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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Pecados da Igreja [Secundino Cunha]

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Autor: Secundino Cunha

Editora: Saída de Emergência

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 256

ISBN: 978-989-773-020-7

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: O pecado é tão antigo quanto a Igreja pois esta é feita de homens com as mesmas tentações e fraquezas de todos os outros. E a Igreja Portuguesa não é exceção.

Com um estilo ligeiro mas sustentado numa investigação meticulosa, Secundino Cunha revela-nos os acontecimentos que marcaram negativamente a Igreja portuguesa nos últimos 20 anos, abalando populações e incendiando o país.

Casos de padres que cederam à tentação do amor, narrativas de desventuras e vinganças, histórias de revoltas populares e fugas atribuladas por paixão que deram origem a calvários sem fim. E, claro, não poderiam faltar os famosos contos do vigário.

Venha descobrir e deleitar-se com uma Igreja Católica Portuguesa que nunca imaginou, e os desafios diários que ela enfrenta na luta eterna entre a virtude e o pecado.

 

Opinião: «O santo filósofo explica que os sete pecados capitais (soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja, preguiça) não foram escolhidos pelo seu valor intrínseco, mas pelo facto de serem eficazes detonadores da prática das mais torpes maldades». É assim que se dá a forma introdutória do livro Pecados da Igreja, da autoria de Secundino Cunha, onde os pecados protagonizados por homens e mulheres que defendem e são os responsáveis pela comunhão entre a sociedade e a crença estão em destaque. 

Recorrendo a histórias reais, verdadeiras e nacionais, este livro faz uma análise sobre as notícias que ao longo das últimas décadas foram surgindo sobre os pecadores no seio da igreja. Pessoas que se formam para defender e transmitirem aos outros ideias e que se deixam levar por maus hábitos ou por tentações pelas quais deveriam estar afastados e preparados para não cederem.

Se um padre viu a sua vida ser alterada quando se apaixonou por uma jovem que o acompanhou até ao mundo da droga, outros há que conseguiram aguentar uma família em segredo durante anos até que decidiram deixar o seu lugar na igreja para viverem livremente com os seus sentimentos, tendo até que recorrer por vezes em alguns casos a fugas amorosas para alterar todo o rumo de uma história que poderia não ter acabado da melhor maneira. Se uns vivem de amores nem sempre positivos, outros há que se deixam levar pelo luxo, pedindo a católicos ajudas para a comunidade religiosa para fazerem uso desses lucros em compras de veículos topo de gama, férias em verdadeiros paraísos, noites de arromba e uma vida de ostentação, o que sempre levanta suspeitas. E como a falsidade também existe, não é que já existiu quem se tenha feito passar por padre ao longo de anos, em várias paróquias, sendo acarinhado por milhares de cristãos até ser descoberto nas próprias malhas do seu crime? E o que dizer do suposto colecionador de armas que era mais traficante que outra coisa, mas como os padres têm sempre uma boa imagem junto da população, todos acharam que as investigações não estariam corretas. Existem pois padres que recorrem aos serviços da prostituição para se sentirem de certo modo homens, só que as coisas nem sempre correm bem e mais cedo ou mais tarde são apanhados ou chantageados. O que considero o maior pecado de todas estas histórias contadas por este livro é a pedofilia na igreja e olhem que esta obra reconta vários casos de outrora, casos esses que foram por vezes ocultados pela igreja para que não se criasse grande alarido em torno do assunto, para mais com o que aconteceu há uns anos mesmo no centro do Vaticano. Prostituição, pedofilia, abusos e como não podia escapar encontramos as festas e saunas gay onde muitos padres para não darem nas vistas em Portugal recorrem a terras vizinhas para se satisfazerem. Se uns há que se protegem pelos seus pecados, outros há que se vingam dos colegas do lado, nem que para isso tenham de criar e inventar situações para terminarem com a carreira de quem menos gostam.

É Isto Que Eu Faço [Lynsey Addario]

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Autor: Lynsey Addario

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-989-754-300-5

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Quando, após os ataques terroristas do 11 de Setembro, convidaram Lynsey Addario para fazer reportagens no Afeganistão, ela tomou uma decisão que se repetiria muitas vezes - não ficar em casa, não levar uma vida tranquila e previsível; pelo contrário: arriscar a vida, cobrir guerras e atravessar o mundo para se tornar uma das mais importantes foto jornalistas do nosso tempo.

