Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Atual leitura... A Salvo Comigo [K. L. Slater]

Internacionalmente K. L. Slater é a autora que com o seu primeiro thriller psicológico conseguiu alcançar as tabelas de vendas. Por cá A Salvo Comigo está a dar os seus primeiros passos num estilo que começou a ganhar um outro destaque com sucessos como A Rapariga no Comboio da também outrora estreante Paula Hawkins.

Após romance, fantasia, história e cultura, regresso a um estilo que tanto me agrada ler, o thriller psicológico onde a envolvência com cada personagem é fulcral para o desenvolvimento e gosto pela leitura. Neste estilo literário gosto de me deixar levar por uma ou duas personalidades e perceber que mistérios as mesmas podem esconder num enredo que se quer complexo e cheio de suspense.

Espero que A Salvo Comigo seja uma nova conquista literária e que me faça continuar a acreditar que dentro da literatura e seguindo os mesmos moldes de outros autores existe sempre algo a acrescentar de forma a atrair o leitor. 

Os Passageiros do Tempo [Alexandra Bracken]

Autor: Alexandra Bracken

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2017

Páginas: 392

ISBN: 978-989-754-316-6

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Numa noite devastadora, em Nova Iorque, Etta Spencer, uma violinista prodígio, perde tudo o que conhece e ama. Enganada por uma mulher estranha e misteriosa, Etta vê-se subitamente a viajar, não apenas milhares de quilómetros, mas centenas de anos, descobrindo assim um dom herdado de uma família que ela nem sequer conhecia.

Nicholas Carter, ex-escravo, está feliz com a sua vida no mar, a bordo de um navio pirata, após se livrar da poderosa família Ironwood, nas colónias inglesas da América do Norte. Mas, com a chegada de uma passageira invulgar ao seu navio, o passado volta a agarrá-lo e Nicholas vê-se de novo nas garras da família que o subjugou.

Os Passageiros do Tempo acompanha Etta, uma miúda nova-iorquina do século XXI, e Nicholas, um marinheiro negro do século XVIII, que embarcam numa viagem perigosa através dos séculos e de vários continentes, da Revolução Americana à Segunda Guerra Mundial, das Caraíbas a Paris, seguindo e interpretando pistas deixadas por um viajante do tempo que fez tudo para esconder dos poderosos Ironwood o objeto misterioso.

 

Opinião: A obra Os Passageiros do Tempo foi publicada pela editora Marcador e logo percebi que queria ler esta narrativa. No entanto, embora tenha gostado no geral, algo me fez andar com esta leitura durante praticamente duas semanas porque não consegui avançar, mesmo que passasse horas a ler parece que não desenvolvia e a história não seguia em frente. 

Com uma premissa já usada mas reformulada por Alexandra Bracken para ser apresentada de outra forma, Os Passageiros do Tempo além de transportar as personagens para fora da sua época consegue fazer muito mais que isso. Criando um choque cultural e de mentalidades pelas diferenças temporais e ambientais, este bestseller internacional faz uso da História por onde personagens ficcionais percorrem enigmáticos caminhos em modo caça ao tesouro porque é necessário encontrar um astrolábio que pode alterar o presente da vida de Etta, a jovem do nosso tempo que é transportada para passados distantes onde aparentemente não existe nada em comum com o que vive em pleno século XXI. 

Primeiramente conhecemos o dia-a-dia de Etta até que magicamente a jovem é transportada para um passado onde piratas guerreiam as suas conquistas. Embora tenha gostado em como a passagem de uma realidade para a outra acontece, do meu ponto de vista o choque da personagem central que nada sabia sobre os viajantes do tempo poderia ter acontecido de outra forma. Em meia dúzia de explicações Etta entrou no esquema e segue em frente, não se tendo questionado como um ser comum, eu por exemplo, o teria feito sobre o facto de passar para um passado tão distante assim sem mais nem menos. 

