Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

07
Ago17

Refeições de moleza


O Informador

As recordações de infância são sempre uma mistura de bons e maus momentos da altura que se refletem em boas ideias sobre o que nos foi acontecendo. Na verdade percebo aos trinta que tive uma infância feliz, com pais que me amam, com uma família que sempre me deu mimo e com uma curiosidade e rebeldia de criança que em casa era uma coisa e na rua perante a sociedade era outra. 

Hoje apetece-me comentar o facto de ser um autêntico caracol no que toca a refeições. Lembro-me tão bem dos tempos de escola primária em que ao longo de uma hora ia até casa para almoçar, o que sempre foi bom por viver na terrinha, e conseguia demorar todos aqueles sessenta minutos a comer. Não, não era porque o prato estava cheio demais, era sim porque até mais ou menos aos dez anos era um molenga de primeira para comer. Demorava eternidades a tomar uma refeição, tentavam que comesse sozinho mas para o fim da hora já me tinham de ajudar para que não voltasse para as aulas de estômago vazio. Conseguia sentar-me à mesa e ficar a olhar para o prato, escolhendo o que colocar no garfo e nada levar até à boca para me despachar. Claro que aquela hora raramente acabava bem porque a vontade de comer era pouca, depois começavam a ralhar, ajudavam e por vezes acabava mesmo por apanhar uma lambisca para tentarem que comesse alguma coisa de jeito. E quando era peixe então tudo se tornava bem pior, uma autêntica tortura. 

Hoje envergonho-me dessa má fase que dei aos meus pais que se viam aflitos para que conseguissem fazer-me comer alguma coisa mas lembro-me daquelas inúmeras situações em que sentado numa mesa branca redonda ficava de olhos postos no prato e de boca fechada.

17
Mai17

Hatchimals chegam a Portugal


O Informador

Os Hatchimals são já considerados o brinquedo do ano e estão a entrar no mercado nacional com o objetivo de atingir o sucesso já obtido além fronteiras. 

Pequenas criaturas mágicas que vivem dentro de ovos e fazem todo o processo para nascerem com a ajuda do toque e interação com os seus donos são o mais recente fenómeno mundial no campo dos brinquedos. Antes de nascerem e ao receberem carinho e afeto dos seus cuidadores os Hatchimals exprimem-se com sons. Após nascerem com bicadas na casca e a saída do ovo acontecer, as criaturas seguem o processo de crescimento do Hatchimal desde a fase de bebé, onde aprendem a andar, dançar e brincar até à idade adulta, onde até conseguirão imitar a voz do seu dono, fazendo com que a criança acompanhe e se sinta responsável pelo desenvolvimento do seu novo amigo. 

15
Set16

A Menina do Cão


O Informador

Poderia ser o nome de um livro mas não o é! A Menina do Cão foi o nome que atribui a uma visão real que tive quando a caminho do trabalho logo pela manhã vi numa vivenda uma criança com o seu pequeno e jovem amigo de quatro patas ao colo.

A menina estava junto ao grande portão de entrada e saída dos automóveis e tinha o pequeno cachorro ao colo! Ela com um ar triste a ver os carros passarem e talvez há espera que alguém chegasse. Ele, ao colo, a olhar e talvez com o pensamento canino sobre o que se estaria a passar com umas coisas de quatro rodas a circularem de um lado para o outro. 

Aquela imagem tão simples e ingénua ficou-me na memória ao longo de horas por transmitir-me várias sensações pouco tempo após ter acordado! Vi naqueles dois seres companheirismo, amor e ternura entre ambos, mas ao mesmo tempo percebi que existia solidão no olhar de uma criança que talvez tenha sido compensada com a presença de um cachorro para colmatar o tempo que passa sozinha sem companheiros da sua idade com quem partilhar aventuras ou só mesmo para ter companhia ao longo das suas férias de Verão!

08
Set16

Relação complicada de Pai e Filha (4 anos)


O Informador

Pleno século XXI não significa em mudanças de mentalidades! Existe por ai muito boa gente que não consegue perceber que os tempos mudaram e que as mulheres andarem totalmente tapadas como se usassem uma burca já era na sociedade ocidental. 

Um pai de família com ideias antiquadas tornou-se meu conhecido há uns anos e desde aí que tenho percebido como as coisas continuam difíceis na ligação entre marido e mulher, pai e filha, no que toca a questões de hábitos, costumes e gostos! Há uns dias assisti a uma cena que se fosse contada não acreditava!

Um aniversário de criança, um calor insuportável, os mais pequenos a brincarem, os mais velhos a conversarem, as crianças começam a ficar suadas, molham-se com pistolas de água, alguns pais tiram as t-shirts dos filhos, depois os calções e uma criança continua molhada, com a roupa vestida e pede ao pai se pode tirar a parte de cima do que tem vestido como os seus companheiros de brincadeira estavam, o pai diz que não, a menina insiste, o pai continua a dizer que não (já levantando a voz), a criança insiste, o pai nega, a mãe tenta em vão convencer o marido, a amiga da mãe mete-se na conversa e com a menina lá conseguem convencer aquele pai que não deixava a filha ficar de cuecas, como se tivesse na praia por afirmar ser muito feito.

