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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Hoje Estarás Comigo no Paraíso [Bruno Vieira Amaral]

hoje estarás comigo no paraíso.jpg

Autor: Bruno Vieira Amaral

Editora: Quetzal

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 368

ISBN: 978-989-722-358-7

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Em Hoje Estarás Comigo no Paraíso, Bruno Vieira Amaral, desenha uma investigação do assassínio do primo João Jorge - morto no bairro em que ambos viviam no início dos anos 80 - e usa essa investigação como estratégia de recuperação e construção da sua própria memória: a infância, a família, o bairro e as suas personagens, Angola antes da Independência e nos anos que se lhe seguiram, e a figura (ausente) do pai.

Na reconstituição da personalidade e do percurso da vítima, da noite em que tudo aconteceu, na apropriação que o narrador faz de uma ligação com João Jorge (mais ou menos forjada pelos mecanismo da memória) - e de que faz parte essa busca mais ampla das dobras do tempo e do esquecimento - são utilizados os mais diversos materiais: arquivos da imprensa da época, arquivos judiciais, testemunhos de amigos e familiares, e a literatura, propriamente dita - como uma possibilidade de verdade, sempre.

 

Opinião: Um acontecimento familiar no passado marca toda a narrativa que Bruno Vieira Amaral criou em Hoje Estarás Comigo no Paraíso. Com uma narrativa de excelência e com uma ótima qualidade a autobiografia une-se com a perceção dos factos sobre um crime que aconteceu há alguns anos atrás sobre um familiar, o primo João Jorge, que outrora lhe tinha sido próximo. 

Recorrendo a uma demonstração real e verdadeira dos factos, sem omissões, e com um poder de criação e descrição espacial muito boas, o realismo que é impresso nas palavras conquista o leitor que desde logo fica interessado em cada pormenor sobre a verdade dos acontecimentos, os locais e as pessoas que estão por detrás de um passado violento entre vidas que se foram cruzando num bairro onde as diferentes culturas conviviam para sobreviver. 

O Leitor do Comboio [Jean-Paul Didierlaurent]

o leitor do comboio.jpg

Autor: Jean-Paul Didierlaurent

Editora: Clube do Autor

Lançamento: Março de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 196

ISBN: 978-989-724-346-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: O poder dos livros através da vida das pessoas que eles salvam. Uma obra que é um hino à literatura, às pessoas comuns e à magia do quotidiano.

Jean-Paul Didier Laurent é um contador de histórias nato. Neste romance, conhecemos Guylain Vignolles, um jovem solteiro, que leva uma existência monótona e solitária, contrariada apenas pelas leituras que faz em voz alta, todos os dias, no comboio das 6h27 para Paris.

A rotina sensaborona do protagonista desta história muda radicalmente no dia em que, por mero acaso, do banquinho rebatível da carruagem salta uma pendrive que contém o diário de Julie, empregada de limpeza das casas de banho num centro comercial e uma solitária como ele… Esses textos vão fazê-lo pintar o seu mundo de outras cores e escrever uma nova história para a sua vida.

O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. Herdeiro da escrita do japonês Haruki Murakami, dotado de uma fina ironia que faz lembrar Boris Vian, Jean-Paul Didierlaurent demonstra ser um contador de histórias nato.

 

Opinião: O título desta obra de Jean-Paul Didierlaurent remete-nos desde logo para alguém que passa as viagens de comboio a ler. Sim, podemos pensar que o livro irá remeter para tal situação na sua totalidade, mas na verdade esse facto é na maioria das páginas iniciais esquecido, o que logo me deixou de pé atrás para o que estava para chegar ao longo do desenrolar da ação.

Um viajante que faz o seu trajeto de casa para o trabalho de comboio e que vê o seu dia-a-dia laboral ser descrito numa primeira fase da obra, sendo relatado o processo da decomposição dos livros após estarem dias, semanas, meses e mesmo anos nas estantes sem conseguirem ganhar um leitor que os leve consigo. Quem vai desfolhando O Leitor do Comboio vai acompanhando a forma de trabalhar de Guylain e a descrição como atravessa o percurso de regresso à pacatez do seu lar, percebendo aos poucos que enquanto viaja vai lendo pequenos textos soltos, nada de livros, ao longo do trajeto para os outros passageiros da composição que se vão habituando com o tempo a ouvirem o jovem com as suas leituras. 

