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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

28
Mai17

Todos os Dias Morrem Deuses [António Tavares]


O Informador

todos os dias morrem deuses.jpg

Autor: António Tavares

Editora: D. Quixote

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 176

ISBN: 978-972-20-6247-3

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: 1953. Este é um ano rico em acontecimentos: Eisenhower é eleito Presidente dos EUA, Churchill ganha o Prémio Nobel da Literatura, os Rosenberg são acusados de espionagem e executados, Tito torna-se o timoneiro da Jugoslávia… 

E, porém, os factos que atraem o protagonista deste romance - um jovem jornalista sem dinheiro que deambula por uma Lisboa de cafés e águas-furtadas - são claramente delicados em tempo de censura, pois prendem-se com as múltiplas conspirações que rodeiam a morte e a sucessão de Estaline na União Soviética. 

Não só é preciso que escreva com pinças para fintar o regime, como a informação que lhe chega de fora é escassa e contraditória, obrigando-o a dar largas à sua imaginação…

Muitos anos depois, de regresso à aldeia onde nasceu e a que o liga a memória da mãe, sente o rasto da velhice na metáfora de uma fogueira que vai consumindo o que ainda lhe sobra desse passado e relembra as mulheres que o marcaram e os deuses que ajudou a criar na sua prosa diária.

 

Opinião: Decorre o ano de 1953 e encontramos-nos em Lisboa, na vida de um jovem jornalista responsável pela área internacional de um jornal nacional. Os acontecimentos do Mundo que marcaram a História daí em diante têm de ser relatados, nem sempre como acontecem, mas sim como convém, tendo o cuidado com o controlo da época, tal como com a criação floreada por vezes de certos temas que não chegavam com grandes bases a Portugal para serem noticiados à sociedade. Era necessário criar história dentro do que era possível fazer, nem que para isso se inventasse um pouco com o que acontecia do outro lado do planeta e que estava bem distante para se confrontar a notícia com a verdade dos factos. 

A premissa de Todos os Dias Morrem Deus é boa, no entanto não a vi com um bom desenvolvimento, tendo os factos históricos desfilados muito rapidamente e sem grande pormenorização, sendo feito algo corrido sem conseguir dar destaque à História como devia ter acontecido. O leitor fica com aquela ideia que, sim isto aconteceu, ok, talvez se fique com a noção que já se devia ter, mas não se levam os acontecimentos mais além, para as repercussões, por exemplo, que uma decisão levou junto da população. 

26
Mai17

Atual leitura... Todos os Dias Morrem Deuses [António Tavares]


O Informador

todos os dias morrem deuses.jpg

A escrita de António Tavares já não me é estranha. Em 2015 li O Coro dos Defuntos, obra vencedora do prémio Leya. Agora, ano e meio após o primeiro contacto com as criações do autor, eis que irei pegar em Todos os Dias Morrem Deuses para ver se a experiência de quatro estrelas em cinco volta a ser repetida ou ainda melhorada. 

Nesta narrativa tudo acontece a partir de 1953, ano em que vários acontecimentos importantes aconteceram em Portugal e no Mundo e onde um jovem jornalista se cruza com as conspirações da época para conseguir fugir da censura. Uns anos depois as memórias fazem-se sentir num regresso à aldeia que o viu nascer!

Um romance que espero ser inspirador sobre uma vida que enfrentou várias épocas sociais e que no final da corrida consegue fazer uma retrospetiva sobre tudo o que foi passando. 

25
Ago15

O Amor nos Tempos de Cólera


O Informador

o amor nos tempos de colera.jpg

Autor: Gabriel García Márquez

Ano: Outubro de 1987

Editora: D. Quixote

Número de páginas: 400 páginas

Classificação: 4 em 5

 

Opinião:

O Amor é a peça fundamental da obra de Gabriel García Márquez?! Sim e Não! Então? Fiquei com várias dúvidas sobre a obsessão das personagens pelas suas relações amorosas não concretizadas. Será assim o verdadeiro ato de amar? Vejo um grande romance em O Amor nos Tempos de Cólera, sendo esta uma obra que percorre várias décadas sempre com os mesmos sentimentos trocados a fazerem-se sentir por corações que estão separados por escolhas mútuas e que mais cedo ou mais tarde se sabe que ficarão juntos. Conseguirá alguém viver tanto tempo, cometer vários erros e sempre a pensar na calma que poderá alcançar quando atingir a pessoa que sempre quis ter ao seu lado?

