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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Pega monstros

pega monstros.jpg

Quem, na sua próxima ou distante infância, não teve vários pega monstros? Tive vários ao longo dos anos e pouco tempo duravam sem terem um destino obrigatório. Pois é, o caixote do lixo transformava-se rapidamente no lar predileto deste gelatinoso entretenimento quando se começavam a encher de partículas que ficavam coladas e transformavam os pega monstros num autêntico pega lixo, pó e tudo o que apanhassem quando eram atirados num autêntico vai e vem. 

Em miúdo achava graça a este nojento brinquedo do estica e encolhe mas na verdade não lhe vejo hoje em dia grande atracão para ter assim tanta piada em andar a atirar aquela nojenta mão a quem passava como forma de assustar ou simplesmente irritar.

Saltitona roubada

Nunca vos contei, mas em tempos, quando era ainda uma criança roubei uma bola saltitona. Não me orgulho do ato, tanto que dias após ter cometido o roubo, o único que me lembro, devolvi discretamente o objeto que tinha levado comigo no bolso das calças por vergonha de algo que só eu sabia. 

Roubei a pequena bola de casa de um amigo da altura e nos dias que se seguiram fiquei tão mal por ter roubado que decidi por mim próprio voltar a colocar o que poderia ter sido meu junto das coisas do seu verdadeiro proprietário. Tinha na altura sete ou oito anos, não sei, sabendo sim que a situação me marcou de tal modo que até hoje me lembro daquilo que fiz como um mau comportamento.

Regresso às aulas

Mais de duas décadas já passaram quando o primeiro dia de aulas bateu à porta! Lembro-me ainda de alguns dos momentos das primeiras horas! Lembro-me principalmente da minha mãe me ter ido levar a pé, porque vivo a metros da velha escola que entretanto encerrou portas em detrimento dos novos parques escolares, à porta da sala onde tudo iria começar. 

A mochila vermelha que durou os quatro anos de ensino primário, os nervos miudinhos de uma criança bem tímida que mal falava com quem não tinha assim tanta confiança, a vontade de fazer bem e mostrar que sabia fazer as coisas... Tantas emoções apareceram naqueles primeiros dias de aulas que chegava a casa com toda a euforia característica de quem inicia uma nova e importante etapa de vida. Não andei no infantário e isso na altura não pesou quando entrei para a escola porque a época era outra, não se aprendia o que agora é leccionado nos últimos tempos de pré-primária. Entramos praticamente todos com os mesmos ensinamentos escolares, poucos ou nenhuns, começamos a aprender em conjunto, pequenos seres que brincavam juntos pelas ruas porque os perigos não existiam em tão grande quantidade e naqueles quatro anos de escola primária fui feliz. 

O horário era das nove às doze e das treze às quinze, sempre ia almoçar a casa e que lentidão que aqui o menino era. Conseguia estar uma hora inteirinha a comer e por vezes ainda deixava restos no prato por demorar tanto tempo a mastigar, enrolava, enrolava, a mãe dizia «come Ricardo, come Ricardo», mas o Ricardo não comia assim com tanta facilidade, então quando era peixe o sacrifício tornava-se maior ainda. Há tarde quando o horário terminava lá chegava a casa, pronto para o lanche e com a obrigação de fazer os trabalhos de casa. TPC, o que era isso? Só no quinto ano é que esse diminutivo me apanhou. Passava a tarde a fazer os trabalhos, algumas vezes ao mesmo tempo que conseguia ver os desenhos animados e só depois, quando o sol já se estava a esconder e o jantar a ser preparado é que lá ia brincar, em casa, porque há noite não se saia para as ruas sem os pais. Uma quinta de uma conhecida marca de brinquedos, uns livros de pintar e mais tarde folhas onde escrevia números sem parar faziam as minhas delícias durante horas. Lembro-me como se fosse hoje também nas páginas e páginas de revista que cortava, aos quadrados bem pequenos, para dentro de sacos que não serviam para nada. Qual a verdadeira intenção daquele entretenimento? Completamente nenhuma!

Recordar é viver!

Por momentos surgiu-me no pensamento o tema A mula da cooperativa, de Max, e das péssimas figurinhas que fiz em criança perante a família a cantar e interpretar este tema! Hoje vejo que fiz grandes figuras e por isso todos riam e achavam graça às minhas cantorias e danças deste tema.