As Assistentes [Camille Perri]

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Autor: Camille Perri

Editora: Topseller

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 304

ISBN: 978-989-8800-84-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Tina Fontana, 30 anos, licenciada. Vive em Nova Iorque e trabalha numa grande multinacional. Todos acham que tem um emprego invejável: é assistente de um dos homens mais poderosos do país. Mas após seis anos a cumprir todas as regras e a satisfazer os mais bizarros pedidos do chefe, ela continua a ser uma mera assistente.

Endividada até à ponta dos cabelos, Tina mal consegue sobreviver. Por isso, quando tem a oportunidade de fazer algum dinheiro da empresa cair acidentalmente na sua conta, ela é incapaz de se conter.

Quando a fraude é descoberta, Tina só tem uma solução: continuar a desviar dinheiro para comprar o silêncio da sua (nada discreta) chantagista. Mas as coisas rapidamente fogem de controlo. Muitas das suas colegas fartas das condições de trabalho - e falidas - pedem-lhe ajuda.

Tina torna-se, sem querer, uma espécie de Robin Hood dos tempos modernos. E se antes sentia que estava a quebrar as regras, agora é uma questão de justiça. Mas todas as ações têm consequências e Tina Fontana não está preparada para o que lhe irá acontecer.

 

Opinião: Pegar em As Assistentes é como estar de frente a um ecrã a assistir a uma série virada para o público feminino onde as mulheres reinam o mundo graças ao seu poder, ao romance, ao ciúme e inveja entre si e aos dissabores do dia-a-dia. Tudo isto apresentado com um bom toque de humor onde o medo e a ambição se cruzam e atrapalham a vida de Tina e das suas companheiras, também elas assistentes dos grandes senhores de uma das maiores empresas mundiais. 

Muita vontade, competência e rigor para assumir a sua posição num mundo liderado por homens é a característica que começa por descrever o início da aventura de um grupo de assistentes de nomes reconhecidos no seio negocial. Mas um deslize de Tina acaba por criar um novelo que rola e rola apanhando passageiros pelo caminho e com tudo para dar errado quando embater contra a fortaleza do rosto maior, o patronato. 

A Empresária [Ana Lobélia]

 

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Autor: Ana Lobélia

Editora: Chiado Editora

Lançamento: Março de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 250

ISBN: 978-989-774-217-0

Classificação: 1 em 5

 

Sinopse: Resolvi escrever este livro quando cheguei à terra Chuvosa. Chuvosa devido aos seus longos invernos. Não é este o seu nome, adoptei-o porque sempre me lembro, desde a mais baixa infância, de ver a primavera molhada de chuva, até quase ao fim do segundo mês do verão. É verdade que tudo estava mais verde, tenro e também mais florido. Assim que os primeiros calores chegavam, tudo rebentava em flor e fruto. A passarada saltava dos ninhos e enchia o espaço de cantos e gorgeios e a criançada fazia coro com eles a caminho da escola. Foi neste meio rural, nos arredores de Lisboa, que a personagem do romance nasceu e viveu até ao dia da sua morte. Marisa é uma jovem determinada e ambiciosa. A sua inteligência emocional está sempre em segundo lugar, diante da sua inteligência racional. Marisa quer ganha dinheiro, muito dinheiro; quer fazer andar o mundo de uma forma visivelmente concreta. Só quase aos seus quarenta e poucos anos se apercebe que estes dois tipos de inteligência se completam. No seu percurso de vida cruza-se com Guilhermino, um jovem padre de quem tem uma filha; com Elisa, jovem mal-amada, que se refugia nos mais altos valores da metafísica; e com Rafael, que reflete a história para além do seu tempo.

 

Opinião: A base da história de A Empresária é boa e tinha muito para dar, se não tivesse a autora deste romance criado tanto sem necessidade, o que acabou por enrolar, criar história onde não existia conteúdo e baralhar tanto as personagens que o leitor perde-se na narrativa com uma facilidade enorme. No final da obra fiquei sem entender o sentido real da história, mas alguém poderá conseguir lá chegar. Não consegui. 

Uma história básica e daquelas que vende mas muito mal desenvolvida é apresentada em A Empresária, que ao ter na sua própria autora a revisora tem várias falhas graves de gramática com erros, falta de pontuação, um narrador que passa em certos parágrafos a falar na própria pessoa para logo continuar ausente, o que não dá para entender por não fazer qualquer sentido. 

