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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

16
Out17

Os Falsários [Bradford Morrow]


O Informador

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Autor: Bradford Morrow

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Agosto de 2017

Páginas: 264

ISBN: 978-989-724-381-3

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Na tradição dos policiais de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, um romance misterioso e profundo sobre o fascínio do colecionismo e o lado sombrio do comércio de livros raros.

O que acontece quando mentimos tão bem que perdemos a noção do que é real? Numa prosa magnificamente cuidada, Bradford Morrow traça uma linha débil entre o devaneio e a intuição, a memória e a ficção autoilusória, entre o amor verdadeiro e o falso.

Uma comunidade bibliófila é abalada com a notícia de que Adam, um colecionador de livros raros, foi atacado e as suas mãos decepadas. Sem suspeitos, a polícia não consegue avançar no caso, e a irmã procura desesperadamente uma pista.

Ao longo das páginas repletas de mistério e simbologias, escritores famosos e citações brilhantes, Will, cunhado e colega de profissão de Adam Diehl, tenta obter uma resposta e, ao mesmo tempo, escapar às ameaças do misterioso «Henry James». Consciente do simbolismo do caso, ele sabe que um homem sem mãos se vê privado do instrumento mais precioso quando se trata de imitar a caligrafia de William Faulkner, James Joyce, Conan Doyle e outros que tais. Na verdade, Will, ele próprio genial falsário, talvez saiba demais.

 

Opinião: Os Falsários, da autoria de Bradford Morrow, encontra-se entre os Melhores Livros do Ano da Financial Times mas não foi por isso que este romance lançado em Portugal pela Clube do Autor me conseguiu conquistar. 

Com uma história onde o mundo dos livros volta a ter destaque, o romance e mistério juntam-se numa só obra para convidar o leitor a seguir as pistas deixadas sobre o mistério que envolve a morte de um falsificador de cartas, mensagens e enigmas importantes. A narrativa inicia-se com Will, o nosso narrador presente, a relatar o momento em que Adam, o falsário, é encontrado com as mãos decepadas envolto nos seus livros de edições raras. A partir daí inicia-se a questão tão bem conhecida do «quem cometeu o crime?». As suspeitas de Will sobre este mistério em torno do seu cunhado Adam, as perceções de Meghan, a irmã do livreiro, sobre o crime e as investigações da polícia em torno do caso vão sendo debatidas ao mesmo tempo que o leitor vai tendo uma perceção sobre o método de trabalho destes falsificadores da verdade do mundo literário. A perfeição, originalidade e investigação que cada falsário faz para não cometer erros no esquema que pratica são mostrados neste livro onde todos podem ser suspeitos mas que só, talvez o mais próximo, seja o principal vigarista e interessado em afastar um dos seus rivais diretos. 

04
Out17

Switchwords [Liz Dean]


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Autor: Liz Dean

Editora: Pergaminho

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Agosto de 2017

Páginas: 176

ISBN: 978-989-687-430-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Descubra as incríveis palavras de poder que estão diretamente ligadas ao seu subconsciente e lhe permitem realizar todos os seus desejos!

As afirmações de pensamento positivo dirigem-se à mente consciente e têm por finalidade aumentar a autoestima, fortalecendo a crença de que somos suficientemente bons para atingir tudo o que desejamos. Mas as switchwords vão mais além: otimizam o poder do subconsciente, a parte mais poderosa da mente, ativando a sua eficácia e capacidade de atingir objetivos. 

As pesquisas mais recentes nas áreas das neurociências demonstram que 95% das nossas ações e decisões resultam de impulsos inconscientes - o que significa que somos dirigidos, no fundo, por crenças e memórias enraizadas no mais fundo do nosso inconsciente. Switchwords é o método que lhe permite aceder a esse nível de consciência e manipular esse mecanismo de forma a obter tudo aquilo que deseja.

 

Opinião: Muitos são os livros sobre o poder da mente nas nossas vidas e existem momentos que todos deveremos entrar no conhecimento desta área que está cada vez mais desenvolvida e é descrita pelos profissionais como um método poderoso para atrair desejos e positivismo!

Após o grande sucesso de O Segredo há uns anos, voltei à descoberta da influência que as palavras têm no nosso dia-a-dia com o livro Switchwords, de Liz Dean. Uma simples palavra-chave ou a conjugação de palavras de sucesso e força para provocarem e atraírem as nossas intenções são descritas ao longo deste livro técnico onde das explicações aos testemunhos pessoais de quem segue o método deste poder das palavras são comentados. Criar união para encontrar a paz e o sossego ao longo da vida são o ponto forte deste modelo de pensamento positivo onde a mente comanda a autoestima para se chegar ao que desejamos, deixando o negativismo para trás, em descanso. 

01
Out17

O Prodígio [Emma Donoghue]


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Autor: Emma Donoghue

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2017

Páginas: 328

ISBN: 978-972-0-04039-8

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: A jovem Anna recusa-se a comer e, apesar disso, sobrevive mês após mês, aparentemente sem graves consequências físicas. Um milagre, dizem.