É Isto que Eu Faço segue o seu percurso - da sua primeira câmara oferecida pelo pai aos anos de repórter local, das guerras no Médio Oriente aos campos de refugiados sírios, sempre com a fotografia como propósito, e uma ambição única que a define e a incentiva.

Enquanto mulher num ofício maioritariamente masculino, está determinada a ser levada a sério, a enfrentar a dureza da profissão e o convívio com a injustiça e a guerra.

 

Opinião: Um livro de guerra geralmente não me conquista, mas rapidamente percebi que algo me fazia querer ler É Isto Que Eu Faço - Uma Vida de Amor e Guerra, e não é que o instinto revelou uma boa surpresa?

Esta autobiografia que a foto jornalista americana revelou ao mundo sobre a sua vida ao longo de vários períodos de caos e destruição entre batalhas que devastaram milhares de cidadãos em territórios onde o poder interveio para atacar os grandes líderes do terrorismo transmite verdade sobre a realidade que todos imaginamos mas que só podemos ter noção da sua existência através de relatos tão comoventes como o de Lynsey Addario. 

Uma jovem fotografa parte em luta consigo para uma aventura sem bases mas com o objetivo de mostrar o que era essencial para que existisse uma verdade estampada sobre o que estava a acontecer do outro lado da fronteira. Sem rede e acordos partiu, deixando um passado numa família dividida para trás e procurando locais onde se poderia sentir útil à sociedade. Lynsey partiu e aos poucos os editores de grandes meios de comunicação social começaram a olhar para o seu trabalho. 

Líbia, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Sudão e Congo são apenas alguns dos territórios percorridos mais do que uma vez por esta mulher que não deixou para trás os seus sonhos, criando objetivos, sobrevivendo a sacrifícios e acabando por lutar pela vida lado-a-lado com outros colegas de profissão e soldados. Os pensamentos, a adrenalina do instante e os sacrifícios para obter a imagem perfeita mesmo que arriscando demais para estar na linha da frente em zonas de conflito.

Ao longo das palavras relatadas por Lynsey encontrei a história mundial onde uma mulher que a pretende relatar não baixa os braços para mostrar a todos o sofrimento de um povo que com pouco tenta sobreviver e aguentar sempre mais, acreditando que perante cada situação conseguirá dar a volta. A dor, revolta, perda, morte, tudo pesa neste momento só ao resumir mentalmente o que fui percebendo nos relatos desta fotografa que mesmo tendo o medo consigo conseguiu manter os pés assentes em cada terra por onde passou sem perder a esperança por si e por todos com quem se cruzou. Uma coragem incrível onde a paixão, os afetos e o amor convivem com o sofrimento e a perda numa luta desigual que acabou por causar muitas vítimas entre crianças, idosos e mulheres sem direitos e vistas como objetos sem culpa das atitudes machistas e terroristas que provocaram uma grande calamidade onde a morte é a palavra forte de guerras que parecem não ter fim. 

O Homem Mais Inteligente da História [Augusto Cury]

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Autor: Augusto Cury

Editora: Pergaminho

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 288

ISBN: 978-989-687-400-1

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Psicólogo e pesquisador, Dr. Marco Polo desenvolveu uma teoria inédita sobre o funcionamento da mente e a gestão da emoção. Após sofrer uma terrível perda pessoal, vai a Jerusalém participar num ciclo de conferências na ONU e é confrontado com uma pergunta surpreendente: Jesus sabia gerir a própria mente? Ateu convicto, Marco Polo responde que a ciência e a religião não se misturam. No entanto, instigado pelo tema, decide analisar a inteligência de Cristo à luz das ciências humanas. Ele esperava encontrar um homem simplório, com poucos recursos emocionais. Mas ao mergulhar na inquietante biografia de Jesus presente no Livro de Lucas, as suas crenças vão sendo pouco a pouco colocadas em xeque. Para empreender essa incrível jornada, Marco Polo vai contar com uma mesa-redonda composta por dois brilhantes teólogos, um neurocirurgião de renome e a sua assistente, a psiquiatra Sofia. Juntos, vão decifrar os sentidos ocultos num dos textos mais famosos do Novo Testamento. Os debates são transmitidos via Internet e cativam espectadores em todo o mundo – mas nem todos estão preparados para ver Jesus sob uma ótica tão revolucionária. Agora os intelectuais terão que lidar com os seus próprios fantasmas emocionais e encarar perigos que jamais imaginaram enfrentar.