Atual leitura... Os Passageiros do Tempo [Alexandra Bracken]

os passageiros do tempo.jpg

Marcador lançou entre nós um dos sucessos internacionais dos últimos tempos, Os Passageiros do Tempo, e após criticas tão boas como o facto desta obra ser «rica em detalhes históricos» cujo «final grandioso e surpreendente» parece conquistar os leitores que se deixam agarrar por esta «saga avassaladora» que enriquece graças à «relação entre Nicholas e Etta», fiquei também bastante curioso para com esta narrativa que tem prendido milhões por todo o mundo. 

Como tal e porque a história parece mexer com os meus gostos, Os Passageiros do Tempo, da autoria de Alexandra Bracken, é a minha atual leitura!

Um Mundo de Pernas Para o Ar [Elan Mastai]

um mundo de pernas para o ar.jpg

Autor: Elan Mastai

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-972-25-3346-1

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Estamos em 2016 e no mundo de Tom Barren a tecnologia solucionou os grandes problemas da humanidade: não há guerra, nem pobreza, nem abacates pouco maduros. Infelizmente, Tom não é um homem feliz. Perdeu a rapariga dos seus sonhos. E o que é que uma pessoa faz quando está de coração partido e depara com uma máquina do tempo? Faz uma estupidez.

Agora Tom dá por si numa realidade paralela aterradora (que nós reconhecemos logo como sendo o nosso 2016) e só pensa em corrigir o erro e voltar para casa. Mas é então que descobre uma versão encantadora da sua família, da sua carreira e de uma mulher que pode muito bem ser a mulher da sua vida.

Tem agora de enfrentar uma escolha impossível. Regressar para a sua vida perfeita, mas pouco emocionante, ou permanecer na nossa realidade, um mundo caótico, mas onde terá ao seu lado a sua alma gémea. À procura da resposta, Tom é levado numa viagem pelo tempo e pelo espaço, tentando perceber quem é de facto e qual será o seu futuro.

Cheio de humor e emoção, um livro inteligente e caloroso que é uma poderosa história de vida, de perdas e de amor.

 

Opinião: Um Mundo de Pernas Para o Ar prometia sim, mas não me conseguiu conquistar e acabei por chegar ao final desta leitura com um peso e com um grande prolongamento temporal que não era esperado. 

Comecei entusiasmado e consegui entrar facilmente na leitura, passando entre o real e o mundo criado para lá da mente, mas aos poucos fui perdendo o brilho que senti pelos primeiros capítulos até que cheguei a uma fase em que me obriguei a levar a leitura em diante porque não sou de deixar livros a meio. Genericamente não sou apreciador de ficção cientifica e mesmo em termos cinematográficos é um estilo que opto por não ver, mas pensei que este romance teria os ingredientes secretos para me conquistar mas nem a comédia me conseguiu alegrar ao longo das demoradas e arrastadas horas em que me dediquei a este livro. 

Tenho noção sobre a ideia base do autor e acho que tinha condições para a criar, elaborando conteúdo mas o que enrolou a meio e a forma apressada como terminou esta história de mundos paralelos acabou por me deixar mesmo em algum local onde o seguimento lógico da obra não estava. A tentativa de juntar o romance com a ficção cientifica e uns pozinhos de comédia poderia ter corrido bem, mas dos três o que melhor foi explorado foi mesmo a parte romanceada e um pouco da vida familiar, tendo o resto passado ao lado da essência, sem exploração de casos. Elan Mastai talvez por querer mostrar demais acabou por deixar escapar uma história que se tivesse sido melhor explorada e mais expostas teria corrido melhor. 

Vencedor de Um Mundo de Pernas Para o Ar [Bertrand Editora]

um mundo de pernas para o ar.jpg

Elan Mastai estreou-se na literatura com Um Mundo de Pernas Para o Ar, o romance que tem conquistado o Mundo e que só foi possível após o autor sentir a falta que a sua mãe lhe fez na vida. 

Como o próprio título da obra revela, o leitor ao entrar nesta narrativa encontra um mundo de pernas para o ar. Não, ninguém anda de cabeça para baixo mas sim numa realidade distorcida e entre vários espaços temporais onde tudo acaba por se atropelar de forma saudável entre a realidade e a utopia idealizada por um jovem que entra numa máquina do tempo para perceber que passado, presente e futuro são tão distintos como as vidas que vai encontrando através de mundos paralelos.

