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As vizinhas olhadeiras

Elas existem por todo o lado e aparecem a qualquer hora do dia e onde calha... Falo das minhas vizinhas que estão sempre nos seus quintais, esteja eu a entrar ou a sair de casa.

Na cidade as pessoas podem-se sentir sortudas por não terem sempre a vizinha Antónia ou a Manuela com os olhos postos em si quando metem o pé fora de casa. Como vivo numa aldeia, isso não acontece e elas estão sempre prontas para controlarem os passos de uma pessoa que as vê, mas faz que não percebe que estão à sua espreita. 

As minhas vizinhas estão sempre com o seu radar em alerta quando percebem que alguém está a entrar na rua. Praticamente todos os dias as tenho que ver, seja de manhã, de tarde ou à noite, sendo que geralmente as vejo nas três fases do dia, se sair três ou mais vezes de casa.

Elas controlam mesmo tudo, a rua toda... Quem passa, com quem se passa, o que se leva vestido, se passo ao telemóvel ou a cantar... Elas sabem tudo e depois lá tenho que dizer «Bom dia!», «Boa tarde!» ou «Boa noite!», quando o que me apetece é dizer, «Não tem mais nada para fazer sem ser esperar que eu passe para me ver? Sou assim tão bonito para me ter que cumprimentar e controlar diariamente?».

Isto vai ser sempre assim enquanto viver pela aldeia... Não sou controlado pelos meus pais, mas olhem que os vizinhos estão bem atentos à minha vida! Coisas de aldeia pequena em que todos se conhecem! Irra!...

Noitadas já não são para mim!

Realmente a idade pesa e eu já noto esse peso sobre mim! Há uns anos atrás tudo era bonito, tudo era colorido e feito sem pressas e pensamentos de que «já está a ficar tarde». Agora é o contrário, quando o relógio começa a aproximar-se de uma determinada hora, começo a apagar e a apelar por chegar à minha boa cama.

Aos vinte e seis anos já me sinto a ficar velho no que toca a saídas! Já não sou mais um adolescente que consegue estar até ao outro dia de manhã a dançar! Já não consigo segurar os olhos abertos assim tanto tempo se o sono começar a aparecer! Já não consigo mostrar que estou bem quando só penso em ir dormir. Já não tenho a idade de que tudo pode acontecer e onde tudo é feito com coragem e com radicalidade. 

Com o avançar da idade sinto cada vez mais a falta de paciência e genica para me aguentar à bomboca de fazer grandes noitadas e de me divertir pelo mundo da dança noturna ao longo de várias horas. Tenho vindo a preferir resguardar-me das grandes saídas porque sei que não me aguento como em outros tempos e depois só começo a pensar que quero ir embora porque já estou farto e cansado.

O avançar da idade é tramado em todos os níveis! Na parte das saídas já me começo a ressentir e cada vez mais... Como se retarda o avançar dos anos sobre nós?!

Prendas de Natal para trocar

O Natal já passou e agora é tempo de me fazer à estrada e ir trocar os presentes repetidos que me vieram parar à mão.

Eu disse presentes? Pois, mas o que queria dizer era O Presente! Este ano, e para não variar, recebi algo que já tenho e agora vou ter que pegar no talão de troca e fazer-me à loja para o trocar.

Falo do livro A Mão do Diabo de José Rodrigues dos Santos que me ofereceram neste Natal, depois de já o ter lido em Novembro, quando me foi oferecido por outras pessoas no meu aniversário.

Será que não dá para fazer uma lista do que tenho e do que não tenho para que quem me presentei não correr estes riscos de me oferecer algo que já consta na minha lista de possuidor?

Noite de Natal sem televisão generalista

O Natal é a época da família, mas mesmo neste serão que para muitos é mágico, a televisão está sempre ligada, mas a oferta entre os canais generalistas vai de mal a pior!

RTP, SIC e TVI não são definitivamente os melhores companheiros na noite da consoada dos portugueses. Pelo primeiro canal assistia-se a uma sessão circense, apresentada por uma Catarina Furtado vestida como se tivesse no Coliseu dos Recreios. Pelos dois canais privados da nossa televisão, o cinema foi o grande destaque, mas sem grande adesão, a meu ver!

