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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

01.06.16

Atual leitura... As Flores de Lótus


O Informador

Primeiramente deixem-me-vos dizer que estou de férias e que foi por isso que ainda não fiz o comentário final sobre Pai Nosso, de Clara Ferreira Alves. 

Agora sim falo da minha atual leitura... As Flores de Lótus, de José Rodrigues dos Santos, o livro que foi lançado em Outubro, que me foi oferecido pelo Natal e que só agora viu a luz do dia por estas paragens para que a sua leitura seja feita em poucos dias e não arrastar ao longo de dias ou mesmo semanas, é a escolha do momento. Encontro-me neste momento a meio da obra e até agora, talvez por Tomás Noronha ter ficado de fora desta vez, a narrativa parece-me no ponto. A política é uma questão central desta obra, a critica social mostra-se capaz de superar as diferentes décadas e a escrita não é maçadora. Espero seguir em frente com esta leitura com o entusiasmo que tenho tido até aqui para não desiludir, percorrendo ao mesmo tempo os vários continentes do nosso planeta através de guerras, conquistas, amores e sonhos.

01.06.16

A falta de jeito!


O Informador

É verdade! Nem todos conseguimos nascer capazes de enfrentar as artes que nos aparecem pela frente, correndo mesmo o risco de fazer algumas coisas desnecessariamente e para as quais o jeito inato ficou algures na barriga das nossas mães. Conseguimos cantar, dançar, representar, pintar, ..., mas não se consegue ser perfeito em tudo, sendo que em muitos casos com a aprendizagem atingem-se alguns bons fins, mas em outros nem com anos de tentativas lá se chega!

Como se deverá tentar dizer a uma pessoa de quem se gosta que essa mesmo pessoa pode ser boa em várias artes mas não naquela onde se valoriza e se acredita ser uma das melhores? Como podemos ser frontais sem magoar alguém dizendo o que todos pensam e não têm coragem para afirmar? Como explicar a alguém que quando está a demonstrar o que sabe fazer que muitos se riem à sua custa por gozo? Sim, é complicado, mas alguém lhe irá ter que dizer, não é verdade?

Quem terá a coragem para tomar as palavras no momento certo e acrescentar alguma coisa ao discurso do bom trabalho auto valorizado naquela altura em que o final acontece e é necessário tirar a ficha do artista para que não se façam mais figuras tristes em jeito de animador social para com os outros?

Por vezes tenta-se que as pessoas percebam que estão mal no que fazem porque não conseguem evoluir, mas é complicado afirmar a alguém que gosta de fazer algo que esse caminho não é o seu. Como reagirá quando souber pelos outros, já que por si parece estar difícil, que não fez a escolha de tempos livres perfeita?

A falta de jeito é uma coisa tramada e quem está pela plateia e tem o dever de afirmar tal situação também se sente num lugar complicado. Dizer e correr o risco do ouvinte não gostar da opinião ou ficar calado e tudo continuar a descambar?