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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

A ministra que não se demita!

Primeiro tudo ficou aflito por causa dos incêndios e da tragédia de Pedrógão Grande, mas mal as coisas acalmaram por um dia e eis que os partidos políticos de direita logo começaram a atirar pedras à Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. Existia mesmo necessidade de nem deixarem arrefecer as coisas para pedirem a demissão de uma pessoa que herdou pesos do passado de outras legislaturas partidárias que agora são os opositores que lançam as questões e atiram a passadeira contra uma mulher que apanhou a situação mais complicada de todos os tempos no que toca a tragédias nacionais a envolverem incêndios?

Constança Urbano de Sousa é simplesmente a Ministra da Administração Interna numa altura devastadora, mas se fosse outra pessoa tudo seria igual porque só quando os problemas acontecem é que se percebem os verdadeiros erros e os que se encontram do outro lado da barricada esquecem-se de olhar para trás para perceberem que nada fizeram também para alteraram a situação atual das florestas nacionais, dos bombeiros e das forças de segurança e protecção civil para que tudo tivesse tido uma melhor coordenação. 

A atual Ministra não errou sozinha, todos os que estiveram no seu lugar nada fizeram e agora queriam que tudo fosse alterado em ano e meio só porque esta tragédia de maior envergadura aconteceu? Não faz sentido sequer falar-se em demissão de uma pessoa que tem atuado, que reagiu de imediato, acompanhou a situação no local e fez, pelo menos quero acreditar que sim, tudo o que estava ao seu alcance e achou correto ser feito naqueles dias de caos e complicações que colocaram um país em estado de alerta total. 

Críticos por Pedrógão Grande

pedrogão grande 2017.jpg

Muito já li pelas redes sociais acerca do tratamento da comunicação social face aos acontecimentos de Pedrógão Grande, essencialmente porque a TVI, tal como todos os canais generalistas, continuou com a sua programação normal ao longo da tarde, só que enquanto RTP tinha futebol e a SIC cinema, como todos sabem no canal quatro o programa de Domingo é o Somos Portugal. Já ao serão foi a vez de ser a SIC a levar com as criticas por ter transmitido o Just Duet. Muitos achavam que seria sensato por parte da direção de cada estação ter cancelado a exibição dos formatos para darem algo não programado ou estarem em direto do local da tragédia, o que foi feito nos canais informativos com e sem rigor. O que me pergunto é, valeria mesmo a pena cancelar tudo o que estava programado quando existia um canal suplementar do grupo que estaria em direto ao longo de todo o dia do local dos acontecimentos, neste caso a SIC Notícias e a TVI24?

Estas criticas fizeram-me lembrar uma situação que vivi e que acabei por recordar um pouco. Falo do dia em que o funeral da minha avó se realizou. Dia esse que também assinalou o aniversário da minha afilhada. O funeral foi ao início da tarde e pensei que não deveria ir ao jantar de família, feito em casa, mas todos me disseram que não havia mal algum em ir jantar com eles porque tinha de comer, ou em casa ou na casa dos meus primos, teria de jantar. E fui, os meus pais e tios aconselharam-me a ir e optei por não desmarcar o que já estava combinado. Claro que o espírito não é o mesmo, claro que não existem festejos como se de outro dia normal se tratasse, mas as coisas acontecem e os que cá ficam têm de continuar a viver, de luto, com um pensamento distante por alguns momentos, mas não é necessário alterar totalmente uma rotina porque um acidente acontece e os que cá ficam têm a obrigação de desfalecer. Não vamos atirar foguetes de alegria, mas existe a necessidade de continuar e tentar voltar rapidamente à rotina, não deixando que os factos menos bons tomem conta do psicológico de cada um. Não queria ir, fui e não me arrependi em algum momento de ter tomado tal decisão. 

Claro que a dimensão dos acontecimentos não tem comparação, mas uma morte toca sempre quem está envolvido e neste caso da devastação de Pedrógrão Grande é um acontecimento que marca o país, que arrecada muitas lágrimas e tristeza e que fez com que este Domingo tivesse sido passado com um pensamento fora do comum, com um tema que ninguém gostaria de ter visto acontecer, mas que infelizmente quebrou várias famílias, aldeias e uma sociedade que agora ter-se-a de reerguer com as faltas que este fatídico incêndio provocou. 

Não percebo a indignação das pessoas que criticaram os canais, principalmente a TVI, por não alterarem a sua programação, sendo que muitos desses críticos foram certamente para um arraial festejar ou para a praia desfrutar do dia quente que se fez sentir, não se lembrando nesse caso que o país está em luto nacional durante três dias. Há que ter noção sobre o que se diz porque quando hoje se criticam atitudes as mesmas podem muito bem ser feitas pelos próprios em ocasiões semelhantes. 

