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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Atual leitura... A Filha Estrangeira [Najat El Hachmi]

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Uma história de contrariedades pessoais entre o passado e o futuro reflete-se na história de uma jovem que nasceu em Marrocos e foi criada pela Catalunha, existindo agora a balança entre continuar onde está ou procurar as suas origens. Este é o segundo romance de Najat El Hachmi, a autora que venceu com a sua obra de estreia, L'Últim Patriarca, o prémio Ramon Llull em 2007.

A Filha Estrangeira será assim a minha atual leitura pelos próximos dias e espero que me conquiste tanto como outras obras do género há uns anos atrás. Para já vou um pouco às escuras para o início da leitura deste romance, já que a sinopse não revela muito do que há para descobrir ao longo das mais de duzentas páginas. 

Leitura Sugerida na Feira do Livro de Lisboa

hoje estarás comigo no paraíso feira do livro 20

As editoras presentes na 87ª Feira do Livro de Lisboa este ano, talvez por estar mais dentro do assunto ou não, têm mantido outro cuidado para com os bloggers literários e que gostem de ler, como é o meu caso. Não tenho um blog exclusivo sobre literatura, no entanto parte das publicações que faço são sobre o mundo dos livros e assim será para continuar. Este ano as editoras começaram a olhar para os bloggers de outra forma perante o grande evento do ano e para além de sermos chamados a colaborar e participar em várias iniciativas de diversas editoras, tivemos também direito a colocar as nossas sugestões no espaço do Grupo Porto Editora, de onde fazem parte além de várias chancelas a Bertrand Editora e a Quetzal Editores. 

O convite para sugerir um livro e juntar a essa sugestão uma frase sobre a obra foi feito e como não resisti acabei por enviar duas opções para a Leitura Sugerida que se encontra junto dos exemplares que estão expostos para venda. Optei pela mais recente obra de Bruno Vieira Amaral, Hoje Estarás Comigo no Paraíso, com a frase, «Verdade e partilha numa história que ultrapassa a realidade na ficção» e depois como não resisti, eis que escolhi a minha autora de romance preferida, Danielle Steel, para mostrar que a sua escrita é a «Companhia ideal para momentos de leitura que se querem leves e recheados de sonhos inspiradores.».

20|20 Editora na Feira do Livro de Lisboa

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As novidades para a 87ª edição da Feira do Livro de Lisboa não param de surgir e acabaram de chegar as últimas notícias do grupo 20|20 Editora e sabem o que vos digo desde já? Paula Hawkins, autora de A Rapariga no Comboio e de Escrito na Água está de presença marcada pelo evento nos dias 10 e 11 de Junho. 

Este ano o grupo que reúne as editoras Booksmile, Elsinore, Nascente, Topseller e Vogais irá contar com doze pavilhões, três palcos e vários motivos de atração entre os dias 1 e 18 de Junho pelo recinto da Feira do Livro. Fazendo a evolução de um pavilhão em 2010 até aos doze em 2017, quem passar pelo espaço da 20|20 Editora não irá ficar indiferente à variedade de livros apresentados, tal como às diversas atividades, atrações e experiências que irão ocorrer ao longo dos dias. De sessões de autógrafos com autores nacionais e internacionais, a workshops, showcookings e conversas com vários dos nomes que publicam as suas obras através das diversas editoras do grupo, muita coisa está prevista acontecer. 

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O nome mais sonante que estará à disposição para conversar com os seus fãs será Paula Hawkins. O ano passado a expetativa estava elevada mas a autora não conseguiu visitar Portugal na altura do certame, mas desta vez a sua presença está confirmadissima no espaço da 20|20 Editora, fazendo com que nos dia 10 das 15h00 às 18h00 e 11 das 14h30 às 16h00 a Feira receba uma das autoras que mais vende no Mundo atualmente. A Rapariga no Comboio já vendeu mais de vinte milhões de exemplares e os números continuam a crescer agora na companhia de Escrito na Água que mal foi lançado entrou diretamente para o primeiro lugar dos tops de vendas mundiais. 

