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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Atual leitura... Diário dos Imperfeitos [João Morgado]

Vencedor do Prémio Literário Vergílio Ferreira 2012, Diário dos Imperfeitos é a primeira obra de João Morgado com que irei ter contacto. Já li bons e maus comentários acerca deste romance e não há nada como experimentar para ter a minha visão literária acerca da escrita e criação do também autor de Diário dos Infiéis. João Morgado foi distinguido também com as suas obras, contos, poesia e crónicas com o Prémio Literário António Saraiva 2016, Prémio Nacional de Literatura LIONS 2015, Prémio Literário Fundação Dr. Luís Rainha 2015, Prémio Literário Alçada Baptista 2014 e com Prémio de Poesia Manuel Neto dos Santos 2015.

Diário dos Imperfeitos é a partir daqui a minha atual leitura e mais dia menos dia lá vos voltarei a falar deste livro para vos contar a derradeira opinião. 

O Homem que Sabe Pensar [James Allen]

o homem que sabe pensar.jpg

Autor: James Allen

Editora: Alma dos Livros

Lançamento: Novembro de 2016

Edição: 1ª Edição

Páginas: 72

ISBN: 978-989-997-050-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Um clássico intemporal que tem inspirado milhares de leitores em todo o mundo, influenciado pensadores, filósofos e teólogos ao longo de décadas e, desde que foi publicado, tem sido citado e elogiado vezes sem conta por autores das mais diversas áreas. Mostra-nos que a nossa mente guia os nossos passos ao longo do caminho da vida e que aquilo que pensamos influência diretamente a nossa vida, algo que, muitas vezes, subestimamos. Mas, como começar e onde é que podemos procurar respostas? Como é que alcançamos a clareza de mente necessária que nos traz a iluminação e a felicidade? Este livro oferece respostas claras a essas perguntas.

 

Opinião: O Homem que Sabe Pensar reflete o poder do pensamento na nossa vida e no caminho que cada um, de forma individual, segue. O bem e o mal em opções diárias aparecem de forma coordenada para se seguir em frente e é ai que começam a surgir os caminhos que a mente vai selecionado para que se percorram sentidos derivados dos acontecimentos anteriores. 

Em Fuga [Peter May]

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Autor: Peter May

Editora: Marcador

Lançamento: Fevereiro de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 392

ISBN: 978-989-754-298-5

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Em 1965, cinco amigos, todos adolescentes, cansados da rotina e temerosos de uma vida previsível, fogem de Glasgow com destino a Londres e o sonho de serem estrelas e de transformar a sua banda de música num sucesso. No entanto, antes do final do primeiro ano, três deles regressam á sua cidade natal na Escócia - e voltam diferentes, danificados, sem que ninguém perceba a razão para tal. Cinquenta anos mais tarde, em 2015, um brutal homicídio na capital inglesa obriga esses três homens, agora com quase 70 anos, a regressar a Londres e a confrontar, por fim, a mancha escura do seu passado da qual tentaram fugir durante toda a vida.

Porém, como perceberá Jack Mackay, eles já não são os rapazes de 17 anos que ambicionavam a fama, e, após terem passado meio século entre o falhanço e a mediocridade, está na altura de recuperar as memórias dos eventos aterradores de 1965 e, em vez de fugir, de as enfrentar de uma vez por todas.

 

Opinião: Em Fuga marca a minha estreia para com Peter May, supostamente um dos melhores autores de thrillers mas que não me conseguiu conquistar assim tanto como previa. 

Percorrendo dois períodos temporais com cinquenta anos de diferença e com dois tipos de narração também distintos entre 1965 e 2015, Em Fuga distingue assim o presente das memórias marcantes de um passado que alterou a vida de um grupo de jovens sonhador que não tiveram a sorte do seu lado. Primeiramente partem em busca de um objetivo que em união com a fuga da vida atual os leva a percorrerem caminhos onde a sociedade não é assim tão hostil como pretendiam e acreditavam encontrar. Mas é quando tudo se parece encaminhar após vários percalços pelo caminho que as suas vidas voltam a dar a volta perante um acidente que os leva a recuar com as suas ideias de independência longe do ambiente familiar e da cidade que os viu crescer, isto sem que o leitor perceba ao certo o que se terá passado. O que levará jovens adolescentes que acreditam nos seus objetivos, mesmo que para isso passem por situações desconfortáveis a alterar os seus planos de um dia para o outro? Ao mesmo tempo que somos convidados a voltar ao local dos acontecimentos no presente vamos acompanhando o mesmo percurso e experiências do passado e as situações vão-se conjugando de forma a que a noção temporal seja colocada perante o leitor que vai tentando resolver todo o mistério.

