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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

08
Fev18

Todo o Dinheiro do Mundo


O Informador

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Um filme que antes de estrear já se tinha tornado polémico chegou finalmente às salas de cinema nacionais. Todo o Dinheiro do Mundo conta a história de uma mãe desesperada e numa luta com o ex-sogro para conseguir voltar a ter o seu filho mais velho do seu lado, após o jovem ser sequestrado para ser devolvido em troca de uma avultada fortuna. 

De início uma história calma, com poucas personagens centrais e algumas falhas de cena onde personagens desaparecem numa mesma cena para não mais voltarem a aparecer na história, existindo várias incongruências ao longo das mais de duas horas de ação. Aos poucos Todo o Dinheiro do Mundo vai ganhando alento, puxando o leitor para a proximidade com o vazio de uma mãe que pouco sabe sobre o paradeiro do seu filho, um jovem a viver aprisionado e submetido a crimes físicos graves. A par de tudo isto existe um avô, um dos homens mais ricos do Mundo graças ao império criado com o negócio do petróleo, que não dispensa o avultado valor em troca da vida do seu neto, o preferido, mas nem isso chega. 

Uma história em crescendo mas que não chega para tornar Todo o Dinheiro do Mundo num grande filme, sendo mais um drama, com factos verídicos, mas numa produção que deixa algo a desejar. Toda a situação podia ser retratada de outra forma, com muito mais criatividade e empenho cinematográfico para que este fosse realmente um dos filmes do ano. Com isto tenho a destacar pela positiva o brilhantismo do elenco, a pouca banda sonora bem escolhida e o facto de Christopher Plummer ter sido contratado em tempo recorde para gravar em poucos dias as cenas totais que Kevin Spacey já havia feito, com o filme totalmente fechado, mas que pelas denúncias de assédio sexual teve de ser substituído antes da estreia mundial do filme para que os lucros de bilheteira não ficassem abaixo das expetativas. Com esta substituição de última hora Christopher Plummer ainda conseguiu uma nomeação para os Óscares com esta personagem que lhe caiu nas mãos quando tudo já estava preparado.

19
Dez17

Coco [Disney]


O Informador

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Existem filmes que passam por nós e que não conquistam, no entanto existem películas que do início ao final da sua história contam com um desenrolar tão forte que cada momento torna-se especial, tal como acontece com Coco, um dos filmes Disney que mais apreciei pelos últimos anos. 

Miguel é um jovem que vive com várias gerações familiares onde uma fábrica de sapatos lhes dá sustento, mas este mexicano não quer continuar a trilhar os passos dos avós, dos pais e o que o destino lhe tem reservado, lutando pelo sonho, tornar-se num guitarrista e cantor famoso, tal como o seu grande ídolo Ernesto de la Cruz. Mas o passado da família não facilita Miguel a lutar pelos seus objetivos artísticos e a partir daí começa a aventura do jovem. 

Entre o passado e o presente, a vida e a morte, Miguel parte à descoberta sobre a história que o impede no presente de entrar no mundo musical. Percorrendo o caminho até ao Mundo dos Mortos, Miguel encontra os seus antepassados onde a busca da verdade toma lugar num universo diferente dentro da História e tradições do México. Num filme emotivo e que conquista o espetador pela simplicidade e carisma que, mais uma vez, a Disney conseguiu colocar no seu personagem. Miguel é um jovem lutador, conquistador e que não se deixa ficar pelas palavras que lhe vão sendo ditas, lutando pela sua vontade e sabendo quais os seus reais objetivos. Coco é uma história familiar inspiradora com um desenlace surpreende onde a perseverança de um jovem conquista o público que se vai apaixonando pela luta de Miguel para voltar a casa mas ao mesmo tempo sem querer deixar a verdade para trás, lutando assim para repor um passado mal contado. 

13
Dez17

Vidas Finais [Riley Sager]


O Informador

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Autor: Riley Sager

Editora: Topseller

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Outubro de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-989-8869-30-2

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Para sobreviver a um assassino, é preciso ter um instinto assassino.

Há dez anos, Quincy Carpenter, uma estudante universitária, foi a única sobrevivente de uma terrível chacina numa cabana onde passava o fim de semana com amigos. A partir desse momento, começou a fazer parte de um grupo ao qual ninguém queria pertencer: as Últimas Vítimas. Desse grupo fazem também parte Lisa Milner, que perdeu nove amigas esfaqueadas na residência universitária onde vivia, e Samantha Boyd, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava.

As três raparigas foram as únicas sobreviventes de três hediondos massacres e sempre se mantiveram afastadas, procurando superar os seus traumas. Mas, quando Lisa aparece morta na banheira de sua casa, Samantha procura Quincy e força-a a reviver o passado, que até ali permanecera recalcado.

