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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

17
Jan18

Criar ilusões no Eurovisão? Não concordo!


O Informador

rita ferro rodrigues.jpg

Muitos foram os famosos e anónimos, como eu, que comentaram a decisão de Portugal colocar na apresentação do Festival Eurovisão da Canção 2018, a decorrer no nosso país pela vitória do ano passado de Salvador Sobral, um quarteto somente composto por mulheres. Foi o caso de Rita Ferro Rodrigues que concorda com a escolha das quatro apresentadoras, não entendendo é o facto de não existir um rosto negro entre as escolhas da RTP. 

Se na minha opinião ver Catarina Furtado, Daniela Ruah, Filomena Cautela e Sílvia Alberto juntas na condução deste evento é um erro pela desnecessidade de existir dispersão na apresentação, sendo depois um erro não ter entre estes nomes um dos rostos masculinos do canal, já para a apresentadora do ainda existente, mas já com dia final marcado, Juntos à Tarde, da SIC, a questão é somente outra.

Líder do movimento e da plataforma Capazes, Rita Ferro Rodrigues comentou o facto da escolha ter recaído somente em «mulheres brancas». Foi pela sua conta no Twitter que a apresentadora relembrou que em «2017 foram só homens a apresentar a final da Eurovisão, 2018 só mulheres. Nada a apontar», mostrando apoio ao ver quatro mulheres na condução do evento, tal como tanto defende, não dando assim hipótese à igualdade de género que Portugal não quer mostrar à Europa. O que Rita não percebe e acha como «grave é o facto de ambos os painéis serem compostos apenas por pessoas brancas. Por tudo o que isto significa ao nível das oportunidades e da representatividade. Falamos sobre isso?». 

Podemos falar sobre isto sim! Como é que queriam que a RTP apostasse para um evento especial em algo que não faz ao longo do ano? Quantos apresentadores de cor negra é que a estação pública tem nos seus principais programas para agora, de um momento para o outro, poderem ser aposta num evento que toda a Europa vai transmitir? Pelo que percebo neste comentário da apresentadora, a vontade era que a direção do canal e Portugal, por consequência, mostrasse aos outros que um dos principais rostos televisivos do canal público tem outro tom de pele, o que não acontece. Existem jornalistas que representam outras nações, mas não são os principais pilares que dão a cara diariamente pelo canal que se diz ser «de todos nós» e se assim é não há que depois tentar mascarar numa situação especial algo que não acontece perante os olhos dos telespetadores que passam os seus olhos pela programação do canal. 

12
Jan18

Deus Não Mora em Havana | Yasmina Khadra


O Informador

deus não mora em havana.jpg

Autor: Yasmina Khadra

Editora: Editorial Bizâncio

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Fevereiro de 2017

Páginas: 256

ISBN: 978-972-53-0586-7

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: No momento em que o regime castrista perde o alento, «Don Fuego» continua a cantar nos cabarés de Havana. Outrora, a sua voz electrizava as multidões. Agora, os tempos mudaram e o rei da rumba tem de ceder o seu lugar. Entregue a si próprio, conhece Mayensi, uma jovem «ruiva e radiosa como uma chama», pela qual se apaixona perdidamente. Mas o mistério que cerca essa beldade fascinante ameaça o seu improvável idílio.

Cântico dedicado aos fabulosos destinos contrariados pela sorte, Deus não Mora em Havana é também uma viagem ao país de todos os paradoxos e de todos os sonhos.

Aliando a mestria e o fôlego de um Steinbeck contemporâneo, Yasmina Khadra conduz uma reflexão nostálgica sobre a juventude perdida, incessantemente contrabalançada pelo júbilo de cantar, de dançar e de acreditar em amanhãs felizes.

 

Opinião: Yasmina Khadra convida o leitor, como o próprio título da obra indica, a viajar até Havana para conhecer Don Fuego, um otimista artista que aos sessenta anos enche salas de espetáculos com público que surge de todos os cantos do Mundo. Só que nem tudo é controlado na vida de todos nós e de um momento para o outro o cantor que já teve Fidel, Leonid Brejnev e Pérez Pardo pela sua plateia percebe que uma mudança súbita na liderança do cabaret onde brilha todas as noites irá alterar o seu percurso profissional e consequentemente a sua vida pessoal. 

