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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

27
Set17

Alcoolismo tocante


O Informador

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Há uns dias cheguei a casa e a televisão da cozinha encontrava-se a passar o A Tarde é Sua, de Fátima Lopes, onde um caso de alcoolismo começava a ser relatado por mãe e irmã do envolvido. Este tema poderia não mexer comigo como tantos outros porque não tenho casos próximos que me façam recordar e envolver neste problema, mas não é que mesmo sem ouvir metade do que estava a ser contado acabei por começar a chorar, concentrar-me no caso e ficar meio bloqueado?

A história de um homem que vive à anos sob o efeito do álcool, que já fez vários tratamentos para se tentar ver livre do que o está a deitar abaixo, que saiu de casa para não ouvir a família com os pedidos para que deixe o consumo, optando por viver sem condições numa caravana parada à beira da estrada e que consegue dar a cara para pedir ajuda a pensar em si e no bem-estar de quem o rodeia é de louvar. Foi a família que primeiramente contou a história daquele homem e a sua própria vivência com o caso, mas a pessoa em questão deu a cara, mostrou querer sair do flagelo onde se deixou envolver e parece ter vontade, embora tivesse aparecido num estado ausente, próprio de um alcoólico descontrolado, no programa. 

18
Set17

Curtas e Diretas #94


O Informador

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Tony Carreira a limpar-se muito bem sobre a polémica do plágio na sua primeira entrevista após a acusação do Ministério Público. Saber apresentar provas contra os argumentos, estar no noticiário mais visto e poder dizer o que quer ajuda a fazer a sua auto-defesa publicamente. 

Quem sabe, sabe!

24
Ago17

Problema Cristina Ferreira


O Informador

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Há uns meses a direção da TVI resolveu uma vez mais tentar apostar nos finais de tarde do canal para tentarem combater, talvez taco-a-taco, a liderança de anos do programa Preço Certo, apresentado por Fernando Mendes na RTP. A escolha do programa foi feita através de formatos internacionais de sucesso dentro dos moldes que queriam e a apresentação recaiu sobre Cristina Ferreira porque a aposta teria de ser com um dos rostos que mais audiências dá ao canal, seja em que horário for. Não sabiam os altos cargos da estação de Queluz que acabavam de criar no momento da decisão um grande problema que ainda hoje continua sem ser resolvido. 

Vamos analisar! Cristina faz dupla no Você na Tv! com Manuel Luís Goucha há treze anos e embora o formato resulte com um só apresentador, a dupla é a dupla e as audiências podem começar a ressentir-se de forma mais permanente e não esporadicamente como já aconteceu desde que Cristina passou a marcar presença somente dois dias por semana nas manhãs e isto em semanas normais de gravações do concurso, porque existem alturas que passam dias e dias sem a apresentadora apresentar o matutino com Goucha. Se nas manhãs faz falta, ao final da tarde e após destronar a liderança de Fernando Mendes é quase dar um tiro no escuro se Cristina for trocada por outro rosto. Existem possibilidades como Leonor Poeiras dentro do canal para tomar a apresentação de Apanha Se Puderes, mas será que o público não se queixará e deixa de ver o formato de forma tão permanente? É aquele tiro no escuro que poderão dar um dia destes e que eu, enquanto diretor, já tinha dado com os especiais famosos. Sim, já tinha testado a Leonor ao lado de Pedro Teixeira na apresentação dos programas especiais para ver como as audiências se portavam. 

As manhãs têm o problema de que Cristina faz falta, as tardes se a tirarem não sabem o que acontecerá a médio prazo e à noite? Outro problema! A estrela é das mais influentes e a par de Manuel Luís Goucha são os que têm alcançado os melhores resultados com os formatos que apresentam a solo ou em dupla em horário nobre nos últimos anos. Com uns dias nas manhãs e outros nas gravações das tardes que tempo sobra para Cristina voltar a fazer o seu Dança com as Estrelas ou ter uma nova aposta para os Domingos à noite? Não existe espaço para mais, mas a apresentadora faz falta também à noite e o problema torna-se assim ainda maior.