O Livreiro de Paris

o livreiro de paris.jpg

Autor: Nina George

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: Editorial Presença

Páginas: 328

ISBN: 978-972-23-5961-0

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Jean Perdu é proprietário de um negócio tão especial quanto extraordinário: a Farmácia Literária, uma livraria instalada num barco atracado no rio Sena, em Paris. Ao invés de vender medicamentos, receita livros como remédio para os males da alma. Porém, embora saiba aliviar a dor dos outros, não consegue atenuar a sua própria dor. O que Monsieur Perdu não sabe é que a descoberta de uma carta do seu passado está prestes a mudar-lhe o destino. Depois de a ler, Jean encontra-se numa encruzilhada: continuar uma existência sombria e dolorosa ou embarcar numa viagem ao Sul de França, até à Provença, ao encontro da reconciliação com o passado e da beleza da vida.

 

Opinião: Primeiramente o leitor começa por se apaixonar pelo mundo criado por Jean Perdu na sua embarcação transformada em livraria num porto do rio Sena, em Paris. Para quem gosta de livros logo a premissa consegue conquistar, só que depois com o passar de cada capítulo rapidamente percebemos que por detrás da dedicação de Perdu existe uma solidão causada por um acontecimento do passado e aí tudo se começa a transformar. 

Confesso que ao perceber que aquela embarcação iria sair do seu lugar para viajar em busca de uma verdade que o leitor já conhece não consegui aproveitar e saborear o momento, achando desnecessário o desapego ao local que sempre acolheu o médico literário que dá conselhos sobre que obra deve ser lida perante as circunstâncias de cada cliente. Engoli em seco, perdi um pouco de interesse e fiquei a naufragar na leitura, só que a dado momento e depois de pensar como a descrição de cada local visitado era feita de forma rápida sem revelar grandes pormenores, acontece o virar da história. De um momento para o outro tudo muda e se existem livros que podem não estar a conquistar mas que na reta final conseguem dar a volta a toda a situação, O Livreiro de Paris é um deles. 

O Anjo da Morte

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Autor: M. J. Arlidge

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: TopSeller

Páginas: 336

ISBN: 978-989-8855-43-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.

Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo. Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer? se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.

 

Opinião: Ao longo dos últimos tempos tenho-me deixado conquistar por autores que desconhecia e dentro do thriller então as surpresas têm sido várias. Agora e sem saber que O Anjo da Morte pertence a uma série com livros já publicados, peguei neste último lançamento de M. J. Arlidge e encontrei aqui um autor que não tem nada a esconder com a sua escrita e narrativas tão bem criadas que conseguem prender o leitor do início ao fim sem que se perceba quem na verdade possa ser o rosto que será descoberto perto do final para que tudo fique esclarecido e se possa seguir em frente. 

Sensibilidade e Bom Senso

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Autor: Jane Austen

Lançamento: Março de 2017

Editora: Bertrand Editora

Páginas: 480

ISBN: 978-972-25-3352-2

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Marianne e Elinor Dashwood, com 17 e 19 anos respetivamente, são irmãs, mas não podiam ser mais diferentes. Marianne é toda ela coração, sensibilidade e romantismo; Elinor é a encarnação da razão, do bom senso e da reserva. Por entre reveses e amores, cada uma delas será posta à prova e terá de encontrar um equilíbrio - entre a sensibilidade e o bom senso - que lhes permita ser felizes.

