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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

24
Jun17

Pecados da Igreja [Secundino Cunha]


O Informador

pecados da igreja.jpg

Autor: Secundino Cunha

Editora: Saída de Emergência

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 256

ISBN: 978-989-773-020-7

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: O pecado é tão antigo quanto a Igreja pois esta é feita de homens com as mesmas tentações e fraquezas de todos os outros. E a Igreja Portuguesa não é exceção.

Com um estilo ligeiro mas sustentado numa investigação meticulosa, Secundino Cunha revela-nos os acontecimentos que marcaram negativamente a Igreja portuguesa nos últimos 20 anos, abalando populações e incendiando o país.

Casos de padres que cederam à tentação do amor, narrativas de desventuras e vinganças, histórias de revoltas populares e fugas atribuladas por paixão que deram origem a calvários sem fim. E, claro, não poderiam faltar os famosos contos do vigário.

Venha descobrir e deleitar-se com uma Igreja Católica Portuguesa que nunca imaginou, e os desafios diários que ela enfrenta na luta eterna entre a virtude e o pecado.

 

Opinião: «O santo filósofo explica que os sete pecados capitais (soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja, preguiça) não foram escolhidos pelo seu valor intrínseco, mas pelo facto de serem eficazes detonadores da prática das mais torpes maldades». É assim que se dá a forma introdutória do livro Pecados da Igreja, da autoria de Secundino Cunha, onde os pecados protagonizados por homens e mulheres que defendem e são os responsáveis pela comunhão entre a sociedade e a crença estão em destaque. 

Recorrendo a histórias reais, verdadeiras e nacionais, este livro faz uma análise sobre as notícias que ao longo das últimas décadas foram surgindo sobre os pecadores no seio da igreja. Pessoas que se formam para defender e transmitirem aos outros ideias e que se deixam levar por maus hábitos ou por tentações pelas quais deveriam estar afastados e preparados para não cederem.

Se um padre viu a sua vida ser alterada quando se apaixonou por uma jovem que o acompanhou até ao mundo da droga, outros há que conseguiram aguentar uma família em segredo durante anos até que decidiram deixar o seu lugar na igreja para viverem livremente com os seus sentimentos, tendo até que recorrer por vezes em alguns casos a fugas amorosas para alterar todo o rumo de uma história que poderia não ter acabado da melhor maneira. Se uns vivem de amores nem sempre positivos, outros há que se deixam levar pelo luxo, pedindo a católicos ajudas para a comunidade religiosa para fazerem uso desses lucros em compras de veículos topo de gama, férias em verdadeiros paraísos, noites de arromba e uma vida de ostentação, o que sempre levanta suspeitas. E como a falsidade também existe, não é que já existiu quem se tenha feito passar por padre ao longo de anos, em várias paróquias, sendo acarinhado por milhares de cristãos até ser descoberto nas próprias malhas do seu crime? E o que dizer do suposto colecionador de armas que era mais traficante que outra coisa, mas como os padres têm sempre uma boa imagem junto da população, todos acharam que as investigações não estariam corretas. Existem pois padres que recorrem aos serviços da prostituição para se sentirem de certo modo homens, só que as coisas nem sempre correm bem e mais cedo ou mais tarde são apanhados ou chantageados. O que considero o maior pecado de todas estas histórias contadas por este livro é a pedofilia na igreja e olhem que esta obra reconta vários casos de outrora, casos esses que foram por vezes ocultados pela igreja para que não se criasse grande alarido em torno do assunto, para mais com o que aconteceu há uns anos mesmo no centro do Vaticano. Prostituição, pedofilia, abusos e como não podia escapar encontramos as festas e saunas gay onde muitos padres para não darem nas vistas em Portugal recorrem a terras vizinhas para se satisfazerem. Se uns há que se protegem pelos seus pecados, outros há que se vingam dos colegas do lado, nem que para isso tenham de criar e inventar situações para terminarem com a carreira de quem menos gostam.

02
Fev17

Larga quem não te agarra


O Informador

 

larga quem não te agarra.jpg

Autor: Raul Minha'Alma

Lançamento: Outubro de 2016

Editora: Manuscrito

Páginas: 264

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Este é um livro sobre o leitor. Sobre todas as pessoas que não conseguem expressar por palavras o que vai dentro delas.A missão de Raul Minh’alma é dar voz aos corações que sofrem e às mentes que sonham e não querem deixar de acreditar no amor e na vida. É fazer o leitor sentir-se ouvido, compreendido e confortado, na dor ou na alegria. Larga Quem Não Te Agarra é composto por 500 textos com os relacionamentos como tema central. Pretende expor as angústias pelas quais todos passamos mas também, e acima de tudo, invocar o amor pelo próximo e por si mesmo. Este livro tem o poder de mudar a forma como nos relacionamos com os outros e como encaramos a vida. Quem absorver cada uma das suas palavras será uma pessoa mais forte e confiante quando chegar à última página.

