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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Nula lavagem

Não sei se sou caso raro mas quando lavo o carro, por aquelas lavagens automáticos que existem como formigas por ai, tenho o cuidado de passar com a água por todo o lado, de cima a baixo, tendo especial atenção à parte baixa das portas laterais. Lavo com água e detergente, passo água e depois o brilho. Tudo perfeito antes de seguir viagem. Então não é que se parar o carro logo de seguida e esperar que escorra, a parte baixa das portas está suja que nem parece que lá passou água?

O carro é preto (bem que me avisaram para comprar de outra cor) e dizem-me que nos carros assim escuros fica sempre sujidade se não se passar com um pano ou escova ao longo da lavagem. Mas esqueço-me e tenho sempre esperança que «desta vez» tudo ficará lavado e sem manchas de terra e pó. Não fica, por mais que tente e passe com a mangueira, nada muda. 

Refeições de moleza

As recordações de infância são sempre uma mistura de bons e maus momentos da altura que se refletem em boas ideias sobre o que nos foi acontecendo. Na verdade percebo aos trinta que tive uma infância feliz, com pais que me amam, com uma família que sempre me deu mimo e com uma curiosidade e rebeldia de criança que em casa era uma coisa e na rua perante a sociedade era outra. 

Hoje apetece-me comentar o facto de ser um autêntico caracol no que toca a refeições. Lembro-me tão bem dos tempos de escola primária em que ao longo de uma hora ia até casa para almoçar, o que sempre foi bom por viver na terrinha, e conseguia demorar todos aqueles sessenta minutos a comer. Não, não era porque o prato estava cheio demais, era sim porque até mais ou menos aos dez anos era um molenga de primeira para comer. Demorava eternidades a tomar uma refeição, tentavam que comesse sozinho mas para o fim da hora já me tinham de ajudar para que não voltasse para as aulas de estômago vazio. Conseguia sentar-me à mesa e ficar a olhar para o prato, escolhendo o que colocar no garfo e nada levar até à boca para me despachar. Claro que aquela hora raramente acabava bem porque a vontade de comer era pouca, depois começavam a ralhar, ajudavam e por vezes acabava mesmo por apanhar uma lambisca para tentarem que comesse alguma coisa de jeito. E quando era peixe então tudo se tornava bem pior, uma autêntica tortura. 

Hoje envergonho-me dessa má fase que dei aos meus pais que se viam aflitos para que conseguissem fazer-me comer alguma coisa mas lembro-me daquelas inúmeras situações em que sentado numa mesa branca redonda ficava de olhos postos no prato e de boca fechada.

Egocêntrico ou Incompreendido

Várias vezes sinto-me incompreendido ou fora de contexto da sociedade. Não sei se o meu egocentrismo me faz ter ideias contrárias do que a maioria acha como correto ou se as formas dos outros de olharem para os seus umbigos quando estão bem para se esquecerem dos períodos menos bons em que os outros estão presentes ficam esquecidos. Algo não bate certo nas atitudes quando apoio e depois meia volta percebo que afinal quando já não é preciso se fica para trás porque os outros, aqueles que afinal devem ser mais importantes, chamam para bons momentos e lá se vão quem sempre lá está.

Sempre aprendemos com as quedas que a vida nos vai dando e ao perceber várias vezes que somos utilizados como companhia para depois os bons acontecimentos serem partilhados com quem nem sempre está é complicado. Gerir as emoções quando se percebe que se fica para trás e que as intenções que são ditas são boas mas que as mostradas ficam bem aquém das expetativas criadas. Não vale mais logo dizer como é e deixar seguir viagem do que andar a engonhar com palavrinhas bonitas para assim que se possa dar um pontapé no traseiro?

Pressentimentos

A noite cai e com o aproximar da hora de deitar começo a sentir uns pensamentos que não são bem pensamentos, mas sim uns pressentimentos estranhos, talvez os possa descrever como uma angústia que não consigo explicar da melhor maneira sobre algo que possa estar para acontecer.