Começou assim o meu conhecimento enquanto leitor para com a vida de Juan del Monte Jonava, Don Fuego, uma personagem rica e verdadeira para com os seus sentimentos no tempo do regime de Fidel Castro. A música e os sonhos do cantor em união com a força de um povo onde a família e os valores são tornados como base importante para a sociedade acabam por ser a base desta história onde rapidamente consegui perceber que estava perante um bom romance. 

Com a vida do avesso mas sem perder a verdadeira esperança de começar de novo, Don Fuego consegue mesmo assim olhar para quem se encontra em pior situação e é assim que se cruza com Mayensi, uma jovem que o conquista facilmente pela sua beleza e forma de trato. O tempo vai passando, a situação profissional vai sofrendo os seus altos e baixos e a jovem descoberta continua sob a sua alçada, redescobrindo o nosso herói o amor onde o companheirismo e a cumplicidade são descobertos ao mesmo tempo que se vai procurando reencontrar um lugar social que foi perdido de um momento para o outro. Mas quem será Mayensi, que misteriosamente aparece para mexer com a vida de Juan, e que não me inspira grande confiança logo de início?

08
Jan18

Nenhuma Verdade Se Escreve no Singular | Cláudia Cruz Santos


O Informador

nenhuma verdade se escreve no singulare.jpg

Autor: Cláudia Cruz Santos

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Setembro de 2017

Páginas: 248

ISBN: 978-972-25-3478-9

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: A vida pessoal de Amália encolhe ao mesmo ritmo que a atenção prestada à sua vida profissional se expande. Na sua sala de julgamentos entram homicidas, ladrões, traficantes de droga, jogadores de futebol corruptos, deportados ou vítimas de crimes sexuais. Em sua casa, deixou de entrar o homem que ama, e Marta, a menina que acolheu, sonha regressar ao bairro social onde vivia antes de ser institucionalizada. 

Amália passa as noites acordada, presa nas suas muitas perguntas sem resposta, a olhar para um quadro misterioso onde uma mulher engaiolada segura, inerte, as chaves que poderia usar para se soltar — até que resolve, ela própria, ir à procura do que significa a palavra liberdade.

 

Opinião: Primeiramente conhecemos Amália, uma profissional realizada mas que na sua vida intima perdeu a pessoa que amava sem qualquer explicação, tendo ficado para trás, sozinha, com amigos e conhecidos por perto e sem uma vida familiar, sendo no presente uma figura carente e fria. Posteriormente aparece Marta, uma jovem que ao entrar na vida de Amália, tudo altera para bem das duas. Rodeada de problemas familiares e a necessitar de apoio, Marta é acolhida por Amália, mas em seu redor circulam um avô protetor da jovem e um pai onde problema é a sua principal definição. De um momento para o outro a vida de Amália é alterada e as certezas perante a solidão são colocadas em causa, transformando o seu dia-a-dia em torno dos cuidados para com Marta, uma jovem que conquista pela sua força de vontade mas que acaba por se mostrar vulnerável pela vida que já passou onde o abandono lhe provocou fragilidades mas ao mesmo tempo uma maturidade com bases vem vincadas. Com Marta em seu redor é necessário lutar contra a individualidade a que está habituada e esse é um dos pontos fortes desta história. Aprender a partilhar para saber cuidar sem esquecer que quem está do outro lado tem as suas próprias ambições, desejos e vontades. 

Com uma história simples e contada de forma lenta, Nenhuma Verdade se Escreve no Singular é daqueles livros que contam uma história onde não existe vontade de terminar, fazendo com que o leitor se deixe embalar pelas palavras que mostram dois universos femininos que se cruzam em determinados momentos das suas vidas para se ajudarem mutuamente a descobrirem novos horizontes e capacidades. Esta narrativa tem uma particularidade rara de convidar o leitor a desfrutar pausadamente da história criada, absorvendo cada personagem para que se reflita um pouco sobre o que faria se estivesse em determinada situação, não existindo pressa para que se termine a leitura porque a vontade de conhecer o desfecho tem de ser adiada pela força do pressentimento sobre o que poderá acontecer.

