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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Deixa-me Ir [Gayle Forman]

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Autor: Gayle Forman

Editora: Editorial Presença

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 304

ISBN: 978-972-23-5994-8

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Maribeth Klein é mãe de gémeos e editora de uma revista de moda. Conciliar essas duas facetas da vida tem sido um desafio quase impossível e Maribeth sente-se esgotada. A azáfama do dia a dia, cada vez mais intensa, não a deixa parar um segundo, nem para perceber que acaba de ter um ataque cardíaco. 

Durante a recuperação, dispondo finalmente de algum tempo para pensar, Maribeth decide fazer as malas e partir. Longe das obrigações familiares e apoiada por novas amizades, pode por fim lidar com os problemas que a atormentam há muito e enveredar por uma jornada de descoberta que lhe permitirá perceber o que é realmente importante.

 

Opinião: Mulher, editora numa revista de moda, esposa e mãe de gémeos com todas as responsabilidades pessoais, familiares e profissionais que tudo isto acarreta, Maribeth é a personificação de uma pessoa que não faz pausas para descansar, nem mesmo se estiver a enfrentar os sintomas de um ataque cardíaco. Continuando com a sua azáfama diária e sem dar qualquer importância ao que lhe está a acontecer, de um momento para o outro vê-se obrigada a entrar no hospital onde se vê perante uma situação que não consegue controlar, ao contrário do que está habituada a fazer na vida onde consegue visionar tudo o que está ao seu redor. 

Deixa-me Ir é a amostra que a luta do dia-a-dia desenfreado por vezes tem de acalmar porque nem tudo compensa e existem assuntos a tratar bem mais importantes que o trabalho e a tentativa de correr para tudo e todos sem parar para pensar que o próprio também tem de se sentir bem e valorizado consigo. É isto que acontece com a nossa Maribeth quando numa cama hospitalar e no pós operatório percebe que a sua vida não é a que sonhou e a que deveria ter.

Com a perceção que algo tem de mudar, faz a mala, deixa uma carta ao marido e aos pequenos filhos e parte com o objetivo de respirar e alterar o seu presente mas também em busca de resolver assuntos do passado para que consiga ajudar a resolver um futuro familiar que pode ser uma ameaça para a próxima geração perante o seu ataque cardíaco numa idade onde estes problemas de saúde geralmente não acontecem com tanta frequência. Será este um problema familiar e passado de geração em geração?

Atual leitura... Deixa-me Ir [Gayle Forman]

Gayle Forma lançou Espera Por Mim, Se eu Ficar, Apenas Um Dia, Apenas Um Ano e Eu Estive Aqui, tudo livros juvenis. Agora e porque os seus leitores também cresceram e continuam a pedir mais, eis que a autora lança Deixa-me Ir, a sua primeira obra para adultos.

Com a premissa de ser uma história apaixonante e intensa, em Deixa-me Ir vivemos lado a lado com Maribeth Klein, uma mãe de gémeos, mulher e esposa, profissional e super dedicada a tudo e a todos os que estão na sua vida. Só que nem tudo conseguimos controlar e uma doença súbita a que tenta não dar valor aparece para a fazer perceber que vários pontos terão de ser alterados no seu percurso. 

Confesso, a julgar pelos bons comentários que fazem sobre a autora, que estou bastante curioso com esta leitura que de certo demorará breves dias a ser feita, só mesmo para não dizer horas.  

O Livreiro de Paris

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Autor: Nina George

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: Editorial Presença

Páginas: 328

ISBN: 978-972-23-5961-0

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Jean Perdu é proprietário de um negócio tão especial quanto extraordinário: a Farmácia Literária, uma livraria instalada num barco atracado no rio Sena, em Paris. Ao invés de vender medicamentos, receita livros como remédio para os males da alma. Porém, embora saiba aliviar a dor dos outros, não consegue atenuar a sua própria dor. O que Monsieur Perdu não sabe é que a descoberta de uma carta do seu passado está prestes a mudar-lhe o destino. Depois de a ler, Jean encontra-se numa encruzilhada: continuar uma existência sombria e dolorosa ou embarcar numa viagem ao Sul de França, até à Provença, ao encontro da reconciliação com o passado e da beleza da vida.

 

Opinião: Primeiramente o leitor começa por se apaixonar pelo mundo criado por Jean Perdu na sua embarcação transformada em livraria num porto do rio Sena, em Paris. Para quem gosta de livros logo a premissa consegue conquistar, só que depois com o passar de cada capítulo rapidamente percebemos que por detrás da dedicação de Perdu existe uma solidão causada por um acontecimento do passado e aí tudo se começa a transformar. 