 

Opinião: Estreei-me na leitura da obra de Augusto Cury e desde logo tive uma agradável surpresa. Primeiramente sempre achei que os livros do psiquiatra eram mais técnicos e ao desfolhar O Homem Mais Inteligente da História, antes de iniciar a leitura, logo fiquei a perceber que afinal a narrativa vive bastante do romance, existindo uma história por detrás da teologia, que neste caso é a arma forte da publicação. 

Nesta obra e embora o centro esteja no nascimento e vida de Jesus e nos caminhos de Maria, ao longo de uma conversa entre dois teólogos e dois cientistas ateus o debate é aprofundado em plena mesa redonda que se torna no centro de uma assembleia mundial que aos poucos vai debatendo um tema controverso para a sociedade. Primeiro a cinco, já que são moderados por Sofia, a assistente de Marco Polo, o nosso ateu cheio de dúvidas, e aos poucos a discussão começa a ser vista com outros olhos com assistência ao vivo que palavra puxa palavra se vai juntando até que todos começam a ter a oportunidade de ver e debater de forma online esta discussão de ideias religiosas que começa a ganhar contornos bem complexos e por vezes perigosos. 

Marco Polo, o protagonista que Augusto Cury adotou há uns anos para elaborar as suas histórias, circula assim por uma crença em que não acredita, mas sobre a qual e com a força dos acontecimentos pessoais começa a pesquisar e a elaborar uma outra ideia sobre a versão bíblica que é contada acerca do impulsionador do Mundo. A morte do seu grande amor, a entrada do filho num mundo perigoso e complicado de se lidar e a faltar de apoio mostram como um acontecimento consegue alterar vidas, desfazendo uma família que passa por ser um espelho social dos tempos modernos.

É com o seu próprio exemplo e pelo confronto de uma questão que Marco Polo começa a analisar a gestão de Jesus perante a sua mente. Será que o Mundo está preparado para analisar Jesus Cristo de um ponto de vista diferente e até distante do que tem sido pretendido pelo líderes religiosos? Não estaria este homem que pretendia espalhar a paz capacitado de sabedoria para circular pelo meandros dos que o enfrentavam para os conseguir moldar às suas vontades e crenças? Afinal de contas, Jesus era um homem simples e sem recursos emocionais ou essa é a imagem que a grandeza da religião pretende passar acerca de um ser que conquistou amigos mas também muitos inimigos pela sua personalidade e forma de defender o seu povo?

Boneca de Luxo [Truman Capote]

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Autor: Truman Capote

Editora: Dom Quixote

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2009

Páginas: 120

ISBN: 978-972-20-3132-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Holly Golighly é mais do que uma boneca de luxo. Deslumbrante, espirituosa e ternamente vulnerável, inquietando as vidas dos que com ela se cruzam, é retratada por Truman Capote em Breakfast at Tiffany’s (Boneca de Luxo), um romance tocante e singelo sobre a amizade, que constitui uma autêntica história de sedução. 

Verdadeiro clássico da literatura americana contemporânea, nele se inspirou Blake Edwards para o filme homónimo protagonizado por Audrey Hepburn.

 

Opinião: Boneca de Luxo é um dos clássicos mundiais da autoria de Truman Capote que através da facilidade que conta a história conquista o leitor que se vê confrontado com a vida de Holly logo a partir das primeiras páginas, sem querer parar de saber o que terá acontecido a esta jovem mulher que vê desfilar todas as oportunidades para ficar bem na vida, mas é como acompanhante que consegue viver. 

Através de um narrador que vive no mesmo edifício de Holly e que a mesma batiza por Fred, o nome do seu irmão, vamos conhecendo o dia-a-dia desta jovem solitária, de horários trocados, dona de um certo mistério e detentora de uma sensualidade única. O que fará Holly para ter hábitos de vida diferentes dos restantes residentes do prédio onde habita em Nova Iorque? Aos poucos o leitor é convidado a conhecer os encontros ocasionais de Holly com o seu vizinho Fred que vai ganhando espaço e lugar na vida desta figura noturna que parece ter na solidão uma arma forte contra os que a rodeiam. 

