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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

20
Set17

Elenco de Novela na Primária


O Informador

Agora que o regresso às aulas acontece por todo o país as lembranças surgem e apetece-me divagar um pouco convosco sobre as horas, dias e semanas que passava com os meus companheiros escolares da primária a elaborar listas sobre os elencos das novelas da altura. 

Ir para a escola nos primeiros dias do ano escolar sempre tinha o seu encanto, não porque iria rever os amigos porque ao viver numa aldeia mesmo nas férias sempre conseguíamos estar juntos ao longo dos períodos de pausa, mas porque existia algo a aprender onde os intervalos se tornavam mágicos e as aulas com os seus tempos mortos transformam-se em verdadeiro entretenimento.

Existiam alturas, anos escolares mesmo, em que ao longo de horas vazias dentro da sala de aula passávamos longos momentos a copiar e a fazer listas sobre elencos de novelas, as brasileiras na altura. Fazíamos a lista sobre todos os atores que integravam um elenco, por ordem alfabética, e depois íamos copiando até mais não. Na altura a ficção nacional estava muito longe do que é feito atualmente pelos diversos canais e nós vibrávamos com as histórias importadas do Brasil, sabíamos os nomes de cada personagem e os nomes dos seus respetivos atores. As professoras essas não se importavam de ver as ditas e famosas listas e deixava-nos estar com as nossas curiosidades porque ao mesmo tempo aperfeiçoávamos a escrita através da cópia. Na altura parecia estranho podermos fazer aqueles trabalhos em plena sala de aula, mas hoje percebe-se que tal era possível porque ao mesmo tempo que fazíamos algo que gostávamos aprendíamos também e emendávamos os erros de cada um através de cópias atrás de cópias. Os momentos sobre o elenco de cada novela demoravam horas, mesmo dias e semanas e na altura éramos tão felizes a fazer coisas que nos dias que correm parecem que não fazem qualquer sentido.

30
Mai16

Minions invadem Assembleia da República!


O Informador

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Os últimos dias têm sido marcados pelas manifestações de pais e professores pela liberdade de escolha nos ensinos em que os menores são colocados a estudar, devido ao futuro compromisso do Estado para com os Colégios Privados não seguir mais as regras que até agora haviam sido estabelecidas.

O senhor Ministro da Educação resolveu cortar as ajudas aos institutos privados de educação e todos saíram à rua em forma de protesto! Se têm razão para se manifestarem? Têm, no entanto não concordo com o facto de todos termos de pagar para que existam escolas privadas quando por vezes mesmo ao lado existe um colégio público capaz de albergar estudantes, acabando o ensino público por ficar a meio gás. Existe nestes casos necessidade de pagarmos para que alunos estudem no privado com o público mesmo ao lado? Claro que existem situações e situações e em várias zonas do país deverá ser necessário recorrer ao privado por não existirem condições públicas para tanta criança, mas nesse caso as coisas são diferentes, sendo que cada caso é um caso a estudar isoladamente. 

Tudo é pago mas quem ergue um instituto privado não pode contar com o ovo no cu da galinha à espera que seja o Estado a pagar as contas! Para isso todos podemos abrir alguma coisa porque o Governo paga e as nossas contas ficam certas!

11
Jan16

Em que país vivemos?!


O Informador

Sarna no Carregado.png

Outubro já lá vai e na altura surgiu o primeiro caso de Sarna numa escola com mais de quinhentas crianças. Outros casos sucederam-se no mesmo estabelecimento e os responsáveis pelo mesmo optaram pelo silêncio até que a situação e as conversas entre pais começaram a surgir e a direcção começou a ser pressionada para esclarecer o que se estava a passar.

Agora, três meses depois do primeiro caso ter aparecido, é que a maioria dos pais tomou conhecimento do que se estava a passar no local onde diariamente deixam os seus filhos!

Em que país vivemos para isto acontecer e nada ser feito? A Unidade de Saúde Pública achou melhor nada fazer com várias crianças doentes, com os mesmos sintomas e com o problema a alastrar pela escola fora. 

