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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Três Homens num Barco

01.03.17Publicado por O Informador

Três Homens num Barco.jpg

Autor: Jerome K. Jerome

Lançamento: Novembro de 2016

Editora: Alma dos Livros

Páginas: 224

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: A vida, às vezes, pode ser aborrecida. Férias precisam-se. Três amigos (e um cão) decidem fazer uma viagem ao longo do rio. Depois de uma preparação atribulada, embarcam numa jornada que se transforma num acontecimento ímpar nas suas vidas. O pequeno barco transforma-se no epicentro de uma série de aventuras e peripécias inusitadas, tão absurdas como caricatas, reunindo uma variedade de temas improváveis como sátira social, filosofia e humor numa descrição absolutamente feliz e conseguida da natureza humana. Um livro bem-humorado e divertido, que faz o elogio da vida ao ar livre, da vida boémia, da amizade e dos afetos, da busca do sentido da vida, das férias de verão intermináveis e da suave memória dos tempos já idos. 

Apesar de contar uma história na qual está tudo continuamente a dar errado, este livro narra uma viagem incrível e divertidíssima e transforma-se num autêntico manual de autoajuda literária que nunca esqueceremos e que todos deveriam ler.

 

Opinião: Três Homens (e um cão) num Barco poderia ser o tema de uma tragédia e não é que isso não anda assim tão longe da cómica história do livro de Jerome K. Jerome? Publicado originalmente em 1889, Três Homens num Barco conta a viagem de barco de três amigos ao longo de duas semanas pelo rio Tamisa. Barco na água, corpos cansados prontos para descansarem ao longo da viagem, um cão como companhia, mantimentos a bordo e várias peripécias a caminho porque numa viagem onde existe tudo e mais alguma coisa que não dá para controlar o resultado só poderia dar asneira. 

Com um certo grau cómico, este livro tem variadíssimos momentos em que consegue levar o leitor para um sorriso fácil, o que raramente me aconteceu, talvez pelo estado de espírito que atravesso no momento não sei. Percebo que existe um bom humor nas histórias que vão sendo contadas do passado ao longo da viagem e também das peripécias que surgem ao longo dos quinze dias de travessia, mas não consegui entrar totalmente no barco para me tornar o seu quinto passageiro. Caos, ingenuidade, complicação, aventura, contra-tempos, amizade e companheirismo são alguns dos fatores presentes neste livro que é contado de forma simples mas que ao cruzar o presente com o passado acaba por atrapalhar o leitor se aquela palavra que revela que iremos entrar numa recordação escapar na leitura. 

Um livro com mais de cem anos e que continua atualizado nos dias que correm porque a sua história foi criada para nunca deixar de fazer sentido no contexto social que se vai alterando com o tempo. 

Uma boa história que é contada de excelente forma onde a simplicidade e proximidade tomam lugar ao longo de toda a aventura mas que não me conseguiu agradar totalmente. Admito que o posso ter lido numa fase menos boa e por isso não me sentir cativado, talvez também por não ser um amante de comédias literárias. Quem quiser divertir-se a ler tem aqui uma oportunidade para se descontrair um pouco, o que não me aconteceu!