A par da história central e por influência da autora, que tem um passado profissional e literário ligado à justiça, ao longo do que é contado somos convidados a conhecer outras vidas, as histórias que são relatadas em julgamento para que sejam avaliadas por Amália. As reflexões da jurista sobre as decisões a tomar e os problemas dos outros são tomados como parte importante desta narrativa por aparecerem em uníssono com as alterações que lhe estão a ser impostas na sua vida particular. 

02
Jan18

Uma Vida Muito Boa | J. K. Rowling


O Informador

uma vida muito boa.jpg

Autor: J. K. Rowling

Editora: Editorial Presença

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Dezembro de 2017

Páginas: 80

ISBN: 978-972-23-6135-4

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Em 2008, J.K. Rowling proferiu um discurso profundamente marcante na Universidade de Harvard perante uma audiência de jovens recém-formados. Uma Vida Muito Boa, agora publicado pela primeira vez em língua portuguesa, contém palavras sábias de J.K. Rowling, proporcionando orientações a todos os leitores que se encontrem num momento de viragem decisivo das suas vidas, colocando questões profundas e estimulantes: como aceitar o fracasso? Como podemos usar a nossa imaginação em benefício não só de nós próprios mas também dos outros?

Partindo das suas vivências enquanto jovem recém-formada, a mundialmente famosa escritora trata neste pequeno livro de algumas das questões mais importantes da vida com inteligência e força emocional. Abordando temas como o fracasso, as adversidades, a imaginação e a inspiração, este livro permanece tão relevante hoje como da primeira vez que J.K. Rowling proferiu estas palavras, há 9 anos.

A Presidente da Universidade de Harvard, Drew Gilpin Faust, afirmou: «O percurso de J.K. Rowling constitui um poderoso exemplo. O discurso que a autora de Harry Potter proferiu constitui uma dádiva extraordinária para todos nós que tivemos o privilégio de a ouvir e agora de a ler.»

J.K. Rowling doará as receitas provenientes das vendas deste livro à Lumos Foundation, instituição de solidariedade a que preside.

 

Opinião: J. K. Rowling foi convidada para fazer o discurso de abertura da cerimónia de formatura na Universidade de Harvard em 2008 e a autora de Harry Potter através do seus momentos únicos e palavras sinceras conseguiu, embora de início reticente, chegar ao coração dos seus ouvintes numa cerimónia que todos os que a presenciaram deverão manter nas suas recordações para a vida. 

De leitura rápida, para as páginas de Uma Vida Muito Boa foi transcrito todo o discurso que J. K. Rowling proferiu, fazendo-o acompanhar neste pequeno volume por imagens descritivas sobre cada momento que é contado ao longo do texto que mostra que do insucesso à glória, todos poderemos conquistar algo mais para as nossas vidas. O que a autora acabou por fazer foi uma simples mas grande demonstração da mudança que cada um pode implementar em si, bastando deixar que os seus sonhos se tornem realidade, lutado para que tal aconteça sem deixar que quem sempre esteve do seu lado ficasse para trás. 

Dando conselhos sobre os pontos de vista pessoais para atingir o sucesso e usando a imaginação para alcançar novos patamares, em Uma Vida Muito Boa os fãs de Harry Potter não são esquecidos porque ter Rowling a discursar sem dar um toque do seu mundo mágico não seria a mesma coisa e numa tentativa de orientação para os alunos formatos em Harvard a comparação com o sucesso da sua saga é inevitável, mostrando que é lutando pelo desejo que se conseguem atingir os objetivos, mesmo que pelo caminho o fracasso apareça para ajudar a reforçar a força perante o futuro. 

21
Dez17

Inferno em Lisboa [Flávio Capuleto]


O Informador

inferno em lisboa.jpg

Autor: Riley Sager

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-989-8869-30-2

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Inferno em Lisboa começa com o desaparecimento de Sílvia Frattini, uma jornalista famosa, casada com um ex-político toxicodependente, ciumento e vingativo.

Rapto? Assassínio?

A Polícia abre um inquérito e o caso é entregue ao inspector Mortágua que, ao tentar descobrir o paradeiro da repórter, se vê enredado numa teia de crimes por esclarecer.

Um corpo decapitado encontrado a flutuar nas águas do Tejo, esqueletos de recém-nascidos escondidos num sótão e um vírus letal criado em laboratório dificultam a investigação e adensam o mistério.

Tendo como cenário a cidade de Lisboa e com um enredo apaixonante, este thriller é uma emocionante história de amor, traição, intriga e vingança, que irá prender o leitor até à última página.