21
Set15

Regresso às aulas


O Informador

Mais de duas décadas já passaram quando o primeiro dia de aulas bateu à porta! Lembro-me ainda de alguns dos momentos das primeiras horas! Lembro-me principalmente da minha mãe me ter ido levar a pé, porque vivo a metros da velha escola que entretanto encerrou portas em detrimento dos novos parques escolares, à porta da sala onde tudo iria começar. 

A mochila vermelha que durou os quatro anos de ensino primário, os nervos miudinhos de uma criança bem tímida que mal falava com quem não tinha assim tanta confiança, a vontade de fazer bem e mostrar que sabia fazer as coisas... Tantas emoções apareceram naqueles primeiros dias de aulas que chegava a casa com toda a euforia característica de quem inicia uma nova e importante etapa de vida. Não andei no infantário e isso na altura não pesou quando entrei para a escola porque a época era outra, não se aprendia o que agora é leccionado nos últimos tempos de pré-primária. Entramos praticamente todos com os mesmos ensinamentos escolares, poucos ou nenhuns, começamos a aprender em conjunto, pequenos seres que brincavam juntos pelas ruas porque os perigos não existiam em tão grande quantidade e naqueles quatro anos de escola primária fui feliz. 

O horário era das nove às doze e das treze às quinze, sempre ia almoçar a casa e que lentidão que aqui o menino era. Conseguia estar uma hora inteirinha a comer e por vezes ainda deixava restos no prato por demorar tanto tempo a mastigar, enrolava, enrolava, a mãe dizia «come Ricardo, come Ricardo», mas o Ricardo não comia assim com tanta facilidade, então quando era peixe o sacrifício tornava-se maior ainda. Há tarde quando o horário terminava lá chegava a casa, pronto para o lanche e com a obrigação de fazer os trabalhos de casa. TPC, o que era isso? Só no quinto ano é que esse diminutivo me apanhou. Passava a tarde a fazer os trabalhos, algumas vezes ao mesmo tempo que conseguia ver os desenhos animados e só depois, quando o sol já se estava a esconder e o jantar a ser preparado é que lá ia brincar, em casa, porque há noite não se saia para as ruas sem os pais. Uma quinta de uma conhecida marca de brinquedos, uns livros de pintar e mais tarde folhas onde escrevia números sem parar faziam as minhas delícias durante horas. Lembro-me como se fosse hoje também nas páginas e páginas de revista que cortava, aos quadrados bem pequenos, para dentro de sacos que não serviam para nada. Qual a verdadeira intenção daquele entretenimento? Completamente nenhuma!

15
Set15

Velhas amizades escolares


O Informador

Os amigos de infância ficaram pelo caminho na minha vida! Etapa a etapa fui desprendendo laços escolares e hoje quando passo por quem se sentou ao meu lado pelos primeiros anos de escola cumprimentamos-nos com uns simples «bom dia» ou «boa tarde» e «está tudo bem?», nada mais. Seria necessário para bem de qualquer felicidade permanecer pelas vidas uns dos outros?

Cada qual seguiu o seu caminho, pelo que percebo não existem ligações entre os sete ou oito que frequentávamos o mesmo ano escolar na escola da aldeia na altura. Uma pequena civilização, menos de uma dezena de crianças que assim que entraram na fase do ensino preparatório começaram a abrir os seus horizontes e nunca mais olharam para trás, para os que foram ficando pelo caminho sem qualquer pena.

O que será feito da vida de cada qual? Só nos cruzamos, mal falamos e não existe qualquer sentimento de culpa pelo abandono, pelo menos deste lado, para com os antigos parceiros de turma. Todos mudamos, todos conhecemos novos companheiros que optamos por ter connosco por serem talvez o bem de que sempre procuramos ao longo de uma vida. Substituições, ao fim e ao cabo foi isso que aconteceu naquele tempo, fomos substituído uns e outros e hoje não passamos de antigos colegas de escola, que brincamos tantas horas juntos e onde nos dias que correm passamos uns pelos outros com simples acenos de mão que simbolizam que existiu algo entre nós, algo que marcou um passado que todos recordamos como positivo mas que foi ficando, sem mágoas e com glórias triunfais.