Escrito nos finais de 1950, Boneca de Luxo retrata de forma perspicaz o sonho de jovens de todos os tempos em alcançar a fama e o êxito, mesmo que se comentam erros e se caia em perigosas mentiras que mudam uma vida. Incentivada por um agente de Hollywood para brilhar como atriz, Holly parte de um meio pequeno para a grande cidade com a finalidade de encontrar oportunidades para que aos poucos o seu nome se torne conhecido, só que o interesse pela vida e dinheiro fáceis tornam-se bem mais atraentes, o que aliado à sua beleza e juventude atrai os homens poderosos e influentes, só que nem tudo corre da maneira que a jovem deseja. 

Todos os Dias Morrem Deuses [António Tavares]

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Autor: António Tavares

Editora: D. Quixote

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 176

ISBN: 978-972-20-6247-3

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: 1953. Este é um ano rico em acontecimentos: Eisenhower é eleito Presidente dos EUA, Churchill ganha o Prémio Nobel da Literatura, os Rosenberg são acusados de espionagem e executados, Tito torna-se o timoneiro da Jugoslávia… 

E, porém, os factos que atraem o protagonista deste romance - um jovem jornalista sem dinheiro que deambula por uma Lisboa de cafés e águas-furtadas - são claramente delicados em tempo de censura, pois prendem-se com as múltiplas conspirações que rodeiam a morte e a sucessão de Estaline na União Soviética. 

Não só é preciso que escreva com pinças para fintar o regime, como a informação que lhe chega de fora é escassa e contraditória, obrigando-o a dar largas à sua imaginação…

Muitos anos depois, de regresso à aldeia onde nasceu e a que o liga a memória da mãe, sente o rasto da velhice na metáfora de uma fogueira que vai consumindo o que ainda lhe sobra desse passado e relembra as mulheres que o marcaram e os deuses que ajudou a criar na sua prosa diária.

 

Opinião: Decorre o ano de 1953 e encontramos-nos em Lisboa, na vida de um jovem jornalista responsável pela área internacional de um jornal nacional. Os acontecimentos do Mundo que marcaram a História daí em diante têm de ser relatados, nem sempre como acontecem, mas sim como convém, tendo o cuidado com o controlo da época, tal como com a criação floreada por vezes de certos temas que não chegavam com grandes bases a Portugal para serem noticiados à sociedade. Era necessário criar história dentro do que era possível fazer, nem que para isso se inventasse um pouco com o que acontecia do outro lado do planeta e que estava bem distante para se confrontar a notícia com a verdade dos factos. 

A premissa de Todos os Dias Morrem Deus é boa, no entanto não a vi com um bom desenvolvimento, tendo os factos históricos desfilados muito rapidamente e sem grande pormenorização, sendo feito algo corrido sem conseguir dar destaque à História como devia ter acontecido. O leitor fica com aquela ideia que, sim isto aconteceu, ok, talvez se fique com a noção que já se devia ter, mas não se levam os acontecimentos mais além, para as repercussões, por exemplo, que uma decisão levou junto da população. 

Dupla leitura

Ao perceber que estou a ler dois livros ao mesmo tempo um colega não literário e que nem sequer se lembra do último livro que leu no tempo de escola afirma... «Não se devem ler dois livros ao mesmo tempo!». Sério? Quem são as pessoas sábias em literatura que ao não sentirem gosto pelas palavras ainda opinam sobre o modo como os outros o fazem?

Mostrei que é possível mas como existem seres com quem não vale a pena sequer entrar em contradição deixei-o ficar com a sua opinião, tendo dado a minha e mostrando que é possível sim, basta querer, ter concentração e gostar de ler, em detrimento de passar dias a dormir e a olhar para o vazio em espera de que algo aconteça e que lhe bata na cara como se de um copo de água bem gelada se tratasse para o acordar. 

Não percebo como quem não gosta consegue ter uma opinião tão bem formada sobre assuntos particulares e que somente são entendidos por quem desfruta dos mesmos. Não leem, não têm sequer capacidade de concentração numa coisa e acham que todos têm de ser iguais. Não conseguem seguir dez séries ao mesmo? Não conseguem seguir várias conversas numa mesa ao mesmo tempo? Quando estão a conduzir somente conseguem ter visão sobre um dos lados ou pela frente? Sinceramente não entendo as pessoas que acham que o ser humano só se tem de concentrar numa só coisa quando o seu tempo pode perfeitamente ser partilhado.