Como dois estranhos conseguem ficar apaixonados por uma vida, seguirem rumos diferentes e sempre com o mesmo pensamento, quando não sabem ao certo o que se está a passar e pensar do outro lado? Fermina Daza e Florentino Ariza cruzam-se em jovens, vão percorrendo caminhos por vezes encostados e no final reencontram-se já velhos e tendo os últimos anos ao dispor do outro pela frente, onde a ajuda mútua acontece por necessidade e não tanto pela vontade que poderia ter acontecido por outros tempos, se tivessem ficado juntos por longos anos. Isto é amor? Não, parece-me que isto é uma obsessão por alguém, principalmente da parte de Florentino por Fermina, que mesmo percebendo que a amada refez o que não estava feito, fica suspenso, lutando contra doenças, febres, vontades e pensamentos emocionais que não o deixam desistir. 

05
Ago15

O que vou ler agora é...


O Informador

Ler em Agosto.png

Lembram-se quando vos pedi ajuda para escolherem a minha leitura de Julho e que depois passou para este início de Agosto porque Sapatos Italianos demorou mais tempo do que devia, sabe-se lá por qual razão?

Eis que existiram dois vencedores que ficaram empatados entre os dois mais votados por vocês, leitores e seguidores do blog, que perderam um minuto para me escolherem o livro que teria como companheiro pelos próximos dias! Como tive um empate técnico de votos, estiquei a votação por mais umas horas e ambos continuaram com o mesmo número pelas vossas escolhas, acabando então por escolher um deles e deixar o outro para trás por uma simples razão.

29
Out13

O Livro dos Homens Sem Luz


O Informador

O Livro dos Homens Sem LuzPoderia dizer muita coisa boa sobre O Livro dos Homens Sem Luz, no entanto nesta primeira obra que li da autoria de João Tordo a desilusão é o grande destaque porque este simboliza um dos livros que mais odiei ler. A principal razão... Não consegui entrar na história e li todas as suas 216 páginas sem conseguir encaixar com as suas personagens e locais! Um horror!

A escrita é óptima e corrida mas esta história de personagens que se cruzam e trocam de lugares não entrou na minha cabeça de maneira nenhuma! Pelo modo como tudo é contado e pela forma como Tordo mostra os seus ambientes posso dizer que irei voltar a ler algo da sua autoria porque também percebo que existem alturas em que não nos encontramos tão predispostos para determinadas narrativas e esse facto deverá ter aparecido no meu inconsciente porque logo de início fiquei sem perceber tudo o que se estava a passar. Odiei este livro, embora reconheça que tem pormenores relevantes, tendo ficado com a impressão que existe muita coisa boa para descobrir no universo literário deste autor e é isso que quero desvendar com uma próxima leitura!

Um pormenor... Consegui depois perceber a história porque a mesma me foi contada horas depois de ter terminado a minha leitura, mas posso garantir que este O Livro dos Homens Sem Luz não me convenceu por lado nenhum!

Sinopse: Ao perder tudo, um homem isola-se no silêncio de um apartamento londrino, e a sua vida começa a ser comandada pela voz de um desconhecido ao telefone; um casal fica, de um momento para o outro, soterrado nos escombros de uma casa destruída pela guerra durante o blitz alemão sobre Londres; um estudante vítima de insónia mergulha num mundo de irrealidade permanente, temendo o ameaçador vizinho do quarto contíguo; um médico mórbido constrói uma máquina de tortura num hospital isolado da costa de Brighton.

Os segredos por revelar de todas estas personagens perpassam num romance cheio de enigmas e vozes e criam uma atmosfera de suspense e claustrofobia que faz de cada página um passo expectante na direcção de uma escuridão cada vez maior, de um desenlace ao mesmo tempo macabro e romântico.

