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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

03
Set17

Cusco de conversa indesejada


O Informador

Por vezes surgem momentos em que preferes não estar onde estás! É verdade, existem alturas em que era preferível não marcarmos presença em certos locais só para não ter de ouvir coisas que não te dizem respeito mas que são temas onde pessoas que bem conheces são o tema central.

Conversa de café, não sabendo ou não querendo saber que sou mais que um conhecido de alguém, e eis quando na mesa ao lado começas a perceber que comentam sobre a vida de uma pessoa em questão. Primeiramente ficas atento porque começas a conhecer em parte a história mas quando o nome surge tens a certeza que o teu radar está a funcionar corretamente. Ficas calado, ouves tudo, não te consegues concentrar na leitura que estás a fazer porque ficas curioso e a tua faceta de cusco logo aparece. 

Ouves tudo, começas a ficar com vontade de dizer alguma coisa, pensas em ir embora mas continuas até que a grupeta se levanta e segue a sua viagem, talvez continuando com o mesmo tema pelo caminho ou não. Só sei que preferia não ter ouvido falarem de pessoas que conheço nas suas costas, para mais quando de imediato consegui identificar o tema central e interpreto-o de outra forma. Mas cada qual tem sempre a sua visão independente e diferente da do vizinho do lado sobre um determinado tema, e na vida alheia isso não é exceção.

13
Dez16

Devorar a Lasanha do Lidl


O Informador

Quando a conversa gira em torno da famosa lasanha do Lidl, aquela que no rótulo contém a informação que dá para quatro pessoas e que consigo, quando estou inspirado, comer na totalidade, o que eu faço?! Fico calado!

Um dizia que um tabuleiro daqueles lhe dava para cinco refeições (como come pouco o moço), outro dividia o tabuleiro em três partes (sempre se alimenta um pouco melhor que o primeiro) e o terceiro afirmava devorar em duas refeições a lasanha. Eu, com receio de chocar mentes mais sensíveis por ser magro e comer tanto, optei por ficar calado e não comentar essa parte da conversa para não ter de dizer que um tabuleiro serve-me como refeição.

Já apostaram comigo que não o conseguia fazer! Já provei que o faço numa boa, basta estar com vontade para comer lasanha e aquela é perfeita! Sei que afirmar estas coisas sem provas para apresentar é complicado, mas podem acreditar... Quando a vontade surge, o tabuleiro é todo meu! 

14
Out16

Deixei de ouvir...


O Informador

Após o jantar e enquanto ainda estávamos à mesa, os meus pais começaram a falar de mortos! Ok, a sério que se tinham de lembrar de tal conversa há hora do jantar? Já tinha terminado de comer, levantei-me ao de leve, levantei também as minhas coisas e pouco ou nada fui dizendo enquanto ainda estava pela cozinha!

Sei que a conversa já tinha sido feita entre eles durante o dia e naquele momento era só mesmo para me colocarem por dentro da situação, no entanto o assunto não me interessa rigorosamente nada e por isso abalei para o quarto. Mesmo assim e porque aquilo era mesmo para ser uma conversa a três, eles continuaram a falar, mais ela do que ele, para mim como se lhes tivesse a dar respostas a tudo o que diziam. 

14
Jul16

Boa acção do dia!


O Informador

Manhã de folga marca o momento temporal! Uma pastelaria marca o local! A personagem central poderia ser eu, mas rapidamente o que passou de um rápido café acompanhado por uma bola de berlim de leite condensado passou a hora e meia de conversa com uma senhora de 88 anos que me era completamente desconhecida!

Entrei na pastelaria, fiz o meu pedido e sentei-me! Fui servido e comecei a saborear aquele bolo delicioso e a bebericar o café! Uns cinco minutos depois, mais coisa, menos coisa, vejo uma senhora a sair da porta da casa de banho e a dirigir-se a mim e a dizer-me que não era necessário me levantar! Olhei melhor para a cadeira que me estava de frente e que entretanto foi ocupada e lá estava a bengala da conversadeira de serviço! O que não passava de um escape rápido para adocicar a manhã passou a ser um momento de conversa bem prolongado!

A conversa começou e fui entrando na vida familiar daquela senhora viúva, com uma filha que vive em Lisboa e que por sua vez tem também uma filha enfermeira, e um filho que vive perto de Braga e que lhe deu também uma neta que casou com um advogado! Isto é o seio familiar daquela senhora que sofreu muito em criança, passando fome e maus tratos, até que o príncipe encantado e rico lhe apareceu pela frente como salvador do que havia existido ao longo de década e meia. Sessenta anos de casamento, onze de viuvez e agora pensa que já não faz nada na terra porque o seu pilar partiu, os filhos já são ambos avós, ela de um miúdo com dez anos e ele de um rapaz com onze. E esta bisavó o que espera aos 88 anos da vida? Segundo a própria, de nada!

