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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Memórias de Sábado

Aos trinta anos sabe bem recordar as boas memórias que foram ficando de quando era mais pequeno e nessa altura os Sábados eram sempre especiais, fora de casa e em boa companhia.

O dia começava bem cedo, enquanto os colegas de escola ainda dormiam já eu andava de pé, em espera para apanhar com a mãe a boleia do pai, que sempre trabalhou ao Sábado, para os dois passarmos o dia com os avós maternos. Íamos de manhã, bem antes do sol nascer e chegávamos, já que a viagem era rápida, ainda de noite também. Todos ainda dormiam, os avós e a madrinha, e sorrateiramente entravamos em casa sem fazer barulho para irmos ter com a «inha» ao seu quarto. Muitas vezes me deitei naquela sua cama a ver os primeiros desenhos animados matinais, após a emissão abrir, acabando em várias situações por adormecer e tirar assim um segundo sono rápido. Como era bom acordar cedo naquela altura para passar o dia em família.

O dia começava a despertar e os visitantes levantavam-se com os residentes para o pequeno-almoço, que no nosso caso já seria o reforço porque nunca saiamos de casa, tal como hoje acontece, sem comer alguma coisa. O sol batia à porta e convidava a sair pela rua, para visitar a restante família, passear pelas ruas de calçada, ir ao mercado, à loja, ao parque onde por várias vezes brinquei. Era uma criança feliz nessa altura, onde não existiam problemas, onde a rebeldia típica da idade existia e a curiosidade surgia porque tudo servia para colocar questões e querer saber mais. Conhecia as pessoas da aldeia, levava beijos a torto e a direito de quem se cruzava pelo caminho, o que odiava, e ainda hoje me recordo desses momentos.

Ao almoço sempre recordei a dobrada cozida com arroz, batatas e feijão da minha avó. Por muito que tente encontrar algo parecido, sei que será impossível saborear aquele prato com o gosto que o fazia na altura. Aquela dobrada, que tantas vezes comi, era única e o seu gosto ficar-me-à sempre na memória, por mais tempo que passe. 

Os Sábados sempre aconteciam assim, a sair de manhã de casa e a regressar somente para jantar, sem cansaço e com o mimo todo recarregado com boas energias. Como seria bom se o tempo, esse malvado, voltasse para trás um dia para que pudesse voltar a ter um avô com quem ver televisão, uma avó preocupada, um prato de dobrada para celebrar com calma e uma família bem maior e com amor para dar à disposição.

Sim, sou egoísta!

Podem-me acusar de muita coisa, não se esqueçam é de também dizerem que consigo em certos momentos ser egoísta!

Não me sinto egoísta para com as coisas mas sim com o tempo! Dedico talvez demasiado tempo com as minhas pequenas e parvas coisas e admito que com as pessoas vou deixando passar horas, dias e mesmo semanas sem dizer alguma coisa. Sinto nesse campo o meu egoísmo mas sou assim, não que não me lembre dos outros e que viva somente em torno do meu umbigo, no entanto percebo perfeitamente que muito mais poderia dar do meu tempo a quem me rodeia, família e amigos. Deixo passar os momentos que podemos ter de convívio, muitas vezes por preguiça para sair de casa ou até porque adoro estar sozinho. Sou egoísta nesse campo, sem dúvida alguma, e assumo esse facto menos bom sobre a minha pessoa!

Quando assim tem de ser...

A pedido dos pais que queriam a todo o custo ver uns vídeos de que lhes tinham falado pelo Youtube, lá tive de estar a gramar com corridas de touros de 1930. Largadas, garraiadas e festarolas com cavalos e touros por todos os lados com as roupagens da altura e toda a sociedade do momento em amena cavaqueira enquanto os animais brilhavam. A sério, aquela meia hora de vídeos antigos, vindos da Cinemateca Portuguesa, foram vistos aqui por casa para tentarem perceber se por lá conseguiam descobrir um bisavô materno.

As touradas andavam pelo sangue da família, tendo ficado nesta recente geração para trás, pelo menos da minha parte! No entanto e porque as obrigações assim o exigem, lá fiz a boa acção de procurar o que tanto queriam ver e fiquei a ver e a escolher vídeo atrás de vídeo em busca de um familiar que não conheci e que sempre fez vida de campino ribatejano. 

Presente na família

No Sábado que já lá vai e para aproveitar o fim-de-semana fui ao encontro dos meus pais que estavam por sua vez em casa dos tios onde naquele dia da semana se juntam com os primos e fazem a festa todos juntos com comida, conversa e verdadeiro amor familiar.

Há meses que não ia para aquelas paragens onde me senti voltar atrás no tempo, embalado pelo colo da família que não vejo com maior regularidade por ser descuidado e meio ausente do que devia ser um compromisso. Afinal de contas com eles estou bem e naquela tarde trouxe comigo uma lição, quando se quer consegue-se sempre ter um tempinho livre para visitar as pessoas que nos pertencem e só nos querem bem!

A felicidade é sempre a resposta

Família é quem dá amor com tudo o que isso inclui. A Coca-Cola tem neste momento um anúncio que bem descreve como a felicidade é sempre a resposta para os problemas que os outros apontam para cada seio familiar. 

A mensagem é bem passada com um simples vídeo promocional e que serve de alerta para todos nós que vivemos num mundo cada vez mais diversificado onde a família tradicional já não existe como meio único para criar uma criança feliz. 

Dará um casal heterossexual uma educação tão diferente da possível por dois seres homossexuais ou somente por uma única pessoa capaz de adoptar? A felicidade dos adultos do futuro é sempre a resposta mais importante no momento de pensar numa criança enquanto membro do seio familiar. 

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