Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Irritações!

13
Jul15

Fico ligeiramente irritado quando visito algum blog, percebo que gosto do que vi e tento fazer ver perfil ou seguir perfil e o blogger optou por não ter tais áreas em descoberto para facilitar as subscrições. Não será mais fácil ajudarem os outros para conseguirem fazer com que as vossas partilhas sejam vistas por quem as apaude?

Simplesmente irritado mesmo depois de perceber que existe uma solução para esta situação! Não é logo vísivel mas como um teimoso contínua a insistir lá conseguir fazer «seguir perfil» onde queria!

A Vida na Porta do Frigorífico

13
Jul15

a vida na porta do frigorífico.png

Autor: Alice Kuipers

Ano: Outubro de 2009

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 240 páginas

Classificação: 4 em 5

 

Opinião:

Aparentemente A Vida na Porta do Frigorifico é um livro fraco! Mas isto é uma questão aparente que pode levar os que passam simplesmente os olhos por esta obra a pensar. Quando a leitura começa e as notas que mãe e filha vão deixando na porta do frigorifico vão ganhando forma, a ideia de facilitismo literário cai por terra porque nesta obra de Alice Kuipers existe história e não é das mais fracas já lidas. 

Quase, mas mesmo quase, que este livro me fazia chorar no final da hora que o levei a devorar de uma ponta à outra. Claire é uma adolescente que vive os primeiros encontros amorosos, escapando-se com a ajuda de amigos da vida familiar que praticamente não existe. Desculpas e ausências de casa fazem com que não exista praticamente relação com a sua mãe, médica que passa muito do seu tempo no hospital onde trabalha e onde a sua vida parece fazer verdadeiro sentido. O que existe então entre as duas além de serem mãe e filha? Uma casa em comum, um divórcio, telefonemas e muitas mensagens deixadas de uma para a outra pela porta do frigorifico que serve como pombo correio para que os pedidos, listas de compras e recados importantes sejam passados sem existir qualquer comunicação física entre ambas. 

A Rapariga no Comboio

13
Jul15

capa_a-rapariga-no-comboio.jpg

Autor: Paula Hawkins

Ano: Junho de 2015

Editora: Topseller

Número de páginas: 320 páginas

Classificação: 5 em 5


Opinião:

Estar atento e deixar que a imaginação comece a funcionar nem sempre corre bem na vida de uma viajante no tempo, tal como o que aconteceu com A Rapariga no Comboio, Rachel. Numa obra onde a verdade se liga com a imaginação neste thriller os factos são transformados pela pura criação que alguém vai fazendo ao longo do tempo simplesmente através da observação de vidas desconhecidas até então. 

Paula Hawkins é uma das autoras do momento com este livro que tem feito furor junto de leitores assíduos dos mais vendidos e não só. Confesso que comprei este livro por ter de reforçar as leituras que tinha levado comigo de férias e por ser o melhor classificado na tabela de vendas. Se errei na escolha? Nada disso, bem pelo contrário!

A Rapariga no Comboio é um dos livros do ano, sem dúvida alguma! Com uma morte a dar o mote para os desenvolvimentos seguintes, rapidamente as personagens entram em acção e ganham relevo junto do leitor que tenta a todo o custo decifrar quem poderá ser o verdadeiro culpado de todo o mistério que envolve o desaparecimento de Megan. Qual a explicação para uma mulher supostamente feliz num casamento desaparecer subitamente sem deixar rasto? As verdades vão aparecendo, sempre com toques imaginativos de personagens que acreditam ter visto uma coisa quando na realidade o álcool as transforma noutras. 

Como uma simples viagem consegue transformar a vida de alguém que sempre se tentou manter a leste? Como o passado desse alguém fica subitamente envolvido num caso com que aparentemente nada tem em comum consigo? Uma complexa história onde os poucos envolvidos chegam perfeitamente para levar o suspense embutido nestas mais de trezentas páginas em frente. Deverei confessar que o culpado de toda esta situação envolvente só foi descoberto por mim mesmo perto do final de tudo, quando o círculo se começa a apertar e já poucos suspeitos podem ter mistérios omitidos nas suas vidas.

Violência, alcoolismo, amor, traição, mistério, homicídios, viagens e ligações pessoais são os principais bombons que A Rapariga no Comboio serve aos seus leitores através de uma escrita fluida, sem grandes oscilações e onde três mulheres vão reflectindo sobre o que têm sido as suas vidas ao longo de pouco mais de um ano, onde o passado vai sendo contado ao lado do presente.