17
Nov14

Recordar o Magusto


O Informador

Por estes dias, ao tentar adormecer, lembrei-me de uma situação bem embaraçosa pela qual passei no meu tempo de escola primária! Estava talvez no segundo ou terceiro ano, festejávamos a época do magusto e além de termos que levar castanhas, nozes e afins para a escola com a finalidade de festejarmos o dia, tivemos ainda que «atuar».

Na altura calhou-me uma lenga lenga sobre o magusto que a professora passou para uma folha com a intenção de que a decorasse em casa para que no dia subisse ao pequeno palco junto ao quadro e a entoasse para todos ouvirem. O que aconteceu? Nem quis saber da malvada folha e na hora h o lindo texto sobre castanhas e castanholas não saiu livremente da minha boca! Passei vergonha porque baixinho a professora foi dizendo bem perto de mim o que tinha de proclamar sempre com a esperança de que me lembrasse de algo que nem tinha estudado!

Para sempre aquela imagem de todos os colegas da escola à minha frente e da criança envergonhada e nervosa pelo palco ficou-me marcada, tendo ao mesmo tempo ganho a noção de que não vale a pena esquecer que as plateias têm de ser enfrentadas da melhor maneira e nunca deixar o trabalho de casa para a última da hora! Fiquei envergonhado pela situação e ainda hoje me recordo de tal passagem, mais de vinte anos depois! Quem sabe se não será por isso que não gosto de castanhas!

Criança sofre!

13
Out14

Um exemplo a seguir!


O Informador

Pelo Alentejo, existe tempo e se por um lado as coisas podem não estar assim tão bem elaboradas, por outro existem pormenores que fazem a diferença e que mostram haver um maior cuidado com o futuro de crianças e adolescentes da zona.

Na biblioteca municipal de uma pequena vila onde todos se conhecem a preocupação para com os mais novos existe! Os horários e turmas de cada jovem estão ao dispor das funcionárias e estas conseguem controlar as faltas dos mais novos que fogem da escola para estarem pela internet e na brincadeira pelo centro da vila. Existe uma preocupação e um cuidado maior, sendo que assim que conseguem perceber que algum dos menores está a faltar às aulas logo o mesmo fica impedido de frequentar os computadores do espaço público, sendo a escola contactada para confirmar tais faltas e os pais do aluno posteriormente avisados sobre o que se anda a passar.

Muitas vezes pais e familiares mais próximos não percebem o que os mais novos andam a fazer até serem avisados devido à abundância de faltas dos seus educandos e aqui, em pela zona rural onde a calma e o tempo fazem a diferença, existe espaço para um maior acompanhamento da vila e das instituições públicas para com os jovens que andam pelas ruas quando deveriam estar sentados pelas cadeiras escolares com os livros pela frente.

Uma ideia de cuidados educacionais a ser seguida por outros centros rurais e urbanos do país e que consegue fazer toda a diferença no futuro escolar dos mais novos!

26
Set14

Insólitos na educação


O Informador

Em pleno século XXI os acontecimentos insólitos ainda surgem! Agora tenho uma situação bem caricata que aconteceu com o meu primo e com as duas escolas onde estava matriculado, por engano do ministério da educação ou dos responsáveis das matrículas de ambos os estabelecimentos de ensino. Não se sabe!

Então não é que o meu tio recebeu um telefonema da Escola Secundária de Alenquer pedindo explicações pela razão do meu primo estar a faltar às aulas do décimo ano onde estava matriculado? O meu tio ficou incrédulo com a afirmação que a funcionária do estabelecimento lhe fez, já que o meu primo chumbou e encontra-se na turma do nono ano, como é devido a quem reprovou de ano!

