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O Informador

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13
Dez17

Vidas Finais [Riley Sager]


O Informador

vidas finais as sobreviventes.jpg

Autor: Riley Sager

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-989-8869-30-2

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Para sobreviver a um assassino, é preciso ter um instinto assassino.

Há dez anos, Quincy Carpenter, uma estudante universitária, foi a única sobrevivente de uma terrível chacina numa cabana onde passava o fim de semana com amigos. A partir desse momento, começou a fazer parte de um grupo ao qual ninguém queria pertencer: as Últimas Vítimas. Desse grupo fazem também parte Lisa Milner, que perdeu nove amigas esfaqueadas na residência universitária onde vivia, e Samantha Boyd, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava.

As três raparigas foram as únicas sobreviventes de três hediondos massacres e sempre se mantiveram afastadas, procurando superar os seus traumas. Mas, quando Lisa aparece morta na banheira de sua casa, Samantha procura Quincy e força-a a reviver o passado, que até ali permanecera recalcado.

Quincy percebe, então, que se quiser saber o verdadeiro motivo por que Samantha a procurou e, ao mesmo tempo, afastar a polícia e os jornalistas que não a deixam em paz, terá de se lembrar do que aconteceu na cabana, naquela noite traumática.

Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.

 

Opinião: Nada melhor que iniciar a leitura de um thriller pelo início de tudo, pelo momento que deu origem ao presente, e é assim que Riley Sager mostra como a vida de Quincy se alterou no fim-de-semana que passou com os amigos no Chalé dos Pinheiros. 

Recorrendo ao passado onde um narrador ausente relata os acontecimentos que deram origem a tudo, desde a chegada dos jovens estudantes ao local do crime até que as descrições e as memórias de Quincy vão tendo lugar com o decorrer do tempo presente onde se vê confrontada com o aparecimento de Sam, uma Última Vítima que num outro local também conseguiu sobreviver a um massacre quantitativo. Quincy, Sam e Lisa são as sobreviventes de distintos massacres mas com histórias semelhantes e é com a morte de Lisa, que aparece sem vida na banheira de sua casa, que Sam procura pela primeira vez Quincy, para que juntas se apoiem sobre o mal que lhes aconteceu e que sempre continua a atormentar a vida de cada pessoa que passa pelo mesmo tipo de traumas.

Hoje no presente o que terá Sam para dar a Quincy após a morte de Lisa? E Quincy como terá recuperado a sua vida, onde o passado dramático parece ter sido esquecido e limpo da mente logo após o momento dos incidentes? Vidas Finais: As Sobreviventes é daquelas histórias brilhantemente conduzidas entre o passado e o presente, onde o leitor vai percebendo tudo o que aconteceu anteriormente ao mesmo tempo que acompanha a verdade dos dias que correm, aliando-se assim os dois fios condutores de uma história comum que não era possível existir uma sem a outra, porque o presente de cada um depende sempre das escolhas e vivências do passado. 

Com traumas semelhantes a unirem estas três personagens femininas, o enredo de Vidas Finais: As Sobreviventes acontece após o desaparecimento de Lisa e o aparecimento de Sam, que sempre se tentou manter distante sobre o que lhe aconteceu, tendo desaparecido para agora, após a morte da companheira de sofrimento, regressar e procurar Quincy. Primeiramente aceite, depois criando dúvidas mas ajudando Quincy a procurar respostas para o que lhe aconteceu, Sam é daquelas personagens que flutuam entre o bem e o mal ao longo de toda a história, sem se perceber o que esconde esta jovem que viu a morte mesmo ao seu lado e que continua a arriscar a sua vida. 

Uma escrita fluída, uma história consistente e bem embrulhada, Vidas Finais: As Sobreviventes é um bom thriller onde o suspense e a dúvida vai surgindo ao longo de toda a leitura, tendo percebido que apontei para várias frentes sobre a identidade do mal feitor sobre as mortes em torno de Quincy, mas que no final, mesmo quase pelas últimas páginas é que percebi a verdade, por vezes tão perto e influente. Fui bem enganado, tal como Quincy o foi ao longo dos mais de dez anos de silêncio para com o massacre que assistiu. 

Uma boa narrativa da autoria de Riley Sager, que já viu os direitos cinematográficos serem adquiridos pela Universal Pictures para que este texto, que antes de sair para as livrarias já havia sido vendido para mais de vinte países, possa também conquistar as salas de cinema de todo o Mundo. Para quem gostou de A Rapariga no Comboio e Numa Floresta Muito Escura, este é um bom sucessor para continuar a sentir que o mundo do thriller literário ainda tem muito por onde desbravar. 

 

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