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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

03
Set17

Cusco de conversa indesejada


O Informador

Por vezes surgem momentos em que preferes não estar onde estás! É verdade, existem alturas em que era preferível não marcarmos presença em certos locais só para não ter de ouvir coisas que não te dizem respeito mas que são temas onde pessoas que bem conheces são o tema central.

Conversa de café, não sabendo ou não querendo saber que sou mais que um conhecido de alguém, e eis quando na mesa ao lado começas a perceber que comentam sobre a vida de uma pessoa em questão. Primeiramente ficas atento porque começas a conhecer em parte a história mas quando o nome surge tens a certeza que o teu radar está a funcionar corretamente. Ficas calado, ouves tudo, não te consegues concentrar na leitura que estás a fazer porque ficas curioso e a tua faceta de cusco logo aparece. 

Ouves tudo, começas a ficar com vontade de dizer alguma coisa, pensas em ir embora mas continuas até que a grupeta se levanta e segue a sua viagem, talvez continuando com o mesmo tema pelo caminho ou não. Só sei que preferia não ter ouvido falarem de pessoas que conheço nas suas costas, para mais quando de imediato consegui identificar o tema central e interpreto-o de outra forma. Mas cada qual tem sempre a sua visão independente e diferente da do vizinho do lado sobre um determinado tema, e na vida alheia isso não é exceção.

19
Mar17

Em Pesadelo na Cozinha


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No segundo programa de Pesadelo na Cozinha, da TVI, eis uma parte da conversa entre o chef Ljubomir Stanisic e a cozinheira do restaurante que estava em remodelação. 

- Chef, precisa do bico?

- Eu preciso sempre de bicos!

- Olhe o meu marido.

- Para fritar...

13
Dez16

Devorar a Lasanha do Lidl


O Informador

Quando a conversa gira em torno da famosa lasanha do Lidl, aquela que no rótulo contém a informação que dá para quatro pessoas e que consigo, quando estou inspirado, comer na totalidade, o que eu faço?! Fico calado!

Um dizia que um tabuleiro daqueles lhe dava para cinco refeições (como come pouco o moço), outro dividia o tabuleiro em três partes (sempre se alimenta um pouco melhor que o primeiro) e o terceiro afirmava devorar em duas refeições a lasanha. Eu, com receio de chocar mentes mais sensíveis por ser magro e comer tanto, optei por ficar calado e não comentar essa parte da conversa para não ter de dizer que um tabuleiro serve-me como refeição.

Já apostaram comigo que não o conseguia fazer! Já provei que o faço numa boa, basta estar com vontade para comer lasanha e aquela é perfeita! Sei que afirmar estas coisas sem provas para apresentar é complicado, mas podem acreditar... Quando a vontade surge, o tabuleiro é todo meu! 

14
Out16

Deixei de ouvir...


O Informador

Após o jantar e enquanto ainda estávamos à mesa, os meus pais começaram a falar de mortos! Ok, a sério que se tinham de lembrar de tal conversa há hora do jantar? Já tinha terminado de comer, levantei-me ao de leve, levantei também as minhas coisas e pouco ou nada fui dizendo enquanto ainda estava pela cozinha!

Sei que a conversa já tinha sido feita entre eles durante o dia e naquele momento era só mesmo para me colocarem por dentro da situação, no entanto o assunto não me interessa rigorosamente nada e por isso abalei para o quarto. Mesmo assim e porque aquilo era mesmo para ser uma conversa a três, eles continuaram a falar, mais ela do que ele, para mim como se lhes tivesse a dar respostas a tudo o que diziam. 

14
Jul16

Boa acção do dia!


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Manhã de folga marca o momento temporal! Uma pastelaria marca o local! A personagem central poderia ser eu, mas rapidamente o que passou de um rápido café acompanhado por uma bola de berlim de leite condensado passou a hora e meia de conversa com uma senhora de 88 anos que me era completamente desconhecida!

Entrei na pastelaria, fiz o meu pedido e sentei-me! Fui servido e comecei a saborear aquele bolo delicioso e a bebericar o café! Uns cinco minutos depois, mais coisa, menos coisa, vejo uma senhora a sair da porta da casa de banho e a dirigir-se a mim e a dizer-me que não era necessário me levantar! Olhei melhor para a cadeira que me estava de frente e que entretanto foi ocupada e lá estava a bengala da conversadeira de serviço! O que não passava de um escape rápido para adocicar a manhã passou a ser um momento de conversa bem prolongado!

A conversa começou e fui entrando na vida familiar daquela senhora viúva, com uma filha que vive em Lisboa e que por sua vez tem também uma filha enfermeira, e um filho que vive perto de Braga e que lhe deu também uma neta que casou com um advogado! Isto é o seio familiar daquela senhora que sofreu muito em criança, passando fome e maus tratos, até que o príncipe encantado e rico lhe apareceu pela frente como salvador do que havia existido ao longo de década e meia. Sessenta anos de casamento, onze de viuvez e agora pensa que já não faz nada na terra porque o seu pilar partiu, os filhos já são ambos avós, ela de um miúdo com dez anos e ele de um rapaz com onze. E esta bisavó o que espera aos 88 anos da vida? Segundo a própria, de nada!

Há uns tempos uma das netas, a de Lisboa, inscreveu-a para que recebesse as refeições diárias através do centro de dia, mas agora rejeita a comida porque é muita e vai para o lixo. Para mais porque lhe mandam o que ela não gosta! Diz que já não quer receber e já deu ordem para cancelarem aquela comida, mas as empregadas não fazem o que ela pede e só obedecem à neta com quem lhe dizem não conseguirem falar. «Eu sei a razão delas não conseguirem falar com a Cláudia, é que ela tem estado de férias pela casa do Algarve!», dizia. 

28
Jul15

Irene por cinco minutos


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Na Quinta-feira passada fui ao Teatro Aberto assistir à peça As Raposas que adorei! Antes do espectáculo começar e porque era necessário levantar os bilhetes, dirijo-me à bilheteira do espaço e pela segunda vez encontro a actriz Irene Cruz que é há alguns anos uma das directoras do Teatro Aberto, além de integrar o elenco de alguns dos espectáculos que por lá são feitos.

Se poderia esperar em apenas cinco minutos ficar tão agradado com uma conversa não sei porque não esperava tê-la, no entanto a actriz estava junto da bilheteira como que a receber o público antes do início da sessão teatral e apenas uns minutos serviram para ficar tão surpreendido com a própria. Já nos tínhamos cruzado e trocado ligeiras palavras há uns meses pelo mesmo local, mas desta vez deixei-me ficar, deixei pessoas passarem-me à frente pela bilheteira e lá ficava eu por mais uns instantes em conversa sobre idades, plásticas, caninos e família com uma senhora que tanto tem dado à representação nacional e lutado para que as coisas sigam em frente. 

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