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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

31
Ago17

Ocupação tranquilizante


O Informador

As pessoas não se apercebem mas os factos são verídicos. Quanto mais se estiver ocupado no dia-a-dia melhor nos conseguimos sentir connosco e com os outros, não causando tantos problemas e complicações pessoais e para com quem nos é mais próximo. 

Como é sabido estive mais de dois meses desocupado e sem conseguir dar a volta para ocupar as horas que antes estavam ocupadas e que passaram a estar livres. E agora percebo que nessa altura, sem que me desse conta, tudo me começava a fazer confusão. O que poderia ser uma questão que nem ligaria em tempos normais daria logo para gerar uma conversa menos boa e causar ligeiros conflitos com quem me é mais próximo. O cérebro ao estar demasiado desocupado começa a criar problemas onde eles não existem e isso acaba por não ser benéfico para ninguém, acima de tudo para o próprio, que entra numa espiral de onde pode ser complicado sair por se criar um hábito. A pessoa sente-se vazia, inútil e ao ver os outros com os seus afazeres diários acaba por se auto magoar e também por arrastar quem não tem culpa de nada para os seus problemas que ganham proporções acima do normal porque alguém que passa um dia em vão não compreende que quem está ocupado simplesmente quer descansar quando chega e não está para aturar os dramas que deixam de ser relativizados, ganhando sim outros contornos que vão adensando devido ao tempo que é passado sem nada fazer.

Percebi isso ao longo daquelas semanas em que me senti a ficar ainda mais chato e maçador para com quem me é mais próximo, tornando-me implicativo com mínimas coisas e só depois, uns tempos após ter retomado a vida normal, é que percebo que isso aconteceu verdadeiramente. Não é que não me tenham alertado e que não veja tais comportamentos nos outros, mas passei pelo mesmo sem me ter dado conta, ao contrário do que afirma o velho ditado, «só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro». E é verdade, hoje tenho capacidade para perceber que além de ter ficado mais sensível e carente naquela altura, a paciência esgotava-se com uma maior facilidade. 

09
Jul16

Laços laborais


O Informador

A vida prega várias partidas com que não vamos contando e aos poucos, ao longo dos últimos tempos, tenho percebido isso, com conteúdos positivos em termos de convivência e futuras amizades. 

Ao longo de dez anos de trabalho na mesma empresa, no único local onde sempre trabalhei desde que terminei os estudos, que sempre tenho mantido a distância para com os colegas de longa e curta duração. Tento sempre dar-me bem com todos e acho que isso tem acontecido praticamente sempre, mas fora do ambiente de trabalho sou reticente para passar as pessoas com quem passo a maior parte dos dias para a minha vida privada. Geralmente não consigo unir os dois mundos, por vontade própria e também devido ao feitio complicado que existe em mim. 

No final do ano passado e ao longo dos últimos meses tenho dado por mim a deixar entrar pessoas, com quem trabalho, na minha vida fora do horário de expediente como antes não deixava. Não confiar e não querer que estejam comigo fora das oito horas diárias obrigatórias tem sido o meu lema ao longo desta década, mas agora, talvez pelo que as pessoas me têm transmitido, sinto que estou muito mais receptivo em conhecer as pessoas fora daquele mundo que tem sido isolado do resto da vida desta pessoa estranha e complicada. 

Após uma década de entraves, talvez tenha percebido que finalmente encontrei pessoas com quem quero manter contacto ao longo do tempo, mesmo que contratos terminem e que a ligação no trabalho seja assim obrigada a terminar. A personalidade, a presença, os feitios, as conversas... Existem sempre pontos que nos vão conquistando amizades que podem tardar em aparecer mas que quando surgem dão sinais e fazem com que alteremos a forma de pensar!

23
Jul15

Filho / Mãe


O Informador

A relação mãe e filho aqui por casa nem sempre, ou melhor, raramente é das melhores! Com feitios semelhantes, venho a confessar, com o passar do tempo percebo que estou cada vez com menos paciência para qualquer implicância que seja feita por coisas mesquinhas e sem nexo.

Tudo me irrita em casa porque a minha mãe está ano após ano como a maioria das mães deste nosso país, a ficar cada vez mais insuportável com o seu mundo. Tudo o que é feito e que não calha bem com as suas ideias já dá para conversas e mais conversas de minutos, muitas vezes a solo onde o tema é moído e remoído até ter um final por ninguém dar troco ou então por quem respondeu calar-se para tentar que o assunto fique por ali. 

É complicado lidar com uma mãe com um feitio destes, onde tudo tem de ser feito como tem na ideia. Como geralmente a minha ideia do correcto não bate certo com a sua complicação, o choque acontece e lá se dá uma discussão onde nem apetece dar respostas mas como são minutos atrás de minutos a ouvir que isto e aquilo está mal ou que deixaste o outro torto acabo por ter de dizer algumas vezes o que não quero, sendo um pouco impulsivo nas palavras.