18
Ago17

À Conversa com... Vanessa Silva


O Informador

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Vanessa Silva é uma das melhores vozes nacionais do nosso país mas nem sempre o seu talento tem sido reconhecido. Multifacetada em palco e exigente como um bom profissional tem de ser, Vanessa tem conquistado o público por onde tem passado ao longo de mais de duas décadas de carreira onde além de trabalhar com nomes de excelência como se tornou, ganhou amigos e encontrou o amor ao lado do bailarino Pedro Bandeira. Sem ter medo de arriscar e mudar, Vanessa tem seguido os seus sonhos e é por isso que de Portugal para o Mundo a artista é nossa mas tem conquistado os aplausos internacionais através do seu trabalho que vai já para além dos palcos nacionais, percorrendo mares em aventuras pessoais que mostram a verdadeira essência que um profissional de qualidade tem na sua arte. 

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Estreou-se nas lides artísticas bem cedo ao tentar a sorte em programas como Chuva de Estrelas e Cantigas da Rua da SIC mas foi através da entrada em Academia de Estrelas, na TVI, que deu os derradeiros passos junto do público. Que sonhos tinha a Vanessa antes de pisar os palcos televisivos e o que já havia sido feito antes destas experiências?

Bem, essa pergunta é mais ou menos verdade... É verdade que a Academia me expôs mais, dado ter sido um reality show, mas antes da Academia já tinha feito parte do elenco  do “Cantigas de Maldizer” na SIC , em 1998/99, e do “Sábado à Noite “ na RTP, em 1999|2000, ambos tiveram a duração aproximadamente de um ano, e foram antes da academia. Antes disso e como disseste e muito bem, concorri a uma série de programas, já tinha a minha banda de bares e tocávamos quase todos os dias , sendo que também ainda andava a estudar.

 

Se existisse agora nova oportunidade para entrar num reality que envolve-se aprendizagem como aconteceu na altura com Academia de Estrelas voltava a arriscar sabendo como o modelo de programa está alterado neste momento?

Não, de maneira nenhuma... Não que ache que não tenho nada a aprender, antes pelo contrário, mas dados os moldes dos programas, acho que ao fim de 23 anos de trabalho, se calhar já me podia sentar na cadeira dos júris/mentores...

 

Na Academia alcançou o terceiro lugar e foi a partir daí que começou a ser convidada para integrar vários projetos, tendo sido durante anos, um dos rostos residentes das manhãs da SIC onde fazia o que melhor sabe fazer, cantar. Quando saiu do formato matinal sentiu que tinha de o fazer porque existia outros projetos para abraçar ou foi um pouco empurrada para deixar o programa?

No fundo um pouco dos dois. As manhãs deixaram de ter cantores residentes, e eu nunca parei de fazer outras coisas ao mesmo tempo, fiz espetáculos musicais como “Esta Vida É Uma Cantiga”, “High School Musical”, “Fame”, etc, então foi só o fechar de um ciclo, no fundo.

27
Jun17

Juntos por Todos - 760 200 200


O Informador

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Após os incidentes na zona de Pedrógrão Grande onde dezenas de pessoas perderam a vida ao fugirem das chamas e centenas de famílias viram as suas casas e bens serem destruídos, os artistas, as rádios e as televisões nacionais uniram-se em torno de uma missão. Juntos por Todos será a homenagem às vítimas dos incêndios e que irá juntar vinte e cinco artistas em palco, vários rostos dos principais canais televisivos e centenas de personalidades num só espaço para ao lado do público unirem esforços no sentido de ajudar quem mais precisa neste momento. 

Hoje, Terça-feira, 27 de Junho de 2017, no MEO Arena, em Lisboa, todas as receitas que forem feitas através do espetáculo Juntos por Todos no recinto com os bilhetes para poderem assistir no local já todos vendidos, existindo bilhetes solidários para quem quer contribuir e ver em casa, sendo que também é possível ligar para o número 760 200 200, que já se encontra disponível para ajudar e sem que o valor do IVA seja cobrado, uma medida logo colocada em prática pelo Governo excecionalmente para esta situação. As receitas irão reverter a favor da União das Misericórdias que depois terá o poder de o atribuir a quem mais precisa pela zona dos fatídicos incêndios. 

64 mortos e mais de 200 feridos num dos maiores acidentes que Portugal já assistiu e que acaba por ser motivo para por uma vez todos se juntarem em torno de uma causa. O evento Juntos por Todos será transmitido em simultâneo pela RTP, SIC e TVI e por várias das rádios nacionais, sendo a primeira vez que televisões e rádios garantem uma cobertura conjunta de um espetáculo. 