Bloggers do Copy Paste

Os blogs nascem como cogumelos por ai e se uns vão ficando com o tempo, existem outros que se esfumam tão rápido como o modo e forma como aparecem. O que não percebo nos bloggers é o facto de em muitos dos casos se cingirem a fazer copy paste de artigos que lhes são enviados via email ou que descobrem pela internet. 

Será que as pessoas não conseguem ter uns míseros cinco minutos para se inspirarem nos textos que lhes enviam de agências de comunicação e não só para elaborarem um novo artigo redigido com as suas próprias palavras sem fazerem o tão célebre Copiar e Colar? É falta de noção de quem tem blogs e não venham dizer que isto é uma moda recente e de quem está a aparecer e a começar a ser blogger agora porque não o é! Existem por ai muitos endereços com anos de experiência que continuam a praticar essa imbecilidade de pegar exatamente no que receberam, que muitas vezes se tiver um erro nem o detetam porque não se dignam sequer a ler, e a publicar sem qualquer alteração de texto. Ou seja, recebem, copiam e colam, colocam o título as tags e vamos lá publicar para terem um novo texto diário para os seus leitores os visitarem e perceberem que existe algo novo para espreitarem.

Sinceramente não percebo como é que ainda existem pessoas com esta capacidade de não serem originais e se deixarem ficar pela simplicidade das coisas sem terem o mínimo de trabalho de criarem algo seu. Como seria tão fácil no meu caso receber a lista dos lançamentos literários e coloca-la tal e qual como me aparece no email ou pegar numa sinopse de um novo espetáculo e publica-la, ficando de igual para igual com o que aparece no portal ou redes sociais da produtora e locais de vendas de bilhetes. Seria fácil e poupava tempo sim! Coloco a sinopse dos livros sim, mas acrescento sempre algo, porque tenho uma opinião para ser dada, tal como o faço com as peças de teatro que vejo e os produtos que experimento. Uma opinião pessoal é importante para mostrarem que são seres que pensam e refletem sobre o que fazem! Não visito blogs que façam somente um catálogo diário sobre os novos lançamentos, preferindo que tudo seja mais completo, podendo ser mostrando o que é lançado sim com o recurso ao copy paste mas depois existirem artigos de opinião sobre o que vão lendo, tal como outros textos sobre eventos e não só de forma a completarem o espaço. 

Hoje Estarás Comigo no Paraíso [Bruno Vieira Amaral]

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Autor: Bruno Vieira Amaral

Editora: Quetzal

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 368

ISBN: 978-989-722-358-7

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Em Hoje Estarás Comigo no Paraíso, Bruno Vieira Amaral, desenha uma investigação do assassínio do primo João Jorge - morto no bairro em que ambos viviam no início dos anos 80 - e usa essa investigação como estratégia de recuperação e construção da sua própria memória: a infância, a família, o bairro e as suas personagens, Angola antes da Independência e nos anos que se lhe seguiram, e a figura (ausente) do pai.

Na reconstituição da personalidade e do percurso da vítima, da noite em que tudo aconteceu, na apropriação que o narrador faz de uma ligação com João Jorge (mais ou menos forjada pelos mecanismo da memória) - e de que faz parte essa busca mais ampla das dobras do tempo e do esquecimento - são utilizados os mais diversos materiais: arquivos da imprensa da época, arquivos judiciais, testemunhos de amigos e familiares, e a literatura, propriamente dita - como uma possibilidade de verdade, sempre.

 

Opinião: Um acontecimento familiar no passado marca toda a narrativa que Bruno Vieira Amaral criou em Hoje Estarás Comigo no Paraíso. Com uma narrativa de excelência e com uma ótima qualidade a autobiografia une-se com a perceção dos factos sobre um crime que aconteceu há alguns anos atrás sobre um familiar, o primo João Jorge, que outrora lhe tinha sido próximo. 

Recorrendo a uma demonstração real e verdadeira dos factos, sem omissões, e com um poder de criação e descrição espacial muito boas, o realismo que é impresso nas palavras conquista o leitor que desde logo fica interessado em cada pormenor sobre a verdade dos acontecimentos, os locais e as pessoas que estão por detrás de um passado violento entre vidas que se foram cruzando num bairro onde as diferentes culturas conviviam para sobreviver. 

