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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Bertrand Chiado inaugura Café

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Se ler é bom, o que dizer da oportunidade de podermos ler no novo Café Bertrand que acaba de inaugurar na Livraria Bertrand do Chiado? Desde já vos digo que o café na famosa rua lisboeta a partir de agora para mim tem novo cheiro, o dos livros. 

A livraria que comemora o seu 285º aniversário recebe assim o novo espaço Café Bertrand para juntar o útil ao agradável e atrair os seus leitores que podem assim desfrutar de comida e bebida enquanto se dedicam à leitura. Este novo atrativo da livraria mais antiga do mundo pretende assim com uma ementa simples e pratos cuidados mostrar a boa gastronomia portuguesa sem esquecer a carta de vinhos com várias referências nacionais de todas as regiões para degustar enquanto se aprecia a leitura e o local. Tudo no Café Bertrand enquadra-se com a história da livraria e a literatura em geral, existindo recurso a uma ementa com pratos inspirados em livros de gastronomia.

Para a responsável pela Livraria Bertrand, «Neste café, bem como em tudo o que fazemos, os livros são a nossa fonte de inspiração». E é com essa ideia que «Com eles, fazemos uma verdadeira e profunda viagem pelo nosso país: de Trás-os-Montes ao Algarve, desde o queijo e requeijão da Serra da Estrela, o famoso chèvre da Maçussa, presunto e copita de porco preto alentejano ou conservas de peixe de Matosinhos, os nossos visitantes poderão “provar os nossos livros”».

Dos pratos tradicionais de cada região aos petiscos e doces, a gastronomia portuguesa marcará presença pelo Café Bertrand mas não estará sozinha. É que Portugal sabe receber e nada melhor que também apostar nos autores internacionais para dar a conhecer as suas origens e sugestões junto dos leitores. 

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Páscoa da Tradição

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A tradição condena quem por estes dias não desejar uma Santa Páscoa aos que lhes são próximos! Como quero respeitar o que por este Mundo acontece, para que nesta altura não me caia um raio em cima, embora não seja lá muito católico, deixo-vos por aqui os votos pascais. 

Pelo caminho e enquanto não vão fazer todas as obrigações religiosas próprias destes dias, aproveitem para deixar a dieta de lado porque as calorias do chocolate por estes dias ficam à porta. Comam as amêndoas e os ovos que aparecerem por ai porque por aqui farei o mesmo. Aliás, tenho feito pelos últimos dias para adiantar trabalho!

A tradição de Marcelo

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Marcelo Rebelo de Sousa festejou a primeira passagem de ano como Presidente da República mas nem isso deixou que a sua tradição de ano novo fosse esquecida. O nosso Presidente deu o seu primeiro mergulho na Praia dos Pescadores, em Cascais, tal como faz há mais de 40 anos. 

Para Marcelo este primeiro banho salgado do ano é revigorante e um hábito que pretende manter enquanto puder. Os banhos na praia, quer seja Verão ou Inverno, são um costume do antigo comentador político que em alguns anos pelo primeiro dia de Janeiro chegou a desfrutar da companhia dos seus familiares mais próximos nesta sua tradição que para muitos parece ter um pouco de loucura. 

A água fria e o tempo nublado não tiraram a ideia de Marcelo Rebelo de Sousa que desfrutou assim do seu primeiro banho na praia de Cascais com várias pessoas a assistirem e com a comunicação social a dar-lhe o seu destaque, não fosse Marcelo o Presidente PopStar da nossa nação. 

Ridícula tradição do Pão por Deus

Daqui a pouco lá começarão as crianças a percorrerem as ruas da aldeia para o famoso Pão por Deus! Uma tradição ao qual nunca aderi desde pequeno por não perceber a graça que a mesma tem. As crianças andam pelas ruas, de porta em porta, a pedir à vizinhança algo para se deliciarem.

Quando era pequeno nunca me inseri num grupo para esta tradição de décadas e na altura não existiam os riscos dos tempos que correm por as crianças andarem por ai, a brincarem enquanto circulam de casa em casa, sem medirem os perigos da estrada e não só. Brincava na rua, andava à vontade e sem medos, o que não acontece agora e nesse ponto ainda me faz uma maior confusão ao perceber que os pais deixam os mais novos saírem de casa de manhã para irem ao Pão por Deus, sem estarem preocupados ao longo das horas em que os filhos e os seus amigos andam por ai a circular sem que pensem nos perigos dos tempos modernos. 

Quando assim tem de ser...

