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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

O Homem que Sabe Pensar [James Allen]

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Autor: James Allen

Editora: Alma dos Livros

Lançamento: Novembro de 2016

Edição: 1ª Edição

Páginas: 72

ISBN: 978-989-997-050-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Um clássico intemporal que tem inspirado milhares de leitores em todo o mundo, influenciado pensadores, filósofos e teólogos ao longo de décadas e, desde que foi publicado, tem sido citado e elogiado vezes sem conta por autores das mais diversas áreas. Mostra-nos que a nossa mente guia os nossos passos ao longo do caminho da vida e que aquilo que pensamos influência diretamente a nossa vida, algo que, muitas vezes, subestimamos. Mas, como começar e onde é que podemos procurar respostas? Como é que alcançamos a clareza de mente necessária que nos traz a iluminação e a felicidade? Este livro oferece respostas claras a essas perguntas.

 

Opinião: O Homem que Sabe Pensar reflete o poder do pensamento na nossa vida e no caminho que cada um, de forma individual, segue. O bem e o mal em opções diárias aparecem de forma coordenada para se seguir em frente e é ai que começam a surgir os caminhos que a mente vai selecionado para que se percorram sentidos derivados dos acontecimentos anteriores. 

Em Fuga [Peter May]

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Autor: Peter May

Editora: Marcador

Lançamento: Fevereiro de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 392

ISBN: 978-989-754-298-5

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Em 1965, cinco amigos, todos adolescentes, cansados da rotina e temerosos de uma vida previsível, fogem de Glasgow com destino a Londres e o sonho de serem estrelas e de transformar a sua banda de música num sucesso. No entanto, antes do final do primeiro ano, três deles regressam á sua cidade natal na Escócia - e voltam diferentes, danificados, sem que ninguém perceba a razão para tal. Cinquenta anos mais tarde, em 2015, um brutal homicídio na capital inglesa obriga esses três homens, agora com quase 70 anos, a regressar a Londres e a confrontar, por fim, a mancha escura do seu passado da qual tentaram fugir durante toda a vida.

Porém, como perceberá Jack Mackay, eles já não são os rapazes de 17 anos que ambicionavam a fama, e, após terem passado meio século entre o falhanço e a mediocridade, está na altura de recuperar as memórias dos eventos aterradores de 1965 e, em vez de fugir, de as enfrentar de uma vez por todas.

 

Opinião: Em Fuga marca a minha estreia para com Peter May, supostamente um dos melhores autores de thrillers mas que não me conseguiu conquistar assim tanto como previa. 

Percorrendo dois períodos temporais com cinquenta anos de diferença e com dois tipos de narração também distintos entre 1965 e 2015, Em Fuga distingue assim o presente das memórias marcantes de um passado que alterou a vida de um grupo de jovens sonhador que não tiveram a sorte do seu lado. Primeiramente partem em busca de um objetivo que em união com a fuga da vida atual os leva a percorrerem caminhos onde a sociedade não é assim tão hostil como pretendiam e acreditavam encontrar. Mas é quando tudo se parece encaminhar após vários percalços pelo caminho que as suas vidas voltam a dar a volta perante um acidente que os leva a recuar com as suas ideias de independência longe do ambiente familiar e da cidade que os viu crescer, isto sem que o leitor perceba ao certo o que se terá passado. O que levará jovens adolescentes que acreditam nos seus objetivos, mesmo que para isso passem por situações desconfortáveis a alterar os seus planos de um dia para o outro? Ao mesmo tempo que somos convidados a voltar ao local dos acontecimentos no presente vamos acompanhando o mesmo percurso e experiências do passado e as situações vão-se conjugando de forma a que a noção temporal seja colocada perante o leitor que vai tentando resolver todo o mistério.

A Bela e o Monstro

a bela e o monstro

Um clássico Disney que agora ganhou um remake onde atores reais se encontram envolvidos com a criação perfeita de cenas e personagens computorizadas tão reais que levam esta nova película a quase atingir a magia do primeiro amor que o público tem para com A Bela e o Monstro. Costuma-se dizer que não há amor como o primeiro e neste caso e por muito bem feita que esta nova versão esteja, obedecendo bastante ao original, não consegue chegar aos encantos a que assisti em pequeno. 