19
Dez14

Traição laboral


O Informador

Uma empresa com uma dezena de funcionários! Dois colegas com parceiros matrimoniais! Um envolvimento clandestino onde os sentimentos são diferentes entre si e que irá levar a uma ruptura, seja ela qual for!

Isto poderia ser a rápida apresentação de uma qualquer série ou novela televisiva, no entanto este caso está a acontecer na vida real e as conversas começam a adensar-se. Quanto a mim, como responsável pelo trabalho de ambos, só tenho pena que não consigam distanciar a vida privada e a laboral, dividindo horários e não deixando os sentimentos interferirem com os seus desempenhos e comportamentos dentro da empresa.

Não me interessa se ambos sentem o mesmo um pelo outro, se os seus respetivos vão tomar conhecimento sobre o que se anda a passar aos olhos de todos e no resultado que isso irá ter nas suas vidas. O que me interessa, e com o qual não estou a conseguir ainda lidar, é com o facto de ambos, talvez por pensarem com as hormonas, não conseguirem evitar os seus comportamentos dentro da empresa, acabando por se prejudicarem mutuamente.

A busca do amor, ou seja o que lhe queiram chamar, é normal, desde que se pense que existe toda uma vida onde o trabalho é necessário, tal como os bons comportamentos pedidos nessa área.

27
Out14

Um casal com problemas


O Informador

Quando se assiste a um casal, neste caso a um marido a falar de forma rude e bruta para a sua esposa pela rua o que se pensa? Que em casa as coisas acontecem da mesma maneira ou mesmo pior! Será verdade ou mentira? Tentei perceber e dizem que tudo acontece da mesma forma como na rua, existindo uma falta de bom senso para com as palavras que nem em privado devem ser proferidas a alguém, quanto mais em público e pela rua, onde todos podem ouvir e fazer juízos de valor.

O que passará pela cabeça de alguém para achar que a sua companhia de vida tem de fazer todos os passos que são idealizados por si e não por vontade própria? Como uns simples cinco minutos de atraso conseguem irritar tanto uma pessoa a ponto de proferirem más palavras aos gritos quando a mulher está à conversa com uma vizinha que encontrou antes de chegar a casa?

Faz-me uma certa confusão certas pessoas sujeitarem-se a ouvir e calar, tomando medicação para não se enervarem com o estilo de vida que foram deixando ser o seu. O que ganham quando estão com uma pessoa que acaba por não lhes conseguir dar valor e que quer que tudo aconteça à sua maneira, sem existir qualquer margem de manobra e opinião da outra parte?

Acabamos sempre por descarregar os problemas da vida e profissionais com quem está do nosso lado e isso podem dizer o que quiserem porque é a verdade, no entanto existem limites e estes problemas que tenho vindo a acompanhar passam os riscos das margens aceites. Não percebo como se pode descarregar assim com tantas palavras e birras um mal estar pessoal e levar isso para a rua, onde todos começam a reparar que algo se anda a passar dentro da vida daquele casal que parecia tão unido e feliz.

Um casal tem sempre os seus problemas porque sem eles não existem também forma de estar com tudo idílico e imaginativo, só que existem limites e esses têm de ser firmes para que os problemas de cada um não passem a fronteira do bem-estar dos outros!

24
Fev13

Fim de um ciclo do coração


O Informador

Tomei a decisão, não sei se me vou arrepender ou não ou se poderei voltar atrás, mas neste momento era isto que sentia que tinha que fazer. Depois de pensar, resolvi terminar com a relação que tinha há quatro anos. 

Custou-me e vai continuar a custar nos próximos tempos, mas já estava cansado de viver em função de outra pessoa e não pensar em mim, não me mimar a mim como acho que mereço. Sinto que sou cada vez mais egocêntrico e isso tem-se visto nas minhas últimas decisões. Penso no que quero e no que me faz bem, não pensando no bem-estar dos outros. Posso estar errado ao pensar assim, mas tem sido desta forma que tenho agido e esta decisão foi mais uma demonstração disso.

Um acumular de situações de ambas as partes levou-me a tomar esta atitude. Sei que tenho muito mau feitio e que não facilito nada a vida a quem me está mais próximo, mas eu sou assim, mudei algumas coisas, mas não consigo mudar-me por completo porque se fizesse isso deixava de ser eu.

Não estou a dizer que não sou o culpado por este final, porque vejo que sou o dono das maiores chatices que foram acontecendo, mas pronto, eu sou assim e agora quero ficar é sozinho e reviver os tempos de solteiro e olhar para mim como ser único e especial que sei que sou.

Não posso falar pelo dia de amanhã porque tudo pode mudar e os sentimentos não se perdem de um dia para o outro, mas depois de uns dias complicados, o meu impulso rachou o coração e levou-me a tomar a decisão de terminar, mesmo que possa ter sido algo que fiz de forma precipitada. Se existe um possível retorno ou não, não sei, mas também não quero pensar nisso agora! Estou triste, mas eu sou assim, o que hei-de fazer?

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