Tenho andado com pressentimentos de que algo menos bom possa estar para surgir. Sei que andar mais calmo e cabisbaixo não ajuda a puxar boas energias mas também não sinto que tenha motivo que me leve a ter este estado de espírito acerca de algo que poderá vir a acontecer. 

Na verdade é uma sensação estranha que me surge mais pela noite e que me leva a pensar sobre coisas e acontecimentos maus que possam estar a surgir. Uns pensamentos e mal estar que não consigo descrever em palavras nem mostrar a quem me rodeia por ser algo que se sente e que não consigo deitar para fora para que os outros o entendam. Parece que o coração tem andado apertado e angustiado com alguma coisa que não aconteceu e que não encontro explicação para o que poderá ser sequer. 

Silêncios que cansam...

Iniciei o meu segundo emprego, após dez anos na mesma empresa, há mês e meio e se no início comecei entusiasmado pelo que estava a fazer, com as condições do trabalho e horários, aos poucos tenho vindo a perder o interesse que senti nos primeiros momentos. O ritmo a que vinha habituado e o silêncio, embora seja uma empresa com um maior número de funcionários, não me têm dado grande alento. 

Estar oito horas numa sala sozinho onde os colegas que estão nas outras salas e muitos acompanhados não falam sequer com quem está ao seu lado, quanto mais com quem está do outro lado da parede, cansa. O silêncio e a ideia que quem já lá estava não consegue conviver é complicado, para mais uma pessoa que vem habituada a falar todo o dia ou somente ter alguém por perto. São muitas horas a solo, concentrado no trabalho que tenho aprendido a custo e sozinho porque a formação de quem se foi embora nos dois primeiros dias não valeu de muito e somente com a rádio como companhia não dá com nada. 

Tenho sentido dificuldade por ter de aprender e não ter muito por onde pedir ajuda porque na totalidade ninguém sabe fazer o que estou a fazer dentro da empresa. Depois estar em silêncio e não ouvir ninguém durante horas maça, por mais que uma pessoa esteja concentrada no trabalho, sabe sempre bem ouvir alguém dizer nem que seja a maior estupidez do dia e para quem vinha habituado a conviver e agora fica sozinho é chato. Faz-me uma certa confusão as pessoas não falarem umas com as outras, passando e só deixando escapar um «bom dia» ou «boa tarde» consoante a hora do dia e pouco mais. Isso não acontecia no meu anterior local de trabalho e se não convém exagerar, existem silêncios que são demais, roçando mesmo a falta de vontade de uns para com os outros, para mais pessoas que lidam entre si há anos. 

Sinto-me preso dentro de quatro paredes e na verdade não foi isso que idealizei quando tive de iniciar a procura de emprego, a minha ideia seria seguir um caminho, mas depois uma entrevista fez-me voltar com essa ideia atrás mas não pensei que me custasse tanto o isolamento sabendo que existem pessoas por perto mas que nem se ouvem. Preciso de espaço, de me mexer, de conviver e não estar fechado e sentir que as pessoas se isolam porque uma simples presença mesmo silenciosa faz toda a diferença quando é sentida. É verdade que tenho mais responsabilidades do que anteriormente com o que faço, mas para o meu bem estar necessito de sentir que as pessoas num emprego também existem e não são seres estáticos e sem relação. 

Apático

Sinto-me estranho, sem conseguir explicar o que me vai na alma quando de manhã acordo sem entusiasmo e cansado e ao final do dia o ânimo continua frouxo, sem qualquer vontade de reação e só com a ideia de me deitar para dormir sem sequer ter entusiasmo para me manter acordado, como antes, durante mais tempo ao serão.

