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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

01
Set17

Consciência da Moda


O Informador

Por vezes cruzo-me com pessoas que deixam a consciência e a moda falhar e acabam por cair no ridículo, mas num estado super avançado que até custa a acreditar, para com o modo em como colocam o corpinho a andar pelas ruas deste país.

Existe cada disparate andante por ai que até penso por vezes que não seja verdade. Será que as pessoas não têm consciência que nem tudo lhes fica bem ou cada qual deverá sair há rua como bem lhe apetece, mesmo que isso choque os outros?

Há uns dias cruzei-me com uma senhora de meia idade, uns sessenta avançados, que além de vestir uns calções curtos acompanhados por umas botas semi transparentes quase até aos joelhos, conseguiu ainda conjugar uma camisa branca com um soutien preto de folhos. Linda e jeitosa que a madame andava na rua. Olhei, pensei em toda a beleza da conjugação, mas depois também refleti que aquela jovem de meia idade só se pode sentir bem com aquela vestimenta porque caso contrário tinha escolhido outro modelito. Então se a pessoa se sente bem tem é de usufruir da moda como acha correto, mesmo que acabe por dar nas vistas e não esteja dentro do tipicamente normal. Mas afinal de contas o que será o tipicamente normal? É que para mim é uma coisa que para ti ou mesmo para aquela senhora será outra. 

Mentalmente julguei a indumentária mas depois também me acabei por julgar porque de certo que nem sempre estou vestido de acordo com os padrões da maioria das pessoas com quem me cruzo. A consciência da moda é uma coisa lixada e ridícula porque cada qual tem de andar como se sente bem, mas será que devemos circular com livre trânsito de modo a fazer figurinhas para que meia sociedade olhe, pense, reflita e por vezes até comente em voz alta? Todos acabamos por ser ridiculos neste campo, tanto quem anda como quer e sabe que os outros olham como os olheiros que não percebem os gostos diferentes e distantes de cada um. 

25
Jul17

Pressentimentos


O Informador

A noite cai e com o aproximar da hora de deitar começo a sentir uns pensamentos que não são bem pensamentos, mas sim uns pressentimentos estranhos, talvez os possa descrever como uma angústia que não consigo explicar da melhor maneira sobre algo que possa estar para acontecer.

Tenho andado com pressentimentos de que algo menos bom possa estar para surgir. Sei que andar mais calmo e cabisbaixo não ajuda a puxar boas energias mas também não sinto que tenha motivo que me leve a ter este estado de espírito acerca de algo que poderá vir a acontecer. 

Na verdade é uma sensação estranha que me surge mais pela noite e que me leva a pensar sobre coisas e acontecimentos maus que possam estar a surgir. Uns pensamentos e mal estar que não consigo descrever em palavras nem mostrar a quem me rodeia por ser algo que se sente e que não consigo deitar para fora para que os outros o entendam. Parece que o coração tem andado apertado e angustiado com alguma coisa que não aconteceu e que não encontro explicação para o que poderá ser sequer. 

20
Jan17

A perda


O Informador

O receio da perda existe, é real, embora na maioria dos casos se tente abafar, não lembrando que a perda pode acontecer num instante, naquele instante com que nos deparamos quando recebemos um simples telefonema que nos transmite tristes notícias. O cérebro consegue estar preparado para a perda, mesmo quando o tempo nos leva a acreditar que a preparação aconteceu?

Nunca estamos preparados para receber más notícias, por mais que nos acalmemos no tempo antecedente que em vários casos surge. Não são necessários cursos, práticas, costumes, comportamentos, simplesmente é necessário seguir o próprio instinto na hora em que uma pedra cai, a rua parece ruir e o mundo pára para que em câmara lenta assista a uma dor que pode surgir de vários lados com diferentes formas de atacar e magoar. O que é afinal a perda para cada ser?

Uma perda preparada e agendada, lenta e complicada, rápida e espantosa. O que sentimos nos momentos em que tudo termina, as emoções se enrolam, os atritos ficam esquecidos, as mágoas ultrapassadas, o amor venerado e o carinho reforçado. O que perdemos com as partidas, boas ou más, mas são partidas que deixam marcas, daquelas que nos levam a refletir sobre o passado no presente que advém sobre o futuro sem a perda, aquela palavra que poderia significar tanto e afinal de contas apenas nos leva a acreditar que tudo pode desaparecer e terminar num fechar de olhos bem abertos porque a realidade não nos prepara para as surpresas e mágoas que nos faz. 