Quem também deu as mãos neste momento foram as editoras Sony Music Portugal, Universal Music Portugal, Valentim de Carvalho e Warner Music Portugal que ao lado das promotoras Sons em Trânsito e Nação Valente, juntam no palco do MEO Arena vários dos seus artistas. Salvador Sobral, Ana Malhoa, David Fonseca, Paulo Gonzo, D.A.M.A., Carminho, Raquel Tavares e Diogo Piçarra são alguns dos cantores que irão abrilhantar esta noite mágica e de união. 

21
Jun17

Sensacionalismo por Pedrógão Grande


O Informador

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Nos dias trágicos sobre o acidente de Pedrógão Grande e tudo o que tem surgido depois com uma imensa área territorial a arder, todos os meios de comunicação social viraram sensacionalistas. Acho que não é difícil perceber o que quero dizer já que os factos têm-se refletido pelas reportagens televisivas dos principais canais nacionais e seus parceiros de informação.  

Através da transmissão de imagens chocantes em direto os canais informativos tentaram criar impacto junto do espetador usando e abusando da tragédia de Pedrogão Grande que continua a devastar quilómetros de área onde não é só a mata que fica em cinzas. 

Portugal não está preparado para este tipo de situações e os meios de comunicação social ao apanharem um caso tão forte acabaram por usar e abusar da situação, criando um alarido onde vale tudo para se ser o melhor, para mostrar o que dá audiências, recorrendo a depoimentos de pessoas sensibilizadas e que perderam familiares e os seus bens, optando por mostrar corpos espalhados, feridos a serem socorridos, num autêntico cenário de guerra a ser mostrado em direto nos canais generalistas e informativos nacionais. 

Nos últimos anos assistiu-se a uma alteração no modo de se fazer notícia, tentou-se criar uma informação mais rigorosa que desse outra imagem ao que era feito e transmitido ao espetador, no entanto quando acontecimentos de maior envergadura aparecem, todos acabam por cair no erro do facilitismo com o impacto onde a situação leva a comportamentos controversos e onde os momentos sensíveis, tocantes e polémicos surgem através de profissionais que se desequilibram de um momento para o outro pela pressão de querer ser o melhor e reconhecido nos momentos de aflição. 

19
Jun17

Críticos por Pedrógão Grande


O Informador

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Muito já li pelas redes sociais acerca do tratamento da comunicação social face aos acontecimentos de Pedrógão Grande, essencialmente porque a TVI, tal como todos os canais generalistas, continuou com a sua programação normal ao longo da tarde, só que enquanto RTP tinha futebol e a SIC cinema, como todos sabem no canal quatro o programa de Domingo é o Somos Portugal. Já ao serão foi a vez de ser a SIC a levar com as criticas por ter transmitido o Just Duet. Muitos achavam que seria sensato por parte da direção de cada estação ter cancelado a exibição dos formatos para darem algo não programado ou estarem em direto do local da tragédia, o que foi feito nos canais informativos com e sem rigor. O que me pergunto é, valeria mesmo a pena cancelar tudo o que estava programado quando existia um canal suplementar do grupo que estaria em direto ao longo de todo o dia do local dos acontecimentos, neste caso a SIC Notícias e a TVI24?

Estas criticas fizeram-me lembrar uma situação que vivi e que acabei por recordar um pouco. Falo do dia em que o funeral da minha avó se realizou. Dia esse que também assinalou o aniversário da minha afilhada. O funeral foi ao início da tarde e pensei que não deveria ir ao jantar de família, feito em casa, mas todos me disseram que não havia mal algum em ir jantar com eles porque tinha de comer, ou em casa ou na casa dos meus primos, teria de jantar. E fui, os meus pais e tios aconselharam-me a ir e optei por não desmarcar o que já estava combinado. Claro que o espírito não é o mesmo, claro que não existem festejos como se de outro dia normal se tratasse, mas as coisas acontecem e os que cá ficam têm de continuar a viver, de luto, com um pensamento distante por alguns momentos, mas não é necessário alterar totalmente uma rotina porque um acidente acontece e os que cá ficam têm a obrigação de desfalecer. Não vamos atirar foguetes de alegria, mas existe a necessidade de continuar e tentar voltar rapidamente à rotina, não deixando que os factos menos bons tomem conta do psicológico de cada um. Não queria ir, fui e não me arrependi em algum momento de ter tomado tal decisão. 

