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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Hatchimals chegam a Portugal

Os Hatchimals são já considerados o brinquedo do ano e estão a entrar no mercado nacional com o objetivo de atingir o sucesso já obtido além fronteiras. 

Pequenas criaturas mágicas que vivem dentro de ovos e fazem todo o processo para nascerem com a ajuda do toque e interação com os seus donos são o mais recente fenómeno mundial no campo dos brinquedos. Antes de nascerem e ao receberem carinho e afeto dos seus cuidadores os Hatchimals exprimem-se com sons. Após nascerem com bicadas na casca e a saída do ovo acontecer, as criaturas seguem o processo de crescimento do Hatchimal desde a fase de bebé, onde aprendem a andar, dançar e brincar até à idade adulta, onde até conseguirão imitar a voz do seu dono, fazendo com que a criança acompanhe e se sinta responsável pelo desenvolvimento do seu novo amigo. 

A Menina do Cão

Poderia ser o nome de um livro mas não o é! A Menina do Cão foi o nome que atribui a uma visão real que tive quando a caminho do trabalho logo pela manhã vi numa vivenda uma criança com o seu pequeno e jovem amigo de quatro patas ao colo.

A menina estava junto ao grande portão de entrada e saída dos automóveis e tinha o pequeno cachorro ao colo! Ela com um ar triste a ver os carros passarem e talvez há espera que alguém chegasse. Ele, ao colo, a olhar e talvez com o pensamento canino sobre o que se estaria a passar com umas coisas de quatro rodas a circularem de um lado para o outro. 

Aquela imagem tão simples e ingénua ficou-me na memória ao longo de horas por transmitir-me várias sensações pouco tempo após ter acordado! Vi naqueles dois seres companheirismo, amor e ternura entre ambos, mas ao mesmo tempo percebi que existia solidão no olhar de uma criança que talvez tenha sido compensada com a presença de um cachorro para colmatar o tempo que passa sozinha sem companheiros da sua idade com quem partilhar aventuras ou só mesmo para ter companhia ao longo das suas férias de Verão!

Relação complicada de Pai e Filha (4 anos)

Pleno século XXI não significa em mudanças de mentalidades! Existe por ai muito boa gente que não consegue perceber que os tempos mudaram e que as mulheres andarem totalmente tapadas como se usassem uma burca já era na sociedade ocidental. 

Um pai de família com ideias antiquadas tornou-se meu conhecido há uns anos e desde aí que tenho percebido como as coisas continuam difíceis na ligação entre marido e mulher, pai e filha, no que toca a questões de hábitos, costumes e gostos! Há uns dias assisti a uma cena que se fosse contada não acreditava!

Um aniversário de criança, um calor insuportável, os mais pequenos a brincarem, os mais velhos a conversarem, as crianças começam a ficar suadas, molham-se com pistolas de água, alguns pais tiram as t-shirts dos filhos, depois os calções e uma criança continua molhada, com a roupa vestida e pede ao pai se pode tirar a parte de cima do que tem vestido como os seus companheiros de brincadeira estavam, o pai diz que não, a menina insiste, o pai continua a dizer que não (já levantando a voz), a criança insiste, o pai nega, a mãe tenta em vão convencer o marido, a amiga da mãe mete-se na conversa e com a menina lá conseguem convencer aquele pai que não deixava a filha ficar de cuecas, como se tivesse na praia por afirmar ser muito feito.

A menina ficou de cuecas contra a vontade do pai que de cada vez que passava por ela lhe chamava de feia! Isto é normal? Não o considero, para mais de pessoas que já deviam perceber que os tempos mudaram e que naquele caso especifico não existia mal algum na situação!

Esta é uma das histórias, mas existem mais... A mesma família vive num quarto andar de um prédio e a menina não vai à varanda de cuecas por ter na sua mente que é feio! A mesma menina fez uma conversa a uma adulta, que estava a amamentar o seu bebé, porque estava a mostrar as suas «mamas» e que isso é perigoso! A mesma menina tem quatro anos, é inocente mas infelizmente já tem ideias fixas que lhe foram colocadas por um pai de outros tempos, um pai do século passado que irá ter daqui a uns anos grandes lutas com uma filha que irá começar a opor-se a tanta regra que já não encaixa na sociedade dos dias que correm!

Troca por Troca

iphone.jpg

 

Infelizmente estas notícias surpreendem-me cada vez menos! E com isto ainda dizem que Deus existe e que olha por todos! Pois, pois... Continuem a acreditar nessa vossa fé quando milhões continuam a sofrer nas mãos de outros quantos milhões, muitas vezes sem qualquer culpa!

Será que estes compradores do iPhone conseguirão agora ser felizes com o seu mais-que-tudo nas mãos?