25
Dez16

Vida de Amizade


O Informador

Os anos vão fazendo com que as pessoas se cruzem, conheçam e acabem por perceber que os afastamentos também acontecem, por algum motivo, várias vezes com explicação de pelo menos uma das partes, mas sempre com uma explicação. 

Ao longo destes trinta anos de vida criei amizades de infância que com o crescimento fui deixando para trás em detrimento de novos conhecimentos que me fizeram sentir muito mais completo, dando-me essas novas amizades um círculo onde senti que seria feliz. Aos poucos fui deixando todo o grupo de escola primária que me foi acompanhando para conhecer de uma melhor forma algumas pessoas que ainda hoje fazem parte da minha vida. Se me posso ter arrependido das escolhas que fui fazendo na altura de forma involuntária em algum momento, hoje não sinto falta alguma de quem fui deixando pelo caminho por esses anos. Passamos de melhores amigos a conhecidos e em alguns casos nem um simples «olá» quando nos cruzamos proferimos, tal o que ficou do que outrora foi uma amizade de garotos.

Na adolescência, já tendo deixado relações para trás, voltei a conhecer, criando laços para depois nem todos, podendo até dizer, para quase nenhuns ficarem no círculo de amizades que queria ter na minha vida futura. Sou estranho, egocêntrico e não preciso de dezenas de amigos para ser felizes. Fui conhecendo, tentei manter comigo quem queria e fui deixando mais uma vez os outros, aqueles que seriam passageiros para trás. 

Mas foi na passagem da adolescência para a fase adulta que finalmente percebi que os verdadeiros amigos da altura seriam os que ficavam comigo até hoje. As amizades que surgiram após a primária, as amizades de secundária e algumas que já surgiram depois disso. Dispensei pessoas da minha vida por atitudes e comportamentos com que não concordei, que podiam não me afetar diretamente, mas por serem rotina acabaram por quebrar os nervos de qualquer pessoa.

08
Dez16

Resolução para 2017


O Informador

2017 está prestes a chegar e com a entrada no novo ano sempre existem desejos, votos e pensamentos otimistas sobre o que pretendemos fazer ao longo dos doze meses que por ai vão chegado! Para além do que sempre queremos... Amor, Saúde, Dinheiro, Felicidade, o que poderei afirmar agora como se fosse uma decisão a tomar para conseguir concretizar no próximo ano?

Uma das coisas fundamentais que desejo conseguir resolver na vida, para além daquela lista que enumerei em cima, é a mudança de emprego ou então a organização diária para que aos poucos consiga criar algo meu. Na verdade não tenho uma noção exata do que quero realmente fazer por existirem várias ideias mas sei que ao avançar gostaria que fosse algo que me deixe bem, que me faça sonhar, idealizar e criar. Sei que tendo um emprego há mais de dez anos e com um ordenado fixo sempre é difícil mudar ou bater com a porta, mas também sei que é possível arranjar algo mais para fazer, numa área que me deixe satisfeito e onde possa crescer para poder afirmar daqui a uns anos que afinal consegui ultrapassar a barreira, dar o salto e não ter medo de arriscar. Tenho tanta coisa na cabeça que desejo realmente fazer sozinho e em equipa mas também tenho e sempre é visível que o receio está sempre presente. Sei que muitas coisas posso fazer em segredo por uns tempos, guardar para mim e só depois de terminado o projeto revelar aos outros, mas também tenho a noção que o tempo e concentração nem sempre estão de mãos dadas. Na verdade o que tenciono solucionar ao longo de 2017 são algumas das ideias que tenho em mente em vários pontos, nem todos serão possíveis de uma vez, mas acredito que se conseguir ter a vontade exata os primeiros passos vão sendo dados e transmitidos ao mundo. 

Existem ideias por várias áreas e sei que só custa dar os primeiros passos para se começar a avançar! Essencialmente quero acreditar que conseguirei fazer algo meu e quem sabe mudar de emprego ao mesmo tempo para que a vida comece a ganhar novos contornos que me satisfaçam realmente!

09
Nov16

Sem vontade!


O Informador

Dias, semanas, meses, anos... Existem alturas em que nada parece bater certo com o interior de cada um!