Há uns tempos uma das netas, a de Lisboa, inscreveu-a para que recebesse as refeições diárias através do centro de dia, mas agora rejeita a comida porque é muita e vai para o lixo. Para mais porque lhe mandam o que ela não gosta! Diz que já não quer receber e já deu ordem para cancelarem aquela comida, mas as empregadas não fazem o que ela pede e só obedecem à neta com quem lhe dizem não conseguirem falar. «Eu sei a razão delas não conseguirem falar com a Cláudia, é que ela tem estado de férias pela casa do Algarve!», dizia. 

28
Jul15

Irene por cinco minutos


O Informador

Na Quinta-feira passada fui ao Teatro Aberto assistir à peça As Raposas que adorei! Antes do espectáculo começar e porque era necessário levantar os bilhetes, dirijo-me à bilheteira do espaço e pela segunda vez encontro a actriz Irene Cruz que é há alguns anos uma das directoras do Teatro Aberto, além de integrar o elenco de alguns dos espectáculos que por lá são feitos.

Se poderia esperar em apenas cinco minutos ficar tão agradado com uma conversa não sei porque não esperava tê-la, no entanto a actriz estava junto da bilheteira como que a receber o público antes do início da sessão teatral e apenas uns minutos serviram para ficar tão surpreendido com a própria. Já nos tínhamos cruzado e trocado ligeiras palavras há uns meses pelo mesmo local, mas desta vez deixei-me ficar, deixei pessoas passarem-me à frente pela bilheteira e lá ficava eu por mais uns instantes em conversa sobre idades, plásticas, caninos e família com uma senhora que tanto tem dado à representação nacional e lutado para que as coisas sigam em frente. 

12
Jul15

Tagarela perseguidora


O Informador

Acordar bem disposto e começar a ouvir uma tagarela perseguidora durante minutos não é impossível, no entanto também não é totalmente aconselhável para mim!

Imaginem um dia de descanso, o sol a bater na janela, ficar deitado uns minutos depois de acordar e de um momento para o outro aparecer a tagarela a contar as suas histórias que já vinham do dia anterior. É possível sim e é bem real!

Como continuar com a boa disposição quando naquele momento somente o «sim», «talvez» e «pois» conseguem sair quando ainda se está meio atordoado a tentar tomar o pequeno-almoço num silêncio impossível. Como dizer que depois mais tarde tudo pode ser contado e ai já consigo dar respostas mais exactas para aquelas histórias que no fundo nada me interessam mas que tenho de ouvir uma, duas e três vezes se for necessário por acharem que me sinto bem por ter conhecimento sobre as mesmas?!

20
Mai15

«O meu filho já faz aquilo?»


O Informador

Uma conversa na hora de almoço entre um ser feminino e dois masculinos...

Ela: - Já que estão aqui os dois e são homens, vocês acham que o meu filho (com 10 anos) já faz aquilo?

Eu: - É possível!

Outro: - Sim, já faz!

Ela: - É que ele tem andado meio estranho, a demorar muito tempo no banho e com calores! Nem quero pensar que ele anda lá por casa com aquelas coisas! Não tenho problema, mas ele é ainda um menino!

A conversa foi fluindo e sim, o puto já deve andar a fazer «aquilo» que todos os seres masculinos fazem! Os bichos femininos também o fazem mas em menor escala, isto a julgar pelo que se sabe, no entanto só nós os homens admitimos que o fazemos desde cedo. Aquela mãe não estava preparada para saber que o seu rico filho está a crescer e a tornar-se num adolescente com vontades sexuais e está em estado alerta sem motivo algum.

13
Nov14

Estarei preparado?


O Informador

A ida para zonas algarvias pelos próximos meses volta a ser comentada! Afastando a duração de um ano, já coloquei as ideias do patrão no lugar e coloquei os três meses como o meu limite para conseguir estar longe de casa, afastado de família e amigos. Sei que estando por lá e se as coisas começarem a correr bem conseguirei aguentar-me por mais algum tempo, sem querer por lá ficar a viver e querendo ter o meu lugar vago para quando regressar, no entanto prefiro acreditar que fico por pouco tempo, fazendo disso a minha ideia fixa, para que também não possa desiludir quem achava que eu ia para o Algarve trabalhar e que iria por lá andar durante um ano.

Não me sinto ainda preparado para começar e arrancar um novo projeto com uma equipa nova, sem ninguém por perto e afastado das pessoas de quem gosto, não podendo passar os meus tempos livres a tomar café com os amigos, a jantar com os pais e a desfrutar da companhia de quem amo. 