Uma história intemporal e que ultrapassa gerações volta a espalhar magia convidando os espetadores a circularem pelas escadarias e salas do castelo para (re)viverem uma grande história de amor entre uma jovem inspiradora e apaixonada por literatura e um príncipe amaldiçoado. Este é daqueles contos que em livro, em filme animado, teatro ou agora em versão cinematográfica real consegue sempre emocionar, dado o envolvimento que A Bela e o Monstro vão criando ao longo de todos os desafios que lhes vão sendo colocados. A capacidade de transformação de um ser magoado para com os cuidados de outro para que se consigam criar elos de ligação, primeiro para se descobrir quem está do outro lado e depois porque o coração fala mais alto e percebe que a paixão não surge por um rosto bonito, mas sim pela demonstração do carácter que está tanta vezes por detrás de um corpo que nada nos diz e que com o tempo se mostra um ser encantador e perfeito. 

Emma Watson pelas primeiras cenas parece ausente da personagem mas assim que se vê confrontada com o Mostro protagonizado por Dan Stevens consegue mostrar que agarrou a sua Bela como era pedido, tendo uma presença ascendente ao longo de toda a história. Já no que toca a Stevens, acredito que teriam conseguido ter um outro rosto a dar vida a este príncipe que em formato Monstro convence bastante mas depois os poucos minutos em que fica de rosto limpo acaba por desiludir pela ingenuidade que acabou por dar à personagem. De resto, não existem oscilações de casting e nota-se que a intenção era mesmo surpreender com o trabalho de equipa onde os mágicos cenários e as personagens não humanas criam a verdadeira ilusão para a fantasia que depois acontece no final quando todo o elenco surge a celebrar o amor. 

Um filme com maior duração que o original para explicar o passado familiar de ambas as personagens e também pormenores que na versão animada e mais virada para o público infantil passam despercebidos mas que agora já deixariam dúvidas acerca de determinadas atitudes, dando também para perceber o cuidado com vários problemas sociais, como é o caso da homossexualidade e do racismo, com a presença de personagens que mostram que a realidade existe e não há que ser omitida no cinema. 

Um filme para ver ou na maioria dos casos rever mas que não consegue tirar a magia do verdadeiro, do original, aquele que nos ficará para sempre na memória e que os mais novos que só estão a ter o seu primeiro contacto com A Bela e o Monstro agora devem ver porque não se conseguirá fazer melhor, por muito que se tente, do encanto que foi criado com aquela película animada.

O Livreiro de Paris

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Autor: Nina George

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: Editorial Presença

Páginas: 328

ISBN: 978-972-23-5961-0

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Jean Perdu é proprietário de um negócio tão especial quanto extraordinário: a Farmácia Literária, uma livraria instalada num barco atracado no rio Sena, em Paris. Ao invés de vender medicamentos, receita livros como remédio para os males da alma. Porém, embora saiba aliviar a dor dos outros, não consegue atenuar a sua própria dor. O que Monsieur Perdu não sabe é que a descoberta de uma carta do seu passado está prestes a mudar-lhe o destino. Depois de a ler, Jean encontra-se numa encruzilhada: continuar uma existência sombria e dolorosa ou embarcar numa viagem ao Sul de França, até à Provença, ao encontro da reconciliação com o passado e da beleza da vida.

 

Opinião: Primeiramente o leitor começa por se apaixonar pelo mundo criado por Jean Perdu na sua embarcação transformada em livraria num porto do rio Sena, em Paris. Para quem gosta de livros logo a premissa consegue conquistar, só que depois com o passar de cada capítulo rapidamente percebemos que por detrás da dedicação de Perdu existe uma solidão causada por um acontecimento do passado e aí tudo se começa a transformar. 

Confesso que ao perceber que aquela embarcação iria sair do seu lugar para viajar em busca de uma verdade que o leitor já conhece não consegui aproveitar e saborear o momento, achando desnecessário o desapego ao local que sempre acolheu o médico literário que dá conselhos sobre que obra deve ser lida perante as circunstâncias de cada cliente. Engoli em seco, perdi um pouco de interesse e fiquei a naufragar na leitura, só que a dado momento e depois de pensar como a descrição de cada local visitado era feita de forma rápida sem revelar grandes pormenores, acontece o virar da história. De um momento para o outro tudo muda e se existem livros que podem não estar a conquistar mas que na reta final conseguem dar a volta a toda a situação, O Livreiro de Paris é um deles. 