De há umas semanas para cá parece que alterei de forma inconsciente a minha forma de estar e de querer viver. Não consigo bem explicar o que se passa, mas não me sinto disposto a andar sorridente e a ter capacidade para alterar o modo como acordo cabisbaixo e assim contínuo ao longo do dia, seja de semana ou fim-de-semana. Nada neste momento me tem conseguido alegrar e dar a volta para me conseguir sentir vivo e com capacidades para me divertir e estar bem para que olhe o mundo com outros olhos. 

Não me sinto bem, é uma verdade, e embora tenha descansado mais porque tento dormir um maior número de horas para tentar melhorar, nada se tem alterado e dia após dia acordo do mesmo modo e sem aquela alegria que em tempos conseguia contagiar os outros. 

«Não apetece»

Ao longo do ano existem alturas em que entramos numa fase em que tudo parece não fazer sentido e em que não apetece conversar, não apetece estar com ninguém, não apetece sair, não apetece estar em casa, não apetece ir ao café, não apetece ir trabalhar, não apetece levantar, não apetece deitar, resumidamente, não apetece fazer a ponta de um corno.

Estou a passar por uma dessas fases em que acordo de manhã maldisposto porque não consigo dormir o suficiente, passo a maior parte das primeiras horas do dia birrento, o que depois vai passando mas após o jantar volto a entrar naquele estado de «não apetece» porque simplesmente «não apetece» reagir. 

Sei que estas fases aparecem de vez em quando por isso não estou muito preocupado, o que sei neste momento para ser sincero é que «não apetece» fazer nada de nada e acho que assim irei continuar por mais uns dias porque até parece que faltam as forças para querer reagir e tomar a iniciativa de combinar coisas, de dizer sim eu vou, de aparecer, ficar acordado até mais tarde... Neste momento nada me consegue alegrar para sair deste estado de moleza! 

Férias pelos Santos

Recém chegado ao meu segundo emprego, eis que sou surpreendido em semana de Santos Populares com mais de metade da equipa de férias. Sim, é verdade, a maioria dos novos colegas tirou uns dias de pausa, aproveitando o feriado da próxima Quinta-feira, 15 de Junho, e estando assim por casa a 13, já que quase todos vivem pela zona de Lisboa e como onde trabalhamos hoje não é feriado, aproveitam assim um dia de férias para ficarem com a família e festejarem noite dentro estes dias de Santo António. 

Ao longo de dez anos por onde trabalhava sempre era complicado marcar férias e se dois quiséssemos um dia que fosse de pausa ao mesmo tempo que outra pessoa já era um grande problema, tendo alguém que ceder e mudar a sua opção. Agora chego a uma nova empresa e percebo que marcar férias parece não ser um problema para ninguém. Tirar dias ocasionalmente para aproveitar feriados e conseguir prolongar fins-de-semana é uma realidade, ao contrário do que estava habituado. Não podia sequer pensar porque se quisesse tirar uma Segunda por ser feriado à Terça, por exemplo, tinha de trocar folgas se alguém cedesse porque disponibilizarem dias era sempre complicado. Não podíamos ficar com dias livres quando marcávamos férias em Outubro para o ano seguinte - onde isto acontece? - para ir tirando. Nada, tínhamos de marcar os vinte e dois dias e seriam gozados nas datas marcadas, sem dar para alterar. Agora deparo-me com uma realidade que pensa nos funcionários e no seu bem-estar. Na empresa pela qual trabalho atualmente podemos marcar férias uns dias antes de nos ausentarmos, marcar os dias que queremos e sem existirem restrições de períodos obrigatórios.

Semana de adaptação

Os leitores regulares do blog já devem ter dado por isso, para mais porque vos contei há uns dias, que esta semana voltei ao trabalho, numa nova empresa, novas funções e vontade de aprender. 

