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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Nem trabalho! Nem dinheiro!

Neste atual momento e embora tenha estado duas semanas de férias para não mais voltar ao local de emprego porque tudo terminou com um incêndio, eis que ainda não me encontro numa situação confortável em que possa dizer que estou como funcionário e com ordenado ainda da empresa ou fui despedido por motivos óbvios e já dei entrada no fundo de desemprego para começar a iniciar uma busca para iniciar nova etapa. Nada disto pode ser dito! Pois, complicação atrás de complicação com todas as burocracias!

Investigação, seguradoras, patronato, contabilidade e nós, os funcionários que agora nada podem fazer. Se por um lado e por motivos contratuais e de seguro ainda não podemos ser despedidos, por outro estamos sem ganhar e sabemos que chegando ao final do mês o ordenado que nos é devido não estará na conta. Existem sinais de que será despedimento coletivo mas existem prazos legais para tal e como já me encontro há mais de dez anos na empresa terei de esperar que passem setenta e cinco dias após o requerimento para podermos dizer que estamos despachados. Poderemos fazer algo antes mas com isso ficamos a perder também.

Ficando sem receber um, dois, três ou quatro meses porque não existe quem nos paga, depois sim começar a receber o subsídio de desemprego até encontrarmos algo novo e ficando em espera por um ano da indemnização e dos salários destes meses. No futuro poderemos ficar a ganhar mas agora custa pensar que ainda não existe uma base para nos orientarmos de certa forma pelos próximos meses, tendo de recorrer a poupanças e controlar os gastos porque na verdade não se sabem datas para podermos perceber que este passo está a terminar de certa forma para se seguir em frente, seja onde e como for. 

Fé no Futuro

Neste momento e devido ao desaire que a empresa sofreu o futuro tornou-se numa incógnita. Ainda não sei como ficaremos com ordenados que embora sejam de dias que se trabalhou este mês são nossos, esta semana em que já nada existe e ainda o seguro não tomou decisões quanto aos funcionários e os papéis para o desemprego ainda não chegaram por consequência. Ou seja, neste momento tudo são questões em aberto quanto aos dias que já passaram deste mês, à indemnização e ao futuro. Quem me irá pagar a partir de agora? O patrão através da seguradora ou o estado se o caminho, que é o mais certo, for o desemprego?

Os dias passam e as questões estão a ser resolvidas, mas tudo parece demorar eternidades necessárias mas que nos acabam por massacrar ainda mais! Encontro-me em período de férias que felizmente me foi pago e espero que seguradora, advogada, contabilidade e entidade patronal se entendam para se chegar a bom porto quanto ao que nos compete a nós, funcionários, que nada temos de perdidos e achados com o que aconteceu e que ficamos agora num impasse sem ainda saber que caminho seguir.

O mais esperado é começarmos a fazer parte dos números do desemprego que por sinal até têm vindo a descer nos últimos tempos mas até poder colocar os papéis estão a passar dias, não esquecendo a primeira semana em que não nos foi e talvez não seja paga por lado nenhum. Ou seja, meio mês já era e nem sinais de pagamentos deste período e de quem sabe de mais uns tempos até se tomarem decisões que nos desvinculem ou não do passado.

Incêndio fatal

Uma empresa em falência, um assalto há poucos meses e agora um incêndio que tudo destruiu numa tarde que se prolongou pela noite com as chamas a atacarem todo o pavilhão até o telhado ruir e nada ficar para amostra do que foi vivido ao longo de quase vinte anos, dez no meu caso, por um local onde muita coisa já aconteceu.

Encontro-me de férias e não assisti no local ao ocorrido, sabendo por telefone e vendo imagens posteriormente através da comunicação social. Receber o alerta por chamada de que algo se passava, ligar a quem devia para saber realmente o que estava a acontecer, começar a ver imagens enviadas e depois de tanta informação trocada à distância ver nos noticiários e em direto que tudo está destruído. Parece que enquanto não se vê não se sente, porque uma imagem estática não consegue provocar tantos danos como em movimento e foi quando em direto vi tudo o que tinha acontecido e as chamas ainda estavam ativas que percebi que desta vez é que tudo parece ter terminado. O interior foi todo, as paredes estão um caco e o telhado já era. Resumindo, o final que se vinha a anunciar há vários meses tem vindo a ser antecipado ao longo do tempo com vários acontecimentos inesperados e agora parece que foi de vez!

É triste ver que tudo termina assim! Por muito que se esteja cansado da situação que se vive enquanto trabalhador cansado e com vontade de mudar tudo isto acaba por cair como um murro no estômago. Primeiro as contas, depois o assalto, despedimentos pelo meio por não haver trabalho e agora isto. Uma corrente que tem vindo a adensar-se com um final que parece agora definitivo e com as incógnitas perante o futuro todas em cima da mesa para serem debatidas pelos próximos dias tanto para com o futuro do projeto empresa como para o futuro pessoal que só é possível com um emprego. 