Confesso que ao perceber que aquela embarcação iria sair do seu lugar para viajar em busca de uma verdade que o leitor já conhece não consegui aproveitar e saborear o momento, achando desnecessário o desapego ao local que sempre acolheu o médico literário que dá conselhos sobre que obra deve ser lida perante as circunstâncias de cada cliente. Engoli em seco, perdi um pouco de interesse e fiquei a naufragar na leitura, só que a dado momento e depois de pensar como a descrição de cada local visitado era feita de forma rápida sem revelar grandes pormenores, acontece o virar da história. De um momento para o outro tudo muda e se existem livros que podem não estar a conquistar mas que na reta final conseguem dar a volta a toda a situação, O Livreiro de Paris é um deles. 

Atual leitura... O Livreiro de Paris

Um lançamento das Grandes Narrativas da Editorial Presença é geralmente sempre um bom livro, isto segundo a opinião de quem passou os últimos anos de adolescente somente a ler obras lançadas nesta colecção e nada mais. Como era estranho e sem querer abrir horizontes, não é?

Neste momento já tenho em mãos a leitura de O Livreiro de Paris, da autoria de Nina George. Para quem gosta de ler como poderia deixar passar esta narrativa de lado quando o mundo das palavras está em destaque? Vamos lá ver o que me reserva esta obra que já conta com segunda edição.  

A Química

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Autor: Stephenie Meyer

Lançamento: Novembro de 2016

Editora: Editorial Presença

Páginas: 544

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Neste thriller empolgante, uma ex-funcionária perseguida pela agência governamental para a qual trabalhava tem de executar uma última missão para limpar o seu nome e salvar a sua vida.

Apesar de trabalhar para o governo dos EUA, poucos sabiam disso. Considerada uma especialista, era um dos elementos mais ocultos de uma agência tão secreta que nem sequer tem nome. Quando entenderam que a sua ex-funcionária os punha em perigo, tomaram de imediato a decisão de a perseguir. Agora, ela tem de mudar constantemente de lugar e de identidade. Os seus perseguidores mataram a única pessoa em quem confiava, mas as informações secretas que guarda são uma ameaça, por isso estão determinados a elimina-la o mais rapidamente possível.

Quando o seu antigo supervisor lhe propõe uma alternativa para sair desta situação, ela crê estar perante a única oportunidade de escapar. Para tal, terá de aceitar uma última missão para a agência. Infelizmente, cedo compreende que as informações que lhe foram transmitidas a colocam numa situação ainda mais perigosa. Decidida a lutar, prepara-se para o confronto mais difícil da sua vida, mas dá por si apaixonada por um homem que apenas complica as suas possibilidades de sobrevivência. À medida que essas possibilidades escasseiam, vê -se obrigada a usar os seus talentos únicos de formas que nunca imaginou.

Neste novo romance, Stephenie Meyer criou uma nova heroína determinada, fascinante e com talentos únicos, demonstrando mais uma vez o que a leva a ser uma das autoras mais admiradas da atualidade.

 

Opinião: Só por si Stephenie Meyer chama a atenção dos leitores e a curiosidade aumenta com A Química quando é rapidamente percetível que esta obra foge do mundo de Crepúsculo, sendo a mudança necessária para que o público perceba que a autora sabe contar muito mais que romances de vampiros que inspiram jovens adolescentes e sonhadores por todo o mundo. 

Atual leitura... A Química

O sucesso mundial da saga Twilight catapultou Stephenie Meyer para os tops que rapidamente a transformaram numa das autoras de maior sucesso. Agora, após a febre dos vampiros, Stephenie arrisca com um outro estilo literário e presenteou os leitores com A Química, um thriller que promete agarrar e conquistar através de personagens que se envolvem em situações intensas onde a busca da verdade dará origem a perseguições, missões e salvamentos da própria vida. Curiosos? Eu estou!

A Química será talvez um dos livros do ano, quero assim acreditar e o poder afirmar quando esta leitura estiver terminada. As expetativas estão altas e daqui a uns dias já vos contarei como tudo correu com esta Grande Narrativa lançada pela Editorial Presença.  

A Rainha de Tearling

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Autor: Erika Johansen

Data: Abril de 2016

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 400 páginas

Classificação: 3 em 5

 

Opinião: A Rainha de Tearling é daqueles livros que cruzam imaginação com realidade num mundo criado com recurso à inspiração no que existe. Existirá limites na criação que uma pessoa apresenta aos outros? Nada!