 

Opinião: Se falsas expetativas existissem acerca da leitura de Larga quem não te agarra, todas acabaram por cair quando após os primeiros textos percebi que Raul Minh'Alma coloca em palavras os seus sentimentos na verdade da escrita onde as relações e comportamentos que tem são desfiados de forma pessoal e reveladora de bom senso. 

Um livro onde os afetos, o amor, paixão, amizade, fraternidade e carinho tomam lugar ao longo de centenas de textos onde os relacionamentos com os outros têm lugar. Ao longo da leitura é inevitável cada leitor não se identificar com vários textos onde do riso à tristeza conseguimos seguir numa montanha russa de sentimentos, tal como acontece na complicada vida recheada de doces e pedras pelo caminho. Como não entrar na escrita de Raul quando cada palavra se identifica com casos vulgares e de sentimentos partilhados através da simplicidade de uma criação real e sem filtros?!

08
Fev16

Mensagem


O Informador

Acabei de receber uma mensagem bem sugestiva de uma leitora, que se diz assídua, do blog. É bom ter acesso a estes miminhos que nos deixam felizes ao lermos palavras que vão de encontro ao que tentamos fazer dia após dia neste canto de escrita e posterior leitura junto de todos.

Publicamente agradeço as palavras, deixando o convite a todos para que na área que se encontra na coluna lateral das mensagens deixem também a sua com opiniões, sugestões ou o que quiserem. Gostei de ser surpreendido com este pequeno mimo, ficando a promessa que a sugestão para um futuro texto será também tida em conta. 

23
Jun15

Atual leitura... Porto Seguro


O Informador

Com oito livros já conhecidos de Danielle Steel pelas estantes dos que já foram lidos, eis que mais um estará daqui a uns dias, poucos aliás, pronto para se juntar à lista. Desta vez e porque em tempo de férias a leitura é sempre a despachar, vou pegar no quarto livro em pouco mais de uma semana para o devorar literalmente. Porto Seguro foi o escolhido da autora que tão bem conheço e da qual gosto de desfrutar quando não apetece pegar em obras pesadas e com histórias mais maçudas.

21
Jun15

Atual leitura... Um Estranho em Goa


O Informador

Com os dias de férias a passarem, o bom tempo a fazer-se sentir e a praia e piscina há espera, os livros andam sempre dentro da mala. Depois de ter terminado Cem Anos de Solidão já em período de férias e ter lido À Procura de Alaska, chegou agora a vez de voltar, um ano e meio depois, à escrita de José Eduardo Agualusa através de Um Estranho em Goa. 

Do autor já li A Vida no Céu e Barroco Tropical, agora, porque na Feira do Livro de Lisboa Um Estranho em Goa estava a bom preço, lá veio um exemplar comigo como escolha literária destas férias. Expetativas? Que surpreenda tanto como A Vida no Céu, a história da cidade flutuante! 

23
Set14

Viagem ao Fim do Coração


O Informador

Viagem ao Fim do CoraçãoViagem ao Fim do Coração foi um livro que conseguiu chegar onde as anteriores leituras não tinham entrado, nos meus sentimentos e inspiração! Ana Casaca, a autora deste romance da Guerra e Paz Editores, inspirou-se numa história bem real de uma blogger, a Rita, que sofreu com o flagelo do cancro e contou os seus dias pela sua página pessoal até ao fim, sendo uma fonte de alegria e esperança para quem vive com o mesmo problema que levou esta protagonista para longe da sua dor solitária. Ana Casaca conheceu a Rita, criou laços com a esperança e tocou nos pontos mais sensíveis da sua vida, relatando através da sua personagem Luísa os momentos pelo qual a sua inspiração passou!

Dando uma lição de vida revoltante sem perder o ânimo, Luísa, a grande heroína de Viagem ao Fim do Coração, não foge da trágica realidade que lhe aparece pela frente, depois de ter lutado pela liberdade de adolescente e jovem adulta com o seu irmão, Pedro, sempre no seu encalço! Depois de perder mãe e pai por situações diferentes e de ter enfrentado o futuro com coragem e sem baixar os braços, no momento em que tudo parece começar a encaixar, o cancro aparece, deixando antever que o mundo iria terminar, não fosse Luísa uma mulher que acredita que tudo é feito por etapas que têm de ser ultrapassadas e derrubadas!