Lançado há dias entre nós pela Bertrand Editora, este é já considerado como um dos livros do ano para muitos, tendo sido disputado entre várias editoras mundiais e já contando com os seus direitos cinematográficos vendidos.

Atual leitura... Um Mundo de Pernas Para o Ar [Elan Mastai]

um mundo de pernas para o ar.jpg

Lançado há dias, este poderá ser um dos livros do ano, ou não, porque só agora irei iniciar a sua leitura e saber o que Um Mundo de Pernas Para o Ar me reserva para os próximos dias. 

Da autoria de Elan Mastai, o guionista canadiano que após a morte da sua mãe resolveu refletir sobre os obstáculos que nos são colocados pela frente e assim surgiu este romance que tem sido bem comentado pelos países onde foi lançado. Este é um dos livros mais disputados dos últimos meses entre editoras nacionais e internacionais e talvez seja essa uma das razões que me faz ter uma curiosidade acrescida sobre esta novidade da Bertrand Editora. Com os seus direitos cinematográficos já vendidos, Um Mundo de Pernas Para o Ar parece juntar romance, comédia e ficção cientifica numa só narrativa onde o passado se une ao presente.

A Pérola Que Partiu a Concha [Nadia Hashimi]

a pérola que partiu a concha.jpg

Autor: Nadia Hashimi

Editora: Editorial Presença

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 432

ISBN: 978-972-23-6002-9

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Cabul, 2007. Com um pai toxicodependente e sem um único irmão, Rahima e as irmãs só podem frequentar a escola esporadicamente e mal lhes é permitido sair de casa. 

A Rahima, resta a esperança proporcionada pela bacha posh, uma prática antiga através da qual as raparigas podem ser tratadas como rapazes, e adotar o seu comportamento, até terem idade para casar. Como filho, ela pode ir à escola, ao mercado e sair à rua para acompanhar as irmãs mais velhas. Rahima não é a primeira da família a seguir esta prática pouco comum. Shekiba, sua trisavó, já o fizera um século antes para tentar salvar-se. 

Os destinos das duas cruzam-se numa história, ao mesmo tempo, bela e triste que nos fala da condição feminina num ambiente hostil. O que acontecerá a Rahima quando tiver idade para se casar? Como sobreviverá? E Shekiba, terá ela conseguido construir uma vida nova e mais digna? A Pérola que Partiu a Concha é a história de duas mulheres que lutam para sobreviver no Afeganistão.

 

Opinião: Conhecer as vidas de Rahima e Shekiba foi como viajar para o Afeganistão e perceber a realidade de uma sociedade tão distinta da minha. Com décadas a separar as vidas destas duas personagens tão reais, o que é certo é que a realidade não se alterou assim tanto numa zona territorial em guerra e onde as mulheres continuam a ser tratadas como seres nulos e onde em zonas afastadas dos grandes centros urbanos são vistas como seres procriadores e pouco mais. 

Um romance bem escrito e verdadeiro que pode ser confundido tão facilmente com a realidade de tantas mulheres que enfrentam o poder dos seus maridos e da sua família em locais onde não têm uma palavra a dizer. Estas duas mulheres pertencem, em gerações diferentes, à mesma família e é através de Rahima que vamos conhecendo a sua história atual e a realidade vivida pela sua trisavó Shekiba. Ambas enfrentam vários processos de solidão, massacre, obrigações e violência até encontrarem um caminho que só é possível pelo que passaram ao longo dos seus primeiros anos de vida. Praticamente cem anos separam estas duas figuras femininas que em momentos diferentes vivem situações semelhantes mostrando assim a autora o pouco que foi alterado nos direitos da mulher afegã ao longo do tempo. 

