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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Vice-Versa comportamental

Volta e meia é notório que as pessoas por vezes esperam dos outros o que não conseguem fazer consigo próprias, acabando depois por mostrar que os outros erram porque são responsáveis por isto ou aquilo, quando a responsabilidade é exatamente a mesma dos dois lados. 

Há uns dias disseram-me que tenho andado meio calado por não fazer conversa através das imensas formas que as tecnologias agora nos permitem manter sempre contacto. Se ando meio calado e a pessoa reparou e nada disse durante semanas é porque também andava em modo silêncio e talvez não lhe apetecesse falar, certo? Acabou por dizer mais tarde, talvez após ter remoído sobre o assunto várias vezes, questionando-me uns dias depois quando marcaremos um café ou algo do género, tendo ficado em espera que tivesse sido eu, mais uma vez, a colocar o tema na ordem das conversas que entretanto aconteceram. 

Se eu não o faço qual a razão para quem está do outro lado não tomar a iniciativa de meter conversa e tentar combinar alguma coisa? É que tanto eu posso tentar como a outra pessoa, não têm de ficar em espera que faça e sugira as coisas quando se tem uma ideia mas fica-se calado porque ele, neste caso eu, é que tem de organizar e combinar alguma coisa.

A enviar CV...

O processo de despedimento está feito e agora que tudo também está resolvido, eis que iniciei há dias o processo do envio de curriculum dentro do que pretendo fazer futuramente para algumas candidaturas que fui encontrando pela internet. Agora é continuar a tentar e esperar que o telefone toque ou que o email receba alguma informação para futuras entrevistas.

Para já fiquei logo contente nos primeiros dias, já que em sete candidaturas recebi três telefonemas com quatro propostas. Infelizmente o ordenado não está dentro do pretendido e nesta primeira fase de procura não quero aceitar a primeira proposta que me aparecer e que nem sempre corresponde ao que o anúncio transmite. 

Nesta fase inicial estou a tentar ser um pouco seletivo dentro do que pretendo fazer para não ser chamado para entrevistas em que a função posso e poderei saber fazer mas que não quero que seja das primeiras opções. Como tal e porque estou no início do processo de procura de novo emprego, estou a ser um pouco mais chato com os envios e escolhas que tenho andado a fazer para ver se me consigo encaixar em algo onde me sinta bem e não logo pela primeira oportunidade que me apareça pela frente.

Oficialmente desempregado

desempregado.jpg

Mês e meio após o início do processo de despedimento por falta de pagamento, eis que finalmente consegui ter luz verde dada por parte da Segurança Social que me contactou via carta a informar que estou oficialmente desempregado e com a atribuição de Subsídio Desemprego para Trabalhadores com Salários em Atraso. 

Sinceramente não sabia que existiam várias formas de desemprego e com títulos, mas pronto, não muda muito, somente que no lugar dos vinte meses que tinha direito se tivesse sido despedido normalmente, terei acesso a dezasseis, mas sinceramente não conto utilizar grande parte deste período, começando agora o novo ciclo à procura de emprego. 

Novo (ainda quase) desempregado

Numa segunda tentativa junto do Centro de Emprego e já com o documento comigo, o dito Aviso de Receção que estava em falta, eis que voltei a insistir para conseguir entrar finalmente, após quase dois meses sem emprego e sem salários, no desemprego. 

Voltei a dirigir-me a um Centro central, não o mesmo do outro dia, mas também não o do Concelho onde resido porque esse somente funciona com os serviços mínimos, marquei a minha vez e menos de dez minutos depois estava a ser atendido. Posso-vos dizer que estive vinte minutos, sim, vinte minutos, no gabinete com a técnica a explicar a situação, embora a senhora pouco ou nada tivesse falado. Falei, entreguei todos os documentos, aparentemente necessários e que tinha, e parece que lá ficou tudo encaminhado.

Entretanto cheguei a casa e fui até ao portal da Segurança Social, abri a conta pessoal e verifiquei que a entrada está dada, com os valores diários a receber já atribuídos e tudo, faltando agora a confirmação dos documentos por parte dos serviços para que esteja de vez inserido no número de desempregados deste país.

Já tenho curriculum...

Confesso aqui e agora que ao estar dez anos numa empresa nunca tinha feito um curriculum vitae para me meter por novos caminhos.

Agora que tudo terminou lá arregacei as mangas e fui até à página do Europass onde dediquei durante uns bons minutos o meu tempo a relatar a experiência profissional, a educação e formação, as competências pessoais e alguma informação adicional que acho importante destacar, já que trabalhei para três empresas ao longo destes dez anos, só que tudo não passou de alterações estratégicas de patrões e altos cargos que fizeram com que mudassem a empresa de nome várias vezes e acho que isso até pode ser relevante destacar, mostrando que fui um funcionário que mesmo com os finais de contrato e alteração de empresa numa fui dispensado e por lá teria continuado se não tivesse existido o incêndio que culminou num final antecipado. 