Na luta entre o bem e o mal existe Kelsea, a rainha que aos dezanove anos descobre o poder deixado por sua mãe com quem só nos primeiros momentos de vida viveu. Criada longe da grande fortaleza onde iria reinar uns anos depois, Kelsea, a protagonista da história consegue crescer com as lições do que lhe espera no futuro. Completa a idade para assumir o seu lugar, a guarda da rainha vai ao seu encontro, praticamente de surpresa, para que comece a grande aventura da sua vida. Mas será que Kelsea conseguirá sobreviver perante tanta oposição que lhe vai sendo colocada pela frente, dentro e fora do seu reino? Como é que uma jovem herda um trono do qual não esteve próxima e do qual pouco sabe? Uma verdadeira aventura onde a luta, os sacrifícios e a acreditação vão acontecendo, com a auto confiança a crescer de dia para dia perante um povo que aos poucos também começa a acreditar na nova figura reinante que os lidera. 

Embrulhado em mistério, curiosidade, suspense e fantasia, a trilogia de A Rainha de Tearling consegue conquistar ao longo da sua leitura, criando de imediato uma ligação entre a figura reinante que é apresentada de forma simples e direta sem nada ficar por contar. Ao longo da narrativa outros são os personagens que vão ganhando destaque e que com uma também boa caracterização conseguem seguir com o leitor que entra no reino de Tearling para cruzar corredores, entrar nos salões e enfrentar as terras longíquas onde a luta pelo poder da sobrevivência é necessária. 

Atual leitura... A Rainha de Tearling

Uma nova aventura literária vai ter início por estas paragens! Vindo diretamente da imaginação, eis que surge A Rainha de Tearling, lançado em Portugal pela Editorial Presença! Com um reino ficcional, esta leitura, a julgar pelos comentários da contracapa da obra será intensa e emocionante graças à acção e a personagens fascinantes. A imaginação parece estar na ordem do dia nesta criação que conta também com intrigas políticas e de honra numa aventura de fantasia. Será que os bem dizentes críticos de leituras anteriores estarão de acordo comigo? Logo que terminar de ler A Rainha de Tearling já sabem que vos conto tudo! 

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Presentes literários!

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Sabem uma coisa? Uma pessoa pode estar chateada, andar meio tristonha e com um estado de espírito pesado, mas quando se chega ao final do dia a casa e percebe-se que o carteiro não deixou um, nem dois, mas sim três presentes transformados depois em quatro à nossa espera, o dia parece ganhar novo ânimo! 

Foi isto que me aconteceu esta semana com presentes das editoras Clube do Autor, Chiado Editora e Editorial Presença, que me deixaram bem alegre só por ter visto os envelopes antes mesmo de lhes pegar para os abrir como uma autêntica criança feliz por receber alguma coisa de que gosta!

Todas estas obras irão ser lidas pelos próximos dias e o comentário sobre as mesmas já sabem que aparece sempre aqui pelo blog!

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Conquistadores

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Autor: Roger Crowley

Data: Março de 2016

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 304 páginas

Classificação: 4 em 5

 

Opinião: Portugal no início do século XV sentia verdadeiras dificuldades para com a necessidade de alargamento da sua área pesqueira, existindo ao mesmo tempo falta de cereais e ouro, o que exigia que várias medidas fossem tomadas a favor do comércio marítimo. Começou assim a aventura dos portugueses com a descoberta do mundo.

Conquistadores é a excelente obra da autoria de Roger Crowley que retrata de forma bem explicativa e eximia a criação do primeiro império global que começou com a conquista de Ceuta em 1415. Conhecer, lutar, conquistar e comercializar eram as palavras chave dos navegadores portugueses que partiam de Lisboa em busca de novos territórios onde a riqueza de bens alimentares e materiais existia. As especiarias e o ouro foram o atractivo para o Infante D. Henrique chegar e vencer, dando o mote para os conquistadores que se seguiram, entre eles Bartolomeu Dias, Pêro da Covilhã, Afonso de Paiva e Afonso de Albuquerque.

Atual leitura... Conquistadores

Acabadinho de sair do forno, chega a Portugal a obra Conquistadores da autoria de Roger Crowley, um nome destacado pelo New York Times. Lançado pela Editorial Presença e com a premissa histórica de «como Portugal criou o primeiro império global», este será mais um dos livros que me levará por outras áreas literárias em que não estou habituado a circular. Uma obra sobre a história da nação contada por um historiador especializado nos grandes impérios marítimos europeus. Vamos lá ver como isto corre!