Ser Blogger [Carolina Afonso e Sandra Alvarez]

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Autor: Carolina Afonso e Sandra Alvarez

Editora: Marcador

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 248

ISBN: 978-989-754-304-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Hoje em dia as pessoas recorrem cada vez mais a bloggers como fonte de informação e referência sobre um determinado produto, serviço ou empresa. Cerca de 1,8 milhões de pessoas visitam com frequência blogs em Portugal.

Ensinar como criar um blog, comunicar e gerar receitas é o objetivo principal deste livro que reune toda a informação necessária para se iniciar como blogger, elaborar a sua estratégia e pô-la em prática eficazmente. A perspectiva é de duas profissionais das áreas do marketing e da comunicação que ao longo das suas carreiras têm vindo a acompanhar de perto a blogosfera.

Este livro para além de ser um facilitador na definição e orientação de quem quer Ser Blogger, proporciona também diversas soluções práticas e exemplos de “best practices” com testemunhos de alguns bloggers de relevo em diversas áreas em Portugal.

 

Opinião: Carolina Afonso e Sandra Alvarez conhecem bem o mundo do marketing e comunicação e ao serem bloggers pensaram que seria necessário criar um livro técnico para ajudar quem já anda pelo mundo dos blogs e para os que estão a pensar em criar o seu projeto. E assim surgiu Ser Blogger, o livro que deve ser lido porque nem tudo sabemos, mesmo os que se acham os melhores bloggers que andam por aí. 

Começando pelo processo da criação de um blog, passando ao planeamento de projeto, criação do design, comunicação, crescimento, rentabilização e no final a análise, o processo de criar e rentabilizar um blog está todo explicado neste livro. Um blogger com anos de experiência encontra vários espaços que já conhece e sobre o qual já não necessita de dar tanta atenção ao que é explicado ao longo de várias páginas, no entanto existem pontos essenciais que sempre escapam aos mais atentos e é sempre bom saber como agir em determinadas situações. 

Deixa-me Ir [Gayle Forman]

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Autor: Gayle Forman

Editora: Editorial Presença

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 304

ISBN: 978-972-23-5994-8

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Maribeth Klein é mãe de gémeos e editora de uma revista de moda. Conciliar essas duas facetas da vida tem sido um desafio quase impossível e Maribeth sente-se esgotada. A azáfama do dia a dia, cada vez mais intensa, não a deixa parar um segundo, nem para perceber que acaba de ter um ataque cardíaco. 

Durante a recuperação, dispondo finalmente de algum tempo para pensar, Maribeth decide fazer as malas e partir. Longe das obrigações familiares e apoiada por novas amizades, pode por fim lidar com os problemas que a atormentam há muito e enveredar por uma jornada de descoberta que lhe permitirá perceber o que é realmente importante.

 

Opinião: Mulher, editora numa revista de moda, esposa e mãe de gémeos com todas as responsabilidades pessoais, familiares e profissionais que tudo isto acarreta, Maribeth é a personificação de uma pessoa que não faz pausas para descansar, nem mesmo se estiver a enfrentar os sintomas de um ataque cardíaco. Continuando com a sua azáfama diária e sem dar qualquer importância ao que lhe está a acontecer, de um momento para o outro vê-se obrigada a entrar no hospital onde se vê perante uma situação que não consegue controlar, ao contrário do que está habituada a fazer na vida onde consegue visionar tudo o que está ao seu redor. 

Deixa-me Ir é a amostra que a luta do dia-a-dia desenfreado por vezes tem de acalmar porque nem tudo compensa e existem assuntos a tratar bem mais importantes que o trabalho e a tentativa de correr para tudo e todos sem parar para pensar que o próprio também tem de se sentir bem e valorizado consigo. É isto que acontece com a nossa Maribeth quando numa cama hospitalar e no pós operatório percebe que a sua vida não é a que sonhou e a que deveria ter.

Com a perceção que algo tem de mudar, faz a mala, deixa uma carta ao marido e aos pequenos filhos e parte com o objetivo de respirar e alterar o seu presente mas também em busca de resolver assuntos do passado para que consiga ajudar a resolver um futuro familiar que pode ser uma ameaça para a próxima geração perante o seu ataque cardíaco numa idade onde estes problemas de saúde geralmente não acontecem com tanta frequência. Será este um problema familiar e passado de geração em geração?