Claro que a dimensão dos acontecimentos não tem comparação, mas uma morte toca sempre quem está envolvido e neste caso da devastação de Pedrógrão Grande é um acontecimento que marca o país, que arrecada muitas lágrimas e tristeza e que fez com que este Domingo tivesse sido passado com um pensamento fora do comum, com um tema que ninguém gostaria de ter visto acontecer, mas que infelizmente quebrou várias famílias, aldeias e uma sociedade que agora ter-se-a de reerguer com as faltas que este fatídico incêndio provocou. 

Não percebo a indignação das pessoas que criticaram os canais, principalmente a TVI, por não alterarem a sua programação, sendo que muitos desses críticos foram certamente para um arraial festejar ou para a praia desfrutar do dia quente que se fez sentir, não se lembrando nesse caso que o país está em luto nacional durante três dias. Há que ter noção sobre o que se diz porque quando hoje se criticam atitudes as mesmas podem muito bem ser feitas pelos próprios em ocasiões semelhantes. 

Neste caso os canais já tinham as suas programações definidas, existem os canais informativos para estarem em direto do local dos acontecimentos constantemente, qual seria a necessidade de estarem dois canais de cada grupo a transmitirem de manhã à noite a mesma emissão? Por essa lógica muitos dos canais de Cabo tinham fechado a sua emissão porque os seus programas não estão de todo de acordo com o que esses críticos chamam de dias de luto onde não comem, não conversam, não saem de casa, não exprimem um sorriso e não tentam descomprimir, ficando somente a matutar na dor que fica para sempre mas que pode muito bem ser tranquilizada com as rotinas do dia-a-dia.

05
Jun17

Pesadelo na Cozinha versus O Mirante


O Informador

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A primeira temporada do programa de sucesso Pesadelo na Cozinha terminou ontem e não é que ao folhear o jornal O Mirante achei uma notícia sobre a forma como o episódio que foi gravado no restaurante Tejá em Santarém tinha sido feito? Irrisório, tal como podem também ler na imagem!

Primeiramente começam por dizer uma verdade com o título sobre as «cenas chocantes» que passaram no ecrã, partem para a introdução onde revelam que o formato da TVI «conseguiu transformar um restaurante, situado num dos lugares míticos da cidade, num verdadeiro caixote do lixo, gerido por pessoas que pareciam atores de um filme de terror». O que questiono desde já é! Os donos e gestores do restaurante não concorreram para tentarem recuperar o Tejá? Os mesmos proprietários do restaurante não deram a cara e assumiram tudo o que se estava a passar onde comida imprópria para consumo estava a ser servida aos clientes que nem sabiam que a cozinha do espaço estava minada de moscas que se faziam passear pelos alimentos que ficam ao ar durante horas e com o lixo depositado na sala ao lado? Tudo isso passou e ninguém, por muita fama que quisesse, deixaria que o seu negócio ficasse tão mal visto se a situação não fosse real. Por algum motivo vários restaurantes que passaram pelo programa foram encerrados por falta de higiene e qualidade que apresentaram perante a produção. 

Ao longo da notícia falam que «milhares de pessoas que assistiram a um verdadeiro escândalo na cozinha do restaurante» ficaram chocadas com a forma como «a colaboração dos proprietários do restaurante fez acreditar, mesmo os mais incrédulos, que tudo aquilo que vimos e ouvimos no ecrã era verdade». Se estava perante os olhos e as câmaras queriam que as pessoas dissessem o quê? A comida estava podre!

Na notícia falam ainda sobre «alguém perdeu o juízo para que a televisão pudesse humilhar tanta gente, desde os administradores do espaço até os empregados que pareciam baratas tontas a acenarem com a cabeça a tudo o que o animador do programa precisava para chocar os espetadores». 