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Tempo de Partir

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Autor: Jodi Picoult

Data: Abril de 2015

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 440 páginas

Classificação: 4 em 5

 

Opinião: A minha estreia nas obras de Jodi Picoult não podia ter corrido melhor. Com Tempo de Partir viajei e acima de tudo fiquei a conhecer parte da vida de uma comunidade de elefantes, que até aqui desconhecia. 

Numa obra recheada de emoção o principal protagonista é a figura do elefante que surpreende porque é dada a oportunidade ao leitor de ficar a conhecer como um animal selvagem vive de forma tão consciente como os humanos. Os verdadeiros sentimentos do animal, a protecção dentro da comunidade, a ligação entre progenitora e cria, o nascimento e partida e o elo que por vezes é criado com os outros seres vivos que podem ao mesmo tempo ser uma verdadeira ameaça. Tudo é contado de forma surpreendente em Tempo de Partir sobre os elefantes, conseguindo as palavras relatadas por Jodi comoverem ao ponto da vontade de adotar um ser pesado surgir. Como por vezes um elefante consegue surpreender a tal ponto de criar situações tal complexas que nem um humano as consegue superar por mais intuitivo que seja. A força, a vontade, a vida, a perda e o amor refletido na protecção, no choro e na presença. 

Tudo isto é contado através dos diários de bordo de Alice, uma observadora, pesquisadora e tratadora de elefantes que da selva para recintos fechados de acolhimento de elefantes consegue relatar passo a passo a vida dos seus animais. É com a vida de Alice que somos convidados por Jodi a viajar no tempo, percorrendo países e conhecendo comunidades que vão mostrando como a vida de um animal de tão grande porte mete a nossa a um canto. Jenna, a filha perdida de Alice, é parte importante da história por procurar a presença da sua progenitora ao mesmo tempo que vamos refletindo na perda das crias dos protagonistas de toda esta história. Destemida e com vontade de conquistar o que lhe foi tirado, a jovem Jenna vai à luta, aliando-se a uma médium e a um ex-inspetor para que as buscas consigam chegar a bom porto. Conseguirá a adolescente encontrar Alice ou a história revolta-se como uma mãe elefante quando vê a sua cria partir?

A Minha Vida com George

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Autor: Judith Summers

Data: Julho de 2008

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 248 páginas

Classificação: 3 em 5

 

Opinião:

Uma morte abana o seio familiar que se deixa cair num pesadelo em que a vida parece ter tudo de negativo. Isto até chegar a casa de Judith e do jovem Joshua o cachorro cavalier king charles spaniel que promete desde o primeiro impacto alterar a rotina de mãe a filho, criando a partir daí uma necessidade de ambos não só sobreviverem à morte do pai de família como também vivendo e alterando a sua vida devido ao novo companheiro do lar. A Minha Vida com George é daqueles romances que só toca e é entendido junto dos leitores que têm companheiros de quatro patas a viver dentro de quatro paredes com os humanos de uma família tecnicamente normal. 

Quando encomendei esta obra por estar em promoção não tinha o Tomé na minha vida e as semanas foram passando e o livro acabou por não ser lido, passando meses e talvez até mais de um ano sem lhe pensar sequer em pegar. Agora que o Natal está próximo e o carinho por um canino tem despertado o interesse por este tipo de obras reais misturadas com ficção onde os animais também podem ser os protagonistas, lá peguei na primeira experiência com a leitura de Judith Summers e confesso que gostei.

A autora fala na primeira pessoa para o leitor, contando as suas aventuras antes e depois de ter o George na sua companhia. A convivência com o filho, a família, os amores, a vizinhança e até os cães do bairro ganham destaque nesta obra doce, de fácil leitura e onde a percepção de todos os acontecimentos é real. Um cão tem sentimentos e os seus donos quando são humanos com cabeça e noção de que um animal de estimação não é um brinquedo que se pode deitar ao lixo devido aos problemas causados pelo modo irrequieto do animal ou só porque uma pessoa que aparece mais tarde acaba por não simpatizar com o elemento familiar de quatro patas que já tem o seu espaço em alguma casa só mostram que os animais são tão ou mais importantes que as pessoas que por vezes nos acabam por magoar ao longo do tempo. 

Uma atracção de amor entre o George e a família que o acolheu é relatada desde os primeiros momentos em que tudo parece começar a complicar até aos anos finais em que a doença aparece, os problemas vão surgindo e os acidentes de percurso vão marcando etapas que são vividas como se mais um filho existisse. 