Tendo um assunto cada vez mais comum nos dias de hoje, o cancro, como pilar do mal deste romance, o modo como a doença afecta a vida de quem a tem de enfrentar e de quem rodeia o doente é aqui descrito de forma sublime. Com a realidade estampada nas palavras e sem fugir aos grandes sacrilégios que o tema envolve, Ana Casaca emocionou-me e cativou-me através deste sofrimento silencioso e isolador de quem o enfrenta na primeira pessoa e não só!

A esperança nunca deixou de estar do lado de Luísa que sempre, até ao último momento, acreditou que iria conseguir dar o salto para a sua nova e reforçada vida, aquela que sonhou construir ao lado de Tiago, num mundo só dos dois e onde os malditos diagnósticos não tinham lugar. Num romance com personagens bem reais, com o estilo que adoro absorver num livro onde o amor é o principal atrativo e com o cancro, a palavra que todos tentamos não dizer, sempre presente. Um livro inspirador, revelador e bem real com uma história de amor que podia terminar em beleza porque os dois pilares principais estavam lá, faltou a saúde, aquela que é tão importante para conseguir seguir em frente.

Com uma escrita fluída e onde duas personagens falam na primeira pessoa e a terceira vê a sua história narrada por um outro elemento, o leitor consegue entrar na história, visitando os locais que são percorridos pela Luísa, pelo Tiago e o Pedro, sentindo-me apertado com o romance e a relação de irmãos, com todos os pesadelos que vão passando por estas três vidas ao longo de tão pouco período de tempo, aquele em que o bem e o mal conseguem aparecer de rompante para se abafarem mutuamente e só um levar a melhor.

Um romance onde a vida é descrita como a queremos e como não a queremos! Aconselho vivamente a leitura de Viagem ao Fim do Coração, uma obra que me tocou bastante!

Luísa ainda era uma adolescente. Tiago já era um jovem adulto. Conheceram-se na solidão de uma pequena praia, na margem de um rio. Tinham em comum uma relação familiar traumática. Num caso, o trauma do amor dos pais. No outro, o trauma do ódio dos pais.

Conheceram-se num dia que pareceu conter uma vida inteira. Mas teriam ficado separados para sempre, se a invisível linha de uma doença que rói o corpo e anuncia a morte não os tivesse voltado a ligar, dezasseis anos depois.

Luísa e Tiago podem até redescobrir o amor, mas apenas se a silenciosa presença das metástases não se alastrar aos seus corações.

Viagem ao Fim do Coração é mais do que uma comovente história de amor. É a recriação de um admirável mundo de pais e mães, filhos e irmãos, ódios e amores. Revela os pesadelos de um cancro injusto, mas não abdica do que é humano e essencial, o sonho.

12
Set14

Hoje é sexta! Preciso de descansar!


O Informador

Quase na hora de ir ver o quarto episódio de Mr. Selfridge, para que o sono apareça em definitivo, conseguem-me arranjar maneira de me chatearem mesmo à distância! Será isto normal acontecer num dia em que só penso em descansar, estar quieto no meu canto para assim que aparecer o clique conseguir adormecer a pensar que amanhã, pelas oito da matina, estou de novo levantado para mais um Sábado de trabalho?!

Estou cansado, preciso de descansar, não ando a melgar ninguém e mesmo assim sou preso porque estou demasiado calado! Ok... Se falo é porque falo, se chateio é porque resmungo de mais e agora porque preciso de colocar o sono em dia e repousar o corpo moído acabo também por levar com a treta das chatices!

Sim, estou em semana complicada, mais silencioso que o normal, mas estou cansado e preciso deste espaço por um dia para me conseguir recompor com a escrita, a leitura, a televisão e o colchão como meus principais companheiros! Será que posso ter este momento só para mim no que me resta desta sexta-feira? 

Obrigado pela atenção!

18
Nov13

Torpedo de Agualusa


O Informador

Torpedo de AgualusaJosé Eduardo Agualusa é um autor que viaja no tempo, cria e transforma o mundo em que vive e o que idealiza. De cidades criadas no ar a mulheres que caiem do céu, este é o autor top que flutua entre o real e o imaginário e que consegue sempre surpreender os seus leitores.

Adoro as suas criações e teorias sobre os temas que aborda, com isto, apetece-me partilhar a sua ideia de que o SMS é um grande Torpedo brasileiro!