Agora com curriculum feito e o estado na segurança social ainda a ser analisado e com a mensagem Deferido a não me deixar descansado, aguardo que esta situação fique definitivamente resolvida para a partir dai perceber realmente que caminho seguir. 

Novidades do Desempregado

Não, ainda não sou considerado um desempregado! Aparentemente estava quase tudo despachado com os documentos necessários para poder, ao fim de mais de um mês colocar os papéis e começar a pensar em seguir em frente. Tudo parecia estar a correr bem, quando falta afinal um comprovativo de aviso de receção!

Primeiramente, penso que tenho todos os documentos e lá vou eu, de forma rápida porque estou farto e cansado desta situação direito ao Centro de Emprego do Concelho onde habito. Dirige-me a um grupo de funcionárias no local que deveriam estar em pausa, pelo aspeto da situação, e coloquei a questão sobre onde poderia dirigir-me para dar entrada para o desemprego, isto porque logo percebi que não estava no sítio certo. De forma rápida e para me despacharem logo me entregaram um cartão com telefone e email da central da região onde me teria de dirigir para poder tratar da situação numa fase inicial. Tentei colocar uma questão sobre uma cópia e não um original que tinha comigo mas rapidamente me disseram que essa questão teria de ser colocada no local onde iria e não por ali. Ou seja, existe Centro de Emprego local mas para questões iniciais, pelo menos, somos reencaminhados para mais de trinta quilómetros de distância porque será mais fácil. Fácil para quem está sentado em amena cavaqueira porque não achei graça alguma ter de pegar no carro e lá ir. 

Não perdi tempo e meti-me a caminho para me despachar o quanto antes. Ao longo da viagem e com o contacto que me deram anteriormente fui tentando ligar para o Centro de Emprego para onde me estava a dirigir, já que podemos fazer marcação para que seja mais rápido. Mais de meia hora de viagem, com várias tentativas de contacto e ninguém me atendeu. Desisti, estacionei o carro e perguntei onde ficava o espaço. Lá fui excelentemente bem indicado que consegui à primeira encontrar o suposto final disto tudo. Entrei, tirei uma senha para «inserção no desemprego», logo veio o segurança perguntar qual o motivo de ali estar e fiquei a saber que a senha a ser retirada teria de ser a de «outros» entre mais de dez opções. Ok. Lá me fiquei e fui imediatamente chamado, pois pensei eu, porque fui chamado sim mas para uma tiragem, como no hospital e fiquei escalado para esperar uma hora, nem foi muito na verdade. 

Desempregado sem vontade

Pensei que ao estar com mais horas livres de forma diária que iria ter uma maior atenção ao blog e vontade para me dedicar um pouco mais à escrita. Até agora o que deteto é que a vontade que achei que iria surgir ainda não apareceu, tendo mesmo um bloqueio mental quando tento pensar em algo mais elaborado para escrever e publicar por aqui.

A pessoa quando se vê de um momento para o outro com o seu dia-a-dia vazio, sem a rotina de anos, fica quase sem chão, sentindo-se como se não tivesse nada para fazer. É assim que me sinto, uma vez que com tanto tempo livre achei que conseguiria fazer e dar maior atenção ao que por vezes fazia de forma rápida e mais esporadicamente, podendo-me dedicar a tanta coisa, não tendo é a vontade que sempre achei que iria surgir. Acordo mais tarde, durmo mais ou menos o mesmo número de horas que o habitual de quando andava a trabalhar, e depois ao abrir os olhos penso... «tenho isto, isto e aquilo para fazer». Disse bem, penso, porque no final do dia percebo que não fiz nada do que tinha planeado porque me sinto vazio neste momento e a precisar de estabelecer regras para esta vida de desempregado que ainda não o é porque estou agarrado à antiga empresa ainda sem poder procurar novo emprego por enquanto. 

Primeiramente tive duas semanas de férias, depois três semanas que não sei como as posso descrever porque não trabalhei, não fui pago mas também não posso arranjar outra coisa para fazer e agora continuo a aguardar que tudo se resolva para poder respirar e pensar que tudo terminou e que há que começar de novo, finalmente. E acho que é sem esse recomeçar, que se encontra pendente, que parece que ando a fazer equilíbrio numa corda presa entre dois postes e que tento atravessar sem cair num poço bem fundo. Sinto-me um pouco assim, sem saber ainda por onde seguir e como ocupar os dias de forma a sentir-me útil para comigo para o poder fazer para com os outros também.

Tenho lido muito mais, descansado à sombra da relva no jardim com este bom tempo, vejo séries com temporadas que tinha em atraso, faço mais companhia em casa e acompanho mais quem me pede para ir aqui ou acolá fazer alguma coisa. Não me tenho afastado de casa mas saio todos os dias há rua porque sou daquelas pessoas que começa a bater mal do cérebro se não sair um pouco para ver pessoas e arejar a mente. 