Neste caso os canais já tinham as suas programações definidas, existem os canais informativos para estarem em direto do local dos acontecimentos constantemente, qual seria a necessidade de estarem dois canais de cada grupo a transmitirem de manhã à noite a mesma emissão? Por essa lógica muitos dos canais de Cabo tinham fechado a sua emissão porque os seus programas não estão de todo de acordo com o que esses críticos chamam de dias de luto onde não comem, não conversam, não saem de casa, não exprimem um sorriso e não tentam descomprimir, ficando somente a matutar na dor que fica para sempre mas que pode muito bem ser tranquilizada com as rotinas do dia-a-dia.

Pedrógão Grande

pedrogão grande.jpg

O calor que se faz sentir pelos últimos dias e a trovoada do final do dia de ontem, Sábado, fizeram das suas e quando me deitei à noite existiam informações que davam como certas dezanove mortes num grande incêndio na zona do Pedrógão Grande, distrito de Leiria. Hoje ao acordar deparo-me primeiramente com as notificações no telemóvel de vários órgãos de comunicação social a darem conta de mais de cinquenta mortos, várias pessoas desaparecidas e um cenário de destruição caótico. Liguei a televisão num canal informativo e das palavras à imagem existe uma grande diferença.

O que vi logo pelos primeiros momentos foram estradas com carros carbonizados que ainda continham corpos no seu interior. As pessoas tentavam fugir pelas estradas possíveis e foram apanhadas pelo incêndio que devastou quilómetros de mata, aldeias e que acabou por roubar dezenas de vidas no que já é considerado o mais trágico acidente dos últimos cinquenta anos em Portugal. Assistir a um acidente destes de longe é complicado, colocando-me na pele de quem esteve e continua no local, longe das suas casas, não sabendo de familiares e procurando respostas para o que ainda não se sabe afirmar.

As temperaturas altas, as matas, o terreno complicado para se lidar com incêndios, tudo parece ter corrido mal num só local num fim-de-semana prolongado com famílias a desfrutarem das praias e lagos naturais da zona para passarem as horas quentes do dia, quando o início do incêndio acontece e só existem caminhos de fuga onde as chamas já começavam a tomar conta de estradas, casas e tudo o que foram apanhando pela frente. 

Os gémeos de Cristiano

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Cristiano Ronaldo soma e segue. Se no campo profissional volta a ter um ano de sonho e é o grande candidato a mais uma Bola de Ouro, na vida pessoal para além do namoro com Georgina Rodríguez, que parece estar grávida, o futebolista voltou a ser pai dentro da fórmula secreta com que o tinha sido há seis anos com o nascimento de Cristianinho. 

Os meios de comunicação social revelam que no passado dia 8 de Junho nasceram os gémeos, que já haviam sido anunciados, de CR7. Recorrendo pela segunda vez a uma barriga de aluguer, o clã Aveiro vê assim nascer dois novos membros, a Eva e o Mateo, que estão prestes a viajar de avião para a casa onde Cristiano vive, em La Finca, Madrid. A revelação do nascimento dos gémeos ainda não foi oficializada pela família, não existindo também essa obrigação, mas dentro de dias e com a pressão da imprensa, a mesma deverá acontecer. 

A par de tudo isto, parece que não existirão três sem quatro filhos para Ronaldo. Isto porque os rumores de que Georgina estará grávida adensam-se e as imagens que têm sido partilhadas pela jovem e tiradas e reveladas pela imprensa também mostram que existe uma forte possibilidade de estar uma outra criança a caminho e quem sabe para nascer ainda este ano. 

Pesadelo na Cozinha versus O Mirante

o mirante pesadelo na cozinha.jpg

A primeira temporada do programa de sucesso Pesadelo na Cozinha terminou ontem e não é que ao folhear o jornal O Mirante achei uma notícia sobre a forma como o episódio que foi gravado no restaurante Tejá em Santarém tinha sido feito? Irrisório, tal como podem também ler na imagem!

Primeiramente começam por dizer uma verdade com o título sobre as «cenas chocantes» que passaram no ecrã, partem para a introdução onde revelam que o formato da TVI «conseguiu transformar um restaurante, situado num dos lugares míticos da cidade, num verdadeiro caixote do lixo, gerido por pessoas que pareciam atores de um filme de terror». O que questiono desde já é! Os donos e gestores do restaurante não concorreram para tentarem recuperar o Tejá? Os mesmos proprietários do restaurante não deram a cara e assumiram tudo o que se estava a passar onde comida imprópria para consumo estava a ser servida aos clientes que nem sabiam que a cozinha do espaço estava minada de moscas que se faziam passear pelos alimentos que ficam ao ar durante horas e com o lixo depositado na sala ao lado? Tudo isso passou e ninguém, por muita fama que quisesse, deixaria que o seu negócio ficasse tão mal visto se a situação não fosse real. Por algum motivo vários restaurantes que passaram pelo programa foram encerrados por falta de higiene e qualidade que apresentaram perante a produção. 

Ao longo da notícia falam que «milhares de pessoas que assistiram a um verdadeiro escândalo na cozinha do restaurante» ficaram chocadas com a forma como «a colaboração dos proprietários do restaurante fez acreditar, mesmo os mais incrédulos, que tudo aquilo que vimos e ouvimos no ecrã era verdade». Se estava perante os olhos e as câmaras queriam que as pessoas dissessem o quê? A comida estava podre!