Diário dos Imperfeitos [João Morgado]

diario dos imperfeitos.jpg

Autor: João Morgado

Editora: Casa das Letras

Lançamento: Fevereiro de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 384

ISBN: 978-989-741-673-6

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Diário dos Imperfeitos é uma viagem à intimidade das pessoas. Vítima de um acidente, a Gaivota é uma mulher que precisa de redescobrir todas as emoções sequestradas dentro de si. Ao mesmo tempo, reaprende a conhecer o seu corpo - uma aventura refreada pela moral, pela sombra do pecado e pelo medo que pode levar à própria insanidade. Uma luta interior entre o bem e o mal, que leva a uma inevitável conclusão: todas as pessoas são imperfeitas!

Como irá reagir de novo à sua realidade? Voltará a ser quem era? E os que estão a seu lado, como vão sobreviver a esta viagem?

Uma escrita intimista, que procura descortinar os sentidos e as emoções dos diferentes personagens. Do prazer mais carnal ao amor puro, passando pela falsa moral da sociedade e da religião. Pelo meio, a filosofia simples de duas personagens inusitadas - a mulher que lê pensamentos e um pintor de sóis na parede. São eles que levam o narrador a perceber os sentimentos da Gaivota e nos ajudam a reflectir sobre temas tão controversos como o amor, o desejo, o sentimento de culpa ou o próprio nojo.

 

Opinião: Um acidente de viação dá o mote para que Gaivota e o nosso narrador se encontrem para uma viagem no tempo onde uma amnésia espontânea e a falta de rigor e vontade de uma mulher outrora desconhecida de todos se comece a desenrolar perante o olhar atento do leitor. Aos poucos o nosso herói, que não desiste de lutar pela sua companheira, percebe que poderá através da escrita ajudar Gaivota a sair do refúgio que criou para que as suas emoções sejam provocadas como forma de reação.

Uma história dentro da história começa a ser criada onde dois jovens se conhecem, conquistam, passam por conturbadas experiências de vida, mas conseguem chegar a um final que posso-vos dizer... Poderá ser previsível e quando lá cheguei pensei que seria mais que óbvio o que estava a ler, no entanto a narrativa foi tão bem embrulhada que nem coloquei a hipótese, em momento algum, que tudo se iria baralhar de uma forma sublime e bem apresentada.

Desconhecia por completo a obra e escrita de João Morgado mas bastaram os primeiros capítulos, que em Diário dos Imperfeitos são contados através do recurso a dias, para perceber que este livro é uma completa surpresa. Com um recurso fantástico às emoções que se desafiam de forma suave e verdadeira ao longo da narrativa, o autor consegue nesta obra levar as personagens ao fosso onde o isolamento toma lugar, para logo de seguida as colocar a sorrir de forma sincera e onde a perceção que aquilo pode acontecer, que tudo pode ser real, surge. Uma autêntica montanha russa onde o personagem masculino central, também narrador e escritor, acredita que consegue resgatar Gaivota do seu frágil estado com o cruzamento da sua própria história com a que lhe é contada por palavras escritas dia após dia, como se tudo se estivesse a desenrolar de forma real à sua frente, como se Laura e Santiago, as personagens fictícias, existissem. A reação de Gaivota ao sentir-se próxima do que lhe é relatado, as emoções da história que a puxam para a realidade onde existe uma vida e todo o Mundo para serem desfrutados. Um encontro de sentimentos onde os conflitos pessoais de cada um são confrontados com uma realidade nem sempre perfeita mas com a qual é necessário criar bases e alicerces para se conseguir atingir a felicidade. 

O Homem que Sabe Pensar [James Allen]

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Autor: James Allen

Editora: Alma dos Livros

Lançamento: Novembro de 2016

Edição: 1ª Edição

Páginas: 72

ISBN: 978-989-997-050-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Um clássico intemporal que tem inspirado milhares de leitores em todo o mundo, influenciado pensadores, filósofos e teólogos ao longo de décadas e, desde que foi publicado, tem sido citado e elogiado vezes sem conta por autores das mais diversas áreas. Mostra-nos que a nossa mente guia os nossos passos ao longo do caminho da vida e que aquilo que pensamos influência diretamente a nossa vida, algo que, muitas vezes, subestimamos. Mas, como começar e onde é que podemos procurar respostas? Como é que alcançamos a clareza de mente necessária que nos traz a iluminação e a felicidade? Este livro oferece respostas claras a essas perguntas.