 

Opinião: Jane Austen é um nome incontornável da literatura mundial mas infelizmente ainda não conhecia a sua obra com experiência enquanto leitor. Agora e para iniciar a opinião acerca de Sensibilidade e Bom Senso poderei desde já dizer que este foi o primeiro romance que li de Austen mas não será o último com toda a certeza.

Pegando no início do século XIX e numa família com jovens com idade para assumirem as obrigações do casamento, eis que duas irmãs, bem distintas entre si, assumem o protagonismo deste romance excelentemente bem desenvolvido com uma simplicidade tão notória onde a fluídez da narrativa surge sem cansar em algum momento o leitor. Elinor, a irmã mais velha é apta para analisar os comportamentos dos outros, mantendo a calma e pensamendo de forma racional, ao contrário de Marianne que embora sensível, deixa-se facilmente levar pelas primeiras impressões o que nem sempre corre bem para quem acredita que tudo é perfeito. Se uma tem Bom Senso a outra tem a Sensibilidade à flor da pele e está aqui dado o ponto de partida para esta obra que transborda verdade nos factos que não passam de ficção a demonstrar a realidade de outros tempos mas que ainda hoje pode ser vista através de distintos contornos para com a sociedade dos tempos modernos. 

Atual leitura... Sensibilidade e Bom Senso

Assinalando o bicentenário da morte da escritora Jane Austen, a Bertrand Editora lança nova edição do seu primeiro romance, Sensibilidade e Bom Senso. Lançado em 1811, contando assim com mais de duzentos anos desde a primeira publicação, este é um livro intemporal e de referência graças à sua qualidade linguística que conjugada com o bom argumento, critica social e factos inseridos num contexto histórico cativam.

Conseguirão duas irmãs tão diferentes enfrentar os seus problemas enquanto adolescentes de forma a se ajudarem mutuamente?! Sensibilidade e Bom Senso é a minha atual leitura e embora já tenha recebido comentários de surpresa por me meter com Jane Austen, vamos lá ver como tudo correrá. 

Grandes Histórias de Amor

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Autor: José Jorge Letria

Lançamento: Janeiro de 2017

Editora: Guerra e Paz

Páginas: 216

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Incendeiam este livro histórias de amores arrebatadores como os de D. Pedro I e D. Inês de Castro, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, Almeida Garrett e a viscondessa da Luz, Ava Gardner e Frank Sinatra, Oscar Wilde e Lord Alfred Douglas, John Lennon e Yoko Ono, Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro. Afinal, como escreveu Luís de Camões, o amor é «fogo que arde sem se ver». O fogo que arde neste livro pode não se ver, mas queima.

Os grandes amores desafiam as barreiras do tempo e do espaço e, muitas vezes, é a sua dimensão trágica que os mitifica e eterniza. Nestas páginas há histórias de amor heterossexual e homossexual, antigas e modernas, famosas e menos conhecidas, mas todas elas capazes de nos fazer suster a respiração.

 

Opinião: De Adão e Eva a Pedro e Inês para os amores mais recentes de Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro ou John Lennon e Yoko Ono, Grandes Histórias de Amor é um ponto entre várias reticências dos grandes romances que marcaram a sociedade e que se eternizaram de uma maneira ou de outra ao longo dos tempos.

Pela mão de José Jorge Letria, esta obra reflete um pouco cada forma de amar de figuras impares da nossa História. Os beijos roubados atrás do palco, as grandes viagens românticas, as declarações, os desaires, inconfidências, traições e verdades, tudo serve como fonte de inspiração para se percorrerem vidas que foram passadas com um grande amor que nem sempre esteve presente mas que marcou de certa forma uma etapa de cada momento que se conseguiu eternizar com o tempo e junto de todos.

Atual leitura... Grandes Histórias de Amor

Jornalista, poeta e dramaturgo, José Jorge Letria é agora o autor de Grandes Histórias de Amor, o Livro dos Amantes, uma das mais recentes obras lançadas pela editora Guerra e Paz. Fazendo o recurso a várias figuras da História nacional e internacional e com a junção de histórias antigas com as mais recentes, vários são os amores relatados nesta obra onde nos podemos apaixonar pela loucura que vários casais conhecidos e menos conhecidos viveram entre si e perante a sociedade.