Uma criança com talvez uns sete anos, uns dentes a menos, uns óculos de tamanho gigante e um esqueleto franzino numa só pessoa, eu eu! Esse ser magricela e sem jeito que interpretava do início ao fim A mula da cooperativa, repetindo a proeza junto de avós e tios quando os papás achavam que era engraçado eu poder dar um pouco do meu show caseiro perante a família!

Que vergonha que senti em relembrar este mau momento do passado bem longínquo e que acabou por me marcar, uma vez que nunca mais esqueci certas imagens de mim próprio a dar às pernas e aos braços enquanto entoava que a mula deu dois coices no telhado...

Tag: Once Upon a Time

Tag Once Upon a Time.jpg

O Homem Certo lançou a flecha para estas paragens com a Tag que nos reporta para a infância! Once Upon a Time leva-me até aos meus primeiros anos de vida, já lá vão uns bons tempos e como recordar é viver, lá irei desfiar o novelo do passado e recordar alguns dos bons momentos que marcaram esta pobre criatura que ainda hoje gosta de colocar o pezinho no mundo infantil. Em três, dois, um...

 

#1 - UM FILME DA MINHA INFÂNCIA

Curiosamente não tenho um filme que me tivesse marcado na infância. Tenho sim, anos mais tarde, quando já tinha uns doze/treze o filme que marcou muitos adolescentes, e não só, na altura. Titanic, esse sim é o filme que mais me terá marcado fora da infância, já na adolescência mas que ficou na memória, tendo sido visto inúmeras vezes até acabar por cansar. A cassete, a velhinha cassete que andava aqui por casa, desapareceu misteriosamente, tal como todas as outras que por aqui circulavam. 

 

#2 - UMA SÉRIE DA MINHA INFÂNCIA

Dartacão, sem dúvida alguma! Adorava chegar a casa, depois de um dia de escola e ver que estava a dar o Batatton onde o Dartacão e os Três Mosqueteiros estavam inseridos. A série dos heróis que lutavam pelo mal e onde a princesa Julieta suspirava de aflicões para com o seu amor guerreiro. Saudades!

 

#3 - UMA MÚSICA DA MINHA INFÂNCIA

«Todos os patinhos sabem nadar, sabem nadar, cabeça para baixo, rabinho para o ar...»

Quantas e quantas vezes ouvi e voltei a ouvir este tema aqui por casa, talvez para adormecer ou ficar mais calmo não sei!

Amigo de infância

Durante a minha infância sempre tive o meu melhor amigo e ao longo de vários anos tivemos muito em comum. Conhecemos-nos desde pequenos e a amizade continuou até talvez aos 12/13 anos. A partir daí cada um foi seguindo o seu caminho e hoje podemos passar um pelo outro que nem um simples «Olá!» temos para dirigir. A razão? A pessoa que ele revelou ser não me diz nada e talvez o mesmo tenha acontecido da sua parte. Com o crescimento ambos percebemos que não tínhamos amizade para dar um ao outro porque não nos gramamos pelos feitios bem diferentes que temos e pelas visões que existem de ambas as partes sobre os outros.

Ao longo dos anos fui percebendo que aquela amizade de infância já não estava a fazer sentido e quando passamos da escola primária, que se situava na terrinha, e começamos a frequentar a preparatória com mais pessoas, novas amizades começaram a surgir nas nossas vidas, fazendo algumas delas ainda parte de mim e é com essas que quero continuar a ser feliz. Aquela pessoa que via como o meu melhor amigo e que depois me foi desiludindo pelos seus comportamentos e pelas pessoas com quem se começou a dar foi sendo riscada do meu mapa do futuro e hoje sei que é uma pessoa completamente nula para mim. É certo que ficou marcado na minha história no capítulo de puto, tal como fiquei para ele, mas o passado ficou lá atrás e vive nas nossas memórias.

Hoje o meu amigo de infância é um ser inútil para mim e não me atrevo sequer a pensar que poderia fazer parte do meu lote de amigos porque ele foi fazendo as suas opções e percebo que as suas escolhas pelas pessoas que tanto escolheu para ter ao seu lado só serviram mesmo por conveniência. Eu fiquei para trás, os outros que apareceram depois de mim também ficaram porque não lhe podiam dar o estrelato com que tanto ambiciona. Em certa altura sei que se dava com quem queria mesmo para se tornar famoso, mas as coisas correram mal e a queda foi maior que a subida.

Poderei passar por ele todos os dias, todas as horas, que a minha visão pode-se cruzar com a sua, mas finge não ver o que está à sua frente, tal como me é feito. Pessoa repugnante!

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