A menina ficou de cuecas contra a vontade do pai que de cada vez que passava por ela lhe chamava de feia! Isto é normal? Não o considero, para mais de pessoas que já deviam perceber que os tempos mudaram e que naquele caso especifico não existia mal algum na situação!

Esta é uma das histórias, mas existem mais... A mesma família vive num quarto andar de um prédio e a menina não vai à varanda de cuecas por ter na sua mente que é feio! A mesma menina fez uma conversa a uma adulta, que estava a amamentar o seu bebé, porque estava a mostrar as suas «mamas» e que isso é perigoso! A mesma menina tem quatro anos, é inocente mas infelizmente já tem ideias fixas que lhe foram colocadas por um pai de outros tempos, um pai do século passado que irá ter daqui a uns anos grandes lutas com uma filha que irá começar a opor-se a tanta regra que já não encaixa na sociedade dos dias que correm!

08
Mar16

Troca por Troca


O Informador

iphone.jpg

 

Infelizmente estas notícias surpreendem-me cada vez menos! E com isto ainda dizem que Deus existe e que olha por todos! Pois, pois... Continuem a acreditar nessa vossa fé quando milhões continuam a sofrer nas mãos de outros quantos milhões, muitas vezes sem qualquer culpa!

Será que estes compradores do iPhone conseguirão agora ser felizes com o seu mais-que-tudo nas mãos?

21
Set15

Regresso às aulas


O Informador

Mais de duas décadas já passaram quando o primeiro dia de aulas bateu à porta! Lembro-me ainda de alguns dos momentos das primeiras horas! Lembro-me principalmente da minha mãe me ter ido levar a pé, porque vivo a metros da velha escola que entretanto encerrou portas em detrimento dos novos parques escolares, à porta da sala onde tudo iria começar. 

A mochila vermelha que durou os quatro anos de ensino primário, os nervos miudinhos de uma criança bem tímida que mal falava com quem não tinha assim tanta confiança, a vontade de fazer bem e mostrar que sabia fazer as coisas... Tantas emoções apareceram naqueles primeiros dias de aulas que chegava a casa com toda a euforia característica de quem inicia uma nova e importante etapa de vida. Não andei no infantário e isso na altura não pesou quando entrei para a escola porque a época era outra, não se aprendia o que agora é leccionado nos últimos tempos de pré-primária. Entramos praticamente todos com os mesmos ensinamentos escolares, poucos ou nenhuns, começamos a aprender em conjunto, pequenos seres que brincavam juntos pelas ruas porque os perigos não existiam em tão grande quantidade e naqueles quatro anos de escola primária fui feliz. 

O horário era das nove às doze e das treze às quinze, sempre ia almoçar a casa e que lentidão que aqui o menino era. Conseguia estar uma hora inteirinha a comer e por vezes ainda deixava restos no prato por demorar tanto tempo a mastigar, enrolava, enrolava, a mãe dizia «come Ricardo, come Ricardo», mas o Ricardo não comia assim com tanta facilidade, então quando era peixe o sacrifício tornava-se maior ainda. Há tarde quando o horário terminava lá chegava a casa, pronto para o lanche e com a obrigação de fazer os trabalhos de casa. TPC, o que era isso? Só no quinto ano é que esse diminutivo me apanhou. Passava a tarde a fazer os trabalhos, algumas vezes ao mesmo tempo que conseguia ver os desenhos animados e só depois, quando o sol já se estava a esconder e o jantar a ser preparado é que lá ia brincar, em casa, porque há noite não se saia para as ruas sem os pais. Uma quinta de uma conhecida marca de brinquedos, uns livros de pintar e mais tarde folhas onde escrevia números sem parar faziam as minhas delícias durante horas. Lembro-me como se fosse hoje também nas páginas e páginas de revista que cortava, aos quadrados bem pequenos, para dentro de sacos que não serviam para nada. Qual a verdadeira intenção daquele entretenimento? Completamente nenhuma!

Mais sobre mim

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários Recentes

  • O Informador

    Acho que sim, pelo que andei a ver pela internet.....

  • O Informador

    Pensa somente depois que o espaço não é muito gran...

  • Anónimo

    La Redoute vende essa marca,,,.

  • Cláudia C Silva

    Já tinha visto algumas fotos pelo Facebook e adore...

  • O Informador

    Felizmente que não me deixo levar por um partido, ...

Mensagens

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Segue-me...

Facebook ___________________________________________________________ Instagram ___________________________________________________________ Twitter ___________________________________________________________ Pinterest Visita o perfil de O Informador no Pinterest. ___________________________________________________________ Goodreads
Envelhenescer
Três Homens Num Barco
Confissões de Inverno
O Templário Negro
Larga quem não te agarra
As Desaparecidas
Sentir
A Livraria
A Magia do Acaso
Hotel Vendôme
A Química
Não Gosto de Segundas Feiras
___________________________________________________________ BlogsPortugal
___________________________________________________________ Bloglovin Follow _____________________________________________________

 Subscreve O Informador