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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

24
Dez17

Imagens do Passado


O Informador

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Um serão destes acabei sentado perante a mesa da cozinha a recordar imagens do passado através de uma caixa de memórias cuja sua existência desconhecia.

Comecei a falar de algumas situações familiares de há uns anos atrás com a minha mãe e como se de uma mola se tratasse, acabou por se levantar e foi buscar a caixa que está arrumada no móvel há uns meses mas que nunca me tinha sentido tentado em procurar o que guardava. Agora fiquei a saber, memórias fotográficas minhas, dos pais, dos avós, dos primos, dos tios, dos vizinhos... Fotografias com décadas, com pessoas da família que não conheci sem ser por imagens e de outros que já cá não estão mas com os quais passei bons anos de felicidade. Perceber como as pessoas de hoje se preparavam para a fotografia em momentos especiais ou quando eram apanhados desprevenidos. Olhar para os meus avós quando tinham a minha idade e passeavam as filhas em locais que não conheço mas que de certo não ficam longe de onde moro. Tentar perceber onde foram tiradas certas fotografias, quem são as pessoas que aparecem e que não conhecemos, olhar para trás e ver o que uma pessoa mudou de feições e como momentos tão simples hoje servem de memórias que nos ajudam a recordar os vivos e os mortos. As roupas e os penteados de outros tempos, o momento em que me vejo mascarado quando ainda era um bebé com uns trajes tão ridículos até para a altura, olhar e ver os primos a fazerem as mesmas figuras e encontrar semelhanças de geração em geração. 

29
Out16

Um passado com mágoa!


O Informador

Há uns dias, derivado de uma conversa, dei por mim relembrando factos de um passado onde uma década já passou mas foi deixando marcas que ainda hoje me fazem ser frio e não conseguir exprimir totalmente sentimentos e proferir palavras que possam dar a entender a verdade do que sinto. 

Amores que marcaram era o tema e a certa altura transferi-me para a fase em que acordei para a vida e onde acreditei ter descoberto o amor. Apaixonado, dando tudo o que conseguia na altura pela pessoa, levando ao mesmo tempo com mentiras, omissões, traições e mais tarde descobertas sobre o que acontecia nas minhas costas. De início não quis perceber o que se andava a passar quando não estava por perto. Tinha uns dezoito anos talvez, a outra pessoa uns vinte e poucos. Era um jovem a descobrir o mundo fora da aldeia e da vila mais próxima. Fui continuando a acreditar que tudo podia mudar, que existia sempre possibilidade para que mais tarde uma reconciliação acontecesse e a companhia percebesse que tinha de alterar os seus comportamentos para bem da relação. Nada mudou com a segunda oportunidade. Quer dizer, tudo parecia ter mudado de início mas depois os erros voltaram a ser cometidos e quem sofreu fui só eu, que voltei a cair sozinho num poço de onde vinha a subir para conseguir respirar e seguir em frente.

Amei, errei por amor, cai, voltei a acreditar e a queda ainda foi maior! Após toda esta situação em que confiei sempre fiquei de pé atrás com as pessoas, não só no amor, mas em todas as áreas! Não consigo fazer amizades com a facilidade geral dos outros, não vejo os colegas de trabalho sem ser somente colegas de trabalho e no amor antes de ter conseguido dar novo passo passou um bom tempo, um tempo em que não deixei que existisse aproximação ao ponto de poder existir paixão e sentimentos. Não me consegui voltar a entregar de forma fácil durante algum tempo mas isso passou, no entanto sei que continuo sendo uma pessoa fria, que penso muito no ego que por aqui vai por ter sempre o receio do que possa acontecer.

15
Set15

Velhas amizades escolares


O Informador

Os amigos de infância ficaram pelo caminho na minha vida! Etapa a etapa fui desprendendo laços escolares e hoje quando passo por quem se sentou ao meu lado pelos primeiros anos de escola cumprimentamos-nos com uns simples «bom dia» ou «boa tarde» e «está tudo bem?», nada mais. Seria necessário para bem de qualquer felicidade permanecer pelas vidas uns dos outros?

Cada qual seguiu o seu caminho, pelo que percebo não existem ligações entre os sete ou oito que frequentávamos o mesmo ano escolar na escola da aldeia na altura. Uma pequena civilização, menos de uma dezena de crianças que assim que entraram na fase do ensino preparatório começaram a abrir os seus horizontes e nunca mais olharam para trás, para os que foram ficando pelo caminho sem qualquer pena.

O que será feito da vida de cada qual? Só nos cruzamos, mal falamos e não existe qualquer sentimento de culpa pelo abandono, pelo menos deste lado, para com os antigos parceiros de turma. Todos mudamos, todos conhecemos novos companheiros que optamos por ter connosco por serem talvez o bem de que sempre procuramos ao longo de uma vida. Substituições, ao fim e ao cabo foi isso que aconteceu naquele tempo, fomos substituído uns e outros e hoje não passamos de antigos colegas de escola, que brincamos tantas horas juntos e onde nos dias que correm passamos uns pelos outros com simples acenos de mão que simbolizam que existiu algo entre nós, algo que marcou um passado que todos recordamos como positivo mas que foi ficando, sem mágoas e com glórias triunfais.

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