Estarei preparado para estar a viver a três horas de casa, a trabalhar com pessoas que não conheço até ao momento em que as escolher, a ensinar, a passar muitas horas sozinhos e afastado das minhas coisas? Terei um mês e pouco para me mentalizar do que irá acontecer, já tinha uma pequena ideia que seria novamente o escolhido para arrancar com uma nova casa e a conversa aconteceu! Faltam depois acertar os pontos finais, mas tudo indica que os primeiros meses de 2015 por estas bandas serão passados entre a malta algarvia!

07
Ago14

As mensagens com a Patrícia


O Informador

Existem factos que podem não ter argumentos para serem especiais e existem outros que existem porque sim! A Patrícia faz hoje anos e este é um excerto do início da nossa conversa pelos primeiros minutos do dia do seu aniversário!

Eu: Parabéns a você nesta data querida, muitas felicidades, para a mana querida! Yupi!

Eu: Muitos parabéns, muitas, muitas e muitas felicidades do mano que te ama muito, muito, muito...

Ela: Olha, nao me faxas chorar esta bem? Obrigada mano...és um dos homens da mha vida e seras sempre. Nao vou abdicar de ti nunca. Gosto muito muito muito de ti. Akele amor de mana k tu sabes. Beijinho grande grande :*

Eu: Tu é que me fizeste agora chorar! Isso não vale!

Ela: Amor é assim mesmo seja ele qual for! E estou muito apaixonada por todos voces. Peças essenciais no puzzle da mha vida. Mas tu é akela peça sem a qual o jogo nao fica completo. Adoro a ti mano querido! Estou cada dia mais lamechas! :)mas tambem mais feliz.

Estas foram as primeiras mensagens trocadas após as 00h00 entre nós. Não fiz qualquer modificação ortográfica, como pode ser visto, para não perder a piada! Adoro a Patrícia, há mais de dezassete anos que estamos juntos e uma boa amizade sempre nos tem unido ao longo deste tempo. Como costumamos dizer, somos irmãos, não de sangue, mas do coração!

Se somos meio lamechas? Somos um pouco, mas também quem não o é? Só mesmo quem não tem sentimentos verdadeiros é que consegue omitir tanta lamechice!

Um pormenor, não tenho jeitinho nenhum para dar os Parabéns a alguém mas quando as pessoas me conhecem já sabem que sou assim e aceitam este tipo de mensagens!

Mais uma vez, Parabéns Patrícia e desculpa esta partilha das nossas mensagens secretas!

01
Ago14

«Temos de combinar um café!»


O Informador

Quantas vezes não respondemos com um sim a alguém, que não encontramos à algum tempo ou com quem tentamos até nem privar, só que a pessoa até simpatiza connosco, que nos fez ouvir a célebre frase... «Um dia destes temos de combinar um café!»

Sim! Sim! Era o que mais faltava ter o meu pouco tempo livre para gastar com pessoas que não me dizem nada. Se um dia já nos demos e conversamos por termos amigos em comum, sermos da mesma turma ou trabalhado juntos, agora as coisas não fazem sentido dessa forma e sim, eu digo que sim, que temos então que combinar o tal café que ficará para sempre esquecido na minha mente.

Sou assim, o que querem fazer? Não gosto de tentar criar laços fingidos com pessoas que não me conseguem transmitir rigorosamente nada. Se em outras alturas até fiz amizades de circunstância ou não com tais seres, agora essas mesmos pessoas já não fazem parte das minhas escolhas, por isso deixem lá de ser simpáticos quando me encontram pela rua porque se eu quisesse beber café para colocar a conversa em dia talvez aproveitasse logo o momento, se não o faço é porque não quero, por não valer a pena, quem sabe!

Tomo café com os meus amigos e são eles que me têm que aturar e de quem quero saber, os que ficaram pelo caminho já eram e nem para sentar numa esplanada podem interessar. Sou frio? Pois, parece que sim! Frio, direto e egocêntrico!

15
Dez13

Conversas doentes


O Informador

Não sou de me queixar e também não tenho muita paciência para ouvir os queixumes de quem aparece com mil e uma doenças e dores psicológicas. Além disso odeio estar ao pé de um grupo que de um momento para o outro se lembra que a conversa tem de ser sobre doenças. Que coisa mais sem sentido!

Será que as pessoas não têm mais nada para falar a não ser do que têm, do que vão ter e do que tencionam não ter nos próximos tempos em termos de doenças? É uma coisa que odeio e que quando começam a falar saio de onde estou ou tento mudar de conversa porque não percebo quais os argumentos positivos que aqueles seres arranjam para estarem a falar de coisas teoricamente más durante tanto tempo seguido.

Odeio estar doente, quando estou não me queixo e não ando a lastimar-me a tudo e todos, por isso também não me obriguem a ter de ouvir histórias de pessoas que nem conhecem e a pensarem que um dia poderão ter isto e aquilo e o que irão fazer caso isso aconteça. Coisas sem nexo e conversas sem piada, enfim...

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