O Anjo da Morte

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Autor: M. J. Arlidge

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: TopSeller

Páginas: 336

ISBN: 978-989-8855-43-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.

Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo. Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer? se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.

 

Opinião: Ao longo dos últimos tempos tenho-me deixado conquistar por autores que desconhecia e dentro do thriller então as surpresas têm sido várias. Agora e sem saber que O Anjo da Morte pertence a uma série com livros já publicados, peguei neste último lançamento de M. J. Arlidge e encontrei aqui um autor que não tem nada a esconder com a sua escrita e narrativas tão bem criadas que conseguem prender o leitor do início ao fim sem que se perceba quem na verdade possa ser o rosto que será descoberto perto do final para que tudo fique esclarecido e se possa seguir em frente. 

Sensibilidade e Bom Senso

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Autor: Jane Austen

Lançamento: Março de 2017

Editora: Bertrand Editora

Páginas: 480

ISBN: 978-972-25-3352-2

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Marianne e Elinor Dashwood, com 17 e 19 anos respetivamente, são irmãs, mas não podiam ser mais diferentes. Marianne é toda ela coração, sensibilidade e romantismo; Elinor é a encarnação da razão, do bom senso e da reserva. Por entre reveses e amores, cada uma delas será posta à prova e terá de encontrar um equilíbrio - entre a sensibilidade e o bom senso - que lhes permita ser felizes.

 

Opinião: Jane Austen é um nome incontornável da literatura mundial mas infelizmente ainda não conhecia a sua obra com experiência enquanto leitor. Agora e para iniciar a opinião acerca de Sensibilidade e Bom Senso poderei desde já dizer que este foi o primeiro romance que li de Austen mas não será o último com toda a certeza.

Pegando no início do século XIX e numa família com jovens com idade para assumirem as obrigações do casamento, eis que duas irmãs, bem distintas entre si, assumem o protagonismo deste romance excelentemente bem desenvolvido com uma simplicidade tão notória onde a fluídez da narrativa surge sem cansar em algum momento o leitor. Elinor, a irmã mais velha é apta para analisar os comportamentos dos outros, mantendo a calma e pensamendo de forma racional, ao contrário de Marianne que embora sensível, deixa-se facilmente levar pelas primeiras impressões o que nem sempre corre bem para quem acredita que tudo é perfeito. Se uma tem Bom Senso a outra tem a Sensibilidade à flor da pele e está aqui dado o ponto de partida para esta obra que transborda verdade nos factos que não passam de ficção a demonstrar a realidade de outros tempos mas que ainda hoje pode ser vista através de distintos contornos para com a sociedade dos tempos modernos. 

Grandes Histórias de Amor

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Autor: José Jorge Letria

Lançamento: Janeiro de 2017

Editora: Guerra e Paz

Páginas: 216

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Incendeiam este livro histórias de amores arrebatadores como os de D. Pedro I e D. Inês de Castro, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, Almeida Garrett e a viscondessa da Luz, Ava Gardner e Frank Sinatra, Oscar Wilde e Lord Alfred Douglas, John Lennon e Yoko Ono, Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro. Afinal, como escreveu Luís de Camões, o amor é «fogo que arde sem se ver». O fogo que arde neste livro pode não se ver, mas queima.

Os grandes amores desafiam as barreiras do tempo e do espaço e, muitas vezes, é a sua dimensão trágica que os mitifica e eterniza. Nestas páginas há histórias de amor heterossexual e homossexual, antigas e modernas, famosas e menos conhecidas, mas todas elas capazes de nos fazer suster a respiração.

 

Opinião: De Adão e Eva a Pedro e Inês para os amores mais recentes de Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro ou John Lennon e Yoko Ono, Grandes Histórias de Amor é um ponto entre várias reticências dos grandes romances que marcaram a sociedade e que se eternizaram de uma maneira ou de outra ao longo dos tempos.