Mas quando Lib, uma jovem e cética enfermeira, é contratada para vigiar a menina noite e dia, os acontecimentos seguem um diferente rumo: Anna começa a definhar perante a passividade de todos e a impotência de Lib. E assim se adensa o mistério à volta daquela pobre família de agricultores que parece envolta num cenário de mentiras, promessas e segredos.

Prisioneira da linguagem da fé, será Anna, afinal, vítima daqueles que mais ama?

 

Opinião: Acredito cada vez mais na teoria de que após um grande sucesso literário o autor não consegue atingir a capacidade de se suplantar e nem sequer igualar. Aconteceu isso com Emma Donoghue, autora do bestseller internacional O Quarto de Jack, que agora lançou O Prodígio e não me conseguiu atrair como havia acontecido com a história de Jack, o menino que vive aprisionado num quarto com a sua mãe e que segue feliz num mundo que foi criado em seu redor, num pequeno bloco de quatro paredes sem condições. 

Em O Prodígio encontrei a história da jovem Anna, uma jovem irlandesa, que se recusa a comer desde o dia em que celebrou o seu décimo primeiro aniversário. Passada em pleno século XIX e numa pequena aldeia, o mistério em torno da não alimentação de Anna começa a levantar inquietação junto da população que começa a sair em peregrinação para ver com os seus próprios olhos o que apelidam por milagre. A jovem não se alimenta mas ao mesmo tempo não perde as suas capacidades físicas e é necessário encontrar uma explicação para tal acontecimento. E é nesse ponto que surgem a Irmã Michael e a enfermeira Lib que juntas são contratadas para cuidar, em regime de horários rotativos, de Anna, para que ao longo de um período de tempo consigam perceber, de forma individual, o que se passará com a criança para não comer mas também não sentir a falta de alimento.

Uma mentira é desde logo o pensamento de Lib sobre todo este mistério, desenhando contornos sobre as atitudes familiares de quem rodeia Anna para que ganhem dinheiro em torno de toda esta situação que os próprios criaram e alimentam. Mas será que as várias ideias não comprovadas numa fase inicial de Lib conseguem chegar a um ponto certo para que o mistério seja desvendado?

12
Set17

Ao Fechar a Porta [B. A. Paris]


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Autor: B. A. Paris

Editora: Editorial Presença

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Julho de 2017

Páginas: 264

ISBN: 978-972-23-6059-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. A paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace... Ela e Jack são inseparáveis. Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira?

Ao Fechar a Porta é um thriller brilhante e perturbador, profundamente arrebatador, que se tornou num autêntico fenómeno literário internacional com publicação em mais de 35 países. A não perder.

 

Opinião: No início da leitura de Ao Fechar a Porta fui convidado a conhecer o idílico casal Jack e Grace onde a perfeição de um casamento é descrita de forma tão genuína que até parece não dar para acreditar numa união sem pontos negativos. Num encontro com casais vizinhos e amigos, este par apresenta-se apaixonado num serão de amena cavaqueira onde para a companhia tudo parece mágico, mas que o leitor vai começando a ter noção de que algo errado existe na relação entre este casal.

Apaixonados perante os outros mas com uma presença um quanto suspeita através de gestos e sinais secretos, Jack e Grace sabem receber e aparentam o que afinal não são quando estão sozinhos dentro de quatro paredes. Convívio terminado e eis que as portas se fecham às visitas e o mundo encantado termina. Grace regressa ao seu quarto e Jack fica na sua vida de advogado ocupado que pouco tempo passa em casa e que no final de contas os convites que aceita perante os outros só são aceites para se poder criar uma verdadeira ilusão. 

Convivendo o leitor entre o presente e o passado deste casal, cedo percebemos que a vida de Grace não é de todo a que sonhou para si e para a sua irmã, portadora de síndrome de Down e que se encontra numa instituição de onde terá de sair assim que completar dezoito anos, o que estará para breve. E é através de Millie que existe o grande contraponto da nossa protagonista que não se pode deixar abater porque o futuro da sua irmã depende de si.

Jack faz o seu dia-a-dia como advogado de casos de violência doméstica e em casa mantém Grace bem afastada de uma vida normal, mantendo a mulher, que o ajuda a ter uma vida de aparências, trancada ao longo de dia sem comida e sem ter acesso à luz do dia, vivendo num quarto com os bens necessários para sobreviver e onde a comida escasseia e nem sempre é reposta. Uma prisioneira que num namoro rápido não sonhou sequer que assim que casasse a sua vida iria virar um inferno de que ninguém que está ao seu redor desconfia. 

04
Set17

A Salvo Comigo [K. L. Slater]


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Autor: K. L. Slater

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Maio de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-989-8800-99-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Há treze anos, alguém destruiu a vida dela.

Agora, a vingança está ao seu alcance?

Anna é uma rapariga solitária que procura o equilíbrio na sua vida apoiando-se nas rotinas diárias. Não gosta de se aproximar das outras pessoas, pois conhece demasiado bem os danos que elas podem causar.

Até que, um dia, testemunha um acidente e reconhece a culpada: é Carla, a mulher que arruinou a sua vida no passado. Esta é a sua oportunidade de vingança. O primeiro passo é aproximar-se de Liam, o homem ferido no acidente, para poder seguir de perto a investigação policial.