Na notícia falam ainda sobre «alguém perdeu o juízo para que a televisão pudesse humilhar tanta gente, desde os administradores do espaço até os empregados que pareciam baratas tontas a acenarem com a cabeça a tudo o que o animador do programa precisava para chocar os espetadores». 

Maior onda do Mundo elege Nazaré

2015 assinalou o ano de estreia de Portugal nos apelidados de óscares do surf com a atribuição do prémio de maior onda do Mundo. Agora o prémio volta a ser atribuído novamente à Nazaré.

A distinção foi feita nos Estados Unidos da América onde o italiano Francisco Porcella se viu o eleito com uma onda surfada em Fevereiro último. O surfista conseguiu dominar a onda gigante ao longo de trinta segundos e arrecadou assim o troféu que volta a reforçar a Nazaré como um dos mais recentes pontos fortes do surf mundial.

Sarampo e Papeira, o alarme da comunicação social

Primeiro o sarampo, agora apareceram supostamente, ainda sem confirmação, três casos de papeira. A comunicação social faz mais alarido que o necessário em certas situações.

Existe um surto de sarampo e o mesmo está controlado, não sendo necessário fazer soar os alarmes diariamente porque os casos existentes não são milhares nem andam perto. Calma, qual a razão de criarem medo nas pessoas de uma forma tão sensacionalista? 

Agora apanharam que três crianças tinham sido internadas com papeira e o filme começa a repetir-se porque é possível ter existido transmissão do vírus e que todos corremos o risco de apanhar papeira. Foram três casos, o país não está todo infestado nem nada do género. A população que esteve em contacto com as crianças com o vírus terá de ser avisada sim, mas não é preciso fazerem disparar as sirenes de todo o país de forma tão sensacionalista. 

Aeronave de Tires e o Presidente Marcelo

Uma aeronave incendiou e caiu nas traseiras de um supermercado na zona de Tires. Quem aparece pouco mais de uma hora após o acidente? Marcelo Rebelo de Sousa e a sua equipa. 

O Presidente da República não perde mesmo uma, tendo uma agenda de certo bem facilitada para marcar e desmarcar presenças quando quer, já que todos os dias está num local diferente e ainda tem tempo para aparecer em acontecimentos de última hora. 

Marcelo está a mostrar ser o Presidente que se preocupa com a população, mas por vezes não é preciso tanto. Há que dar espaço aos acontecimentos para ver se é mesmo necessário aparecer quando as suas funções não o obrigam a tal. É bom mas nem sempre se torna uma prioridade. 

As carrinhas azuis da CGD

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A Caixa Geral de Depósitos irá ver vários, centenas, dos seus balcões fecharem portas pelos próximos anos numa fase de reestruturação do banco público nacional. O mais engraçado de tudo isto é a novidade que Paulo Macedo anunciou onde existe a hipótese, que terá de ser aprovada pelo Banco de Portugal, de existir um serviço móvel de balcões, ou seja, umas carrinhas para prestarem os serviços bancários pelas zonas rurais e junto de populações mais envelhecidas. 

No final de contas a novidade que se quer colocar em prática é um retrocesso no tempo, fazendo lembrar os centros médicos, as carrinhas de venda ambulante, os palhaços itinerantes, a venda de peixe fresco (?) porta a porta e por ai fora. Agora que as estruturas estão montadas pensam então em fechar e colocar os banqueiros a andar por ai, na condução de um carro, convém ser blindado, com milhares de euros no interior. Fazendo bem as contas talvez tenha de existir um bancário ou dois, um condutor, um segurança e mais alguém para auxiliar todo o processo somente para uma carrinha que servirá de banco itinerário a viajar por cada região necessitada por uma CGD por perto, com um serviço mensal ou semanal, com sorte, a passar de forma regular de aldeia em aldeia. 

«Badamerda» para o Bruno de Carvalho

O Bruno de Carvalho é entrevistado por José Alberto Carvalho no Jornal das 8 da TVI. Criticou o canal em direto porque não lhe foi apresentado um pedido de desculpas em tempos por palavras proferidas pelos comentadores desportivos e mesmo assim tem direito a uma reportagem de homenagem toda pomposa sobre a sua carreira. Com os comentários e falta de educação que teve ao entrar em direto sem um «boa noite» aliados ao modo como foi respondendo ao longo da entrevista, deviam era ter cancelado a exibição da dita reportagem e mandá-lo «badamerda». Se não se queria submeter a uma entrevista onde já sabia que lhe iam tocar em temas de que não queria falar porque aceitou para se mostrar de novo publicamente de forma arrogante?

Infelizmente o Bruno de Carvalho é somente um exemplo de muitos dos principais rostos do mundo do futebol. Dizem o que pensam, como pensam e sem pararem para refletir que por serem diretores ou treinadores de sucesso não devem dizer tudo porque têm uma imagem a manter.

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