Pela mão de José Jorge Letria, esta obra reflete um pouco cada forma de amar de figuras impares da nossa História. Os beijos roubados atrás do palco, as grandes viagens românticas, as declarações, os desaires, inconfidências, traições e verdades, tudo serve como fonte de inspiração para se percorrerem vidas que foram passadas com um grande amor que nem sempre esteve presente mas que marcou de certa forma uma etapa de cada momento que se conseguiu eternizar com o tempo e junto de todos.

A Avó e a Neve Russa

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Autor: João Reis

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: Elsinore

Páginas: 228

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: «As folhas caídas das árvores giram à minha volta com o vento, mas aperto mais o casaco, porque nem o vento nem as folhas-bailarinas me alegram com a melancolia, só me deixam ensopado em tristeza, como a chuva nos faz por vezes. Os homens não choram. Avanço. Os catos que vejo alinhados na rua voltam a ser árvores e a Babushka, deitada na cama de hospital, é uma criança que aumentou e encolheu.»

Babushka está doente. Esta russa idosa, emigrante no Canadá, sobreviveu ao acidente nuclear de Chernobyl. Esconde no peito a doença que a obriga a respirar a contratempo e lhe impõe uma tosse longa e larga e comprida e sem fim — um mal que a faz viver mergulhada nas memórias do seu passado luminoso, a neve pura da Rússia, recordação sob recordação.

Na fronteira com a realidade caminha o seu neto mais novo, de dez anos, um menino que não desiste de puxar o fio à meada e de tentar devolver a avó ao presente. Para ajudar Babushka, precisa de encontrar uma solução para os seus pulmões destruídos, sacos rasgados e quase vazios — mesmo que isso o obrigue a crescer de repente e partir em busca de uma planta milagrosa, o segredo que poderá salvar a família e completar a matriosca que só ele vê.

Narrado na primeira pessoa e escrito a partir da perspetiva de uma criança, A Avó e a Neve Russa é um livro feito da inocência e da coragem com que se veste o deslumbramento das infâncias. Romance simples e emotivo sobre a força da memória e da abnegação, relata a peregrinação de um neto através da esperança, do Canadá ao México, para encontrar a possibilidade de um final feliz.

 

Opinião: A ideia com que se parte para a leitura deste livro é um pouco abstrata, podendo existir um certo receio de que a história se confunda através das palavras de uma criança que luta pelo salvamento da sua avó que se encontra doente e em estado já avançado para conseguir orientar um pequeno homem com uma visão bem alargada acerca do Mundo, dos comportamentos humanos e das causas sociais que mudaram o rumo da História. 

Ao longo do tempo, sem pais e aos cuidados da avó e do irmão mais velho, um rapazito cujo nome é desconhecido ao leitor percebe que para manter o ambiente familiar que conhece e onde é feliz tem de agir, ajudando a continuação da sua Babushka, a avó que passou pelo acidente nuclear de Chernobyl, a sobreviver no tempo e para isso é necessário que se parta numa aventura de medos, receios, riscos e onde a amizade toma lugar.

Três Homens num Barco

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Autor: Jerome K. Jerome

Lançamento: Novembro de 2016

Editora: Alma dos Livros

Páginas: 224

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: A vida, às vezes, pode ser aborrecida. Férias precisam-se. Três amigos (e um cão) decidem fazer uma viagem ao longo do rio. Depois de uma preparação atribulada, embarcam numa jornada que se transforma num acontecimento ímpar nas suas vidas. O pequeno barco transforma-se no epicentro de uma série de aventuras e peripécias inusitadas, tão absurdas como caricatas, reunindo uma variedade de temas improváveis como sátira social, filosofia e humor numa descrição absolutamente feliz e conseguida da natureza humana. Um livro bem-humorado e divertido, que faz o elogio da vida ao ar livre, da vida boémia, da amizade e dos afetos, da busca do sentido da vida, das férias de verão intermináveis e da suave memória dos tempos já idos. 

Apesar de contar uma história na qual está tudo continuamente a dar errado, este livro narra uma viagem incrível e divertidíssima e transforma-se num autêntico manual de autoajuda literária que nunca esqueceremos e que todos deveriam ler.