Velhas amizades

Os velhos amigos são os melhores.

Domingos Amaral, in Enquanto Salazar Dormia...

Tão, mas tão verdade minha gente! Os amigos são como diz o ditado, «quanto mais velhos melhor», neste caso é «quanto mais antigos melhor». Não digo que quem apareceu nos últimos anos não tenha vindo a ganhar o seu cantinho no meu coração, no entanto não existe nada como quem já cá anda há anos e anos e não arreda pé nem nos maus momentos. 

São poucos e também é dificil a lista aumentar de forma rápida, no entanto quando deixo que alguém bata à porta da amizade e continue por lá é porque existe algo especial que tem de ser formado para que daqui a uns anos esta citação de Domingos Amaral se torne também real para quem está há menos tempo comigo. 

Sem hábitos de desempregado

Fiquei forçosamente sem emprego há umas semanas e desde ai que ainda não me habituei a esta nova vida com tempo livre a mais. A situação do despedimento ainda não está resolvida e neste momento não estou a ganhar de lado algum, no entanto estou em casa e os gastos diários continuam a surgir. O tempo e o facto de estar em casa levam-me a comer mais, o que pode ser bom para engordar um pouco, consigo ver mais séries e ler com maior regularidade mas depois todas as manhãs e tardes livres que tenho fazem-me ter na ideia que não me sinto útil neste momento, ainda sem ter criado hábito e rotinas para os próximos tempos em que nada de concreto terei para fazer. 

Acordo a horas um pouco mais tardias do que era habitual, deitando-me ainda mais ou menos pela mesma hora para tentar manter as regras e não perder o dia. Só que é nesse mesmo dia em que me sinto baralho. Primeiro sou uma pessoa que sente necessidade de sair à rua para ver pessoas, aguentando-me de manhã por casa mas após o almoço ainda não consigo pensar que vou ficar todo o dia fechado sem sair por umas horas. Sinto-me um pouco claustrofóbico se não arejar todos os dias. Sinto falta neste momento de regras e horários para acordar e despachar, ir trabalhar, voltar a casa... Ou seja, faltam-me regras diárias por ser uma pessoa que primeiro tem de andar de um lado para o outro e depois porque gosto de ter horários para tudo, o que neste momento se torna complicado encarrilhar com tanta hora vaga a que não estava habituado. 

Memórias de Sábado

Aos trinta anos sabe bem recordar as boas memórias que foram ficando de quando era mais pequeno e nessa altura os Sábados eram sempre especiais, fora de casa e em boa companhia.

O dia começava bem cedo, enquanto os colegas de escola ainda dormiam já eu andava de pé, em espera para apanhar com a mãe a boleia do pai, que sempre trabalhou ao Sábado, para os dois passarmos o dia com os avós maternos. Íamos de manhã, bem antes do sol nascer e chegávamos, já que a viagem era rápida, ainda de noite também. Todos ainda dormiam, os avós e a madrinha, e sorrateiramente entravamos em casa sem fazer barulho para irmos ter com a «inha» ao seu quarto. Muitas vezes me deitei naquela sua cama a ver os primeiros desenhos animados matinais, após a emissão abrir, acabando em várias situações por adormecer e tirar assim um segundo sono rápido. Como era bom acordar cedo naquela altura para passar o dia em família.

O dia começava a despertar e os visitantes levantavam-se com os residentes para o pequeno-almoço, que no nosso caso já seria o reforço porque nunca saiamos de casa, tal como hoje acontece, sem comer alguma coisa. O sol batia à porta e convidava a sair pela rua, para visitar a restante família, passear pelas ruas de calçada, ir ao mercado, à loja, ao parque onde por várias vezes brinquei. Era uma criança feliz nessa altura, onde não existiam problemas, onde a rebeldia típica da idade existia e a curiosidade surgia porque tudo servia para colocar questões e querer saber mais. Conhecia as pessoas da aldeia, levava beijos a torto e a direito de quem se cruzava pelo caminho, o que odiava, e ainda hoje me recordo desses momentos.

Ao almoço sempre recordei a dobrada cozida com arroz, batatas e feijão da minha avó. Por muito que tente encontrar algo parecido, sei que será impossível saborear aquele prato com o gosto que o fazia na altura. Aquela dobrada, que tantas vezes comi, era única e o seu gosto ficar-me-à sempre na memória, por mais tempo que passe. 

Os Sábados sempre aconteciam assim, a sair de manhã de casa e a regressar somente para jantar, sem cansaço e com o mimo todo recarregado com boas energias. Como seria bom se o tempo, esse malvado, voltasse para trás um dia para que pudesse voltar a ter um avô com quem ver televisão, uma avó preocupada, um prato de dobrada para celebrar com calma e uma família bem maior e com amor para dar à disposição.

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