Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

20
Set17

Elenco de Novela na Primária


O Informador

Agora que o regresso às aulas acontece por todo o país as lembranças surgem e apetece-me divagar um pouco convosco sobre as horas, dias e semanas que passava com os meus companheiros escolares da primária a elaborar listas sobre os elencos das novelas da altura. 

Ir para a escola nos primeiros dias do ano escolar sempre tinha o seu encanto, não porque iria rever os amigos porque ao viver numa aldeia mesmo nas férias sempre conseguíamos estar juntos ao longo dos períodos de pausa, mas porque existia algo a aprender onde os intervalos se tornavam mágicos e as aulas com os seus tempos mortos transformam-se em verdadeiro entretenimento.

Existiam alturas, anos escolares mesmo, em que ao longo de horas vazias dentro da sala de aula passávamos longos momentos a copiar e a fazer listas sobre elencos de novelas, as brasileiras na altura. Fazíamos a lista sobre todos os atores que integravam um elenco, por ordem alfabética, e depois íamos copiando até mais não. Na altura a ficção nacional estava muito longe do que é feito atualmente pelos diversos canais e nós vibrávamos com as histórias importadas do Brasil, sabíamos os nomes de cada personagem e os nomes dos seus respetivos atores. As professoras essas não se importavam de ver as ditas e famosas listas e deixava-nos estar com as nossas curiosidades porque ao mesmo tempo aperfeiçoávamos a escrita através da cópia. Na altura parecia estranho podermos fazer aqueles trabalhos em plena sala de aula, mas hoje percebe-se que tal era possível porque ao mesmo tempo que fazíamos algo que gostávamos aprendíamos também e emendávamos os erros de cada um através de cópias atrás de cópias. Os momentos sobre o elenco de cada novela demoravam horas, mesmo dias e semanas e na altura éramos tão felizes a fazer coisas que nos dias que correm parecem que não fazem qualquer sentido.

07
Ago17

Refeições de moleza


O Informador

As recordações de infância são sempre uma mistura de bons e maus momentos da altura que se refletem em boas ideias sobre o que nos foi acontecendo. Na verdade percebo aos trinta que tive uma infância feliz, com pais que me amam, com uma família que sempre me deu mimo e com uma curiosidade e rebeldia de criança que em casa era uma coisa e na rua perante a sociedade era outra. 

Hoje apetece-me comentar o facto de ser um autêntico caracol no que toca a refeições. Lembro-me tão bem dos tempos de escola primária em que ao longo de uma hora ia até casa para almoçar, o que sempre foi bom por viver na terrinha, e conseguia demorar todos aqueles sessenta minutos a comer. Não, não era porque o prato estava cheio demais, era sim porque até mais ou menos aos dez anos era um molenga de primeira para comer. Demorava eternidades a tomar uma refeição, tentavam que comesse sozinho mas para o fim da hora já me tinham de ajudar para que não voltasse para as aulas de estômago vazio. Conseguia sentar-me à mesa e ficar a olhar para o prato, escolhendo o que colocar no garfo e nada levar até à boca para me despachar. Claro que aquela hora raramente acabava bem porque a vontade de comer era pouca, depois começavam a ralhar, ajudavam e por vezes acabava mesmo por apanhar uma lambisca para tentarem que comesse alguma coisa de jeito. E quando era peixe então tudo se tornava bem pior, uma autêntica tortura. 

Hoje envergonho-me dessa má fase que dei aos meus pais que se viam aflitos para que conseguissem fazer-me comer alguma coisa mas lembro-me daquelas inúmeras situações em que sentado numa mesa branca redonda ficava de olhos postos no prato e de boca fechada.

16
Abr17

Pega monstros


O Informador

pega monstros.jpg

Quem, na sua próxima ou distante infância, não teve vários pega monstros? Tive vários ao longo dos anos e pouco tempo duravam sem terem um destino obrigatório. Pois é, o caixote do lixo transformava-se rapidamente no lar predileto deste gelatinoso entretenimento quando se começavam a encher de partículas que ficavam coladas e transformavam os pega monstros num autêntico pega lixo, pó e tudo o que apanhassem quando eram atirados num autêntico vai e vem. 

Em miúdo achava graça a este nojento brinquedo do estica e encolhe mas na verdade não lhe vejo hoje em dia grande atracão para ter assim tanta piada em andar a atirar aquela nojenta mão a quem passava como forma de assustar ou simplesmente irritar.

29
Out16

Um passado com mágoa!


O Informador

Há uns dias, derivado de uma conversa, dei por mim relembrando factos de um passado onde uma década já passou mas foi deixando marcas que ainda hoje me fazem ser frio e não conseguir exprimir totalmente sentimentos e proferir palavras que possam dar a entender a verdade do que sinto. 

