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O Informador

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Vencedores dos convites duplos para A Última Noite do Capitão [29.10.2017]

27.10.17Publicado por O Informador

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A Última Noite do Capitão chegou a Portugal através da Yellow Star Company e conta com Filipe Crawford a solo em palco num monólogo sobre a vida de Francesco Andreini, um divertido ator dos grandes palcos italianos dos finais do século XVI. 

Em cena todos os Domingos de 17 de Setembro a 17 de Dezembro no Teatro Armando Cortez, este espetáculo retrata a vida de um homem que conquistou muito mas acabou sozinho e esquecido pelo grande público, deixando uma história tocante para ser contada vários séculos depois pelo exemplo que ainda hoje acontece um pouco por todo o Mundo e em várias áreas sociais. 

Aqui pelo blog estiveram três convites duplos disponíveis para serem sorteados destinados à sessão de dia 29 de Outubro e eis os vencedores que foram sorteados através do sistema random.org. Marilina Fernandes, Tânia Venâncio e Inês Velez foram as premiadas para esta sessão de um espetáculo inspirador. Parabéns!

Sinopse

O retrato da vida de Francesco Andreini, cómico dell'arte, afastado das tábuas do palco e nostálgico dos anos de glória da comédia italiana dos finais do sec. XVI. Uma carta que escreve ao seu antigo mecenas é a chave que abre o álbum de recordações dos sucessos obtidos há mais de 400 anos. Num estilo muito próximo do "Canto do Cisne" de Tchecov, e do "El Canto de la Rana" de Sinisterra, de carácter histórico, mas, neste caso, passada nos inícios do sec. XVII em Itália, utilizando as máscaras de couro da Commedia  e salvando do esquecimento monólogos exultantes e barrocos ditos pelo Capitão, recopiados do  texto original de 1619 "Le Bravure di Capitano Spavento" criando deste modo uma adaptação de um dos livros mais sugestivos da Commedia dell'arte, livro que foi motivo de inspiração, plágio e veneração, entre os comediantes desde 1600 até hoje. A encenação é austera, sem recurso à música ou a efeitos de luz, transitando entre a tragédia e a comédia, entre a alegoria e a crua realidade, num registo de teatro intimista onde sobressai o relato pungente de Andreini, e a fantasia do Capitão, personagem que, segundo Julio Vélez-Sainz, seria o gérmen inspirador de Don Quixote de Cervantes.

 

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