A minha atual leitura para comentar daqui a uns dias...

A Avó e a Neve Russa

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Autor: João Reis

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: Elsinore

Páginas: 228

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: «As folhas caídas das árvores giram à minha volta com o vento, mas aperto mais o casaco, porque nem o vento nem as folhas-bailarinas me alegram com a melancolia, só me deixam ensopado em tristeza, como a chuva nos faz por vezes. Os homens não choram. Avanço. Os catos que vejo alinhados na rua voltam a ser árvores e a Babushka, deitada na cama de hospital, é uma criança que aumentou e encolheu.»

Babushka está doente. Esta russa idosa, emigrante no Canadá, sobreviveu ao acidente nuclear de Chernobyl. Esconde no peito a doença que a obriga a respirar a contratempo e lhe impõe uma tosse longa e larga e comprida e sem fim — um mal que a faz viver mergulhada nas memórias do seu passado luminoso, a neve pura da Rússia, recordação sob recordação.

Na fronteira com a realidade caminha o seu neto mais novo, de dez anos, um menino que não desiste de puxar o fio à meada e de tentar devolver a avó ao presente. Para ajudar Babushka, precisa de encontrar uma solução para os seus pulmões destruídos, sacos rasgados e quase vazios — mesmo que isso o obrigue a crescer de repente e partir em busca de uma planta milagrosa, o segredo que poderá salvar a família e completar a matriosca que só ele vê.

Narrado na primeira pessoa e escrito a partir da perspetiva de uma criança, A Avó e a Neve Russa é um livro feito da inocência e da coragem com que se veste o deslumbramento das infâncias. Romance simples e emotivo sobre a força da memória e da abnegação, relata a peregrinação de um neto através da esperança, do Canadá ao México, para encontrar a possibilidade de um final feliz.

 

Opinião: A ideia com que se parte para a leitura deste livro é um pouco abstrata, podendo existir um certo receio de que a história se confunda através das palavras de uma criança que luta pelo salvamento da sua avó que se encontra doente e em estado já avançado para conseguir orientar um pequeno homem com uma visão bem alargada acerca do Mundo, dos comportamentos humanos e das causas sociais que mudaram o rumo da História. 

Ao longo do tempo, sem pais e aos cuidados da avó e do irmão mais velho, um rapazito cujo nome é desconhecido ao leitor percebe que para manter o ambiente familiar que conhece e onde é feliz tem de agir, ajudando a continuação da sua Babushka, a avó que passou pelo acidente nuclear de Chernobyl, a sobreviver no tempo e para isso é necessário que se parta numa aventura de medos, receios, riscos e onde a amizade toma lugar.

Atual leitura... A Avó e a Neve Russa

Esperança é à primeira vista a melhor característica que posso atribuir ao ler a sinopse de A Avó e a Neve Russa, a primeira obra que irei ler de João Reis e também a minha primeira experiência com a Elsinore, editora responsável por este lançamento. 

A busca de uma solução para poder ajudar terá a função de fazer ao mesmo tempo uma criança crescer e perceber a realidade social numa viagem entre o Canadá e o México em busca de um final feliz. Confesso que estou curioso com esta leitura que é narrada na primeira pessoa e que não me parece tão simples como aparenta. 

Atual leitura... Envelhenescer

Pedro Chagas Freitas era o nome que vinha a caminhar para o sucesso junto dos leitores há alguns anos mas foi com Prometo Falhar, lançado em 2014, que os tops nacionais de venda foram alcançados para que a partir dai as suas novas obras conquistassem desde logo novos e um maior número de leitores. Agora chegou às livrarias Envelhenescer, uma junção dos verbos envelhecer e nascer para criar o título da obra onde as pessoas começam a rejuvenescer de um momento para o outro sem qualquer explicação. Se na altura não apreciei assim tanto a leitura do seu bestseller, agora estou curioso com o conteúdo de Envelhenescer, já que ao folhear o livro percebo que existe o recurso a pequenos textos e o seguimento de várias personagens em simultâneo em momentos dispersos. 