 

Opinião: Três Homens (e um cão) num Barco poderia ser o tema de uma tragédia e não é que isso não anda assim tão longe da cómica história do livro de Jerome K. Jerome? Publicado originalmente em 1889, Três Homens num Barco conta a viagem de barco de três amigos ao longo de duas semanas pelo rio Tamisa. Barco na água, corpos cansados prontos para descansarem ao longo da viagem, um cão como companhia, mantimentos a bordo e várias peripécias a caminho porque numa viagem onde existe tudo e mais alguma coisa que não dá para controlar o resultado só poderia dar asneira. 

Com um certo grau cómico, este livro tem variadíssimos momentos em que consegue levar o leitor para um sorriso fácil, o que raramente me aconteceu, talvez pelo estado de espírito que atravesso no momento não sei. Percebo que existe um bom humor nas histórias que vão sendo contadas do passado ao longo da viagem e também das peripécias que surgem ao longo dos quinze dias de travessia, mas não consegui entrar totalmente no barco para me tornar o seu quinto passageiro. Caos, ingenuidade, complicação, aventura, contra-tempos, amizade e companheirismo são alguns dos fatores presentes neste livro que é contado de forma simples mas que ao cruzar o presente com o passado acaba por atrapalhar o leitor se aquela palavra que revela que iremos entrar numa recordação escapar na leitura. 

Confissões de Inverno

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Autor: Brendan Kiely

Lançamento: Janeiro de 2017

Editora: Bertrand Editora

Páginas: 240

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Quando a vida de Aidan Donovan, de 16 anos, se começa a desmoronar à sua volta, ele procura refúgio no bar do pai e nas atenções do padre Greg, o único adulto que o escuta. Chegado ao Natal, Aidan entra numa crise profunda ao compreender a natureza obscura do afeto do padre. Vira-se então para um novo grupo de amigos: Josie, a rapariga por quem talvez esteja apaixonado, Sophie, a amiga um pouco rebelde, e Mark, o carismático capitão da equipa de natação, cuja sensação de angústia rivaliza com a de Aidan. Um romance ousado e corajoso que olha de forma intensa e sensível para os desafios do crescimento e do amor

 

Opinião: Um tema tabu de que não se fala, mesmo sabendo que existe entre vários núcleos fortes da igreja. A pedofilia existe no seio religioso e isso não é segredo para ninguém. Claro que ninguém pode generalizar tanto com este crime como para com outros, mas que existe e tem de ser debatido, lá disso não existem dúvidas.

Confissões de Inverno retrata a vida de um jovem adolescente que após perceber que o pai é uma figura ausente e a mãe opta por circular por festas e eventos onde pode dar nas vistas, acaba por encontrar refúgio na casa paroquial da vila. Como mentor encontra um homem aceite pelas pessoas por aparentar tranquilidade e paz enquanto padre, sendo um confidente, amigo e ouvinte. Mas será que este padre é afinal o que parece ou terá muito a esconder perante os temas que apresenta aos mais novos na cave da casa onde habita com o sacerdote mais velho?

Um jovem desamparado em termos familiares e que acaba por cair nos braços perigosos de uma pessoa que aparenta a todos ser de confiança pela função que desempenha. O que é o Amor para um rapaz que está à descoberta dos sentimentos e que acaba por perceber mais tarde que a aproximação, os abraços e apertos que enfrenta no escuro, encostado a uma mesa, são afinal uma obrigação para satisfazer os desejos de um adulto que não consegue controlar as suas perversas vontades. O que um adolescente cria na sua mente quando é levado a crer que tais comportamentos são os mais corretos no momento de evoluir como pessoa? Quem poderá estar a par de tudo o que acontece nos sucessivos encontros? O que fazer quando se percebe que não se está sozinho e que aquele segredo que vai prevalecendo enfrenta o complexo e medo ao mesmo tempo que está a um passo de ser descoberto por todos?