Na noite de Natal, ver circo sem graça ou um filme que foi sucesso nas salas mundiais no ano passado, é praticamente a mesma coisa que ter a televisão desligada. Será que os senhores programadores ainda não perceberam ao longo destes anos que têm que apostar em algo divertido, mesmo que seja repetido para esta noite? Porque não uma gala gravada, porque não um especial dos seus programas com um apanhado sobre o Natal?

Tanta coisa que pode ser feita no pequeno ecrã no serão de 24 para 25 de Dezembro e os senhores diretores só se lembram do circo e do cinema! Não admira que os canais de cabo sejam donos e senhores nestes dias tão especiais do calendário!

Estou farto de A Tormenta de Espadas

A Tormenta de Espadas é o quinto livro da série de George R. R. Martin, A Guerra dos Tronos, mas confesso... Já estou farto!

Depois de quatro livros da saga e com muita vontade de ler outra coisa, deixei-me levar para a quinta parte, da versão portuguesa, desta fantástica história, mas já estou com vontade de colocar o livro de lado e pegar em algo bem mais rápido e leve. 

Eu sou assim, já devia ter aprendido por outras obras literárias que não consigo chegar ao fim das sagas que se prolongam por vários livros e desta vez estou a tentar continuar, mas já deu para ver que não irá ser fácil, porque ainda nem li metade de toda a aventura.

A história é soberba, mesmo do melhor conseguido dentro do género e um dos livros com uma melhor elaboração de conteúdo, mas já estou a ficar saturado das personagens e cada vez que penso que estes livros me irão ocupar grande parte do próximo ano no que toca a literatura, perco logo toda a vontade.

Não sei mesmo se irei continuar a ler A Tormenta de Espadas nos próximos dias, porque existe vontade de não deixar isto a meio, mas também quero ler outras coisas e não consigo. Acho que vou parar para ler algo diferente, mas a ver vamos!

Ninguém permanece satisfeito com o que tem

«Ninguém permanece satisfeito com o que tem»

Séneca

Sou um eterno insatisfeito! Posso ter tudo o que desejo, tudo com que sonho, mas existe sempre alguma coisa que me faça estar insatisfeito comigo e com a vida!

Posso-me sentir o melhor, o maior, o mais bonito e janota, o mais felizardo, o que tem tudo de bom à sua volta, mas falha sempre alguma coisa. Quando atinjo um objetivo, logo surge outro que me faz voltar a ficar insatisfeito com o que tenho, porque agora quero algo novo e que ainda não possuo.

Vivo para lutar pela minha felicidade, mas este mesmo estado custa tanto a encontrar. Faltam sempre algumas coisas, existem sempre falhas e quebras nos meus sonhos e pensamentos.

Séneca afirmou que «Ninguém permanece satisfeito com o que tem» e isso aparece totalmente de encontro ao que eu sou, um eterno insatisfeito com o que a vida me tem dado e colocado ao meu dispor.

Será que existe alguém que se sinta com total satisfação durante toda a sua vida? Claro que não!

Número de telemóvel com data de nascimento

Pode-se dizer que isto é uma ideia parva, que isto são coisas que só as estrelas pensam, mas eu também pensei e tenho um desejo... Quero ter um número de telemóvel com a minha data de nascimento, pode ser?

Senhores da Vodafone, se puderem, anotem aí... Nasci a 5 de Novembro de 1986, logo quero ter um cartão SIM com o 915111986.

Isto pode ser um autêntico absurdo, pode ser algo de quem não tem mais nada para fazer, mas eu quero ter um telemóvel especial, não posso? Há quem tenha roupa com o seu nome, sapatos inscritos com as suas iniciais e relógios com as caras, eu quero ter um número de telemóvel com a minha data de nascimento. Quem me quiser surpreender, está à vontade!

Saudades do tempo de escola

Quando se é jovem e estudante só se pensa em terminar de estudar para ir trabalhar e poder comprar com o que ganhamos o que queremos. Passado um tempo de se trabalhar, o regresso ao passado é desejado, mas não passa disso mesmo, um desejo...