A pedido dos pais que queriam a todo o custo ver uns vídeos de que lhes tinham falado pelo Youtube, lá tive de estar a gramar com corridas de touros de 1930. Largadas, garraiadas e festarolas com cavalos e touros por todos os lados com as roupagens da altura e toda a sociedade do momento em amena cavaqueira enquanto os animais brilhavam. A sério, aquela meia hora de vídeos antigos, vindos da Cinemateca Portuguesa, foram vistos aqui por casa para tentarem perceber se por lá conseguiam descobrir um bisavô materno.

As touradas andavam pelo sangue da família, tendo ficado nesta recente geração para trás, pelo menos da minha parte! No entanto e porque as obrigações assim o exigem, lá fiz a boa acção de procurar o que tanto queriam ver e fiquei a ver e a escolher vídeo atrás de vídeo em busca de um familiar que não conheci e que sempre fez vida de campino ribatejano. 

Casamento cigano

Dizem que pelos próximos dias irá haver um casamento cigano aqui pela zona! O noivo mora cá pela terra, a despedida de solteiro já se deu com os camaradas a aparecerem com garrafas e mais garrafas de álcool na mão e música em bom som. Os padrinhos já foram escolhidos numa cerimónia com um ritual estilo leilão sobre quem dá mais para poder apadrinhar os jovens noivos. Quem será a noiva e quantos dias durará a cerimónia é a questão que se impõe entre a população interessada no tema!

Existe até quem tenha recebido convite para esta festa de dias! Será que alguém dirá o sim e ficará entre os convidados de um casamento cultural que sempre desperta a curiosidade de todos nós? Confesso que algumas das tradições ciganas me despertam algum interesse com todos os rituais que lhe são impostos com várias etapas a seguir ao longo de praticamente uma vida. 

Touradas

As touradas e as suas festas, que compreendo cada vez menos, ainda continuam a ser transmitidas e a fazerem notícias como se fossem um bom espetáculo! Enfim!

Valerá mesmo a pena andarem a sacrificar animais publicamente, numa espécie de brincadeira para o povo ver e depois essas mesmas pessoas serem defensoras dos direitos dos animais? Aplaudem as regras que são colocadas em prática para salvaguardarem cães e gatos dos maus tratos que tantos donos praticam, no entanto depois sentam-se pelas praças nacionais a baterem palmas com gritos imundos a moralizarem os terroristas do mundo animal que se vangloriam por espetarem afiadas facas a criaturas que correm durante uns bons minutos em auto defesa inglória para com o ser humano.

Em criança adorava o ritual das touradas e tudo o que envolvia a festa tauromáquica, com o crescimento e as mudanças de pensamento fui percebendo que as ideias que sempre me foram dando acerca daquele sacrifício animal estavam todas erradas. Assistir ao início do leito de morte de um touro num ato de cobardia do homem perante os seus semelhantes mostra um estado lastimável da cultural do país.

Matar animais em praça pública e com aplausos pelo meio não é um estado cultural de que o povo se tenha que orgulhar por ser uma tradição a manter. Eliminar a vida de um touro é matar um animal, é ferir um ser e festejar tal cena macabra perante centenas ou milhares de pessoas!

Uma tourada, no sentido figurado da palavra, é uma verdadeira correria onde se persegue alguém que furta algo. Será que os pobres animais que levam os maltratos pela arena fizeram algum mal às pessoas com quem se acabam de encontrar na triste festa?!

Existem vários papéis trocadas nesta espécie de arte aplaudida por muitos e criticada por poucos!

Alcácer do Sal

AlcácerVerão é sinónimo também de festas populares por este país fora e esta imagem, tirada em Alcácer do Sal, numa tarde de Domingo com o termómetro a marcar uns bons trinta e oito graus, mostra bem o empenho de uma população para que os seus festejos corram da melhor maneira.

Não sei quais foram os dias de festa, mas pareceu-me que já tinham acontecido há um tempo, no entanto as ruas centrais da cidade continuavam com os seus efeitos festivos para lembrar a alegria dos santos populares que levam toda a população a sair à rua e a celebrar o seu padroeiro com muita música, dança e comida à mistura.

O que conheço de Alcácer do Sal é de passagem e foi em mais um dia de viagem que parei pela cidade para poder visitar estas ruas transformadas em corredores festivaleiros e poder mostrar o trabalho dos seus habitantes que gostam e se empenham para mostrarem as suas ideias e ter a frente da sua casa e loja melhor apresentada que a do vizinho.

É sempre bom partilhar as nossas tradições e passar por um espaço assim, numa tarde quente e onde não se vê ninguém pela rua é mágico!

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