O Templário Negro

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Autor: Roberto Genovesi

Lançamento: Janeiro de 2017

Editora: Clube do Autor

Páginas: 400

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: A saga de um cavaleiro renegado em busca das relíquias sagradas da Cristandade. "O Templário Negro" é um romance épico que dá vida  a um período histórico marcado pelas guerras em nome da fé.  Nele acompanhamos a saga de um templário renegado que tem como missão preservar a todo o custo uma insignificante lasca de madeira. Deus, ou o destino, escolheram-no para guiar a mão - cheia de heróis que combaterá a última e definitiva batalha em nome da fé… Terra Santa, 4 de julho de 1187, Saladino, governador do Egito, esmagou os cruzados. Nesse domingo simbólico perdeu-se uma das mais importantes relíquias da Cristandade. Alguém será capaz de recuperar a Vera Cruz?

 

Opinião: A verdade histórica marca presença em O Templário Negro, o romance épico que retrata os momentos de guerrilha em torno da fé onde vários heróis muçulmanos, cristãos, judeus e ortodoxos ganham nome e lugar para encontrarem e protegerem as relíquias sagradas da Cristandade. 

Ao longo de décadas o leitor é conduzido por factos verídicos através da história de um cavaleiro renegado e que luta pelos seus ideais religiosos, fazendo-se rodear pela crença e não recusando a diferença. Todos seguem um caminho para que se encontre paz, que só é possível quando existe algo em comum entre cada ideia particular de um povo. A História aconteceu e é recontada por Roberto Genovesi que mostra um excelente trabalho de casa nesta sua primeira obra a chegar a Portugal. 

Larga quem não te agarra

 

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Autor: Raul Minha'Alma

Lançamento: Outubro de 2016

Editora: Manuscrito

Páginas: 264

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Este é um livro sobre o leitor. Sobre todas as pessoas que não conseguem expressar por palavras o que vai dentro delas.A missão de Raul Minh’alma é dar voz aos corações que sofrem e às mentes que sonham e não querem deixar de acreditar no amor e na vida. É fazer o leitor sentir-se ouvido, compreendido e confortado, na dor ou na alegria. Larga Quem Não Te Agarra é composto por 500 textos com os relacionamentos como tema central. Pretende expor as angústias pelas quais todos passamos mas também, e acima de tudo, invocar o amor pelo próximo e por si mesmo. Este livro tem o poder de mudar a forma como nos relacionamos com os outros e como encaramos a vida. Quem absorver cada uma das suas palavras será uma pessoa mais forte e confiante quando chegar à última página.

 

Opinião: Se falsas expetativas existissem acerca da leitura de Larga quem não te agarra, todas acabaram por cair quando após os primeiros textos percebi que Raul Minh'Alma coloca em palavras os seus sentimentos na verdade da escrita onde as relações e comportamentos que tem são desfiados de forma pessoal e reveladora de bom senso. 

Um livro onde os afetos, o amor, paixão, amizade, fraternidade e carinho tomam lugar ao longo de centenas de textos onde os relacionamentos com os outros têm lugar. Ao longo da leitura é inevitável cada leitor não se identificar com vários textos onde do riso à tristeza conseguimos seguir numa montanha russa de sentimentos, tal como acontece na complicada vida recheada de doces e pedras pelo caminho. Como não entrar na escrita de Raul quando cada palavra se identifica com casos vulgares e de sentimentos partilhados através da simplicidade de uma criação real e sem filtros?!

As Desaparecidas

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Autor: Megan Miranda

Lançamento: Outubro de 2016

Editora: Topseller

Páginas: 352

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Uma história tão original como perturbadora. Nicolette pensa que escapou...Já se passaram dez anos desde que Nicolette Farrell abandonou a sua cidade natal. Não resistiu ao misterioso desaparecimento da sua melhor amiga, Corinne, e abandonou tudo: pai, irmão, namorado, toda uma vida. O destino trouxe-a a de volta...Agora, obrigada a regressar ao seu passado para cuidar do pai doente, Nicolette vê-se afundada em segredos chocantes, mentiras e aquele caso que ficou por resolver, abrindo feridas antigas há muito dormentes. Mas as dívidas têm de ser pagas...Um novo desaparecimento, o da atual companheira do ex-namorado de Nicolette, irá adensar a teia de mistério e precipitar os acontecimentos. O que realmente aconteceu há dez anos?