Para além de Paula Hawkins são vários os nomes das cinco editoras do grupo a marcarem presença na Feira do Livro, como é o caso de Paulo Moura, António Marujo, Nuno Tiago Pinto, Maria João Viana, Cristina Leal, Filipa Veiga, Paula Raposo Esteves, Maria da Luz Rodrigues, Marisa Valadas, Carina Barbosa, João Magalhães, Paula Beirão Valente, Nelson Nunes, Maria João Fialho Gouveia, Sofia Rito, Sofia Loureiro, Juliana de’Carli, Magda Roma, Ana. R. Bravo, Maria Antónia Peças, Susana Alves e Carolina Santo. 

TAG Feira do Livro

A Mulher que Ama Livros lançou a TAG Feira do Livro e a Holly Reader foi uma das nomeadas para lhe seguirem o exemplo. Agora e porque as meninas não estavam contentes, eis que fui chamado a responder também às várias questões da TAG, mas desta vez ainda não irei fazer vídeo. Quem sabe numa próxima. 

Vamos lá então...

  1. Um livro que se passe em Lisboa - A Magia do Acaso, da autoria de Tiago Rebelo e lançado pela editora ASA. Podem saber um pouco mais sobre a obra e a opinião que tenho sobre a mesma aqui.

  2. Indica um livro para ler no Verão - Larga quem não te agarra, da autoria de Raul Minh'Alma e lançado pela Manuscrito. A razão desta escolha é simples e pode ser explicada com dois fatores. Primeiramente de leitura simples e depois também porque ao ser um livro de reflexão e já que os dias de férias, por exemplo, também servem para recarregar baterias, nada melhor do que pensar no ano que está um pouco em modo pausa para recomeçar de novo, dando novas oportunidades aos outros e a nós próprios. Podem saber um pouco sobre a obra e a opinião que tenho sobre a mesma aqui

  3. Indica um livro doce - Feliz Aniversário, da autoria de Danielle Steel e lançado pela Bertrand Editora. A escolha desta sugestão é simples. Algo mais doce do que a união familiar? Este é um romance simples e onde o amor acontece. Quando pensei em doçuras logo pensei em Danielle Steel e dentro das opções, nada melhor que este título que nos transporta por um bom ambiente familiar, como se estivéssemos a percorrer um percurso recheado de coisas boas para ir saboreando ao longo da vida. Podem saber um pouco mais sobre a obra e a opinião que tenho sobre a mesma aqui

     

  4. Qual o autor que deveria ir à Feira do Livro - Danielle Steel, que sabem que é uma das minhas autoras de romance preferidas. J. K. Rowling seria interessantíssimo ouvir falar sobre os seus mundos fantásticos junto dos fãs. 
  5. Elege as tuas três editoras preferidas - Não criando um top mas sim enumerando de forma aleatória. Editorial Presença e Bertrand Editora pelo facto de serem as editoras de sempre e com as obras com que mais me tenho identificado ao longo dos anos. Seja no romance, no suspense, estas duas editoras têm nomes fortes, com capas que dão nas vistas e que me conseguem prender. Mais recentemente tenho ficado fã da Topseller dentro do estilo thriller e até agora nenhuma outra me conseguiu conquistar dentro deste estilo como a editora do grupo 20|20.
  6. Indica um livro muito bom com mais de 18 meses - O Quarto de Jack, da autoria de Emma Donoghue. Posso parecer cliché com esta escolha, mas este é um dos meus livros de coração e que aconselho vivamente por mostrar a perseverança e vontade de vencer na vida. 

  7. Já pediste autógrafos? Mostra - Não sou de pedir autógrafos por vergonha talvez de me dirigir às pessoas de forma a lhes roubar um pouco do seu tempo quando todos temos direito ao nosso espaço de forma livre. Existem as sessões de autógrafos mas mesmo ai não sou de ficar em espera em busca de uma assinatura e um comentário igual por vezes a tantos outros. Tenho um livro do NunoNepomuceno ainda por ler que o autor me enviou autografado e sei que existem mais uns que foram enviados também já com o autografo dos seus autores, mas nada pedido por mim ou por me ter dirigido à pessoa com a finalidade de pedir a sua assinatura numa das suas obras. Já agora Obrigado Nuno!

