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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Dois Homens Completamente Nus [Força de Produção]

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Sébastien Thiéry criou e estreou em França o espetáculo Deux Hommes Tout Nus em Outubro de 2014 para logo ser nomeado em 2015 como melhor dramaturgo aos Moliére graças também à critica do público. Agora, em 2017 o texto chegou a Portugal, mais diretamente ao Teatro Villaret onde está a ser interpretado por Miguel Guilherme, Jorge Mourato, Sandra Faleiro e Susana Blazer. 

Dois Homens Completamente Nus é uma comédia trágica oscilante e bem conseguida onde André Chaves, personagem interpretada por Miguel Guilherme, se vê envolvida de forma embaraçosa numa situação caricata. É que um certo dia acorda em sua casa, completamente nu ao lado de um outro homem, seu sócio na empresa de advogados. A partir daqui está dado o mote para todos os embaraços que se sucedem em catadupa para que se tente provar como aquilo aconteceu a si próprio e junto da esposa, papel a cargo de Sandra Faleiro. Andará André a dar facadas no casamento com uma relação homossexual? O mais estranho de tudo isto é que aparentemente nenhum dos dois se lembra de ter chegado ao local e do que possa ter acontecido até acordar, lado a lado, e sem qualquer peça de roupa no corpo. Como explicar toda a situação e perceber o que se anda a passar entre sócios? E como provar que não existem mentiras no casamento? 

Muito acontece com a criação de situações para sempre provar que nada daquilo é o que parece, mas... Será que ao provar que existe um culpado que não é o próprio não se correrá o risco de cair na própria armadilha para se perceber o que não se quer saber?

Do início ao fim e graças a um excelente e rápido texto e a uma interpretação sem mazelas, Dois Homens Completamente Nus é daqueles espetáculos fluidos que começam e são levados tão bem até ao fim que pouco se nota a passagem de tempo. O riso é uma constante com todas as situações caricatas que vão acontecendo entre as personagens que vivem perante um drama psicológico que se começa em drama, termina de igual forma em drama. 

Curtas e Diretas #79

Fim-de-semana de Páscoa significou duas idas ao teatro! Sábado pelas 21h00 fui enfrentar Quem Tem Medo de Virginia Woolf pelo Teatro da Trindade, onde Alexandra Lencastre, Diogo Infante, Lia Carvalho e José Pimentão tomam conta do palco e hoje, Domingo, pelas 16h30, foi a vez de assistir a Dois Homens Completamente Nus com Miguel Guilherme, Jorge Mourato e Sandra Faleiro. Durante a semana contarei a experiência sobre ambos os espetáculos aqui pelo blog!

Por ai alguém foi ao teatro? Já sei a resposta mas é bom manter a esperança!

O Pátio das Cantigas

o pátio das cantigas.jpg

A crítica tem sido positiva para com o filme O Pátio das Cantigas de Leonel Vieira, no entanto e embora tenha gostado, várias falhas técnicas estão presentes na produção nacional que tem conquistado o público cinematográfico.

Com um elenco de peso, conhecido da maioria dos espetadores televisivos, O Pátio das Cantigas é um produto que consegue aliar seriedade com diversão num texto que podia ser mais corrido mas que não perde em momento algum o sentido. Notei que por ter várias personagens e todas terem o seu destaque, várias histórias vão-se perdendo ao longo do tempo e acabam por ficar com finais em aberto, parecendo que estamos perante um episódio de uma qualquer série ou novela que na próxima semana irá continuar no mesmo horário. Não existe um corte, um desfecho lógico no que vai sendo contado com praticamente todas as personagens que andam de um lado para o outro com as suas trapalhadas emocionais que acabam por não conseguirem chegar a lado algum.

No que toca ao elenco e tirando um excelente Miguel Guilherme pelo campo masculino, nota-se em geral que as moças estão acima dos atores escolhidos que fizeram mais do mesmo daquilo a que estão habituados, comédia, comédia e comédia. Elas sim, com personagens talvez mais normais, conseguem dar nas vistas com a sua representação que mostra que estão na profissão certa, ao contrário dos humoristas a que não acho piada alguma, mas isso já pode ser coisa minha por não simpatizar com grande parte daqueles cómicos. 