Três Homens num Barco

Três Homens num Barco.jpg

Autor: Jerome K. Jerome

Lançamento: Novembro de 2016

Editora: Alma dos Livros

Páginas: 224

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: A vida, às vezes, pode ser aborrecida. Férias precisam-se. Três amigos (e um cão) decidem fazer uma viagem ao longo do rio. Depois de uma preparação atribulada, embarcam numa jornada que se transforma num acontecimento ímpar nas suas vidas. O pequeno barco transforma-se no epicentro de uma série de aventuras e peripécias inusitadas, tão absurdas como caricatas, reunindo uma variedade de temas improváveis como sátira social, filosofia e humor numa descrição absolutamente feliz e conseguida da natureza humana. Um livro bem-humorado e divertido, que faz o elogio da vida ao ar livre, da vida boémia, da amizade e dos afetos, da busca do sentido da vida, das férias de verão intermináveis e da suave memória dos tempos já idos. 

Apesar de contar uma história na qual está tudo continuamente a dar errado, este livro narra uma viagem incrível e divertidíssima e transforma-se num autêntico manual de autoajuda literária que nunca esqueceremos e que todos deveriam ler.

 

Opinião: Três Homens (e um cão) num Barco poderia ser o tema de uma tragédia e não é que isso não anda assim tão longe da cómica história do livro de Jerome K. Jerome? Publicado originalmente em 1889, Três Homens num Barco conta a viagem de barco de três amigos ao longo de duas semanas pelo rio Tamisa. Barco na água, corpos cansados prontos para descansarem ao longo da viagem, um cão como companhia, mantimentos a bordo e várias peripécias a caminho porque numa viagem onde existe tudo e mais alguma coisa que não dá para controlar o resultado só poderia dar asneira. 

Com um certo grau cómico, este livro tem variadíssimos momentos em que consegue levar o leitor para um sorriso fácil, o que raramente me aconteceu, talvez pelo estado de espírito que atravesso no momento não sei. Percebo que existe um bom humor nas histórias que vão sendo contadas do passado ao longo da viagem e também das peripécias que surgem ao longo dos quinze dias de travessia, mas não consegui entrar totalmente no barco para me tornar o seu quinto passageiro. Caos, ingenuidade, complicação, aventura, contra-tempos, amizade e companheirismo são alguns dos fatores presentes neste livro que é contado de forma simples mas que ao cruzar o presente com o passado acaba por atrapalhar o leitor se aquela palavra que revela que iremos entrar numa recordação escapar na leitura. 

Confissões de Inverno

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Autor: Brendan Kiely

Lançamento: Janeiro de 2017

Editora: Bertrand Editora

Páginas: 240

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Quando a vida de Aidan Donovan, de 16 anos, se começa a desmoronar à sua volta, ele procura refúgio no bar do pai e nas atenções do padre Greg, o único adulto que o escuta. Chegado ao Natal, Aidan entra numa crise profunda ao compreender a natureza obscura do afeto do padre. Vira-se então para um novo grupo de amigos: Josie, a rapariga por quem talvez esteja apaixonado, Sophie, a amiga um pouco rebelde, e Mark, o carismático capitão da equipa de natação, cuja sensação de angústia rivaliza com a de Aidan. Um romance ousado e corajoso que olha de forma intensa e sensível para os desafios do crescimento e do amor

 

Opinião: Um tema tabu de que não se fala, mesmo sabendo que existe entre vários núcleos fortes da igreja. A pedofilia existe no seio religioso e isso não é segredo para ninguém. Claro que ninguém pode generalizar tanto com este crime como para com outros, mas que existe e tem de ser debatido, lá disso não existem dúvidas.

Confissões de Inverno retrata a vida de um jovem adolescente que após perceber que o pai é uma figura ausente e a mãe opta por circular por festas e eventos onde pode dar nas vistas, acaba por encontrar refúgio na casa paroquial da vila. Como mentor encontra um homem aceite pelas pessoas por aparentar tranquilidade e paz enquanto padre, sendo um confidente, amigo e ouvinte. Mas será que este padre é afinal o que parece ou terá muito a esconder perante os temas que apresenta aos mais novos na cave da casa onde habita com o sacerdote mais velho?