O momento de dores, prisões, sentimentos contraditórios e falta de bem-estar pessoal. Não conseguir atingir o ponto que se teve anteriormente e sobre o qual é necessário voltar a alcançar. Aos poucos as ideias e crenças começam a desaparecer para só ficar o pessimismo, a vontade de fugir, quebrar relações, começar tudo de novo longe do que existiu até agora. Apanhar o comboio, entrar num avião e recomeçar, adotar uma nova forma de estar, de pensar e acima de tudo de viver para tentar encontrar soluções que nos façam verdadeiros, não umas farsas com máscaras a viverem o que não conseguem sentir, o que tentam suportar sem existirem forças para aguentarem uma ponte de madeira com falhas, com tábuas podres e prestes a ceder num rio que passa, vive de enchentes para logo depois voltar ao seu leito normal e quase sem água.

01
Out16

O que escrever nas férias?


O Informador

Estar de férias também parece significar ficar com os pensamentos bloqueados para que o cérebro consiga descansar, tal como o corpo!

Em férias a hora de deitar é livre e para levantar só mesmo quando a claridade do dia começa a incomodar a permanência na cama de olhos cerrados. Na escrita as coisas parecem semelhantes e no centro de uma aldeia alentejana, onde a internet não abunda como por casa, a vontade de partilhar novos e atualizados textos parece estar também «em modo pausa», devido a tudo o que me rodeia.

É sabido que escrever e publicar textos aquilo pelo blog através do telemóvel não faz o meu género por ainda ser complicado escrever, entabular e colocar imagens no sítio certo, esperando que esses pontos sejam melhorados pelos próximos tempos pela equipa de sapienses. Como por aqui não existe internet em todo o lado sem ter de me deslocar de um lado para o outro ou ligar a do telemóvel para fornecer ao computador, gastando todo o plafond mensal, o portátil tem estado mais desligado e consequentemente os textos escritos para logo serem publicados têm estado também mais ausentes do blog.

29
Set16

Simpatia alentejana


O Informador

De cada vez que visito a zona alentejana mais rendido vou ficando a estas terras pacatas e onde se respira tranquilidade. Tudo por aqui consegue encher a alma de uma pessoa!

As pessoas, os locais e o conforto que se vai sentido ao longo dos dias que por aqui se passa conseguem ser únicos. Acordar e espreitar um sol que vai para lá do horizonte e onde não existem correrias de veículos de um lado para o outro. Sair pela rua, distribuir sorrisos e acabar por dar dois dedos de conversa com quem vamos conhecendo de vista e sente curiosidade pelos visitantes da aldeia. Conhecer, mostrar interesse e dar a perceber aos outros a verdade, aquela verdade que nos faz sentir bem num local acolhedor e onde existe vontade de viver.

Confesso que nada me parece faltar por este interior onde nada me chateia e onde penso que conseguiria permanecer, no entanto percebo que nos dias que correm ainda seja cedo para acalmar de vez e fugir das zonas urbanas para viver num local onde existe necessidade de percorrer quilómetros para locais em busca de movimento.

25
Set16

Eutanásia


O Informador

Uma questão que voltou ao pensamento através da leitura do livro Onde Estavas Quando Criei o Mundo?, da autoria de Artur Ribeiro, foi a eutanásia. Estará o nosso país atrasado em relação a várias comunidades mundiais sobre esta questão da morte por vontade própria e com recurso a ajuda hospitalar? Claro que sim!

A opção ao recurso à eutanásia já deveria ser de novo debatida entre a nossa classe política para que a eutanásia começasse a ser uma possibilidade num futuro próximo entre nós. Existem países em que a eutanásia é possível somente entre pessoas que sofrem fisicamente com doenças que causam dores agudas, sem qualquer possibilidade de melhoramento. Mas também existem países em que a eutanásia é feita de forma muito mais ampla e nesse caso já não consigo concordar. Aceito e sou defensor que o direito de escolha à morte programada deve e possa ser uma realidade, no entanto existem casos e casos, sempre a ser debatidos entre médicos, pacientes ou caso o paciente esteja praticamente em morte cerebral, com a família mais próxima e responsável pelo utente. Entregar uma vida à morte não é o suficiente para aceitar a eutanásia, devendo existir uma forte lei com bases e sem qualquer modo para que erros aconteçam. Pessoas que sabem que irão morrer devido a alguma doença prolongada e sem qualquer hipótese de cura têm o direito de recorrer à eutanásia mas só mesmo quando dores insuportáveis e momentos de desespero comecem a surgir. Jovens menores não podem sequer ter direito de escolha, estando nesse caso nas mãos de pais e entidades hospitalares o dever de escolha com o consentimento do menor caso esteja consciente em alguns momentos.

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