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  8. Dois livros que compraste nos anos anteriores e ainda não leste - Neste campo vale mais recorrer ao provérbio... «Vale mais uma imagem que mil palavras.» Não sei quais foram comprados na Feira do Livro ou oferecidos no Natal e assim, mas sei que já por cá andam há uns meses e mesmo anos em espera para serem lidos!

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  9. Revela dois livros que pretendas comprar este ano - Escrito na Água de Paula Hawkins, a autora de A Rapariga no Comboio que lançou assim o seu segundothriller. E tentar completar a coleção já extensa das obras de Danielle Steel que sei que me faltam uns lançamentos antigos pela biblioteca cá de casa e que ainda não li. 

A Guerra e Paz na Feira do Livro de Lisboa

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Prestes a começar mais uma edição da Feira do Livro de Lisboa, que decorre de 1 a 18 de Junho, no Parque Eduardo VII, como sempre, a editora Guerra e Paz, que irá marcar presença pelo pavilhão B29 com as suas publicações ao longo de todo o evento, acaba de divulgar a lista das sessões de autógrafos já confirmadas.

Sendo assim e pelo dia 3, às 17h00, darão a conhecer a coleção Os Livros Estão Loucos? Estão em Festa num evento especial junto dos leitores e visitantes da Feira. Logo no dia seguinte, Domingo, 4, será a vez de Marco Neves, pelas 15h00 e Luís Pereira de Sousa, pelas 17h00, marcarem presença na feira para autografarem as suas obras. No Sábado, 10, pelas 17h00, Elizabete Agostinho estará disponível para conversar com os seus leitores, seguindo-se Jorge Rio Cardoso no Domingo, 11, pelas 15h00. Já na Terça-feira, 13 de Junho, será Maria Helena a autografar as suas obras pelas 16h30 e na Quinta-feira, 15, pelas 15h00, estão Io Appolloni e Carlos Quintas com a biografia da atriz e pelas 17h00 será a vez de João Lapa e Alexandre Fernandes a estarem presentes no certame da Guerra e Paz.

Viajante à Luz da Lua [Antal Szerb]

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Autor: Antal Szerb

Editora: Guerra e Paz

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 272

ISBN: 978-989-702-267-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Mihály, um homem de negócios de Budapeste, vai pas­sar a lua-de-mel em Itália com a mulher, Erzsi. Os pro­blemas começam na primeira paragem, Veneza, mas é em Ravena que um antigo amigo de Mihály perturba o casal com histórias do passado.

Ao perder o comboio para Roma, Mihály foge da mu­lher e vagueia pelo país, numa viagem de autodescober­ta. Dividido entre o desejo e o dever, o que quer e o que os outros esperam de si, a boémia da adolescência e as responsabilidades de adulto, Mihály reencontra os seus fantasmas e questiona o sentido da vida.

Amor e morte cruzam-se neste romance trágico-cómico de 1937, uma obra-prima do húngaro Antal Szerb, traduzida em diversos países, e que chega final­mente a Portugal.

 

Opinião: Viajante à Luz da Lua é um Clássico da Literatura Húngara e por ai já me fez ter interesse na sua leitura. Primeiramente porque é um clássico bem comentado e depois porque não estou habituado a ler autores húngaros e com este romance consegui fazer o dois em um. Mas no final da leitura fiquei com uma sensação estranha sobre a opinião que posso dar sobre a obra. 

