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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Um Mundo de Pernas Para o Ar [Elan Mastai]

20.07.17Publicado por O Informador

um mundo de pernas para o ar.jpg

Autor: Elan Mastai

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-972-25-3346-1

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Estamos em 2016 e no mundo de Tom Barren a tecnologia solucionou os grandes problemas da humanidade: não há guerra, nem pobreza, nem abacates pouco maduros. Infelizmente, Tom não é um homem feliz. Perdeu a rapariga dos seus sonhos. E o que é que uma pessoa faz quando está de coração partido e depara com uma máquina do tempo? Faz uma estupidez.

Agora Tom dá por si numa realidade paralela aterradora (que nós reconhecemos logo como sendo o nosso 2016) e só pensa em corrigir o erro e voltar para casa. Mas é então que descobre uma versão encantadora da sua família, da sua carreira e de uma mulher que pode muito bem ser a mulher da sua vida.

Tem agora de enfrentar uma escolha impossível. Regressar para a sua vida perfeita, mas pouco emocionante, ou permanecer na nossa realidade, um mundo caótico, mas onde terá ao seu lado a sua alma gémea. À procura da resposta, Tom é levado numa viagem pelo tempo e pelo espaço, tentando perceber quem é de facto e qual será o seu futuro.

Cheio de humor e emoção, um livro inteligente e caloroso que é uma poderosa história de vida, de perdas e de amor.

 

Opinião: Um Mundo de Pernas Para o Ar prometia sim, mas não me conseguiu conquistar e acabei por chegar ao final desta leitura com um peso e com um grande prolongamento temporal que não era esperado. 

Comecei entusiasmado e consegui entrar facilmente na leitura, passando entre o real e o mundo criado para lá da mente, mas aos poucos fui perdendo o brilho que senti pelos primeiros capítulos até que cheguei a uma fase em que me obriguei a levar a leitura em diante porque não sou de deixar livros a meio. Genericamente não sou apreciador de ficção cientifica e mesmo em termos cinematográficos é um estilo que opto por não ver, mas pensei que este romance teria os ingredientes secretos para me conquistar mas nem a comédia me conseguiu alegrar ao longo das demoradas e arrastadas horas em que me dediquei a este livro. 

Tenho noção sobre a ideia base do autor e acho que tinha condições para a criar, elaborando conteúdo mas o que enrolou a meio e a forma apressada como terminou esta história de mundos paralelos acabou por me deixar mesmo em algum local onde o seguimento lógico da obra não estava. A tentativa de juntar o romance com a ficção cientifica e uns pozinhos de comédia poderia ter corrido bem, mas dos três o que melhor foi explorado foi mesmo a parte romanceada e um pouco da vida familiar, tendo o resto passado ao lado da essência, sem exploração de casos. Elan Mastai talvez por querer mostrar demais acabou por deixar escapar uma história que se tivesse sido melhor explorada e mais expostas teria corrido melhor. 

Uma história de desilusões pessoais e lastimações com demasiadas repetições dos factos numa fase inicial a servir de base para o que viria a acontecer, procurando-se um escape para com a dor e o falso sentido sobre a vida. Acabei por ficar com a ideia de que no início existia um caminho que foi explicado em demasia e que consoante a história se vai desenvolvendo existiu a necessidade de explicar todos os processos das viagens no tempo, as razões que levam a personagem a optar por tal caminho e é ai que surge o erro da rapidez que leva a uma complicação extrema. Senti-me baralhado com tudo o acontecer ao mesmo tempo sem qualquer necessidade porque se não tivesse enrolado na fase inicial tinha existido espaço para tudo e não era necessário fazer qualquer viagem sem uma boa consistência.

Não gostar geralmente de ficção cientifica poderá ter contribuído para não me ter conjugado com esta leitura, o estranho é que enquanto enrolou acompanhei e depois lá me deixei distanciar da história e fiquei sem a noção base da mesma. Não me perguntem o final porque foi com sacrifício que lá cheguei. Infelizmente esta é daquelas narrativas que achei que me ia prender mas posso dizer que «a montanha pariu um rato», infelizmente.

 

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