Logo na entrevista quis ficar, fui o escolhido e lá comecei. No primeiro dia sai ainda mais entusiasmado com o novo emprego do que pensava, já no segundo esmoreci um pouco. Ao terceiro as coisas começaram a entrar nos eixos e terminei a semana com várias questões para esclarecer com os colegas sobre o modo como processar toda a informação, mas com a ideia que afinal talvez as coisas não sejam assim tão complicadas de elaborar, desde que se comece a entrar nos eixos. Com isto o que ficou para trás? O blog que em dois meses passou a ser quase o meu emprego a tempo inteiro e agora voltou a ser encostado para as horas vagas, o que esta semana até se tornou complicado por parecer que a inspiração não surgia. 

Não escrevi lá muito por estes dias, tendo recorrido mais a textos já elaborados anteriormente e que esperavam pela luz do dia para serem publicados, tendo adiado outros porque não sei se irei conseguir continuar a publicar dois ou mais textos por dia. Por agora voltamos à fórmula da publicação matinal e uma ou outra mais no final do dia, mas não me quero esticar porque sabem que vos gosto de dar notícias diariamente e se os próximos dias continuarem a ser um poço vazio de inspiração tenho que recorrer ao que está guardado para não perderem o fio à meada aqui no blog. 

O primeiro dia!

O antigo emprego já lá vai, o desemprego já foi e hoje iniciei uma nova etapa profissional. Não estava nervoso mas sim um pouco ansioso com o que me esperava, no entanto o primeiro dia correu tão bem que acho que superei as minhas próprias expetativas.

Primeiramente senti-me em casa logo ao primeiro dia, sei que nenhum emprego é um mar de rosas e que ninguém é perfeito, mas que talvez na anterior empresa não tivesse sido tão bom a receber os novos colegas como me receberam a mim agora. Sempre tentei mostrar os cantos à casa e fazer com que todos se sentissem bem, mas agora que sou eu o novato da equipa senti-me como se já os conhece à mais tempo, não existindo qualquer tipo de constrangimentos de fazer conversa e de ligação com os novos companheiros de jornada que estão prontos a receber, apoiar e tirar qualquer dúvida.

No que toca ao trabalho e nesta fase inicial talvez tenha pensado que tudo seria mais complicado de ser feito, mas o tempo faz maravilhas e com o primeiro dia percebi que mais uma vez será o hábito a fazer o profissional que está disposto a aprender tudo o que existir para adquirir a partir de agora. Passo a passo tudo foi explicado, comecei a tentar fazer sozinho e já consegui chegar a bom porto nos primeiros processos em mãos, os mais fáceis por sinal, agora será dar continuidade e não perder o comboio, tendo ainda de pegar nas carruagens que foram deixadas para trás por alguém. Tudo se fará com ajudas até estar minimamente dentro do esquema da situação para depois sim conseguir enfrentar o peso a solo. 

Dupla leitura

Ao perceber que estou a ler dois livros ao mesmo tempo um colega não literário e que nem sequer se lembra do último livro que leu no tempo de escola afirma... «Não se devem ler dois livros ao mesmo tempo!». Sério? Quem são as pessoas sábias em literatura que ao não sentirem gosto pelas palavras ainda opinam sobre o modo como os outros o fazem?

Mostrei que é possível mas como existem seres com quem não vale a pena sequer entrar em contradição deixei-o ficar com a sua opinião, tendo dado a minha e mostrando que é possível sim, basta querer, ter concentração e gostar de ler, em detrimento de passar dias a dormir e a olhar para o vazio em espera de que algo aconteça e que lhe bata na cara como se de um copo de água bem gelada se tratasse para o acordar. 

Não percebo como quem não gosta consegue ter uma opinião tão bem formada sobre assuntos particulares e que somente são entendidos por quem desfruta dos mesmos. Não leem, não têm sequer capacidade de concentração numa coisa e acham que todos têm de ser iguais. Não conseguem seguir dez séries ao mesmo? Não conseguem seguir várias conversas numa mesa ao mesmo tempo? Quando estão a conduzir somente conseguem ter visão sobre um dos lados ou pela frente? Sinceramente não entendo as pessoas que acham que o ser humano só se tem de concentrar numa só coisa quando o seu tempo pode perfeitamente ser partilhado.

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