 

Opinião: Inserido num ciclo tendêncial de grandes thrillers psicológicos que têm sido lançados pelos últimos tempos, As Desaparecidas centra-se num desaparecimento recontado no presente mas que já aconteceu há dez anos atrás. 

Nicolette volta à sua terra Natal para resolver uma situação familiar, só que ao mesmo tempo que trata das questões burocráticas do pai e da venda de uma casa, o passado em Cooley Ridge sobre o desaparecimento da sua melhor amiga volta a bater-lhe à porta. Esta é uma narrativa contada de trás para a frente, já que após o desvendar de um ponto final disfarçado somos convidados a conhecer a história a partir do dia 15 para o 1. Nesta obra o leitor sujeita-se facilmente a alterar a sua opinião acerca das personagens que vai conhececendo ao longo da narrativa, graças aos pormenores que a população vai ajudando a fornecer ao leitor. Megan Miranda é tão boa a omitir o mistério sobre o caso que marca presença ao longo da história que só mesmo no final é que conseguimos apurar realmente quem são os verdadeiros culpados e inocentes sobre o desaparecimento de uma jovem que colocou toda uma vila em busca de pequenos pormenores ao longo do tempo. Neste thriller todos são convidados a intervir, seja através de buscas pelo território, seja pelos inquéritos policiais ou somente através do diz que diz social que vai servindo como falatório sobre o caso que marcou uma determinada altura mas que ficou na mente de todos que voltam a relembrar este mítico desaparecimento por um outro acontecimento atual e que levanta o véu sobre as memórias do passado. 

A Livraria

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Autor: Penelope Fitzgerald

Lançamento: Outubro de 2016

Editora: Clube do Autor

Páginas: 192

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Florence Green vive numa pequena vila costeira, longe de tudo, e que se caracteriza sobretudo por aquilo que não tem, e decide abrir a primeira livraria da terra. Florence compra um edifício abandonado há anos, gasto pela humidade e com o seu próprio fantasma. Como se não bastasse o mau estado da casa, ela terá de enfrentar as pessoas da vila, que lhe demonstram a sua insatisfação com a existência da primeira livraria local. Só a sua ajudante, uma menina de dez anos, não deseja sabotar o seu negócio.

 

Opinião: Florence Green acredita que abrir uma livraria em Hardborough resolverá o seu problema para que consiga obter uma mudança de vida. Só que os impedimentos e mal estar que os habitantes da pequena vila revelam desde o início acabam para alterar o rumo das ideias sobre este investimento. A par de tudo isto existe também Mrs. Gamart, o homem forte do lugar que pretende usar o edifício adquirido por Florence para o transformar num centro de artes. Terá esta mulher capacidades para seguir em frente e lutar contra um sociedade fechada e que não vê com bons olhos a mudança?

Os valores pessoais e a persistência por se acreditar que os objetivos conseguem ser atingidos são os itens a destacar em A Livraria. Sonhos recheados de percalços que surgem através dos comportamentos e opiniões de quem passa e comenta a concretização e idealização de Florence sobre o seu projeto pessoal para servir com agrado uma comunidade que não vê com bons olhos o que lhes pode dar algo de bom no futuro através da leitura de boas obras.

Será que com tanto trabalho para que tudo dê certo existirá algo de bom para acontecer? Acredito que seja essa a ideia com que o leitor faz a leitura deste romance de Penelope Fitzgerald para se tentar perceber se a perseverança de Florece conseguirá dar frutos. Só que salto a salto, desaforo a desaforo, acabamos por ser conduzidos por um projeto de vida que tem um desfecho que fica de fora dos «finais felizes» da literatura mundial. Florence não consegue ver o seu objetivo totalmente concretizado e acaba por se ver abafada por quem se encontrava do outro lado da barrica e contra a abertura da livraria, tendo também as pessoas que se fizeram passar por suas amigas contra si a médio prazo. Esta é uma história que termina mal e a mostrar que nem sempre a esperança de colher bons frutos é sinómino de concretização pessoal e profissional. 