Já passaram quase sete anos desde que terminei os estudos e agora em que se está na época das férias de Natal penso que por esta altura já tinha as minhas notas afixadas, estava a descansar, a passar as tardes na vadiagem e tudo corria bem. Hoje em dia trabalho, corro de um lado para o outro e as coisas são tão mais reais do que eram naquela altura de estudante sem preocupações.

Os mais velhos sempre me disseram para estudar até querer, para não deixar a escola, mas a crença que iria parar para trabalhar, mas que depois voltava a estudar falou mais alto. Parei, comecei a trabalhar, mas não voltei a estudar!

Não me arrependo disso, mas nestas alturas em que os estudantes estão de férias, estão despreocupados, tendo boas notas ou não, faz-me pensar que podia ter continuado a marrar nos livros por mais uns anos, e agora já estaria a trabalhar com uma outra profissão, ou estaria no desemprego.

Enquanto somos estudantes surgem as queixas que custa muito estudar, que os outros não compreendem o quanto trabalho se tem, mas quando se começa a trabalhar é que se percebe que o duro não está na escola, mas sim quando se tem uma profissão que não a de estudante.

Quando olho para a vida que fazia no tempo de escola lembro-me das aulas, mas num dos últimos planos, pensando primeiramente nos momentos que passava nos intervalos com os meus amigos, nas horas de almoço e tardes livres. Andávamos mesmo sem preocupações, agora corre-se para ver se se alcança alguma coisa, mas...

Noite de Natal a três

Desde pequeno que sempre fui habituado a passar o Natal de forma sossegada, com os meus pais e em alguns anos, de forma excepcional, com os meus tios e primo. Este ano, vamos voltar a passar o Natal só os três, por casa, porque esta noite para nós é quase como outra qualquer, até pode ser pior que as outras.

O Natal sempre foi visto pela minha mãe como uma época triste, como tal, sempre me habituou a não dar grande relevo a esta altura do ano em que anda tudo louco pelas compras e pelos jantares de família. Nós ficamos normalmente no aconchego do lar a falar, a ver televisão e a desembrulhar os presentes que por aqui aparecem.

Com a passagem dos meus avós maternos para as suas novas vidas, onde acredito que olham por mim diariamente, os motivos de celebração natalícia ainda são menos, por isso além de não termos feito a árvore de Natal também não vamos fazer nada de especial de 24 para 25. Vai ser um serão normal e no dia seguinte quando acordarmos tudo deverá acontecer também de forma natural, como um dia igual a tantos outros, em que estamos os três por casa, acordamos mais tarde e o dia prossegue como se nada fosse.

O Natal para mim está cada vez mais transformado numa forma pratica de fazer negócio e deixa ao longo dos anos de ser feito pelo aconchego familiar. Nós não vamos mudar a nossa forma recatada de viver esta época, que este ano ainda é mais triste que nos outros. Desde que tenhamos amor, saúde e paz, o Natal pode ser celebrado todos os dias e não só numa noite!

Carro não gosta de combustível barato

Devido à crise que anda por aí tenho colocado à largos meses gasolina nos postos de combustível dos supermercados, poupando assim uns euros, mas agora tenho reparado que o meu carro não anda a gostar de tal abastecimento.

Nos últimos dias tenho reparado que o que é dito acerca dos combustíveis das marcas brancas acontece mesmo. O meu carro tem andado com soluços quando lhe coloco gasolina numa bomba de combustível mais barata. 

Sempre me disseram para não ir àquelas bombas e que valia mais pagar mais e não estragar o carro e agora é que começo a ver que tal é mesmo verdade. Poupa-se na conta bancária quando se abastece, mas gasta-se a longo prazo se for necessário depois arranjar algo provocado pela gasolina meio falsificada.

A partir de agora vou começar a só deixar o meu automóvel com gasolina das marcas oficiais para ver se a coisa volta ao normal e deixo de ter algum receio com os soluços que tenho sentido quando começo uma viagem.

Poupar com as marcas brancas de combustível parece não ser a melhor solução para andar em segurança nas estradas nacionais.