O Leitor do Comboio [Jean-Paul Didierlaurent]

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Autor: Jean-Paul Didierlaurent

Editora: Clube do Autor

Lançamento: Março de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 196

ISBN: 978-989-724-346-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: O poder dos livros através da vida das pessoas que eles salvam. Uma obra que é um hino à literatura, às pessoas comuns e à magia do quotidiano.

Jean-Paul Didier Laurent é um contador de histórias nato. Neste romance, conhecemos Guylain Vignolles, um jovem solteiro, que leva uma existência monótona e solitária, contrariada apenas pelas leituras que faz em voz alta, todos os dias, no comboio das 6h27 para Paris.

A rotina sensaborona do protagonista desta história muda radicalmente no dia em que, por mero acaso, do banquinho rebatível da carruagem salta uma pendrive que contém o diário de Julie, empregada de limpeza das casas de banho num centro comercial e uma solitária como ele… Esses textos vão fazê-lo pintar o seu mundo de outras cores e escrever uma nova história para a sua vida.

O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. Herdeiro da escrita do japonês Haruki Murakami, dotado de uma fina ironia que faz lembrar Boris Vian, Jean-Paul Didierlaurent demonstra ser um contador de histórias nato.

 

Opinião: O título desta obra de Jean-Paul Didierlaurent remete-nos desde logo para alguém que passa as viagens de comboio a ler. Sim, podemos pensar que o livro irá remeter para tal situação na sua totalidade, mas na verdade esse facto é na maioria das páginas iniciais esquecido, o que logo me deixou de pé atrás para o que estava para chegar ao longo do desenrolar da ação.

Um viajante que faz o seu trajeto de casa para o trabalho de comboio e que vê o seu dia-a-dia laboral ser descrito numa primeira fase da obra, sendo relatado o processo da decomposição dos livros após estarem dias, semanas, meses e mesmo anos nas estantes sem conseguirem ganhar um leitor que os leve consigo. Quem vai desfolhando O Leitor do Comboio vai acompanhando a forma de trabalhar de Guylain e a descrição como atravessa o percurso de regresso à pacatez do seu lar, percebendo aos poucos que enquanto viaja vai lendo pequenos textos soltos, nada de livros, ao longo do trajeto para os outros passageiros da composição que se vão habituando com o tempo a ouvirem o jovem com as suas leituras. 

As Assistentes [Camille Perri]

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Autor: Camille Perri

Editora: Topseller

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 304

ISBN: 978-989-8800-84-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Tina Fontana, 30 anos, licenciada. Vive em Nova Iorque e trabalha numa grande multinacional. Todos acham que tem um emprego invejável: é assistente de um dos homens mais poderosos do país. Mas após seis anos a cumprir todas as regras e a satisfazer os mais bizarros pedidos do chefe, ela continua a ser uma mera assistente.

Endividada até à ponta dos cabelos, Tina mal consegue sobreviver. Por isso, quando tem a oportunidade de fazer algum dinheiro da empresa cair acidentalmente na sua conta, ela é incapaz de se conter.

Quando a fraude é descoberta, Tina só tem uma solução: continuar a desviar dinheiro para comprar o silêncio da sua (nada discreta) chantagista. Mas as coisas rapidamente fogem de controlo. Muitas das suas colegas fartas das condições de trabalho - e falidas - pedem-lhe ajuda.

Tina torna-se, sem querer, uma espécie de Robin Hood dos tempos modernos. E se antes sentia que estava a quebrar as regras, agora é uma questão de justiça. Mas todas as ações têm consequências e Tina Fontana não está preparada para o que lhe irá acontecer.

 

Opinião: Pegar em As Assistentes é como estar de frente a um ecrã a assistir a uma série virada para o público feminino onde as mulheres reinam o mundo graças ao seu poder, ao romance, ao ciúme e inveja entre si e aos dissabores do dia-a-dia. Tudo isto apresentado com um bom toque de humor onde o medo e a ambição se cruzam e atrapalham a vida de Tina e das suas companheiras, também elas assistentes dos grandes senhores de uma das maiores empresas mundiais. 

Muita vontade, competência e rigor para assumir a sua posição num mundo liderado por homens é a característica que começa por descrever o início da aventura de um grupo de assistentes de nomes reconhecidos no seio negocial. Mas um deslize de Tina acaba por criar um novelo que rola e rola apanhando passageiros pelo caminho e com tudo para dar errado quando embater contra a fortaleza do rosto maior, o patronato. 