A Pérola Que Partiu a Concha é um romance que pode muito bem ser considerado a biografia de alguém, de uma mulher que tenha sobrevivido à dor ao longo de situações controversas aos nossos olhos. A figura feminina sem direitos e somente com deveres existe e é infelizmente retratada de forma exemplar nesta narrativa onde os maus tratos, a obediência, a dor e a rejeição são mostrados de forma tão verossímil quanto possível. 

O nascimento logo manchado quando se nasce mulher traça o rumo de uma vida que desde logo fica riscada. Uma filha é vendida e trocada por bens materiais para que seja mais uma esposa, muitas vezes quando ainda criança, de um homem que somente quer ter filhos homens para lhe seguirem o legado e ficar bem visto junto dos seus semelhantes. Uma mulher, transformada em esposa por obrigação e que tenha somente filhas é deixada de lado, muitas vezes morta porque não cumpriu com o seu papel de procriadora de um varão.

Na sociedade afegã ter somente filhas também poderá querer dizer que uma ou mais poderão ser transformadas em bacha posh, o que desconhecia por completo, mas que é uma situação bem real. Uma bacha posh é uma rapariga que antes de atingir a puberdade e mesmo em alguns casos após se tornar mulher, é transformada num rapaz para poder estudar, sair à rua livremente e dar ao seu pai algum alento durante um tempo por ter a companhia de um filho masculino. Uma situação complicada de explicar mas que em A Pérola Que Partiu a Concha está tão percetível que mostra a quanta dedicação foi atribuída pela autora a este tema. 

Ganha... Um Mundo de Pernas Para o Ar [Bertrand Editora]

um mundo de pernas para o ar.jpg

O romance de estreia do canadiano Elan Mastai está a colocar os leitores de pernas para o ar e a criar algumas dúvidas sobre os pontos onde a utopia distorce a realidade e vice-versa. 

Foi quando a mãe do guionista morreu que Elan começou a refletir sobre a vida que sempre nos vai colocando obstáculos pela frente com a finalidade de os enfrentarmos para conseguirmos seguir o caminho destinado. Mas existe quem não tente dar o salto com receio de falhar e é ai que entra este romance onde a realidade é completamente distorcida pela utopia. Sem pobreza e longe de conflitos, com os sonhos a tornarem-se realidade em vidas positivas partimos à aventura com Um Mundo de Pernas Para o Ar, o livro que parece uma máquina do tempo que transporta o seu protagonista para o futuro que não passa do nosso presente onde afinal parece que existe hipótese de ser feliz ao lado de uma família encantadora e onde o amor e a profissão influenciam o seu bem-estar para não mais querer voltar à realidade do passado. Um presente onde tanto nos queixamos acaba por ser a perfeição para Tom, o rapaz que adora o caos dos tempos modernos e está pronto para por cá ficar. 

Numa mistura de romance, comédia, ficção científica e com um bom toque de humor à mistura, em Um Mundo de Pernas Para o Ar as opções a tomar são o ingrediente principal de um dos livros mais disputados do ano e cujos direitos para a adaptação ao cinema já foram comprados. 

Atual leitura... A Pérola Que Partiu a Concha [Nadia Hashimi]

a pérola que partiu a concha.jpg

Mais uma vez e porque acho que tomei embalagem, vou voltar a entrar no mundo ocidental em termos literários, desta vez com a leitura de A Pérola Que Partiu a Concha, um romance inserido na colecção Grandes Narrativas da Editorial Presença.

Da autoria de Nadia Hashimi, esta obra reflete a realidade afegã antes da invasão soviética, local onde a autora nasceu mas de onde partiu bem cedo com os pais para os EUA. Formada em Medicina e Biologia, esta primeira obra de Nadia já foi vendida para mais de dez países e promete conquistar os leitores com a realidade dos factos a ser descrita através das vidas de duas mulheres bem distintas, com um século de diferença, mas com coragem e sonhos bem semelhantes na luta pela sobrevivência no Afeganistão.