 

Opinião: Um thriller bem português com personagens típicas e uma história que podia acontecer em qualquer lugar do Mundo. Mas é em Lisboa que Flávio Capuleto, o autor, decidiu colocar e centrar grande parte da ação de Inferno em Lisboa, dando ao escritor fictício Luís Bernardo Santiago e à jornalista Sílvia Frattini os principais papéis que a certa altura acabam por se dispersar. 

Com uma escrita leve, corrida e real, Capuleto criou uma boa base ao género de grandes sucessos internacionais, mas não desenvolveu, pecando por esse ponto. Neste momento sinto-me muito mais curioso com histórias preenchidas com grandes pormenores, lotes de personagens onde todos podem ser suspeitos e uma narrativa densa, onde cada pormenor pode revelar uma pista. Em Inferno em Lisboa tudo acontece de forma rápida, parecendo uma típica leitura de Verão, que não cansa mas que consegue entreter e ficar na memória do leitor. 

Nesta criação envolta em suspense sobre o desaparecimento da conhecida jornalista aparentemente existem suspeitos óbvios mas com o desenrolar da histórias outras figuras vão surgindo para baralhar o previamente definido onde nem mesmo o inspetor principal do caso é envolvido num circulo criativo que pode gerar alguma controvérsia quando acontece na vida real. 

13
Dez17

Vidas Finais [Riley Sager]


O Informador

vidas finais as sobreviventes.jpg

Autor: Riley Sager

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-989-8869-30-2

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Para sobreviver a um assassino, é preciso ter um instinto assassino.

Há dez anos, Quincy Carpenter, uma estudante universitária, foi a única sobrevivente de uma terrível chacina numa cabana onde passava o fim de semana com amigos. A partir desse momento, começou a fazer parte de um grupo ao qual ninguém queria pertencer: as Últimas Vítimas. Desse grupo fazem também parte Lisa Milner, que perdeu nove amigas esfaqueadas na residência universitária onde vivia, e Samantha Boyd, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava.

As três raparigas foram as únicas sobreviventes de três hediondos massacres e sempre se mantiveram afastadas, procurando superar os seus traumas. Mas, quando Lisa aparece morta na banheira de sua casa, Samantha procura Quincy e força-a a reviver o passado, que até ali permanecera recalcado.

Quincy percebe, então, que se quiser saber o verdadeiro motivo por que Samantha a procurou e, ao mesmo tempo, afastar a polícia e os jornalistas que não a deixam em paz, terá de se lembrar do que aconteceu na cabana, naquela noite traumática.

Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.

 

Opinião: Nada melhor que iniciar a leitura de um thriller pelo início de tudo, pelo momento que deu origem ao presente, e é assim que Riley Sager mostra como a vida de Quincy se alterou no fim-de-semana que passou com os amigos no Chalé dos Pinheiros. 

Recorrendo ao passado onde um narrador ausente relata os acontecimentos que deram origem a tudo, desde a chegada dos jovens estudantes ao local do crime até que as descrições e as memórias de Quincy vão tendo lugar com o decorrer do tempo presente onde se vê confrontada com o aparecimento de Sam, uma Última Vítima que num outro local também conseguiu sobreviver a um massacre quantitativo. Quincy, Sam e Lisa são as sobreviventes de distintos massacres mas com histórias semelhantes e é com a morte de Lisa, que aparece sem vida na banheira de sua casa, que Sam procura pela primeira vez Quincy, para que juntas se apoiem sobre o mal que lhes aconteceu e que sempre continua a atormentar a vida de cada pessoa que passa pelo mesmo tipo de traumas.

Hoje no presente o que terá Sam para dar a Quincy após a morte de Lisa? E Quincy como terá recuperado a sua vida, onde o passado dramático parece ter sido esquecido e limpo da mente logo após o momento dos incidentes? Vidas Finais: As Sobreviventes é daquelas histórias brilhantemente conduzidas entre o passado e o presente, onde o leitor vai percebendo tudo o que aconteceu anteriormente ao mesmo tempo que acompanha a verdade dos dias que correm, aliando-se assim os dois fios condutores de uma história comum que não era possível existir uma sem a outra, porque o presente de cada um depende sempre das escolhas e vivências do passado. 

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