02
Jun17

À Conversa com... Maria João Costa


O Informador

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Maria João Costa, a autora da novela de sucesso da TVI, Ouro Verde, aceitou o meu convite e partilhou um pouco da aventura que foi escrever a sua primeira trama para televisão. Com formação além fronteira e com uma carreira onde sempre deixou que as suas ideias e sonhos falassem mais alto, Maria João revela-se nesta longa entrevista onde para além do seu trabalho em televisão falamos do passado e do futuro, das amizades e das paixões de um nome que conquistou Portugal e não só com a novela que logo ao primeiro episódio apaixonou o público. 

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Ouro Verde foi a sua primeira novela. Alimentar um projeto de sucesso do início ao fim foi um trabalho árduo?

Bom, na prática a novela ainda não acabou pois vai continuar no ar por mais uns meses, apesar de eu ter a terminado de escrever. Faço figas para que essa sua frase esteja certa e este consiga manter-se como um projeto de sucesso do início ao fim. O trabalho foi árduo sim, como suponho que seja sempre o de qualquer novela. Tendo em contra o número de episódios de que estamos a falar, este acaba por ser um desafio que vai muito para além da nossa capacidade intelectual. Diria mesmo que há um momento em que o tema é mais físico do que mental. Pelo menos no meu caso que sou obsessiva com o trabalho: escrevo todas as grelhas detalhadamente, edito todos os episódios, releio-os sempre que posso mais do que uma vez, apesar de admitir que se chega a um momento em que torna impossível olhar para trás... Aí já estamos a falar de uma espécie de trabalho de circo em que temos de continuar a manter várias bolas no ar, mas agora de olhos tapados. Como digo sempre, este é um trabalho absolutamente “braçal”, onde não há muito por onde fugir: esteja-se bem ou mal disposto, inspirado ou não, os episódios têm de aparecer feitos dia após dia, o que nos obriga a uma grande disciplina física e mental.

 

Já com o final escrito, como resume este projeto na sua vida?

O balanço parece-me naturalmente positivo e importante. Por outro lado, e tal como já escrevi algures, por se tratar de uma primeira novela, o processo foi vivido por mim como se de uma primeira grande paixão se tratasse, com direito a todo o tipo de excessos no caminho. Será sempre marcante por isso também, pelo tipo de emoções que conseguiu despertar em mim.

 

Terminada a escrita desta produção, qual a sensação com que o autor fica ao despedir-se das personagens?

Sinceramente?... Toda a gente me dizia que depois de terminar algo assim ficaria um vazio enorme dentro de mim; diziam que me ia custar imenso a desapegar deste universo e destas personagens, mas, curiosamente, aconteceu-me exatamente o contrário. Depois de, confesso, cinco minutos de nostalgia após a escrita da última cena, já a altas horas da madrugada, durante os quais não resisti a mandar uma mensagem de despedida com um tom quase “amoroso” para a minha equipa de escrita talentosa e dedicada (Mª João Vieira, Roberto Pereira e Sebastião Salgado), fiquei felicíssima por ter terminado. Acho que o cansaço físico falou mais alto, ou então talvez a enxaqueca que não me largava há dias e que me deu, finalmente, descanso. (risos) Agora a sério: fiquei sobretudo feliz por ter conseguido levar esta história com ritmo até ao final. Acho que o público vai notar que a tensão se mantém até ao último momento. E diria mesmo que os três últimos episódios são imperdíveis.

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Uns bons meses após o início do projeto Ouro Verde e já com o final escrito, como é o dia-a-dia de um autor que está constantemente a criar a trama que não pode parar por tudo estar a ser gravado muito em cima da fase de escrita?

O dia-a-dia, na verdade, acaba por se revelar muito simples e desinteressante, especialmente nos últimos três meses de escrita: no meu caso passava por escrever, comer e dormir (aliás, dormir tornou-se vital, mais do que comer para alguém como eu que dorme pouco. Descobri que todos os momentos se podem revelar bons para tirar uma sesta. Nem que seja de 15 minutos apenas e com direito a despertador). Além disso, e ainda no meu caso, com isso encadeava apenas umas idas ao ginásio, ao osteopata e à acupunctura, todos necessários para conseguir manter a energia e saúde necessária até ao final. De resto... Vida social e cultural muito próxima do zero, o que foi bastante redutor. No momento tenho mil coisas para pôr em dia (entre filmes e séries que quero ver, livros que venho acumulando para ler, espetáculos que tenho perdido, amigos que mal tenho visitado, viagens que quero fazer, novos cursos). Em resumo, estou a precisar de renovar o meu stock de conhecimentos, emoções e vivências. Na minha opinião, um autor tem de viver mais do que escreve.