A Filha Estrangeira [Najat El Hachmi]

a filha estrangeira.jpg

Bi ismi Al lah

(em nome de Deus)

Autor: Najat El Hachmi

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 208

ISBN: 978-972-25-3371-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinospe: Uma rapariga nascida em Marrocos e criada numa cidade interior da Catalunha aproxima-se da idade adulta. À rebeldia característica da juventude, ela terá de acrescentar um dilema: sair do seu mundo de emigrante ou permanecer nele. Um romance íntimo e honesto sobre a transição para a idade adulta, escrito em forma de monólogo interior, repleto de observações, histórias e memórias da terra natal da narradora, uma jovem viva e inteligente, apaixonada pela literatura e pela filosofia, completamente diferente do mundo iletrado e tradicional da mãe. 

Acessível, por vezes engraçado, mas sempre íntimo e repleto de observações e pensamentos pertinentes. Um livro que fica connosco.

 

Opinião: Uma jovem que tem as suas origens em Marrocos mas que cresceu na Catalunha conseguirá algum dia viver consoante a tradição familiar e longe da liberdade ocidental a que se habitou ao longo dos anos? Esta é uma das principais questões de A Filha Estrangeira, a obra que retrata uma vida entre dois mundos bem distintos que acaba por gerar um mal-estar interior para com quem é forçado a conviver consoante crenças e comportamentos que não tolera.

A tradição, os costumes culturais e os receios são uma arma forte do povo marroquino que não quebra hábitos dentro do seu país, mas fora dele seguem as leis com receio do que os outros possam dizer, tudo para não melindrarem uma sociedade que tem as suas venerações e hábitos bem distintos. A nossa jovem protagonista é a contradição dentro da lei. Habituada à liberdade, mesmo com uma mãe tradicional e a repudiar as suas atitudes, sempre tentou conciliar os dois lados da balança para não defraudar os sonhos de uma mãe que sempre fez tudo pela filha, num local longe da família e onde sempre foi necessário lutar por um lugar melhor. 

A trabalharem para casa, vivendo rodeadas de preconceitos, racismo e comportamentos chocantes para com a diferença, mãe e filha seguiram o seu percurso sem uma figura masculina por perto mas com a promessa de outros tempos que um dia, a jovem teria um primo à sua espera para contrair matrimónio e começa aqui a parte da narrativa que mais me prendeu.

Atual leitura... A Filha Estrangeira [Najat El Hachmi]

a filha estrangeira.jpg

Uma história de contrariedades pessoais entre o passado e o futuro reflete-se na história de uma jovem que nasceu em Marrocos e foi criada pela Catalunha, existindo agora a balança entre continuar onde está ou procurar as suas origens. Este é o segundo romance de Najat El Hachmi, a autora que venceu com a sua obra de estreia, L'Últim Patriarca, o prémio Ramon Llull em 2007.

A Filha Estrangeira será assim a minha atual leitura pelos próximos dias e espero que me conquiste tanto como outras obras do género há uns anos atrás. Para já vou um pouco às escuras para o início da leitura deste romance, já que a sinopse não revela muito do que há para descobrir ao longo das mais de duzentas páginas. 

Pecados da Igreja [Secundino Cunha]

pecados da igreja.jpg

Autor: Secundino Cunha

Editora: Saída de Emergência

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 256

ISBN: 978-989-773-020-7

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: O pecado é tão antigo quanto a Igreja pois esta é feita de homens com as mesmas tentações e fraquezas de todos os outros. E a Igreja Portuguesa não é exceção.

Com um estilo ligeiro mas sustentado numa investigação meticulosa, Secundino Cunha revela-nos os acontecimentos que marcaram negativamente a Igreja portuguesa nos últimos 20 anos, abalando populações e incendiando o país.

Casos de padres que cederam à tentação do amor, narrativas de desventuras e vinganças, histórias de revoltas populares e fugas atribuladas por paixão que deram origem a calvários sem fim. E, claro, não poderiam faltar os famosos contos do vigário.

Venha descobrir e deleitar-se com uma Igreja Católica Portuguesa que nunca imaginou, e os desafios diários que ela enfrenta na luta eterna entre a virtude e o pecado.