De leitura fácil, recurso a um bom vocabulário que não necessita de ser elaborado para agradar ao leitor e com uma história fluída, no entanto e embora tenha acompanhado toda a narrativa que me prendeu, não consegui encontrar-me do lado de Mihály. O protagonista da história é um ser complicado, de baixa auto-estima e com um género bem individualista gerado também pela sua timidez e incapacidade de compreensão dos outros, no entanto o leitor entende estas descompensações mas não consegue encontrar um ponto com que se identifique para pegar na leitura e se ir debatendo por um final feliz. Percorremos Itália com uma visão de turista a descobrir o país e ao mesmo tempo em busca da perfeição que num ser complicado é difícil de alcançar. Fiquei com a sensação de uma boa história mas com uma grande falha quanto ao assumir a personalidade de cada personagem de forma direta, tal como o pouco cuidado de descrição para com os locais percorridos. 

Atual leitura... Viajante à Luz da Lua [Antal Szerb]

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Diretamente da literatura húngara do século XX para Portugal do século XXI, chega até nós através da Guerra e Paz Editores a obra de Antal Szerb, Viajante à Luz da Lua. Num romance entre o amor e a morte com Itália como pano de fundo, esta obra que foi traduzida por vários países chega finalmente a Portugal e até mim.

Irei pelos próximos dias conhecer as vivências de Mihály por Itália numa aventura que começa como uma escapadela romântica para acabar por se transformar em momentos de solidão e de auto descoberta sobre a presença de um ser no universo e perante uma vida que o enfrenta no dia a dia.

O Leitor do Comboio [Jean-Paul Didierlaurent]

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Autor: Jean-Paul Didierlaurent

Editora: Clube do Autor

Lançamento: Março de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 196

ISBN: 978-989-724-346-2

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: O poder dos livros através da vida das pessoas que eles salvam. Uma obra que é um hino à literatura, às pessoas comuns e à magia do quotidiano.

Jean-Paul Didier Laurent é um contador de histórias nato. Neste romance, conhecemos Guylain Vignolles, um jovem solteiro, que leva uma existência monótona e solitária, contrariada apenas pelas leituras que faz em voz alta, todos os dias, no comboio das 6h27 para Paris.

A rotina sensaborona do protagonista desta história muda radicalmente no dia em que, por mero acaso, do banquinho rebatível da carruagem salta uma pendrive que contém o diário de Julie, empregada de limpeza das casas de banho num centro comercial e uma solitária como ele… Esses textos vão fazê-lo pintar o seu mundo de outras cores e escrever uma nova história para a sua vida.

O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. Herdeiro da escrita do japonês Haruki Murakami, dotado de uma fina ironia que faz lembrar Boris Vian, Jean-Paul Didierlaurent demonstra ser um contador de histórias nato.

 

Opinião: O título desta obra de Jean-Paul Didierlaurent remete-nos desde logo para alguém que passa as viagens de comboio a ler. Sim, podemos pensar que o livro irá remeter para tal situação na sua totalidade, mas na verdade esse facto é na maioria das páginas iniciais esquecido, o que logo me deixou de pé atrás para o que estava para chegar ao longo do desenrolar da ação.

Um viajante que faz o seu trajeto de casa para o trabalho de comboio e que vê o seu dia-a-dia laboral ser descrito numa primeira fase da obra, sendo relatado o processo da decomposição dos livros após estarem dias, semanas, meses e mesmo anos nas estantes sem conseguirem ganhar um leitor que os leve consigo. Quem vai desfolhando O Leitor do Comboio vai acompanhando a forma de trabalhar de Guylain e a descrição como atravessa o percurso de regresso à pacatez do seu lar, percebendo aos poucos que enquanto viaja vai lendo pequenos textos soltos, nada de livros, ao longo do trajeto para os outros passageiros da composição que se vão habituando com o tempo a ouvirem o jovem com as suas leituras. 

Atual leitura... O Leitor do Comboio [Jean-Paul Didierlaurent]

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«Leitura obrigatória» é o que o jornal L' Express afirma sobre O Leitor do Comboio, da autoria de Jean-Paul Didierlaurent e cuja edição portuguesa ficou a cargo da Clube do Autor. Um livro onde os livros são o centro da ação com um jovem solitário que viaja pelo mundo quando todas as manhãs apanha o comboio para Paris. De livro em livro, romance a romance, Guylain é um verdadeiro amante literário que vê a sua vida ser alterada quando encontra uma pendrive com uma história real. 