Um jovem desamparado em termos familiares e que acaba por cair nos braços perigosos de uma pessoa que aparenta a todos ser de confiança pela função que desempenha. O que é o Amor para um rapaz que está à descoberta dos sentimentos e que acaba por perceber mais tarde que a aproximação, os abraços e apertos que enfrenta no escuro, encostado a uma mesa, são afinal uma obrigação para satisfazer os desejos de um adulto que não consegue controlar as suas perversas vontades. O que um adolescente cria na sua mente quando é levado a crer que tais comportamentos são os mais corretos no momento de evoluir como pessoa? Quem poderá estar a par de tudo o que acontece nos sucessivos encontros? O que fazer quando se percebe que não se está sozinho e que aquele segredo que vai prevalecendo enfrenta o complexo e medo ao mesmo tempo que está a um passo de ser descoberto por todos?

Atual leitura... Confissões de Inverno

Confissões de Inverno parece ser daqueles romances arrancados a ferros devido aos temas que aborda e onde tudo geralmente é tratado com pinças e de modo bastante leve. Não conheço o trabalho de Brendan Kiely mas a sinopse deste livro logo me despertou um certo interesse, acreditando que a sensibilidade sobre como tudo é tratado na descrição de vida de um jovem adolescente irá acabar por me conquistar enquanto leitor que adora um bom livro que me leve a puxar pelos sentimentos e emoção ao longo de cada página. 

Confissões de Inverno, lançado pela Bertrand Editora, é a partir de hoje a minha Atual leitura...

As Desaparecidas

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Autor: Megan Miranda

Lançamento: Outubro de 2016

Editora: Topseller

Páginas: 352

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Uma história tão original como perturbadora. Nicolette pensa que escapou...Já se passaram dez anos desde que Nicolette Farrell abandonou a sua cidade natal. Não resistiu ao misterioso desaparecimento da sua melhor amiga, Corinne, e abandonou tudo: pai, irmão, namorado, toda uma vida. O destino trouxe-a a de volta...Agora, obrigada a regressar ao seu passado para cuidar do pai doente, Nicolette vê-se afundada em segredos chocantes, mentiras e aquele caso que ficou por resolver, abrindo feridas antigas há muito dormentes. Mas as dívidas têm de ser pagas...Um novo desaparecimento, o da atual companheira do ex-namorado de Nicolette, irá adensar a teia de mistério e precipitar os acontecimentos. O que realmente aconteceu há dez anos?

 

Opinião: Inserido num ciclo tendêncial de grandes thrillers psicológicos que têm sido lançados pelos últimos tempos, As Desaparecidas centra-se num desaparecimento recontado no presente mas que já aconteceu há dez anos atrás. 

Nicolette volta à sua terra Natal para resolver uma situação familiar, só que ao mesmo tempo que trata das questões burocráticas do pai e da venda de uma casa, o passado em Cooley Ridge sobre o desaparecimento da sua melhor amiga volta a bater-lhe à porta. Esta é uma narrativa contada de trás para a frente, já que após o desvendar de um ponto final disfarçado somos convidados a conhecer a história a partir do dia 15 para o 1. Nesta obra o leitor sujeita-se facilmente a alterar a sua opinião acerca das personagens que vai conhececendo ao longo da narrativa, graças aos pormenores que a população vai ajudando a fornecer ao leitor. Megan Miranda é tão boa a omitir o mistério sobre o caso que marca presença ao longo da história que só mesmo no final é que conseguimos apurar realmente quem são os verdadeiros culpados e inocentes sobre o desaparecimento de uma jovem que colocou toda uma vila em busca de pequenos pormenores ao longo do tempo. Neste thriller todos são convidados a intervir, seja através de buscas pelo território, seja pelos inquéritos policiais ou somente através do diz que diz social que vai servindo como falatório sobre o caso que marcou uma determinada altura mas que ficou na mente de todos que voltam a relembrar este mítico desaparecimento por um outro acontecimento atual e que levanta o véu sobre as memórias do passado. 

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