 

Opinião: O Homem que Sabe Pensar reflete o poder do pensamento na nossa vida e no caminho que cada um, de forma individual, segue. O bem e o mal em opções diárias aparecem de forma coordenada para se seguir em frente e é ai que começam a surgir os caminhos que a mente vai selecionado para que se percorram sentidos derivados dos acontecimentos anteriores. 

Em Fuga [Peter May]

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Autor: Peter May

Editora: Marcador

Lançamento: Fevereiro de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 392

ISBN: 978-989-754-298-5

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Em 1965, cinco amigos, todos adolescentes, cansados da rotina e temerosos de uma vida previsível, fogem de Glasgow com destino a Londres e o sonho de serem estrelas e de transformar a sua banda de música num sucesso. No entanto, antes do final do primeiro ano, três deles regressam á sua cidade natal na Escócia - e voltam diferentes, danificados, sem que ninguém perceba a razão para tal. Cinquenta anos mais tarde, em 2015, um brutal homicídio na capital inglesa obriga esses três homens, agora com quase 70 anos, a regressar a Londres e a confrontar, por fim, a mancha escura do seu passado da qual tentaram fugir durante toda a vida.

Porém, como perceberá Jack Mackay, eles já não são os rapazes de 17 anos que ambicionavam a fama, e, após terem passado meio século entre o falhanço e a mediocridade, está na altura de recuperar as memórias dos eventos aterradores de 1965 e, em vez de fugir, de as enfrentar de uma vez por todas.

 

Opinião: Em Fuga marca a minha estreia para com Peter May, supostamente um dos melhores autores de thrillers mas que não me conseguiu conquistar assim tanto como previa. 

Percorrendo dois períodos temporais com cinquenta anos de diferença e com dois tipos de narração também distintos entre 1965 e 2015, Em Fuga distingue assim o presente das memórias marcantes de um passado que alterou a vida de um grupo de jovens sonhador que não tiveram a sorte do seu lado. Primeiramente partem em busca de um objetivo que em união com a fuga da vida atual os leva a percorrerem caminhos onde a sociedade não é assim tão hostil como pretendiam e acreditavam encontrar. Mas é quando tudo se parece encaminhar após vários percalços pelo caminho que as suas vidas voltam a dar a volta perante um acidente que os leva a recuar com as suas ideias de independência longe do ambiente familiar e da cidade que os viu crescer, isto sem que o leitor perceba ao certo o que se terá passado. O que levará jovens adolescentes que acreditam nos seus objetivos, mesmo que para isso passem por situações desconfortáveis a alterar os seus planos de um dia para o outro? Ao mesmo tempo que somos convidados a voltar ao local dos acontecimentos no presente vamos acompanhando o mesmo percurso e experiências do passado e as situações vão-se conjugando de forma a que a noção temporal seja colocada perante o leitor que vai tentando resolver todo o mistério.

A Bela e o Monstro

a bela e o monstro

Um clássico Disney que agora ganhou um remake onde atores reais se encontram envolvidos com a criação perfeita de cenas e personagens computorizadas tão reais que levam esta nova película a quase atingir a magia do primeiro amor que o público tem para com A Bela e o Monstro. Costuma-se dizer que não há amor como o primeiro e neste caso e por muito bem feita que esta nova versão esteja, obedecendo bastante ao original, não consegue chegar aos encantos a que assisti em pequeno. 

Uma história intemporal e que ultrapassa gerações volta a espalhar magia convidando os espetadores a circularem pelas escadarias e salas do castelo para (re)viverem uma grande história de amor entre uma jovem inspiradora e apaixonada por literatura e um príncipe amaldiçoado. Este é daqueles contos que em livro, em filme animado, teatro ou agora em versão cinematográfica real consegue sempre emocionar, dado o envolvimento que A Bela e o Monstro vão criando ao longo de todos os desafios que lhes vão sendo colocados. A capacidade de transformação de um ser magoado para com os cuidados de outro para que se consigam criar elos de ligação, primeiro para se descobrir quem está do outro lado e depois porque o coração fala mais alto e percebe que a paixão não surge por um rosto bonito, mas sim pela demonstração do carácter que está tanta vezes por detrás de um corpo que nada nos diz e que com o tempo se mostra um ser encantador e perfeito. 