Regresso às aulas

Mais de duas décadas já passaram quando o primeiro dia de aulas bateu à porta! Lembro-me ainda de alguns dos momentos das primeiras horas! Lembro-me principalmente da minha mãe me ter ido levar a pé, porque vivo a metros da velha escola que entretanto encerrou portas em detrimento dos novos parques escolares, à porta da sala onde tudo iria começar. 

A mochila vermelha que durou os quatro anos de ensino primário, os nervos miudinhos de uma criança bem tímida que mal falava com quem não tinha assim tanta confiança, a vontade de fazer bem e mostrar que sabia fazer as coisas... Tantas emoções apareceram naqueles primeiros dias de aulas que chegava a casa com toda a euforia característica de quem inicia uma nova e importante etapa de vida. Não andei no infantário e isso na altura não pesou quando entrei para a escola porque a época era outra, não se aprendia o que agora é leccionado nos últimos tempos de pré-primária. Entramos praticamente todos com os mesmos ensinamentos escolares, poucos ou nenhuns, começamos a aprender em conjunto, pequenos seres que brincavam juntos pelas ruas porque os perigos não existiam em tão grande quantidade e naqueles quatro anos de escola primária fui feliz. 

O horário era das nove às doze e das treze às quinze, sempre ia almoçar a casa e que lentidão que aqui o menino era. Conseguia estar uma hora inteirinha a comer e por vezes ainda deixava restos no prato por demorar tanto tempo a mastigar, enrolava, enrolava, a mãe dizia «come Ricardo, come Ricardo», mas o Ricardo não comia assim com tanta facilidade, então quando era peixe o sacrifício tornava-se maior ainda. Há tarde quando o horário terminava lá chegava a casa, pronto para o lanche e com a obrigação de fazer os trabalhos de casa. TPC, o que era isso? Só no quinto ano é que esse diminutivo me apanhou. Passava a tarde a fazer os trabalhos, algumas vezes ao mesmo tempo que conseguia ver os desenhos animados e só depois, quando o sol já se estava a esconder e o jantar a ser preparado é que lá ia brincar, em casa, porque há noite não se saia para as ruas sem os pais. Uma quinta de uma conhecida marca de brinquedos, uns livros de pintar e mais tarde folhas onde escrevia números sem parar faziam as minhas delícias durante horas. Lembro-me como se fosse hoje também nas páginas e páginas de revista que cortava, aos quadrados bem pequenos, para dentro de sacos que não serviam para nada. Qual a verdadeira intenção daquele entretenimento? Completamente nenhuma!

Uma verdade dos sexos

Existe a ideia social que uma mulher fica derretida quando vê um homem a passear o seu filho sozinho! Não podemos ir mais longe porque até nas compras constatei tal facto a acontecer!

Aproveitei o dia de folga e fui até uma loja de roupa comprar o que me restava da prenda da afilhada que completa os seus sete anos amanhã. Entrei, primeiro fui à secção de homem e embora tenham oferecido ajuda tudo foi normal. Quando depois me mudei para a área de criança e perguntei se numa das determinadas peças não existia o número que queria, eis que logo o tratamento foi alterado, existindo ali motivo de conversa com não uma mas duas das empregadas a mostrarem-se tão atenciosas com a selecção das peças que estava a escolher.

Notou-se claramente que a ideia que todos temos de que o sexo feminino fica contagiado quando vê alguém do sexo masculino a cuidar de crianças as suas hormonas alteram-se aconteceu naquele momento. Não estava a cuidar de criança alguma, no entanto estava a comprar roupas de criança para oferecer e aquelas duas moças ficaram por ali a rondar para perceberem o que ia levar e se precisava de mais ajuda!

Já vos contei?

Dezembro está a aproximar-se e nesse mesmo mês, se as coisas correrem dentro do previsto, serei tio emprestado da Madalena! Yeh, os meus afilhados de casamento estão à espera da primeira filha que já está formada e a ganhar peso dentro da barriga da mamã. 

Já a senti! Já a trato por Madalena e começa a contagem decrescente para poder ir ao hospital conhecer a minha mais recente sobrinha, aquela que vou ver sempre como se fosse da minha família. Faltam três meses e pouco para ela nascer e começar a olhar-me nos olhos, momento em irá perceber quem é o tio fixe que vai andar sempre pela sua vida, umas vezes mais presente, outras mais ausente, mas isso é o normal em mim.

Era escusado!

Por muitos motivos que existissem por parte das autoridades para deter aquele senhor, existem formas e formas para o fazerem, para mais quando um menor, filho do detido, estava presente e ainda andou no meio de toda a confusão!