Ou seja, o miúdo foi matriculado pela própria escola no décimo antes da saída das notas no final do ano escolar passado e uma vez que chumbou a sua matricula não foi anulada, continuando ativa como sendo aluno do décimo ano! Desde o início das aulas que o primo anda a ser chamado, aula após aula, pelos professores da sua suposta turma do secundário porque a escola errou! O meu primo tem marcado presença no seu horário pelo nono ano e não está no décimo, tendo estado todos estes dias matriculado em duas escolas por erro das regras do ministério da educação.

A questão agora que se coloca é... E se isto continuasse e as faltas fossem acumulando por mais dias sem o caso ser esclarecido, o que se iria passar? Será que a autoridade iria bater à porta dos meus tios à procura do miúdo por um erro que não foi seu, o de faltar às aulas e por ser menor de idade? E se o meu tio quando recebeu o telefonema tivesse outro tipo de personalidade e começasse logo a disparatar com o filho sem tentar perceber o que se passava?

Os erros acontecem pelos sistemas públicos nacionais e quando se diz que tudo funciona na perfeição lá aparece mais um novo caso bem insólito e que só dá vontade de rir!

26
Fev14

Senti-me velho!


O Informador

Encontrei uma conhecida dos tempos de escola com quem me dava e cheguei a tomar conta das suas duas crianças em algumas situações. Quando terminei o 12º ano comecei a deixar de ter ligação com os dois pequenitos e foram raras as vezes em que os voltei a ver posteriormente. Hoje têm onze anos e de certo que já não os reconheço se me cruzar com ambos! Como o tempo passa e como me senti velho quando ouvi a idade dos gémeos que talvez achasse que continuavam pequenos como antes!

Nas horas mortas entre as aulas íamos para casa dela e brincávamos na altura com as duas crianças que vimos crescer talvez até aos três anos! Fomos acompanhando a sua evolução até deixarmos o secundário e a partir daí só os voltei a ver uma vez, já teriam eles uns sete anos. Agora têm onze e além de não me conhecerem também tenho quase a certeza que me posso cruzar com ambos e não os vou associar àqueles pequenos seres com quem andei ao colo!

Como o tempo passa e como me senti velho no momento de perceber que uma década passou na vida de todos nós e que a Raquel e o Rodrigo já estão crescidos! Coisa chata que me atormentou a ideia!

23
Dez12

Saudades do tempo de escola


O Informador

Quando se é jovem e estudante só se pensa em terminar de estudar para ir trabalhar e poder comprar com o que ganhamos o que queremos. Passado um tempo de se trabalhar, o regresso ao passado é desejado, mas não passa disso mesmo, um desejo...

Já passaram quase sete anos desde que terminei os estudos e agora em que se está na época das férias de Natal penso que por esta altura já tinha as minhas notas afixadas, estava a descansar, a passar as tardes na vadiagem e tudo corria bem. Hoje em dia trabalho, corro de um lado para o outro e as coisas são tão mais reais do que eram naquela altura de estudante sem preocupações.

Os mais velhos sempre me disseram para estudar até querer, para não deixar a escola, mas a crença que iria parar para trabalhar, mas que depois voltava a estudar falou mais alto. Parei, comecei a trabalhar, mas não voltei a estudar!

Não me arrependo disso, mas nestas alturas em que os estudantes estão de férias, estão despreocupados, tendo boas notas ou não, faz-me pensar que podia ter continuado a marrar nos livros por mais uns anos, e agora já estaria a trabalhar com uma outra profissão, ou estaria no desemprego.

Enquanto somos estudantes surgem as queixas que custa muito estudar, que os outros não compreendem o quanto trabalho se tem, mas quando se começa a trabalhar é que se percebe que o duro não está na escola, mas sim quando se tem uma profissão que não a de estudante.

Quando olho para a vida que fazia no tempo de escola lembro-me das aulas, mas num dos últimos planos, pensando primeiramente nos momentos que passava nos intervalos com os meus amigos, nas horas de almoço e tardes livres. Andávamos mesmo sem preocupações, agora corre-se para ver se se alcança alguma coisa, mas...

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