 

Muito do sucesso da novela acontece não só pela escrita mas muito também pelo elenco. Poderemos dizer que Ouro Verde tem o elenco certo para o projeto líder que é?

Eu acho que uma novela é, antes de mais, um enorme projeto coletivo onde o talento de cada uma das peças desta enorme engrenagem, faz toda a diferença. Ouro Verde teve o mérito de conseguir reunir um elenco de luxo que funciona muito bem entre si e onde todos tentam dar o seu melhor. É muito bom ver os atores felizes com os seus papéis, dos mais pequenos aos maiores. Muda totalmente o empenho com que trabalham. E isso é interessante de assistir pois quando vemos algum ator agarrar o que escrevemos e fazer aquilo crescer percebemos a importância que um bom elenco tem, para além de uma boa história, para o sucesso de uma novela. Também acredito, ao contrário, que um ótimo elenco com uma má história, não convence.

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Ter Diogo Morgado, Joana de Verona e Ana Sofia Martins como protagonistas foi uma surpresa ou existia uma vontade sua junto da produtora em conseguir algum destes nomes no elenco?

Este projeto sempre foi tratado como uma grande aposta do canal, por isso sempre foram pensados nomes relevantes para Ouro Verde. O caso do Diogo Morgado é um bom exemplo disso. Eu mesma me atrevi, uma vez, a dizer em voz alta ao José Eduardo Moniz que “bom, bom, era se conseguíssemos ter o Diogo a fazer o papel de Jorge”. Pensei que tal seria difícil, tendo em conta o percurso internacional que o ator tem vindo a fazer, mas quer dizer... o não está sempre garantido. Por que não tentar? Fiquei feliz quando soube que ele aceitou. Assim como estou muito feliz com o trabalho que a Joana de Verona tem feito, muito credível, acho-a uma atriz muito talentosa, assim como a Ana Sofia, que se tem revelado muito no papel da Vera (o seu ar louco às vezes mete-me medo, de tão bem feito que está). Mas além desses nomes que referiu temos outros que se têm revelado grandes surpresas e que eu adoro ver, tais como Dina Felix da Costa, como Rita, Nuno Pardal como Antonio, Vitor d’Andrade como Lucio, Ana Saragoça como Laurinda. E depois temos pessoas como Manuela Couto que faz de Amanda, que é uma atriz excepcional, José Wallenstein que parece ter nascido para inspetor corrupto da PJ (de tal modo encarnou bem a personagem), temos a Sofia Nicholson como Judite, assim como Luis Esparteiro como Miguel (que tem sido um excelente vilão) e vários outros atores em outros papéis que dão peso e credibilidade ao elenco, como o Rui Mendes, o Nuno Homem de Sá. E ainda temos o elenco brasileiro que, especialmente com Zeze Motta e Silvia Pfeiffer vieram dar uma consistência ao todo interessante. Mesmo em papéis pequenos temos tido atores muito bons, como foi o caso do Gracindo Junior, Cassiano Carneiro e da Mafalda Vilhena. Na verdade, acho que foi uma sorte enorme poder contar com um grupo de atores tão talentosos e empenhados.

30
Mai17

Maria João Costa em entrevista n' O Informador


O Informador

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O espaço À Conversa com... teve há uns meses uns especiais a serem publicados aqui pelo blog, mas agora, e talvez porque o Verão faz destas coisas, eis que o espaço está de regresso e com uma publicação regular ao longo dos próximos tempos. A primeira entrevistada será Maria João Costa, autora de Ouro Verde, a quem agradeço desde já pela simpatia e disponibilidade que apresentou desde logo para falar comigo e não ter receio de enfrentar uma longa entrevista de um blogger. 

Próxima Sexta-feira de manhã, o À Conversa com... Maria João Costa será publicado e é favor partilhar por tudo o que é rede social porque desde já vos digo que estou orgulhoso de conhecer um pouco mais esta autora que com o seu primeiro trabalho televisivo alcançou o sucesso! Ouro Verde e muito mais como destaque numa entrevista cativante, sincera e reveladora!

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