Com ecos de Kafka e de Auster e influências do novo conto gótico, O Livro dos Homens sem Luz revisita os clássicos da literatura de mistério – de Wilkie Collins a Edgar Allan Poe -, oferecendo-lhes um espaço peculiar no qual o autor entrega o destino das personagens a si próprias.

18
Out13

Vou ler... O Livro dos Homens sem Luz


O Informador

O Livro dos Homens Sem LuzO Livro dos Homens sem Luz está comigo desde Julho, no entanto, e porque outras obras me conseguiram atrair com uma maior força, o tempo foi passando e a sua leitura adiada. Agora chegou a hora de pegar nesta narrativa de João Tordo e a saborear, tal qual como é pedido!

Lembro-me que encomendei este livro num dia em que a Fnac lançou uma promoção no seu portal com centenas de livros a metade do preço, o que um bom amante literário não pode desperdiçar. O Livro dos Homens sem Luz não foi a minha primeira escolha, sendo que Depois de Morrer Aconteceram-me Muitas Coisas, de Ricardo Adolfo, era o único que queria comprar na altura, mas por consequência e porque teria que fazer um valor mínimo, acabei por também fazer esta escolha e a de O Vendedor de Histórias, de Jostein Gaarder. Tripla encomenda efetuada, livros entregues... Dois já lidos e agora chegou a vez do terceiro. Lá vou eu entrar no mundo de O Livro dos Homens sem Luz!

Sinopse: Ao perder tudo, um homem isola-se no silêncio de um apartamento londrino, e a sua vida começa a ser comandada pela voz de um desconhecido ao telefone; um casal fica, de um momento para o outro, soterrado nos escombros de uma casa destruída pela guerra durante o blitz alemão sobre Londres; um estudante vítima de insónia mergulha num mundo de irrealidade permanente, temendo o ameaçador vizinho do quarto contíguo; um médico mórbido constrói uma máquina de tortura num hospital isolado da costa de Brighton.

Os segredos por revelar de todas estas personagens perpassam num romance cheio de enigmas e vozes e criam uma atmosfera de suspense e claustrofobia que faz de cada página um passo expectante na direcção de uma escuridão cada vez maior, de um desenlace ao mesmo tempo macabro e romântico.

Com ecos de Kafka e de Auster e influências do novo conto gótico, O Livro dos Homens sem Luz revisita os clássicos da literatura de mistério - de Wilkie Collins a Edgar Allan Poe -, oferecendo-lhes um espaço peculiar no qual o autor entrega o destino das personagens a si próprias.

29
Set13

Vou ler... Ilha Teresa


O Informador

Ilha TeresaRichard Zimler é uma estreia para mim, no entanto já é uma vontade de há algum tempo e devido a Ilha Teresa, o livro que irei começar agora a ler.

Desde que foi lançado, em 2011, que este romance do autor, que trocou a América por Portugal, me tem atraído. Primeiramente a sua capa chamou-me a atenção e depois a sua história, que pode representar bem a realidade de uma jovem que de um momento para o outro vê a sua vida transformada pelos pais que decidem mudar de país sem pensarem que não vivem só os dois e que existem paixões e raízes já criadas por um ser com quinze anos que acaba por sofrer com toda a mudança.

Comprei o Ilha Teresa em segunda mão, algo raro em mim, mas o bom estado em que as suas páginas e capa se encontram e a vontade de o ler falaram mais alto. Assim, por cinco euros, consigo ter esta boa literatura, pelo menos assim o espero, como companhia!

O Informador em busca da Ilha da Teresa! Aí vou eu!

