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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

23
Fev18

Eu Sou | Catequista


O Informador

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«Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador! Jesus disse a Simão: "Não tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens".(Lucas 5:8)».

Poderei afirmar que esta frase define ser catequista, a missão que Deus tem para mim. Nem sempre é fácil ser catequista. Exige um grande trabalho de preparação, de entusiasmo, e de vivência da palavra de Cristo, em Cristo e com Cristo.

Sempre, vivi e cresci, na vida Cristã, tenho 5 dos 7 sacramentos possíveis. A ligação à Igreja cresce devido a estrita relação com a minha avó Materna. As avós, são importantes na nossa formação enquanto pessoas, mas também na transmissão de valores, num entanto dos 5 netos, foi o único mais dedicado à vida cristã.

Ser catequista é, saber ouvir e escutar a voz de Deus, é termos compreensão para toda a comunidade, é participar ativamente na vida de Igreja, é saber da responsabilidade que temos aos estar a iniciar crianças na vida cristã é percebermos que a paroquia exige de nós o dobro do que exige aos outros. É termos a consciência moral, que ao mínimo erro, vamos ouvir “que exemplo é que tu estás a dar”, “é essas atitudes que tu estás a ensinar aos teus meninos da catequese”, “o que é que foste fazer à missa”. A sociedade exige de nós um comportamento ético, responsável e exemplar, que muitas vezes não tem, mas exige a quem está na Igreja. Somos os braços do pároco, e a voz da comunidade.

Uma paróquia sem catequese e sem catequistas é uma paróquia que está envelhecida e a morrer.

Hoje, ser catequista numa paróquia mais pequena, é desafiante devido ao afastamento dos pais da religião, é termos que ter a capacidade de atrair os filhos para a catequese. Palavras como a catequese é uma seca ou não têm interesse desapareceram do vocabulário das nossas crianças devido às diversas atividades que fazemos, uma catequese mais participada, materiais mais didáticos, filmes, idas ao teatro, encenações bíblicas, acampamentos, pedi papper, são hoje atividades que se desenvolvem na nossa catequese. A relação com os pais é outro desafio, porque existe um desinteresse destes pela religião, os pais não querem ir à missa, não querem acompanhar os filhos na catequese e muitas vezes servem-se da catequese para os filhos estarem entretidos e fora de casa durante duas horas.

09
Fev18

Eu Sou | Resiliente


O Informador

O Pinguim Sem Asas

Antes de tudo, devo dizer que estive alguns dias a pensar numa das palavras que melhor me define ou aquela que poderia usar para dar título a este texto.

Achei que Resiliente seria a mais apropriada.

Resiliente é aquela pessoa que, por mais obstáculos e fases menos boas enfrente, consegue “voltar à sua forma inicial”. Dito de outra forma, pode ir abaixo com as demais circunstâncias, mas consegue sempre subir novamente para o sítio onde esteve antes da “crise”.

Este texto é capaz de ser um dos textos mais pessoais que alguma vez irei partilhar na internet (mesmo não sendo na minha página).

Quem me conhece sabe que tive algumas fases menos boas na minha vida, bem como alguns obstáculos a superar. A começar na adolescência, que não foi propriamente fácil, até a um dos meus maiores desafios enquanto profissional que ainda hoje, e daqui em diante, estarei sempre a lutar e a desafiar-me diariamente.

A minha adolescência foi pautada por alguns maus momentos. Um miúdo que adorava ir para a escola, adorava ir às aulas, aprender coisas novas, um bocado “nerd”, de repente, vê-se alvo de chacota e de bullying (?).

Uma chacota sem qualquer fundamento, sem qualquer razão de ser. Apenas porque um grupo de idiotas sem “dois dedos de testa” decidiu que eu seria um bom alvo para a sua chacota e regozijo diários.

Foram alguns anos em que “me fechei dentro de mim”, me tornei bastante reservado e introvertido (ainda continuo a ser um pouco, hoje em dia), em que não partilhava grande coisa com as pessoas que me rodeavam e tentava, de certa forma, resolver as coisas sozinho.

Se resolveu alguma coisa? Não. Só serviu para me tornar um miúdo nervoso, ansioso e sempre a temer os maus momentos que poderia passar durante o tempo que permanecia na escola do ensino básico.

Se houve dias em que me fui abaixo? Sim. Se houve dias em que me apeteceu mandar “tudo à fava”? Sim. Se imaginei inúmeros momentos em que me impunha e “os metia no lugar”? Oh, se tive! Se esse dia existiu? Sim, existiu! Uns anos mais tarde, mas não em relação ao dito grupo de idiotas.

Surgiu o dia em que disse a mim mesmo “CHEGA”. Chega de seres rebaixado. Chega de seres humilhado. Chega de seres “capacho” dos outros. Chega de pessoas que só se aproximam de ti por puro interesse. Então impus-me!

E aí comecei a viver a minha adolescência.

Esta atitude foi, talvez, impulsionada pela minha primeira paixão de adolescência, em que a miúda em questão me deu força e alento para me impor e tomar uma atitude, antes que ficasse mais marcado e “mais conhecido” como o “mais humilhado de sempre”. A ela só tenho a agradecer.

Quem me conhece desde estes tempos nota a diferença entre o adolescente que eu era e a pessoa que me tornei. Claro está que a idade e a vida nos ensinam diversas lições e temos que tirar partido da maior parte delas para conseguir evoluir e sermos mais e melhores para nós mesmos e para quem nos rodeia.

Resiliência no facto de mesmo ter ido abaixo bastantes vezes, conseguir (se calhar, tarde de mais, mas ainda a tempo) levantar-me e mostrar a mim mesmo – e aos outros – que mereço respeito. Sou um ser humano e, como tal, mereço respeito como todos os outros. Ninguém é mais do que eu. Somos todos iguais. Merecemos todos ser respeitados.

Algo que também me ajudou a ser quem sou, a crescer e a tornar-me mais responsável e mais “adulto” foi o desafio profissional que me foi colocado nas mãos há cinco anos atrás. Depois de acabar o curso, foi-me oferecido o desafio de gerir um negócio. Um desafio enorme, em que tive alguns meses de formação, em que tive de aprender tudo muito rapidamente e integrar-me rapidamente na dinâmica profissional que isso implicava.

Não me estou a queixar. Nada disso! Apenas relato que me senti bastante ansioso antes de assumir essa posição e, mesmo hoje em dia, por vezes, fico ansioso com determinada situação, determinado obstáculo ou dificuldade que me aparece à frente. Por mais que pense em desistir, acho que não serei capaz disso, pois não faz parte da minha pessoa.

Dificuldades existem diariamente, mas temos que saber lidar com elas. Temos que saber enfrenta-las e saber contorna-las, de forma a seguirmos em frente e conseguirmos alguma paz de espírito e aquela sensação de “dever cumprido”.

Temos de saber ultrapassar estes nossos obstáculos diários, caso contrário, iremos abaixo e não é no fundo do poço que conseguimos resolver o que quer que seja.

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