Atual leitura... A Minha Vida com George

Há uns anos, por algum motivo que desconheço atualmente, adquiri A Minha Vida com George através de uma promoção no portal da Editorial Presença. O tempo foi passando, novas obras foram-se colocando pela frente e só agora irei pegar nesta narrativa de Judith Summers para me deixar levar por uma história que envolve o amor entre os seres humanos e os seus animais de estimação. Quem tem um companheiro de quatro patas deverá ficar rendido a este romance, não sei! Espero gostar tanto do que é contado sobre a vida de George como das tropelias do meu Tomé, que me chegou após ter adquirido este livro. Veremos como esta aventura literária onde um canino é o grande destaque irá correr!

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Não Sou Esse Tipo de Miúda

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Autor: Lena Dunham

Ano: 2015

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 288 páginas

Classificação: 3 em 5

 

Opinião:

Não Sou Esse Tipo de Miúda é daqueles livros que se vai lendo no intervalo dos outros, pegando nas várias divisões que o mesmo tem para se perceber o mundo que acredito que tenha muito de ficcional de Lena Dunham. Uma verdade existe nesta obra, foge do estilo que aprecio, tendo ficado a pensar em várias das situações que são relatadas, não sabendo se a verdade está totalmente impressa ou se, o que acredito, existem vários pontos de acrescento pelo meio. 

Nesta obra vai sendo relatada a forma de vida da sua autora, andando-se de trás para a frente e vice-versa, não existindo uma linha a seguir. Tão depressa encontramos uma história que revela momentos do início da sua adolescência como já estamos na fase adulta para voltar atrás logo de seguida, cruzando-se personagens e sentimentos ao longo de toda a escrita. Embora todo o livro esteja agrupado por temas, o que não é mau de todo, preferia ter um Não Sou Esse Tipo de Miúda de forma corrida e com um passar temporal contado ao longo do que é descrito sem saltos de um lado para o outro. 

Com relatos de vida aliados a simples e inspiradas ilustrações, este livro é daqueles que passa do humor para a fase dramática num ápice sem grande dedicação de Lena Dunham a cada conto que vai transmitindo. De escrita rápida e sem complicações, os temas sérios unem-se à leveza da grande maioria da obra, sempre com toques ligeiros de humor bem atirado nas variadíssimas circunstâncias. 

O Pintassilgo

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Autor: Donna Tartt

Ano: 2014

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 896 páginas

Classificação: 4 em 5

 

Opinião:

Demorei mais que o tempo desejado a ler O Pintassilgo, no entanto isso não faz desta obra de Donna Tartt menos boa. Este é um dos meus livros do ano, sem sombra de dúvida!

Com uma escrita simples e sem os grandes malabarismos que acreditei que iria encontrar nesta obra, O Pintassilgo é daquelas longas narrativas que sempre se vai desenrolando sem enfadar ao longo de praticamente novecentas páginas, sem cansar e sem causar monotonia no que vai sendo contado. Com uma simples história onde a arte se une às palavras através da vida de Theo, o miúdo que se torna num adulto num ápice, somos levados a percorrer caminhos complicados e onde nem sempre o que está ao virar da esquina é a melhor continuação para se seguir em frente. 

Ao longo do livro várias são as personagens que se vão cruzando com Theo, personagens essas excelentemente elaboradas por uma autora que sabe tocar nos pontos essenciais para conquistar o leitor através dos pequenos pormenores que vão sendo relatados. O que um acontecimento consegue alterar no rumo da história de uma pessoa é o grande destaque de O Pintassilgo que percorre detalhes onde a escuridão, os medos, dilemas e a crença se cruzam para a protecção pessoal poder acontecer. Transformando o pensador Theo num viajante do mundo onde a experimentação do bem e mal vai acontecendo, o leitor consegue dar por si a circular pela cidade através de um corpo desta personagem que consegue ser vista e onde conseguimos entrar psicologicamente, sabendo no final da obra como as suas reacções vão acontecendo e o que esperar pelos momentos seguintes a cada novo desafio. Da adolescência problemática à juventude complicada e recheada de meandros para passar ao adulto fruto de todo um passado e onde um casamento começa a bater à porta, se não fosse tudo voltar a mudar porque um quadro perdido espera e uma esposa não merece assim tanto amor... As dores de uma relação de filho e pai, namorado e namorada, amigo para amigo, amigo para paixão, vendedor para comprador... Tudo envolvido resulta num Theo com ligações inocentes e crenças nas pessoas que por vezes só lhe querem passar a perna, isto até ao momento da verdadeira percepção da verdade acontecer, entendendo ai o que realmente interessa na vida. Será que as coisas boas só surgem da bondade ou por vezes os pontos de maldade também se conseguem transformar numa parte positiva no futuro? Nada é assim tão linear como previamente concebemos e isso é a grande lição que O Pintassilgo nos transmite!

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