Naufrágio empresarial

O ano começou e antes mesmo de 2016 terminar já os piratas sabiam que estes primeiros meses de 2017 não iam começar da melhor maneira, perspetivando que depois as coisas deem a volta com uma nova missão. Os problemas dos últimos anos aguçaram-se na embarcação ficando bem claro que o barco continua a meter água por todo o lado, percorrendo uma rota que poucas voltas tem para dar. 

Tudo começou a correr mal aos olhos dos piratas há algum tempo mas nos últimos meses os problemas foram surgindo e os avisos a quem lidava com a situação de forma direta foram feitos. A tripulação alertou e o comandante optou por não seguir conselhos e selou os ouvidos ao que lhe era dito sobre opções mal tomadas ao longo do tempo. Muita coisa mal feita aos olhos de quem vigiava foi sendo feita até ao dia que para além de prejudicar a embarcação começa também a levar consigo a tripulação que tentou levar as coisas em diante. No momento existem atrasos de dias que já passam para semanas e as coisas que a lente longínqua atinge não auguram nada de bom no barco de onde queremos saltar.

Sem Ordenado [5ª Parte]

Após um Janeiro em que o ordenado foi pago tarde e por duas vezes, eis que tudo volta ao normal, mas com uma ajuda extra que não se voltará a repetir daqui a umas semanas.

Pois é, se o salário de Dezembro foi pago a meio de Janeiro, desta vez no último dia do mês já estava em cada conta a totalidade do que é nosso por direito. Existiu um extra na empresa e só assim conseguimos receber a tempo, só que sabemos que esse mesmo extra não voltará a aparecer e a partir de agora é respirar e tentar fazer dinheiro para que no próximo final de mês possamos dizer de novo que recebemos tudo direito e no dia certo. 

Estarei preparado para o Mercado?!

Dez anos de experiência profissional, sempre na mesma empresa, entrando e subindo aos poucos consoante as oportunidades. Não recusei, pensei que conseguia mais e atingi com o tempo o que era possível. Hoje as coisas não se encontram bem e o pensamento de todos nós, enquanto funcionários, é só um. O encerramento parece estar cada vez mais próximo e por alguma, larga até, vontade de que tudo termine para podermos seguir os nossos rumos de forma individual e sem pensarmos nas dores de cabeça que a situação atual nos tem feito, uma questão impõe-se. Estarei preparado para voltar ao mercado de trabalho?

Afinal de contas o país continua com uma elevada percentagem de desempregados, embora na zona se diga bastante que até é fácil arranjar emprego, pode não ser o ideal, mas que é fácil lá isso dizem que sim. As pessoas que trabalharam comigo, que até posso dizer que ao longo de uma década foram talvez mais de cinquenta que passaram e saíram da empresa, estão praticamente quase todas a trabalhar, pelo menos os melhores safaram-se bem, arranjaram rapidamente emprego após terem terminado contrato e na maioria dos casos continuam no local para onde foram após a saída do grupo laboral. Terei a mesma sorte?

Há dez anos, quando fiz as primeiras e únicas três entrevistas de emprego que enfrentei na vida fui selecionado para entrar ao serviço em todas, na altura tive de fazer uma opção, hoje vejo que não foi a melhor, mas foi a que dei maior destaque na altura, muito pelos horários que as outras duas tinham ao dispor. Fiz três entrevistas quando tinha dezanove anos e safei-me mas hoje tenho trinta, conto com experiência profissional porque na área comercial, secretaria e chefia fui passando de posto em posto mas será isso uma mais valia na hora de me sentar de frente a um empregador que perceberá que não tenho vinte mas sim trinta, que tenho experiência e que posso já ir com manias de trabalho e não sou um novato que aprende e adquire mais rapidamente os costumes de cada local sem hábitos?

Sem Ordenado [4ª Parte]

Eis que ao contrário de todas as expetativas, os restantes sessenta por cento que restavam ser pagos do ordenado em atraso acabou de entrar na conta pelas últimas horas. Nada o fazia prever, no entanto foi com surpresa que ontem acabamos por saber que iríamos já receber o que nos restava, mais de metade. 

Ao longo de dez anos sempre recebi através de transferência bancária, este mês além do atraso bem notório de duas semanas, acabei por receber a primeira parte em dinheiro e agora o resto acabou por surgir pela via normal, estando agora tudo em ordem.

Sem Ordenado [3ª Parte]

Eis que o dia das promessas para o pagamento do ordenado passou e para além de estarmos em espera desde o início do mês e de só termos visto parte, nem metade na véspera do dia prometido para a totalidade, ontem recebi mais um pouco do que é meu, um pouco mesmo.

O resto? Bem, esse é apontado chegar lá para a próxima Segunda-feira! Será que acredito? Não! Não mesmo! Para mais quando ao longo de dez anos as promessas feitas têm caído várias vezes em sacos bem rotos e com um fundo que mais parece uma memória esquecida!

Estamos informados acerca das leis através do ACT, mas só podemos agir a partir do dia 15 quando não existe qualquer pagamento feito até ao último dia do mês, o que neste caso já não pode acontecer, tendo agora de esperar outras duas semanas para saber o que poderá ser feito através da rescisão de contrato com direitos, já que a falta de pagamento do ordenado foi em parte colmatada mas nem metade ainda está nas nossas mãos. Se quase a meio do mês ainda nos falta sessenta por cento do salário, quando passarmos para a próxima mensalidade que nos terá de ser paga quanto tempo teremos de esperar?