Sinopse: A vida de Teresa muda radicalmente quando os pais deixam Lisboa para irem viver em Nova Iorque. Não estando preparada para a vida na América, com dificuldade para se exprimir em inglês, Teresa encontra refúgio no seu particular sentido de humor e no único amigo, Angel, um rapaz brasileiro de 16 anos, bonito, mas desastrado, que adora John Lennon e a sua música. Mas o mundo de Teresa desmorona-se completamente quando o pai morre e a deixa, a ela e ao irmão mais novo, com uma mãe negligente e consumista.Os problemas de Teresa confluem para um clímax de desespero no dia 8 de Dezembro de 2009 - aniversário da morte de John Lennon - quando ela e Angel fazem uma peregrinação ao Memorial Strawberry Fields Forever em Central Park. Aí, um terrível acontecimento que nunca poderia ter previsto devolve-a à vida e ao amor.Em Ilha Teresa, Richard Zimler conta-nos num estilo inteligente, irreverente e com uma certa dose de humor negro a história de Teresa, uma rapariga de 15 anos, sensível e espirituosa, cujo equilíbrio e sentido de identidade se vêem ameaçados quando a sua família deixa Lisboa para ir viver nos subúrbios de Nova Iorque.Num registo um pouco diferente do habitual, mas igualmente brilhante, Richard Zimler continua a maravilhar-nos pela forma convincente como nos transporta para o admirável mundo das suas personagens.

26
Jul13

Já chegou a tripla encomenda!


O Informador

Tripla literáriaA minha tripla encomenda literária feita nas 48 Horas de promoções a 50% da Fnac já chegou à sua nova casa.

Depois de Morrer Aconteceram-me Muitas Coisas, de Ricardo Adolfo, e editado pela AlfaguaraO Livro dos Homens sem Luz, de João Tordo, lançado pela D. Quixote e O Vendedor de Histórias, de Jostein Gaarder, editado em Portugal pela Editorial Presença já estão na minha posse e prontos para daqui a uns tempos serem lidos.

Estes três livros foram comprados por 17,75€, tendo todos um bom desconto, porque se isso não acontecesse não os tinha encomendado por ainda ter uns quantos para ler primeiro e o tempo não ser assim tanto. A par disto ainda posso dizer que já recebi o vale de desconto no valor de 5€ para usar até dia 27 de Agosto numa compra superior a 30€ através do site da Fnac.

12
Jun13

No Meu Peito não Cabem Pássaros


O Informador

No Meu Peito Não Cabem PássarosFernando (Pessoa), Franz (Kafka) e Jorge (Luís Borges) são o trio protagonista de No Meu Peito não Cabem Pássaros, o livro com que Nuno Camarneiro se estreou na literatura mas que só ficou conhecido pelo público após ter ganho o Prémio Leya 2012 com Debaixo de Algum Céu. Até aqui não conhecia nada deste jovem autor, mas de uma coisa tenho a certeza, agora que experimentei esta escrita apaixonante e envolvente, não vou largar mais!

Embora as personagens principais desta obra sejam bem conhecidas dos amantes de literatura, estas podem passar ao lado de quem lê este livro se não existir pesquisa sobre o mesmo antes da sua leitura acontecer. Fernando, Franz e Jorge vivem nos seus mundos e são as suas vidas que dão todo o mote para as três histórias serem contadas de forma absorvente onde só uma escrita simples emparelhada com ideias claras e poderosas acontece.

Distinguindo os três nomes conhecidos através da sua localização, mas também da sua escrita, Nuno Camarneiro mostra três personagens distantes pelos cantos do mundo, diferentes entre si, mas iguais no seu intimo, onde cada um busca as suas coisas consoante os seus ideais, procurando na escrita e na partilha os seus verdadeiros sentimentos que não são compreendidos pelos outros.

Ao longo da leitura que fui fazendo deu-me vontade de pedir mais sobre estes três homens a Nuno Camarneiro. Queria ver mais na sua escrita sobre Pessoa, Kafka e Borges e um livro talvez sobre o nosso Fernando escrito pelas mãos deste homem não seria nada desvalorizado porque em No Meu Peito não Cabem Pássaros consigo encontrar pessoas, sentidos, prazeres e frustrações à flor da pele.

Sinopse

Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros.

Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo.

Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance – três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar.

Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles.

Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.

11
Jun13

Vou ler No Meu Peito não Cabem Pássaros


O Informador

No Meu Peito Não Cabem Pássaros

Nuno Camarneiro venceu o Prémio Leya 2012, mas não é pela obra vencedora que me vou tentar apaixonar nos próximos dias, mas sim por No Meu Peito não Cabem Pássaros, o outro livro que o autor premiado já tinha lançado através da D. Quixote em 2011.