Enredo e elenco relatados, eis que em termos técnicos detetei algumas falhas, entre elas a luz das câmaras quando algumas personagens estão de óculos de sol e nota-se claramente que têm uma câmara à sua frente com a luz ligada em foco. Não custava nada ter retirado aquela situação de cena! Depois algumas sombras em determinadas cenas de pessoas que não estão em cena também vão aparecendo aqui e acolá como se a rua tivesse cheia de pessoas a passarem, o que não era o caso. E outra coisa... Qual a razão de recorrerem a uma Oceana Basílio para fazer de portuguesa que volta do Brasil passados quinze anos quando poderiam ter contratado uma atriz do outro lado do Atlântico que esteja a viver por cá, como é o caso das duas que entram no filme quase como figurantes? Não percebi, tal como não percebi aquela personagem falar claramente de modo brasileiro quando passou mais tempo em Portugal do que do outro lado do oceano, não se perdendo naquele tempo o sotaque como aparentou acontecer. 

Cinema para ver...

o p.jpg

O Pátio das Cantigas e os Minions são os filmes que quero ir ver pelos próximos dias! O filme de animação dispensa qualquer tipo de apresentações e pelo que tenho ouvido dizer por estes primeiros dias de exibição está do melhor. A produção nacional além de ser baseada em filmes que fizeram história entre os portugueses há alguns bons anos, tem um bom elenco, o que unido ao enredo que parece estar impresso em O Pátio das Cantigas leva a crer que este filme português está ao nível de várias produções internacionais.

Melhor do que Falecer

Ricardo Araújo Pereira já não tem nada para provar e mais uma vez regressou a fazer o que bem sabe e em grande. O rápido programa Melhor do que Falecer já estreou no serão da TVI e na primeira sessão provou para o que vem e qual o seu futuro compromisso com o público.

Fazendo uma voltinha pela Mixórdia de Temáticas que tem pela Rádio Comercial agora passada para o ecrã e aliando a isso novos momentos, o humorista idealiza, escreve e é ator neste Melhor do que Falecer. Um formato que não é mais um programa de humor fácil e que puxa por um público que não é o tradicional do canal onde está a ser transmitido, no entanto percebe-se qual a intenção desta contratação e da escolha do projeto que agora está no ar. Leve mas com a atenção minuciosa do telespetador ao longo dos seus cinco minutos, com boa imagem, qualidade de texto e humor certeiro como já é hábito no Ricardo.

Não sei até que ponto o programa vai ter sucesso no pequeno ecrã. Já o está a ter pelas redes sociais desde que foi anunciado à imprensa que fez manchetes com este regresso tão desejado, agora não sei se após o Jornal das 8 da TVI o mesmo vai resultar, acreditando antes que o seu sucesso venha a ter maior visibilidade através dos vídeos publicados posteriormente pelo Youtube e pelo site pertencente à Media Capital.

O que dizer de mau sobre esta aposta? Não nos podemos queixar porque o que é certo é que qualquer coisa acaba por ser Melhor do que Falecer ou não!

Gostei da estreia, mas tenho a confessar que esperava um pouco mais! Ah já agora, acabei de ver alguém que «Visto de trás parece uma velha...»!

Já ninguém esconde consumo de drogas

Há uns anos era quase impensável ouvir alguém confessar que consome ou consumiu algum tipo de drogas. Agora este assunto é falado em qualquer local, revela-se o que se toma e não existem opressões e medos.

Lembrei-me de falar deste tema ao ler uma grande e boa entrevista que o ator Miguel Guilherme deu à revista Maxim deste mês. O ator revela que já experimentou «charros e cocaína, mas sempre de forma recreativa. Os charros dão-me paranóia». Contando que se iniciou no mundo das drogas depois dos trinta, Miguel Guilherme afirma que experimentou, divertiu-se com isso, mas que se desviou dessa «trajetória a tempo. Houve uma fase de diversão, mas depois aquilo já não bate, deixa de ser divertido e nem se consegue trabalhar assim».

É um facto que agora as drogas já circulam na sociedade como quase o tabaco anda por aí à venda. A qualquer canto de vários locais das grandes cidades se consegue identificar facilmente quem vende e quem quer mostrar que tem algo para vender. Não me choca nada este tipo de afirmações que os conhecidos fazem, já que assumem o que fazem sem medos. O medo já não existe nos dias que correm entre nós e isso tem-se feito notar cada vez mais, sendo este um bom exemplo disso.

Miguel Guilherme sempre foi visto por mim como um bom ator, um ator sem medos, um homem de desafios e capaz de surpreender quando não se espera. Aqui voltou a mostrar isso mesmo. Estando numa fase calma da sua carreira, onde tem entrado nos últimos tempos em novelas, tendo contratado de exclusividade para com a TVI, Miguel Guilherme mostra que nada mudou em si e que está aí pronto para enfrentar quem e o que aparecer na sua vida, afirmando o que quer e o que se sente.

A sociedade em que vivemos hoje não é mais a mesma que existia há uns anos e através deste tipo de revelações consegue-se ter bem essa noção.

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