O Informador

Trabalho há praticamente dez anos e talvez tenha chegado atrasado dois dias por motivos de trânsito mesmo junto à entrada do local onde está situado o meu emprego! O que não entendo é como é que pessoas, que para mim mostram grande falta de responsabilidade, conseguem não cumprir horários constantemente e ainda acham que isso é normal?!

Há uns dias em conversa percebia que um dos motivos que leva algumas pessoas a chegarem atrasadas é porque acham que têm de gerir os seus horários e não têm de entrar e sair a horas certas. Se têm de entrar às nove mas se chegam às nove e vinte compensam no final do dia com mais vinte minutos, aqueles que lhes escapou de manhã. Isso é normal? Não! Não me faz qualquer sentido estes comportamentos, para mais quando cumpro horários e não percebo quem chega constantemente fora de horas. Se têm de entrar às nove, a essa hora têm de lá estar e não depois porque saem também mais tarde! Uma exceção há regra pode acontecer, agora fazer da dita exceção a regra é demais e mostra que afinal quem precisa de trabalhar não é assim tão bom para merecer o lugar que ocupa.

O não cumprimento de horários é um mau hábito que não aceito e se fosse patrão tenho a certeza que não aceitaria manter funcionários que não conseguem chegar a tempo só porque são bons enquanto estão a laborar. Para mim um bom trabalhador tem de ser completo e se tem falhas, mesmo que as mesmas consigam ser compensadas com as coisas boas, não funciona na mesma. Afinal de contas na abertura nunca se pode contar com a equipa porque chegam quando querem e não como devem? Não, isso não é assim e quem tem ideias de que está certo está redondamente enganado!