Sinopse

Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros.

Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo.

Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance - três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar.

Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles.

Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.

Foi na Feira do Livro Lisboa deste ano que comprei este ano, através da Hora H do grupo Leya e espero não me vir a desiludir, pelo menos a crítica tem sido boa e pelo pouco que folheei parece que irei gostar, mas vamos lá ver...

05
Jun13

Compras da Feiro do Livro Lisboa 2013


O Informador

Compras da Feiro do LivroMais um ano e mais uma ida à Feira do Livro Lisboa aconteceu! Vim de férias logo no dia seguinte a esta visita, mas antes de partir tive tempo para colocar as minhas compras bem emparceiradas para uma bela imagem!

Num ano em que a polémica entre a organização da Feira do Livro e o município do Porto aconteceu, por Lisboa a feira parece que saiu reforçada e com um maior número de expositores... Pelo menos parece!

Com os grandes grupos editoriais a serem os meus eleitos deste ano... Foram seis os livros que comprei! Vamos lá ver...

De Danielle Steel, como não podia deixar de ser, foi A Mansão Thurston, da Bertrand, que veio comigo. Não o comprei porque foi uma oferta, mas foi um dos livros que escolhi este ano e que me faltava ter da autora!

Passando pela Editorial Presença e porque queria e depois porque também me disseram que era bom, eis que A Rapariga Que Roubava Livros, da autoria de Marcus Zusak, estava como livro do dia e veio comigo para me dar uns bons serões de leitura!

As compras únicas nestas duas editoras estavam feitas! Foi assim tempo de rumar até ao grupo Leya e aí foi a perdição com quatro bons livros, onde dois são de autores que já conheço e os outros dois são duas autênticas estreias para mim! De Domingos Amaral, um autor que já conheço, e editado pela Oficina do Livro, aí está Quando Lisboa Tremeu, algo que já quero ler há pelo menos dois anos. Também quem já conheço e que me vai tentar reconquistar, já que da primeira vez não correu assim tão bem, é Haruki Murakami com Em Busca do Carneiro Selvagem, sendo este um livro editado pela Casa das Letras. Quanto aos autores com que me vou estrear... Do Prémio Leya 2012, mas não o livro vencedor, eis que Nuno Camarneiro foi uma das minhas escolhas com o livro da D. QuixoteNo Meu Peito Não Cabem Pássaros. Finalmente, o livro Se Isto É Um Homem de Primo Levi e numa edição Teorema encerrou o lote!

Seis autores, seis livros e seis editoras diferentes! Acho que este ano as minhas compras andaram bem diversificadas e embora tenha recorrido a autores com quem já me sinto bem, também optei por experimentar novas escritas para me poder apaixonar por outros géneros!

07
Dez12

Vou experimentar Inês Pedrosa!


O Informador

Numa das últimas promoções da Fnac em que pagavam-se dois livros e traziam-se quatro, escolhi Dentro de Ti Ver o Mar de Inês Pedrosa para experimentar algo desta autora que vende bem entre os portugueses. Agora vou começar a ler...

Este tem sido um ano em que tenho rodado um pouco mais o número de autores que tenho lido, tendo-me estreado com vários até, alguns que adorei, outros que não me parece que me voltem a levar a pegar num livro seu.

Inês Pedrosa é a minha nova aquisição para os próximos dias, mas tenho à minha espera também Francisco Moita Flores, Domingos Amaral e Júlia Nery, isto falando de autores que ainda não experimentei ler, mas que já tenho aqui os livros à espera para serem lidos. Mas depois também existem os outros, como é o caso de Danielle Steel e George R. R. Martin que já me gritam de dentro dos seus livros porque querem que leia o que escrevem, e claro, que irei ler, nas próximas semanas, porque adoro o que ambos me têm para contar.

Sendo a Inês uma autora que lança constantemente novas obras confesso que tenho um pouco de receio que me apareça algo muito lamechas e feito para vender para o grande público e não um livro com poder de sedução para quem gosta de ler. Mas vamos lá ver o que vai sair daqui... Se não gostar é uma das autoras que será colocada de parte e que não me voltará a enganar tão cedo!

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