Sms admite plural? Será, oh horror!, smss? Preferia engolir lacraus a acrónimos. S.M.S., para quem não saiba, são as iniciais de Short Message Service. Os brasileiros inventaram a designação torpedo para substituir sms. Agrada-me muito. A gente diz torpedo e logo nos surge a imagem de uma mensagem-torpedo sulcando as águas profundas do ciberespaço. Aliás, também gosto de águas profundas.

José Eduardo Agualusa em Barroco Tropical

Ora vejamos agora o significado da palavra Torpedo no portal Priberam...

tor·pe·do|ê| (latim torpedo, -inis, torpor)substantivo masculino1. Engenho automotor submarino, carregado de explosivo, utilizado contra alvos marítimos por navios ou aeronaves.2. Bomba aérea análoga a este engenho (1914-1918).3. Automóvel descapotável que podia ser coberto com uma capota com as cortinas do lado.4. [Ictiologia] Raia que chega a atingir 1 m de comprimento, possui de cada lado da cabeça um órgão eléctrico cujas descargas são capazes de paralisar as presas e de entorpecer um homem. = RAIA-ELÉCTRICA5. [Brasil] Bilhete entregue por intermediário, geralmente em local público e com intenções amorosas.6. [Brasil] Mensagem escrita, geralmente curta, enviada por telemóvel."torpedo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/torpedo [consultado em 15-11-2013].

Como é possível ver que entre o português e o brasileiro existe uma grande diferença quanto ao significado da mesma palavra e é com estes pormenores linguísticos que Agualusa consegue surpreender ao longo das suas obras, mostrando o quanto uma só palavra poderá adquirir vários significados, dependendo do local e do modo como é pronunciada. A graça de Agualusa está aqui, porém há que admitir que nem sempre é fácil entrar no seu mundo, isto porque nem todos estão predispostos a entrar num círculo diferente e que parece uma montanha russa onde tudo pode acontecer, ainda para mais com explicações que partem para outros campos gramaticais e que levam o leitor a pensar, reflectir e pesquisar. Um livro de Agualusa não é mais um, é um complexo conjunto de estímulos intelectuais para um melhor desenvolvimento pessoal e cultural.

02
Nov13

Leituras de Outubro


O Informador

Outubro resolveu-me presentear com três livros bem diferentes entre si e que tiveram destaques bem diferentes ao longo do tempo em que fui lendo cada um! Se por um lado tive Ilha Teresa e O Livro dos Homens Sem Luz, por outro voltei a ficar surpreendido com a escrita do autor de O Homem de Constantinopla!

Ilha TeresaIlha Teresa

Richard Zimler transporta os leitores através do diário de uma adolescente que de um momento para o outro é levada pelos seus pais para um país diferente e distante do seu, onde tudo lhe é estranho! A revolta instala-se e ao lado do seu novo amigo tenta mudar o futuro que terá de ser vivido naquela terra que não é a sua e onde não gosta de estar! Um dia-a-dia que podia ser muito melhor descrito porque a jovem acaba por ficar para segundo plano devido às suas preocupações com o amigo e com o seu pequeno irmão. Um livro de que não gostei!

Opinião alargada de Ilha Teresa

O Homem deO Homem de Constantinopla

Caloust Gulbenkian é o grande protagonista deste último romance de José Rodrigues dos Santos que resolveu contar a história do homem que enriqueceu a pulso e com a ajuda das suas próprias ambições de querer sempre mais e melhor. Não conhecia a vida deste senhor que anos mais tarde se mudou para Portugal e através desta narrativa biográfica fiquei com curiosidade para querer saber um pouco mais além dos pontos que fui adquirindo com esta leitura. Não posso dizer que O Homem de Constantinopla tenha sido uma surpresa para mim porque o seu autor já me conquistou há muito e em teoria já sabia que com esta aquisição iria estar a ter um bom livro em mãos!

Opinião alargada de O Homem de Constantinopla

O Livro dos Homens Sem LuzO Livro dos Homens Sem Luz

Está bem escrito e para quem me explicou a história é um bom livro! Para mim foi uma completa nódoa porque além de não ter percebido a base e as ligações que as personagens tinham entre si, não consegui perceber o encadeamento com que o livro foi criado. Esta estreia na leitura de João Tordo não me correu nada bem, o que vale é que, e embora este seja um romance que quero riscar da memória, fiquei com a sensação de que o autor tem um bom perfil na literatura e vou querer experimentar uma outra sua obra daqui a uns tempos.