Quando Carla também se aproxima de Liam, Anna percebe quais são as reais intenções de Carla: manipulá-lo? Mas ela não deixará que isso aconteça e tudo fará para proteger Liam e desmascarar esta impostora.

À medida que a obsessão de Anna por Carla se intensifica, outros segredos vão sendo revelados, mostrando que o perigo, afinal, pode vir de onde menos se espera.

 

Opinião: Entrando na leitura de A Salvo Comigo conhecemos Anna, a nossa narradora que marca presença na história e que nos vai relatando de forma estranha o que vai acontecendo à sua volta e também os seus pensamentos acerca dos vários acontecimentos em que se vê envolvida e a que assiste. De início logo é percetível que na atual vida desta carteira existe um passado marcado que vai sendo recordado ao longo da narrativa para que se consiga perceber os atuais comportamentos de uma pessoa que desconfia e luta pela verdade dos factos assim que tem oportunidade.

A história começa com um acidente ao qual Anna assiste, mas rapidamente e no local percebe que um rosto conhecido do seu passado marcado pela perda está presente nesse mesmo cenário. Carla é a mulher desaparecida há treze anos e que culpa para toda a vida por factos que o leitor vai descobrindo aos poucos. Para que esta mulher não volte a fugir e a sair ilesa mais uma vez, Anna aproxima-se estrategicamente de Liam, o acidentando, para que a pressão perante a justiça seja feita sobre a culpada do acidente. E começa aqui um thriller com pontos romanceados que baralha o leitor a certo ponto. 

Se Anna começa como a salvadora que tudo quer descobrir para incriminar Carla, aos poucos as coisas vão mudando porque afinal os bons nem sempre conseguem manter a sua linha, mas será esta mulher culpada de alguma coisa? E quem será Carla no meio de um turbilhão de acontecimentos? Não andará há treze anos Anna a culpar uma pessoa de um crime que não cometeu? Liam, o acidentado que vive com a sua avó Ivy, é assim tão inocente no caso e nos atos que comete na relação que inicia com Anna enquanto Carla se aproxima para se manter a par do seu estado de saúde?

21
Ago17

Os Passageiros do Tempo [Alexandra Bracken]


O Informador

Autor: Alexandra Bracken

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2017

Páginas: 392

ISBN: 978-989-754-316-6

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Numa noite devastadora, em Nova Iorque, Etta Spencer, uma violinista prodígio, perde tudo o que conhece e ama. Enganada por uma mulher estranha e misteriosa, Etta vê-se subitamente a viajar, não apenas milhares de quilómetros, mas centenas de anos, descobrindo assim um dom herdado de uma família que ela nem sequer conhecia.

Nicholas Carter, ex-escravo, está feliz com a sua vida no mar, a bordo de um navio pirata, após se livrar da poderosa família Ironwood, nas colónias inglesas da América do Norte. Mas, com a chegada de uma passageira invulgar ao seu navio, o passado volta a agarrá-lo e Nicholas vê-se de novo nas garras da família que o subjugou.

Os Passageiros do Tempo acompanha Etta, uma miúda nova-iorquina do século XXI, e Nicholas, um marinheiro negro do século XVIII, que embarcam numa viagem perigosa através dos séculos e de vários continentes, da Revolução Americana à Segunda Guerra Mundial, das Caraíbas a Paris, seguindo e interpretando pistas deixadas por um viajante do tempo que fez tudo para esconder dos poderosos Ironwood o objeto misterioso.

 

Opinião: A obra Os Passageiros do Tempo foi publicada pela editora Marcador e logo percebi que queria ler esta narrativa. No entanto, embora tenha gostado no geral, algo me fez andar com esta leitura durante praticamente duas semanas porque não consegui avançar, mesmo que passasse horas a ler parece que não desenvolvia e a história não seguia em frente. 

Com uma premissa já usada mas reformulada por Alexandra Bracken para ser apresentada de outra forma, Os Passageiros do Tempo além de transportar as personagens para fora da sua época consegue fazer muito mais que isso. Criando um choque cultural e de mentalidades pelas diferenças temporais e ambientais, este bestseller internacional faz uso da História por onde personagens ficcionais percorrem enigmáticos caminhos em modo caça ao tesouro porque é necessário encontrar um astrolábio que pode alterar o presente da vida de Etta, a jovem do nosso tempo que é transportada para passados distantes onde aparentemente não existe nada em comum com o que vive em pleno século XXI. 

Primeiramente conhecemos o dia-a-dia de Etta até que magicamente a jovem é transportada para um passado onde piratas guerreiam as suas conquistas. Embora tenha gostado em como a passagem de uma realidade para a outra acontece, do meu ponto de vista o choque da personagem central que nada sabia sobre os viajantes do tempo poderia ter acontecido de outra forma. Em meia dúzia de explicações Etta entrou no esquema e segue em frente, não se tendo questionado como um ser comum, eu por exemplo, o teria feito sobre o facto de passar para um passado tão distante assim sem mais nem menos. 

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