Quincy percebe, então, que se quiser saber o verdadeiro motivo por que Samantha a procurou e, ao mesmo tempo, afastar a polícia e os jornalistas que não a deixam em paz, terá de se lembrar do que aconteceu na cabana, naquela noite traumática.

Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.

 

Opinião: Nada melhor que iniciar a leitura de um thriller pelo início de tudo, pelo momento que deu origem ao presente, e é assim que Riley Sager mostra como a vida de Quincy se alterou no fim-de-semana que passou com os amigos no Chalé dos Pinheiros. 

Recorrendo ao passado onde um narrador ausente relata os acontecimentos que deram origem a tudo, desde a chegada dos jovens estudantes ao local do crime até que as descrições e as memórias de Quincy vão tendo lugar com o decorrer do tempo presente onde se vê confrontada com o aparecimento de Sam, uma Última Vítima que num outro local também conseguiu sobreviver a um massacre quantitativo. Quincy, Sam e Lisa são as sobreviventes de distintos massacres mas com histórias semelhantes e é com a morte de Lisa, que aparece sem vida na banheira de sua casa, que Sam procura pela primeira vez Quincy, para que juntas se apoiem sobre o mal que lhes aconteceu e que sempre continua a atormentar a vida de cada pessoa que passa pelo mesmo tipo de traumas.

Hoje no presente o que terá Sam para dar a Quincy após a morte de Lisa? E Quincy como terá recuperado a sua vida, onde o passado dramático parece ter sido esquecido e limpo da mente logo após o momento dos incidentes? Vidas Finais: As Sobreviventes é daquelas histórias brilhantemente conduzidas entre o passado e o presente, onde o leitor vai percebendo tudo o que aconteceu anteriormente ao mesmo tempo que acompanha a verdade dos dias que correm, aliando-se assim os dois fios condutores de uma história comum que não era possível existir uma sem a outra, porque o presente de cada um depende sempre das escolhas e vivências do passado. 

06
Dez17

Atual leitura... Vidas Finais: As Sobreviventes [Riley Sager]


O Informador

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Psst! Psst! Querem saber uma coisa? Já comecei a ler um dos sucessos mundiais do ano! Querem saber outra coisa? Estou a gostar! E vamos a mais uma novidade? Vidas Finais: As Sobreviventes além de ser bestseller internacional vendido para mais de vinte países já tem os seus direitos cinematográficos adquiridos pela Universal Pictures e ao que tudo indica será a produtora Anonymous Content a responsável pela adaptação ao grande ecrã desta narrativa. 

Já tinha o livro em fila de espera e a curiosidade acabou por se aguçar um pouco mais ao saber que a história de Quincy, Samantha e Lisa irá ser recriada no cinema. As Últimas Vítimas irão assim aparecer no grande ecrã, tal como aconteceu com outros sucessos literários do género, mas desta vez irei ter um espaço de tempo entre a leitura e a estreia do filme para que me deixe surpreender novamente. 

Por agora só vos posso dizer que Riley Sager, o pseudónimo do autor, deverá estar bem orgulhoso do seu trabalho porque pelo que já li... Temos thriller!

08
Nov17

Vitória & Abdul


O Informador

vitória e abdul

Inspirado nos últimos anos da Rainha Vitória nasceu o filme Vitória & Abdul onde o surgimento de uma improvável amizade entre a soberana de Inglaterra e um jovem proveniente da Índia ganha uma dimensão inesperada que enfrenta a própria casa real ao longo dos últimos anos de vida de Vitória. 

Abdul é o escolhido para representar o seu país e presentear assim a Rainha com um símbolo do seu povo, mas a sua ação rapidamente chama a atenção de sua majestade que manda chamar este jovem para que continue a prestar-lhe serviços como seu empregado, o que não cai bem junto dos empregados que sempre serviram Vitória. Aos poucos Abdul vai ganhando espaço na vida da sua senhora a quem serve e sobre a qual vai começando a ensinar os seus costumes e hábitos, criando-se uma relação de amizade e proximidade que não é bem vista por quem circula pelos corredores da casa real. 

Uma relação de amizade e carinho entre a Rainha Vitória e Abdul que aconteceu de facto e que foi passada assim para a grande tela através da excelente representação de Judi Dench e Ali Fazal que dão vida a estas duas personagens históricas que se uniram para durante um curto período de tempo se cuidarem de forma mútua, num envolvimento que psicologicamente terá atingido muito mais que a amizade mas que pelos relatos escritos deixados por Abdul, relatos esses que ajudaram a dar origem a este filme, não passou de puro carinho, respeito e vontade de cuidar sempre de uma senhora que se apaixonou de certa forma pelo muçulmano que a voltou a fazer feliz nos seus últimos anos de vida, após um grande período de ausência, solidão e obrigações a cumprir.