Eram definitivamente escusadas estas atitudes acontecerem e ainda ficarem gravadas para todos as puderem ver! O miúdo gritou e chorou ao ver o que estava a acontecer, andou meio atrapalhado nos primeiros momentos onde se viu no meio do pai e dos agentes até que foi "abafado" por um outro agente que ainda o tentou proteger quando o mal já estava feito. 

Reacção comovente

Criança.jpg

Criança confunde câmara com arma e rende-se perante fotógrafo.

Um fotojornalista viu uma criança render-se quando se preparava para tirar uma fotografia. O caso aconteceu na Síria e a fotografia do momento já se tornou na imagem do conflito.
Ao ver a máquina do fotógrafo, a criança pensou que se tratava de uma arma e, instintivamente, levantou os braços em gesto de rendição.
Segundo conta o Huffington Post, o repórter, que tentava retratar a realidade das crianças sírias num país oprimido pelo regime de Bashar al-Assad, afirmou que nunca imaginou que a criança pudesse pensar que ele lhe estava a apontar uma arma.

TVI24

Infelizmente é esta a realidade dos nossos dias pelo mundo! É triste, bastante triste até, mas é a pura das verdades, tal e qual como existe. O medo de uma criança perante o terror que lhe é imposto diariamente é algo absolutamente transtornador que não consegue ter sequer explicação para tão grande irrealidade. 

Assim é que as coisas acontecem!

Pleno Centro Comercial Colombo com pessoas a circular de um lado para o outro, tal como é normal, passo pelo corredor onde se concentram grande parte das lojas de vestuário infantil, aquele que também tem um parque de diversão ao longo do espaço. O que oiço quando vou a passar e me fez parar para perceber onde os adultos iriam depois? Pois, aquilo que muitos pais fazem sem medir o risco que tal atitude envolve!

Uma criança aí com cinco anos sobe para um dos divertimentos e o pai, muito ocupado sabe-se lá com o quê, diz-lhe «Não saia daqui», acrescentando ainda «Fica só aqui que a gente já vem» e foram, deixando o menor por ali a brincar e a correr as atracções mais próximas. Eles, os pais, enfiaram-se dentro de uma loja cuja montra nem dava para ver o local onde o miúdo se encontrava, ficando aquela criança entregue a si própria, podendo ir para onde quisesse e desaparecer com alguém porque quem olha para os milhares de pessoas que entram pelos centros comerciais diariamente não adivinha quem está por detrás de um rosto.

Recordar o Magusto

Por estes dias, ao tentar adormecer, lembrei-me de uma situação bem embaraçosa pela qual passei no meu tempo de escola primária! Estava talvez no segundo ou terceiro ano, festejávamos a época do magusto e além de termos que levar castanhas, nozes e afins para a escola com a finalidade de festejarmos o dia, tivemos ainda que «atuar».

Na altura calhou-me uma lenga lenga sobre o magusto que a professora passou para uma folha com a intenção de que a decorasse em casa para que no dia subisse ao pequeno palco junto ao quadro e a entoasse para todos ouvirem. O que aconteceu? Nem quis saber da malvada folha e na hora h o lindo texto sobre castanhas e castanholas não saiu livremente da minha boca! Passei vergonha porque baixinho a professora foi dizendo bem perto de mim o que tinha de proclamar sempre com a esperança de que me lembrasse de algo que nem tinha estudado!

Para sempre aquela imagem de todos os colegas da escola à minha frente e da criança envergonhada e nervosa pelo palco ficou-me marcada, tendo ao mesmo tempo ganho a noção de que não vale a pena esquecer que as plateias têm de ser enfrentadas da melhor maneira e nunca deixar o trabalho de casa para a última da hora! Fiquei envergonhado pela situação e ainda hoje me recordo de tal passagem, mais de vinte anos depois! Quem sabe se não será por isso que não gosto de castanhas!

Criança sofre!

Bem atendido desde pequeno

Quando era pequeno os meus pais iam várias vezes a uma churrasqueira por Alenquer onde as empregadas me começaram a conhecer. Hoje, 27 anos depois, elas já mudaram de local de emprego, continuando a fazer a mesma coisa, e continuam a saber o meu nome e a darem-me as boas-vindas como sempre o fizeram. Que bom!

Toda a equipa foi contratada por uma nova empresa à alguns anos e a partir da abertura do novo espaço que aqui por casa se começou a frequentar aquele novo local para comprar o almoço ou jantar assim de forma mais rápida. Hoje em dia não vou lá tanto como ia antes porque trabalho e não ando com os meus pais às compras, no entanto quando me calha ir buscar o frango ou outra refeição, tenho as boas-vindas de ponta a ponta, perguntando-se pelos pais e sabendo-se o meu nome.

Gosto de frequentar estes locais onde o produto é bom, são simpáticos e me reconhecem desde pequeno, sempre com a mesma prontidão e disposição através de um bom atendimento!

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