Opinião alargada de O Livro dos Homens Sem Luz

15
Jun13

Vou ler A Rapariga que Roubava Livros


O Informador

A Rapariga que Roubava LivrosA Rapariga que Roubava Livros foi um dos livros que comprei na Feira do Livro Lisboa deste ano e chegou a hora de o começar a ler, poucos dias depois de o ter adquirido a metade do preço habitual.

Já há uns tempos tinha piscado o olho a esta obra da autoria de Markus Zusak e lançada em Portugal pela Editorial Presença, mas como estão sempre a sair novidades que quero adquirir, este livro foi ficando para trás, mas agora que tive a oportunidade de o ter por um preço mais convidativo, trouxe-o comigo e lá vou eu iniciar a sua leitura.

Sinopse

Plano Nacional de Leitura - Livro recomendado no programa de Português do 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade II.

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak

Críticas de imprensa

"Zusak não só cria uma história original e enfeitiçante, como escreve com poesia… Uma narrativa extraordinária."School Library Journal 

"Uma narrativa absorvente e marcante."Washington Post"Uma história poderosa."Booklist"Brilhante… É um daqueles livros que podem mudar a nossa vida…"New York Times"Perturbador e poético ao mesmo tempo…Parece bem colocado para se tornar um clássico."USA Today"Elegante, filosófico e comovente… Belo e importante."Kirkus Reviews"Um feito… um livro que é um desafio…"Publisher’s Weekly"Inquietante, desafiante, triunfante e trágico… Um livro de grande fôlego, escrito de forma soberba… É impossível parar de o ler."Guardian"Um livro extraordinário, marcante, de grande beleza."Sunday Telegraph"Aos trinta anos, Zusak escreveu um dos livros australianos mais invulgares e cativantes de sempre."The Age (Austrália)
12
Jun13

No Meu Peito não Cabem Pássaros


O Informador

No Meu Peito Não Cabem PássarosFernando (Pessoa), Franz (Kafka) e Jorge (Luís Borges) são o trio protagonista de No Meu Peito não Cabem Pássaros, o livro com que Nuno Camarneiro se estreou na literatura mas que só ficou conhecido pelo público após ter ganho o Prémio Leya 2012 com Debaixo de Algum Céu. Até aqui não conhecia nada deste jovem autor, mas de uma coisa tenho a certeza, agora que experimentei esta escrita apaixonante e envolvente, não vou largar mais!

Embora as personagens principais desta obra sejam bem conhecidas dos amantes de literatura, estas podem passar ao lado de quem lê este livro se não existir pesquisa sobre o mesmo antes da sua leitura acontecer. Fernando, Franz e Jorge vivem nos seus mundos e são as suas vidas que dão todo o mote para as três histórias serem contadas de forma absorvente onde só uma escrita simples emparelhada com ideias claras e poderosas acontece.

Distinguindo os três nomes conhecidos através da sua localização, mas também da sua escrita, Nuno Camarneiro mostra três personagens distantes pelos cantos do mundo, diferentes entre si, mas iguais no seu intimo, onde cada um busca as suas coisas consoante os seus ideais, procurando na escrita e na partilha os seus verdadeiros sentimentos que não são compreendidos pelos outros.

Ao longo da leitura que fui fazendo deu-me vontade de pedir mais sobre estes três homens a Nuno Camarneiro. Queria ver mais na sua escrita sobre Pessoa, Kafka e Borges e um livro talvez sobre o nosso Fernando escrito pelas mãos deste homem não seria nada desvalorizado porque em No Meu Peito não Cabem Pássaros consigo encontrar pessoas, sentidos, prazeres e frustrações à flor da pele.

Sinopse

Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros.

Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo.

Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance – três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar.

Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles.

Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.

11
Jun13

Vou ler No Meu Peito não Cabem Pássaros


O Informador

No Meu Peito Não Cabem Pássaros

Nuno Camarneiro venceu o Prémio Leya 2012, mas não é pela obra vencedora que me vou tentar apaixonar nos próximos dias, mas sim por No Meu Peito não Cabem Pássaros, o outro livro que o autor premiado já tinha lançado através da D. Quixote em 2011.

Sinopse

Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros.

Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo.

Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance - três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar.

Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles.

Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.

Foi na Feira do Livro Lisboa deste ano que comprei este ano, através da Hora H do grupo Leya e espero não me vir a desiludir, pelo menos a crítica tem sido boa e pelo pouco que folheei parece que irei gostar, mas vamos lá ver...

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