Sem Ordenado [2ª Parte]

Ainda ontem revelava a falta de ordenado este mês e eis que surgiram novidades, não totalmente positivas, mas um sinal. Recebi uma parte, nem metade, do salário que já devia ter sido pago há uns dias, ficando-se com a promessa que até ao final da semana deverá surgir o restante. 

Se acredito que isso irá ser possível? Não, mas pelo menos uma das partes já cá está, infelizmente fora de prazo e mostrando que as coisas estão tão complicadas que o dinheiro vem de forma faseada.

Sem ordenado

É triste, mas é a verdade! Este mês e estando já preparado para que isto fosse acontecer, ainda não recebi o ordenado!

As coisas na empresa encontram-se mal, bastante mal, mas até agora os ordenados tinham batido sempre a horas na conta, só que quem tem olhos percebe o que vai acontecer e a previsão que fizemos acabou mesmo por acontecer. Após os subsídios de Natal terem sido pagos mais de uma semana e meia depois do que dita a lei, logo ficou visível que os ordenados também sofreriam um atraso. As previsões, sonhadoras segundo o meu ponto de vista, ditam que o dinheiro ficará nas nossas contas lá para dia 10. Para ser sincero e vendo como as coisas estão a correr não acredito, mas pode ser que venha a ser surpreendido um dia destes com os meus euros no lugar a que pertencem. 

A vontade é deixar tudo e partir para outro local, mas ao mesmo tempo tenho dez anos de casa e ainda tenho esperança, uma mísera esperança, de conseguir arrecadar alguma coisa que seja minha pelo tempo dedicado à empresa quando tudo terminar.

Por agora já existe um ordenado com dias em atraso para ser pago. A continuar assim no próximo mês o que agora podem ser dez dias passara a quinze e por ai em diante. Estarei preparado para aguentar um barco onde não quero sair a perder mas onde já estou neste momento a perder?

Descanso prolongado!

Este feriado com fim-de-semana seguido vai saber mesmo bem! Sim, desta vez não vou trabalhar nem Sexta-feira nem Sábado, ficando assim os quatro dias em casa, em modo repouso, isto após uma semana de férias e somente três dias de trabalho entre estas duas pausas!

Trabalhar assim dá gosto, pena estes acontecimentos não acontecerem mais vezes ao longo do ano!

4 por 4

Quatro dias de pausa seguidos e o regresso ao normal a surgir no horizonte! Só penso em voltar para a ilha neste momento, andar com o tempo para trás e não pensar que se aproximam quatro dias de trabalho.

Neste quarteto diário que se aproxima farei ainda os trinta anos, pelo Sábado, e ai ainda custa mais... Trabalhar no dia de aniversário, coisa que ao longo de dez anos laborais só aconteceu uma vez até aqui! 

Hoje realidade... Ontem ideia...

Parte-se de férias com a ideia de que quando regressar as coisas na empresa já não estão como foram deixadas e eis que a ideia com que se foi acontece mesmo!

Mudanças acontecem, desfechos menos bom para a empresa surgem e pessoas começam a ser dispensadas. Se era previsível? Mais que previsível, só andava a tardar a tomada de medidas. Agora foram uns e os que ficam têm de tomar lugares provisórios a centenas de quilómetros. 

Incumprimento de horários

Trabalho há praticamente dez anos e talvez tenha chegado atrasado dois dias por motivos de trânsito mesmo junto à entrada do local onde está situado o meu emprego! O que não entendo é como é que pessoas, que para mim mostram grande falta de responsabilidade, conseguem não cumprir horários constantemente e ainda acham que isso é normal?!

Há uns dias em conversa percebia que um dos motivos que leva algumas pessoas a chegarem atrasadas é porque acham que têm de gerir os seus horários e não têm de entrar e sair a horas certas. Se têm de entrar às nove mas se chegam às nove e vinte compensam no final do dia com mais vinte minutos, aqueles que lhes escapou de manhã. Isso é normal? Não! Não me faz qualquer sentido estes comportamentos, para mais quando cumpro horários e não percebo quem chega constantemente fora de horas. Se têm de entrar às nove, a essa hora têm de lá estar e não depois porque saem também mais tarde! Uma exceção há regra pode acontecer, agora fazer da dita exceção a regra é demais e mostra que afinal quem precisa de trabalhar não é assim tão bom para merecer o lugar que ocupa.

O não cumprimento de horários é um mau hábito que não aceito e se fosse patrão tenho a certeza que não aceitaria manter funcionários que não conseguem chegar a tempo só porque são bons enquanto estão a laborar. Para mim um bom trabalhador tem de ser completo e se tem falhas, mesmo que as mesmas consigam ser compensadas com as coisas boas, não funciona na mesma. Afinal de contas na abertura nunca se pode contar com a equipa porque chegam quando querem e não como devem? Não, isso não é assim e quem tem ideias de que está certo está redondamente enganado!

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