A Empresária [Ana Lobélia]

 

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Autor: Ana Lobélia

Editora: Chiado Editora

Lançamento: Março de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 250

ISBN: 978-989-774-217-0

Classificação: 1 em 5

 

Sinopse: Resolvi escrever este livro quando cheguei à terra Chuvosa. Chuvosa devido aos seus longos invernos. Não é este o seu nome, adoptei-o porque sempre me lembro, desde a mais baixa infância, de ver a primavera molhada de chuva, até quase ao fim do segundo mês do verão. É verdade que tudo estava mais verde, tenro e também mais florido. Assim que os primeiros calores chegavam, tudo rebentava em flor e fruto. A passarada saltava dos ninhos e enchia o espaço de cantos e gorgeios e a criançada fazia coro com eles a caminho da escola. Foi neste meio rural, nos arredores de Lisboa, que a personagem do romance nasceu e viveu até ao dia da sua morte. Marisa é uma jovem determinada e ambiciosa. A sua inteligência emocional está sempre em segundo lugar, diante da sua inteligência racional. Marisa quer ganha dinheiro, muito dinheiro; quer fazer andar o mundo de uma forma visivelmente concreta. Só quase aos seus quarenta e poucos anos se apercebe que estes dois tipos de inteligência se completam. No seu percurso de vida cruza-se com Guilhermino, um jovem padre de quem tem uma filha; com Elisa, jovem mal-amada, que se refugia nos mais altos valores da metafísica; e com Rafael, que reflete a história para além do seu tempo.

 

Opinião: A base da história de A Empresária é boa e tinha muito para dar, se não tivesse a autora deste romance criado tanto sem necessidade, o que acabou por enrolar, criar história onde não existia conteúdo e baralhar tanto as personagens que o leitor perde-se na narrativa com uma facilidade enorme. No final da obra fiquei sem entender o sentido real da história, mas alguém poderá conseguir lá chegar. Não consegui. 

Uma história básica e daquelas que vende mas muito mal desenvolvida é apresentada em A Empresária, que ao ter na sua própria autora a revisora tem várias falhas graves de gramática com erros, falta de pontuação, um narrador que passa em certos parágrafos a falar na própria pessoa para logo continuar ausente, o que não dá para entender por não fazer qualquer sentido. 

Ser Blogger [Carolina Afonso e Sandra Alvarez]

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Autor: Carolina Afonso e Sandra Alvarez

Editora: Marcador

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 248

ISBN: 978-989-754-304-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Hoje em dia as pessoas recorrem cada vez mais a bloggers como fonte de informação e referência sobre um determinado produto, serviço ou empresa. Cerca de 1,8 milhões de pessoas visitam com frequência blogs em Portugal.

Ensinar como criar um blog, comunicar e gerar receitas é o objetivo principal deste livro que reune toda a informação necessária para se iniciar como blogger, elaborar a sua estratégia e pô-la em prática eficazmente. A perspectiva é de duas profissionais das áreas do marketing e da comunicação que ao longo das suas carreiras têm vindo a acompanhar de perto a blogosfera.

Este livro para além de ser um facilitador na definição e orientação de quem quer Ser Blogger, proporciona também diversas soluções práticas e exemplos de “best practices” com testemunhos de alguns bloggers de relevo em diversas áreas em Portugal.

 

Opinião: Carolina Afonso e Sandra Alvarez conhecem bem o mundo do marketing e comunicação e ao serem bloggers pensaram que seria necessário criar um livro técnico para ajudar quem já anda pelo mundo dos blogs e para os que estão a pensar em criar o seu projeto. E assim surgiu Ser Blogger, o livro que deve ser lido porque nem tudo sabemos, mesmo os que se acham os melhores bloggers que andam por aí. 

Começando pelo processo da criação de um blog, passando ao planeamento de projeto, criação do design, comunicação, crescimento, rentabilização e no final a análise, o processo de criar e rentabilizar um blog está todo explicado neste livro. Um blogger com anos de experiência encontra vários espaços que já conhece e sobre o qual já não necessita de dar tanta atenção ao que é explicado ao longo de várias páginas, no entanto existem pontos essenciais que sempre escapam aos mais atentos e é sempre bom saber como agir em determinadas situações. 

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