Amores que marcaram era o tema e a certa altura transferi-me para a fase em que acordei para a vida e onde acreditei ter descoberto o amor. Apaixonado, dando tudo o que conseguia na altura pela pessoa, levando ao mesmo tempo com mentiras, omissões, traições e mais tarde descobertas sobre o que acontecia nas minhas costas. De início não quis perceber o que se andava a passar quando não estava por perto. Tinha uns dezoito anos talvez, a outra pessoa uns vinte e poucos. Era um jovem a descobrir o mundo fora da aldeia e da vila mais próxima. Fui continuando a acreditar que tudo podia mudar, que existia sempre possibilidade para que mais tarde uma reconciliação acontecesse e a companhia percebesse que tinha de alterar os seus comportamentos para bem da relação. Nada mudou com a segunda oportunidade. Quer dizer, tudo parecia ter mudado de início mas depois os erros voltaram a ser cometidos e quem sofreu fui só eu, que voltei a cair sozinho num poço de onde vinha a subir para conseguir respirar e seguir em frente.

Amei, errei por amor, cai, voltei a acreditar e a queda ainda foi maior! Após toda esta situação em que confiei sempre fiquei de pé atrás com as pessoas, não só no amor, mas em todas as áreas! Não consigo fazer amizades com a facilidade geral dos outros, não vejo os colegas de trabalho sem ser somente colegas de trabalho e no amor antes de ter conseguido dar novo passo passou um bom tempo, um tempo em que não deixei que existisse aproximação ao ponto de poder existir paixão e sentimentos. Não me consegui voltar a entregar de forma fácil durante algum tempo mas isso passou, no entanto sei que continuo sendo uma pessoa fria, que penso muito no ego que por aqui vai por ter sempre o receio do que possa acontecer.

15
Dez15

Bye Bye Opel Corsa


O Informador

Opel Corsa.JPG

Praticamente dez anos depois da primeira condução do Opel Corsa que passou de pai para filho, eis o momento do adeus definitivo. Ontem foi o último dia deste carro na minha vida, passou de mãos, dando lugar ao veículo que me acompanhará de agora em diante e se tudo correr bem por uns bons anos. 

Com este Opel Corsa corri Portugal quase de ponta a ponta ao longo de uma década, com chuva ou sol a acompanhar, longas viagens e milhares de quilómetros em cima. Chorei sentado ao vontade, muito ri a conduzir com conversas próprias e impróprias para cardíacos. O velhinho andou por boas estradas mas também correu por trilhos impensáveis como se fosse uma gazela em fuga no meio do arvoredo de caminhos desgraçados. Comi e bebi durante quilómetros nas noites frias em que o aquecimento tardava em aparecer, abri muito os vidros em espera por uma ponta de vento naqueles dias solarengos, bocejei nas horas tardias em que o sono apertava mas era necessário estar atento ao volante.

São várias as recordações de uma década que tenho para com este automóvel, o meu primeiro carro, aquele que o meu pai acabou por me entregar após poucos dias de ter carta de condução. Certamente que corri muito por estas estradas fora graças a quatro rodas que me ajudaram ao longo deste tempo a chegar a todo o lado em segurança. 

31
Mar15

Recordar é viver!


O Informador

Por momentos surgiu-me no pensamento o tema A mula da cooperativa, de Max, e das péssimas figurinhas que fiz em criança perante a família a cantar e interpretar este tema! Hoje vejo que fiz grandes figuras e por isso todos riam e achavam graça às minhas cantorias e danças deste tema.

Uma criança com talvez uns sete anos, uns dentes a menos, uns óculos de tamanho gigante e um esqueleto franzino numa só pessoa, eu eu! Esse ser magricela e sem jeito que interpretava do início ao fim A mula da cooperativa, repetindo a proeza junto de avós e tios quando os papás achavam que era engraçado eu poder dar um pouco do meu show caseiro perante a família!

Que vergonha que senti em relembrar este mau momento do passado bem longínquo e que acabou por me marcar, uma vez que nunca mais esqueci certas imagens de mim próprio a dar às pernas e aos braços enquanto entoava que a mula deu dois coices no telhado...

Mais sobre mim

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários Recentes

  • O Informador

    Acho que sim, pelo que andei a ver pela internet.....

  • O Informador

    Pensa somente depois que o espaço não é muito gran...

  • Anónimo

    La Redoute vende essa marca,,,.

  • Cláudia C Silva

    Já tinha visto algumas fotos pelo Facebook e adore...

  • O Informador

    Felizmente que não me deixo levar por um partido, ...

Mensagens

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Segue-me...

Facebook ___________________________________________________________ Instagram ___________________________________________________________ Twitter ___________________________________________________________ Pinterest Visita o perfil de O Informador no Pinterest. ___________________________________________________________ Goodreads
Envelhenescer
Três Homens Num Barco
Confissões de Inverno
O Templário Negro
Larga quem não te agarra
As Desaparecidas
Sentir
A Livraria
A Magia do Acaso
Hotel Vendôme
A Química
Não Gosto de Segundas Feiras
___________________________________________________________ BlogsPortugal
___________________________________________________________ Bloglovin Follow _____________________________________________________

 Subscreve O Informador