Emma Watson pelas primeiras cenas parece ausente da personagem mas assim que se vê confrontada com o Mostro protagonizado por Dan Stevens consegue mostrar que agarrou a sua Bela como era pedido, tendo uma presença ascendente ao longo de toda a história. Já no que toca a Stevens, acredito que teriam conseguido ter um outro rosto a dar vida a este príncipe que em formato Monstro convence bastante mas depois os poucos minutos em que fica de rosto limpo acaba por desiludir pela ingenuidade que acabou por dar à personagem. De resto, não existem oscilações de casting e nota-se que a intenção era mesmo surpreender com o trabalho de equipa onde os mágicos cenários e as personagens não humanas criam a verdadeira ilusão para a fantasia que depois acontece no final quando todo o elenco surge a celebrar o amor. 

Um filme com maior duração que o original para explicar o passado familiar de ambas as personagens e também pormenores que na versão animada e mais virada para o público infantil passam despercebidos mas que agora já deixariam dúvidas acerca de determinadas atitudes, dando também para perceber o cuidado com vários problemas sociais, como é o caso da homossexualidade e do racismo, com a presença de personagens que mostram que a realidade existe e não há que ser omitida no cinema. 

Um filme para ver ou na maioria dos casos rever mas que não consegue tirar a magia do verdadeiro, do original, aquele que nos ficará para sempre na memória e que os mais novos que só estão a ter o seu primeiro contacto com A Bela e o Monstro agora devem ver porque não se conseguirá fazer melhor, por muito que se tente, do encanto que foi criado com aquela película animada.

O Livreiro de Paris

o livreiro de paris.jpg

Autor: Nina George

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: Editorial Presença

Páginas: 328

ISBN: 978-972-23-5961-0

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Jean Perdu é proprietário de um negócio tão especial quanto extraordinário: a Farmácia Literária, uma livraria instalada num barco atracado no rio Sena, em Paris. Ao invés de vender medicamentos, receita livros como remédio para os males da alma. Porém, embora saiba aliviar a dor dos outros, não consegue atenuar a sua própria dor. O que Monsieur Perdu não sabe é que a descoberta de uma carta do seu passado está prestes a mudar-lhe o destino. Depois de a ler, Jean encontra-se numa encruzilhada: continuar uma existência sombria e dolorosa ou embarcar numa viagem ao Sul de França, até à Provença, ao encontro da reconciliação com o passado e da beleza da vida.

 

Opinião: Primeiramente o leitor começa por se apaixonar pelo mundo criado por Jean Perdu na sua embarcação transformada em livraria num porto do rio Sena, em Paris. Para quem gosta de livros logo a premissa consegue conquistar, só que depois com o passar de cada capítulo rapidamente percebemos que por detrás da dedicação de Perdu existe uma solidão causada por um acontecimento do passado e aí tudo se começa a transformar. 

Confesso que ao perceber que aquela embarcação iria sair do seu lugar para viajar em busca de uma verdade que o leitor já conhece não consegui aproveitar e saborear o momento, achando desnecessário o desapego ao local que sempre acolheu o médico literário que dá conselhos sobre que obra deve ser lida perante as circunstâncias de cada cliente. Engoli em seco, perdi um pouco de interesse e fiquei a naufragar na leitura, só que a dado momento e depois de pensar como a descrição de cada local visitado era feita de forma rápida sem revelar grandes pormenores, acontece o virar da história. De um momento para o outro tudo muda e se existem livros que podem não estar a conquistar mas que na reta final conseguem dar a volta a toda a situação, O Livreiro de Paris é um deles. 

O Anjo da Morte

o anjo da morte.jpg

Autor: M. J. Arlidge

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: TopSeller

Páginas: 336

ISBN: 978-989-8855-43-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.

Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo. Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer? se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.

 

Opinião: Ao longo dos últimos tempos tenho-me deixado conquistar por autores que desconhecia e dentro do thriller então as surpresas têm sido várias. Agora e sem saber que O Anjo da Morte pertence a uma série com livros já publicados, peguei neste último lançamento de M. J. Arlidge e encontrei aqui um autor que não tem nada a esconder com a sua escrita e narrativas tão bem criadas que conseguem prender o leitor do início ao fim sem que se perceba quem na verdade possa ser o rosto que será descoberto perto do final para que tudo fique esclarecido e se possa seguir em frente. 

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