 

Opinião: «O santo filósofo explica que os sete pecados capitais (soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja, preguiça) não foram escolhidos pelo seu valor intrínseco, mas pelo facto de serem eficazes detonadores da prática das mais torpes maldades». É assim que se dá a forma introdutória do livro Pecados da Igreja, da autoria de Secundino Cunha, onde os pecados protagonizados por homens e mulheres que defendem e são os responsáveis pela comunhão entre a sociedade e a crença estão em destaque. 

Recorrendo a histórias reais, verdadeiras e nacionais, este livro faz uma análise sobre as notícias que ao longo das últimas décadas foram surgindo sobre os pecadores no seio da igreja. Pessoas que se formam para defender e transmitirem aos outros ideias e que se deixam levar por maus hábitos ou por tentações pelas quais deveriam estar afastados e preparados para não cederem.

Se um padre viu a sua vida ser alterada quando se apaixonou por uma jovem que o acompanhou até ao mundo da droga, outros há que conseguiram aguentar uma família em segredo durante anos até que decidiram deixar o seu lugar na igreja para viverem livremente com os seus sentimentos, tendo até que recorrer por vezes em alguns casos a fugas amorosas para alterar todo o rumo de uma história que poderia não ter acabado da melhor maneira. Se uns vivem de amores nem sempre positivos, outros há que se deixam levar pelo luxo, pedindo a católicos ajudas para a comunidade religiosa para fazerem uso desses lucros em compras de veículos topo de gama, férias em verdadeiros paraísos, noites de arromba e uma vida de ostentação, o que sempre levanta suspeitas. E como a falsidade também existe, não é que já existiu quem se tenha feito passar por padre ao longo de anos, em várias paróquias, sendo acarinhado por milhares de cristãos até ser descoberto nas próprias malhas do seu crime? E o que dizer do suposto colecionador de armas que era mais traficante que outra coisa, mas como os padres têm sempre uma boa imagem junto da população, todos acharam que as investigações não estariam corretas. Existem pois padres que recorrem aos serviços da prostituição para se sentirem de certo modo homens, só que as coisas nem sempre correm bem e mais cedo ou mais tarde são apanhados ou chantageados. O que considero o maior pecado de todas estas histórias contadas por este livro é a pedofilia na igreja e olhem que esta obra reconta vários casos de outrora, casos esses que foram por vezes ocultados pela igreja para que não se criasse grande alarido em torno do assunto, para mais com o que aconteceu há uns anos mesmo no centro do Vaticano. Prostituição, pedofilia, abusos e como não podia escapar encontramos as festas e saunas gay onde muitos padres para não darem nas vistas em Portugal recorrem a terras vizinhas para se satisfazerem. Se uns há que se protegem pelos seus pecados, outros há que se vingam dos colegas do lado, nem que para isso tenham de criar e inventar situações para terminarem com a carreira de quem menos gostam.

Mais sobre mim

foto do autor

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Segue-me...

Facebook ___________________________________________________________ Instagram ___________________________________________________________ Twitter ___________________________________________________________ Pinterest Visita o perfil de O Informador no Pinterest. ___________________________________________________________ Goodreads
Envelhenescer
Três Homens Num Barco
Confissões de Inverno
O Templário Negro
Larga quem não te agarra
As Desaparecidas
Sentir
A Livraria
A Magia do Acaso
Hotel Vendôme
A Química
Não Gosto de Segundas Feiras
___________________________________________________________ BlogsPortugal
___________________________________________________________ Bloglovin Follow _____________________________________________________

 Subscreve O Informador

Mensagens

Comentários recentes

  • Juca

    Nada disso...

  • O Informador

    Dentro do estilo e da Editorial Presença tenho em ...

  • P.P.

    Eu estou a acabar Aqueles que Merecem Morrer .Ador...

  • O Informador

    Para os fiéis as coisas boas surgem de Deus e as m...

  • Juca

    Sim... sempre fui educada na fé da religião católi...

Atual Leitura

_________________________________________________________

Parceiros Literários

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Espaço Cultural

_______________________________________________