A Magia do Acaso

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Autor: Tiago Rebelo

Lançamento: Outubro de 2016

Editora: ASA

Páginas: 408

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Sofia, secretária num escritório de um famoso advogado, casada com André, um bem-sucedido administrador de uma empresa do ramo imobiliário, e eterna sonhadora, sente-se insatisfeita com a confortável vida que leva. Num encontro improvável conhece Bernardo, um fascinante homem de negócios. Apesar do charme inebriante deste e da inesperada atracção que sente não se decide a pôr em causa o seu casamento. Mas um acontecimento inesperado encarregar-se-á de fazer tremer os pilares da vida monótona que hesita em deixar. Após inúmeros encontros e desencontros, peripécias e reviravoltas, Sofia consegue finalmente fazer uma ruptura total com a vida que levou até aqui, virar a página e entregar-se por completo a Bernardo. Os sonhos e a magia do acaso vencem sempre.

 

Opinião: Tiago Rebelo não desilude quando embarca na escrita de um novo romance e com A Magia do Acaso isso é totalmente percetível. Com um currículo longo na literatura, com vários sucessos publicados já com várias edições, Tiago Rebelo tem a simplicidade e essência necessária para criar histórias leves e que podem ser bem reais. 

Neste romance deparamos-nos essencialmente com seis personagens centrais que acabam por ter elos de ligação sem que percebam que circulam pelos mesmos caminhos por onde tanto podem receber boas notícias como de um momento para o outro os seus mundos e ideias podem escapar do percurso desejado. Com o recurso a breves capítulos, o que ajuda bastante à leitura deste estilo de histórias, os encontros e desencontros amorosos são a arma forte desta obra onde os contratempos acontecem e o passado acaba sempre por mexer com o presente que por sua vez irá seguir caminhos não desejados por quem ama mas sente um travão comportamental que trava a vontade. A Magia do Acaso é daquelas criações literárias que retratam a vida real, podendo cada personagem deste livro encaixar no perfil de qualquer pessoa que conheçamos e com quem lidamos. 

Hotel Vendôme

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Autor: Danielle Steel

Lançamento: Novembro de 2016

Editora: Bertrand Editora

Páginas: 312

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: O hotel era velho, estava em mau estado. Mas para Hugues Martin, hoteleiro de origem suíça, ele é um diamante em bruto escondido numa rua sossegada de Nova Iorque. Por isso, junta todas as migalhas que consegue para comprar o edifício e transformá-lo num dos hotéis mais luxuosos do mundo.

Não tarda que o serviço e a discrição do Hotel Vendôme conquistem uma excelente reputação. É o refúgio ideal para os ricos e famosos e o lar perfeito para a família de Hugues, até que a sua jovem esposa o abandona e deixa a filha de quatro anos de ambos ao seu cuidado. Apesar disso, Heloise cresce feliz no meio de celebridades, gente da sociedade, políticos, viajantes internacionais e os inúmeros empregados do hotel, que a adoram.

À medida que os anos passam e surgem desafios inesperados, Hugues e o hotel continuam a ser o centro da vida de Heloise. É seu desejo seguir os passos do pai e um dia vir a gerir o Hotel Vendôme. As lições que ela aprende com ele vão ajudá-la pela vida fora, iluminando uma história inesquecível.

Bem-vindos ao Hotel Vendôme.

 

Opinião: As apresentações a Danielle Steel são dispensadas porque o seu nome na capa de um livro já é sinónimo de sucesso com uma boa narrativa por trás. Em Hotel Vendôme não existe exceção, embora este romance familiar se encontre dentro da leveza de algumas das obras da autora, não estando centrado numa história onde mortes, dramas e pecados existem por todo o lado.

Hotel Vendôme é daquelas narrativas para ler, desfrutar e acompanhar as três personagens centrais com calma, saboreando tudo o que se vai passando principalmente entre o crescimento de Heloise ao lado de Hugues e o aparecimento posterior de Natalie. Os medos de um pai que se divide entre o trabalho e a educação da filha, os receios de uma jovem ao ver entrar na sua vida uma mulher que lhe poderá roubar o lugar no coração do progenitor. Acima de tudo esta obra relata sentimentos familiares onde o amor persiste, tal como na maioria dos trabalhos de Steel. A paixão, a envolvência, carinho e persistência tomam lugar entre o compromisso profissional e a família que embora não pareça mas fica sempre em primeiro lugar nas opções de qualquer um. 

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