Uma história emotiva, talvez ainda mais por se saber que aconteceu e embora partes que são mostradas tenham muito de ficção, a realidade marca presença e mostra como a vida de Vitória nem sempre foi fácil, tendo de enfrentar inimigos fora de portas e várias vezes quem vivia mesmo consigo e não aceitava as suas decisões pessoais para com a sua própria vida e com a do reino. 

Um drama com toques de comédia que vale a pena ver, mesmo para quem não acompanha a História de Reis e Rainhas de outrora. 

22
Mai17

Rescaldo dos Globos de Ouro


O Informador

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Vamos lá comentar a 22ª Gala dos Globos de Ouro que a SIC exibiu ontem, 21 de Maio de 2017, em parceria com a revista Caras.

Primeiramente é necessário falar da Passadeira Vermelha de apresentação em modo Televendas como já é habitual ser feito. É mesmo de serviço útil ao telespetador saber as marcas das vestimentas das estrelas que vão desfilando até entrar no Coliseu dos Recreios? Será que não conseguem somente falar com os famosos, maioritariamente rostos da estação, dos seus projetos e não comentarem roupas, sapatos e joias? Um outro pormenor que já é comum na Passadeira Vermelha dos Globos é o facto de dizerem que estão em direto quando assim não o é, já que é bem notório pela claridade do céu que as reportagens foram gravadas uns bons minutos antes, dado que depois quando começou a gala todos os convidados que há dois minutos estavam a entrar já estavam bem sentados nos seus respetivos lugares sem andarem pessoas em pé de um lado para o outro. Para mais este ano ainda tiveram uma falha no diferido e passaram um dos minutos com a Andreia Rodrigues em dose dupla, mas talvez ela tenha repetido a entrevista duas vezes e com a mesma pose, não sei!

Agora sim, a 22ª Gala dos Globos de Ouro! Antes demais questiono-me sobre a escolha de João Manzarra para a apresentação da suposta gala do ano em substituição de Bárbara Guimarães que foi assim afastada! As piadas consecutivas do Manzarra são aquela base já habitual com todos os apresentadores que passaram pelos Globos ao longo dos anos. O texto é tão formatado que o público na sala esquece-se de rir diversas vezes. Mas a questão essencial é... A sério que não existiam outras pessoas dentro do lote de apresentadores do canal para apresentar a que chamam de «Gala do Ano»? Júlia Pinheiro e João Baião são os dois rostos com maiores ordenados e só servem para apresentarem talk shows que perdem diariamente nas audiências e não podem fazer um especial de horário nobre uma vez por ano para tentarem compensar os maus resultados dos restantes dias?

Bárbara Guimarães subiu ao palco com Rodrigo Guedes de Carvalho e o jornalista tocou na ferida da apresentadora. Falou no drama da violência doméstica dando um chá de forma indireta a Manuel Maria Carrilho. Sério que isto era necessário num espetáculo nacional e onde se pretende estabelecer a alegria?

Mariana Pacheco e Vítor Silva Costa souberam mostrar a várias das duplas que foram ao palco apresentar e entregar globos que não é preciso elaborar muito para se estar bem e não cometer gralhas com as tentativas de ter graça junto de um público snob e que só se quer é despachar para seguir em frente para a verdadeira festa que o avançar da noite tem reservada. 

Rita Blanco e Albano Jerónimo esqueceram o teleponto e graças à atriz conseguiram ter dos melhores momentos cómicos da noite enquanto dupla a entregar um globo. Improviso e com o excelente bom humor de Rita Blanco, a dupla deixou o texto para trás e seguiu em frente. 

06
Mai17

Festa do Cinema com bilhetes a 2,5 euros


O Informador

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A Festa do Cinema está de regresso a Portugal pelo terceiro ano consecutivo e com o evento surge a boa notícia dos preços reduzidos de bilhetes de cinema pelos dias 22, 23 e 24 de Maio.

Em todo o país e em qualquer sala de cinema, cinemateca ou auditório os bilhetes vão estar a 2,50€. No total serão mais de dez mil lugares a metade do preço habitual numa clara tentativa de convidar as pessoas a regressarem às salas de cinema. Nas duas edições anteriores, de sucesso, por sinal, foram mais de quatrocentos mil espetadores a aproveitarem o bónus dos dias da Festa do Cinema. 

Lembro ainda que a 15 de Maio acontecerão dois eventos de promoção desta celebração. O debate Como criar mais hábito de consumo na Sétima Arte, no Cineteatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa e a apresentação do filme Perdidos, no Cinema São Jorge, do realizador Sérgio Graciano e que conta com os atores Afonso Pimentel, Diogo Amaral, Dalila Carmo, Dânia Neto, Lourenço Ortigão e Catarina Gouveia no elenco. 

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