Afinal de contas a literatura pode mudar uma vida? Acredito que sim, pelo menos já alterei várias formas de estar e pensar através da leitura. Agora vou entrar na viagem ao lado d' O Leitor do Comboio e espero chegar à última estação com uma boa opinião! 

O Anjo da Morte

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Autor: M. J. Arlidge

Lançamento: Fevereiro de 2017

Editora: TopSeller

Páginas: 336

ISBN: 978-989-8855-43-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.

Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo. Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer? se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.

 

Opinião: Ao longo dos últimos tempos tenho-me deixado conquistar por autores que desconhecia e dentro do thriller então as surpresas têm sido várias. Agora e sem saber que O Anjo da Morte pertence a uma série com livros já publicados, peguei neste último lançamento de M. J. Arlidge e encontrei aqui um autor que não tem nada a esconder com a sua escrita e narrativas tão bem criadas que conseguem prender o leitor do início ao fim sem que se perceba quem na verdade possa ser o rosto que será descoberto perto do final para que tudo fique esclarecido e se possa seguir em frente. 

Sensibilidade e Bom Senso

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Autor: Jane Austen

Lançamento: Março de 2017

Editora: Bertrand Editora

Páginas: 480

ISBN: 978-972-25-3352-2

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Marianne e Elinor Dashwood, com 17 e 19 anos respetivamente, são irmãs, mas não podiam ser mais diferentes. Marianne é toda ela coração, sensibilidade e romantismo; Elinor é a encarnação da razão, do bom senso e da reserva. Por entre reveses e amores, cada uma delas será posta à prova e terá de encontrar um equilíbrio - entre a sensibilidade e o bom senso - que lhes permita ser felizes.

 

Opinião: Jane Austen é um nome incontornável da literatura mundial mas infelizmente ainda não conhecia a sua obra com experiência enquanto leitor. Agora e para iniciar a opinião acerca de Sensibilidade e Bom Senso poderei desde já dizer que este foi o primeiro romance que li de Austen mas não será o último com toda a certeza.

Pegando no início do século XIX e numa família com jovens com idade para assumirem as obrigações do casamento, eis que duas irmãs, bem distintas entre si, assumem o protagonismo deste romance excelentemente bem desenvolvido com uma simplicidade tão notória onde a fluídez da narrativa surge sem cansar em algum momento o leitor. Elinor, a irmã mais velha é apta para analisar os comportamentos dos outros, mantendo a calma e pensamendo de forma racional, ao contrário de Marianne que embora sensível, deixa-se facilmente levar pelas primeiras impressões o que nem sempre corre bem para quem acredita que tudo é perfeito. Se uma tem Bom Senso a outra tem a Sensibilidade à flor da pele e está aqui dado o ponto de partida para esta obra que transborda verdade nos factos que não passam de ficção a demonstrar a realidade de outros tempos mas que ainda hoje pode ser vista através de distintos contornos para com a sociedade dos tempos modernos. 

Atual leitura... Sensibilidade e Bom Senso

Assinalando o bicentenário da morte da escritora Jane Austen, a Bertrand Editora lança nova edição do seu primeiro romance, Sensibilidade e Bom Senso. Lançado em 1811, contando assim com mais de duzentos anos desde a primeira publicação, este é um livro intemporal e de referência graças à sua qualidade linguística que conjugada com o bom argumento, critica social e factos inseridos num contexto histórico cativam.

Conseguirão duas irmãs tão diferentes enfrentar os seus problemas enquanto adolescentes de forma a se ajudarem mutuamente?! Sensibilidade e Bom Senso é a minha atual leitura e embora já tenha recebido comentários de surpresa por me meter com Jane Austen, vamos lá ver como tudo correrá. 

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