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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Vice-Versa comportamental

Volta e meia é notório que as pessoas por vezes esperam dos outros o que não conseguem fazer consigo próprias, acabando depois por mostrar que os outros erram porque são responsáveis por isto ou aquilo, quando a responsabilidade é exatamente a mesma dos dois lados. 

Há uns dias disseram-me que tenho andado meio calado por não fazer conversa através das imensas formas que as tecnologias agora nos permitem manter sempre contacto. Se ando meio calado e a pessoa reparou e nada disse durante semanas é porque também andava em modo silêncio e talvez não lhe apetecesse falar, certo? Acabou por dizer mais tarde, talvez após ter remoído sobre o assunto várias vezes, questionando-me uns dias depois quando marcaremos um café ou algo do género, tendo ficado em espera que tivesse sido eu, mais uma vez, a colocar o tema na ordem das conversas que entretanto aconteceram. 

Se eu não o faço qual a razão para quem está do outro lado não tomar a iniciativa de meter conversa e tentar combinar alguma coisa? É que tanto eu posso tentar como a outra pessoa, não têm de ficar em espera que faça e sugira as coisas quando se tem uma ideia mas fica-se calado porque ele, neste caso eu, é que tem de organizar e combinar alguma coisa.

Simpatia precisa-se!

Os comportamentos das pessoas que são mal formadas por natureza acabam por se revelar sempre e existem seres que logo de início não me conseguem dar boas impressões com a sua falsa simpatia que se nota por vezes à distância. Há dias tive um caso bem notório daqueles que revelam na verdade o que as pessoas são quando só pensam no dinheiro em tempo real e cagam literalmente para o que possa acontecer no futuro quando vivem com uma falta de bom senso incrível. 

Durante meses e todos os meses pagava uma mensalidade num certo local da zona que frequentava com regularidade. O proprietário cumprimentava-me muito bem no local e fora dele, chegando a tratar-me pelo nome quando me via pela rua ou em algum sítio. Hoje, uns meses depois e ao ter percebido que já não frequento o seu negócio e não lhe dou assim o meu dinheiro, sendo ainda primo de uma ex-funcionária que saiu a mal do local com o patronato, eis que o mesmo senhor passa por mim, olha-me de frente e consegue não me responder a um simples «boa tarde». Será esta atitude normal?

Não lhe fiz mal nenhum e a mim também não me fizeram nada, simplesmente optei por sair por falta de tempo e por os horários não conjugarem mas parece que por ter deixado e não pagar assim mais nenhuma mensalidade passei de bom cliente a um desconhecido invisível que passa na rua e que as pessoas em questão não conseguem ver nem ouvir. Isto é um comportamento normal para com as regras da boa educação?

Sim, fui demasiado egocêntrico

Existem momentos em que não apetece ir aqui ou acolá e conhecer novas pessoas que possivelmente estão totalmente de fora do estilo de vida a que estamos habituados a ter. Vamos um pouco no vai ou não vai mas acabamos por ceder porque o que é certo é que não temos nada a perder. E não é que por vezes até percebemos que afinal de contas o que poderia ter sido um custo passou de forma rápida, divertida e com boa impressão de desconhecidos que nos recebem de sorriso na cara e um certo interesse em perceberem quem somos?

Sou desconfiado por natureza com quem chega de novo, não gostando de esticar a corda com conversa que não dou para não transmitir confiança a quem não conheço e isso na vida pode ser um pau de dois bicos, já que me restrinjo do que não quero ter por perto mas ao mesmo tempo não dou espaço de manobra para novas oportunidades poderem ter alguma hipótese de surgir. As pessoas conseguem surpreender e embora pense em vários casos que aquele pequeno espaço de tempo de conversa fiada não valeu um chavo, por vezes a ideia pré concebida acaba por cair por terra. Não conhecemos de todo a pessoa que nunca vimos, não existe ideia pré concebida sobre quem é ou poderá deixar de ser, então porque não dar uma hipótese para confraternizar entre amigos, conhecidos e novos conhecidos?

Sinto-me de há uns tempos para cá um pouco, ligeiramente, diferente na forma de socializar com quem não conheço ou não conheço tão bem. Tenho dado novas oportunidades a quem por algum motivo tinha deixado para trás, para um plano meio esquecido, por vezes por erro meu devido ao desligamento que tenho, e que agora, após um tempo e de começar a perceber que ser egoísta não é tudo na vida, a ficha parece ter caído para voltar à realidade. Aliás, ser egocêntrico é tudo, mas é um tudo mau. Ninguém se pode concentrar em demasia em si e eu fui e tenho de admitir demasiado «eu», «eu» e «eu», não deixando que os outros por muito que quisessem me pudessem conhecer ou ter um pouco do meu tempo. Tenho vindo a perceber que afinal os outros são tão importantes para o «eu» como o bem-estar pessoal o é e embora não me sinta totalmente bem comigo, consigo entregar-me de outra forma aos outros, dando hipóteses, tentando retomar o que perdi ou não cheguei a ter por orgulho ou simplesmente ideias que criei na cabeça sem fundamento e sobre as quais nunca quis dar o braço a torcer. Percebo hoje que estive mal em várias situações por ser parvo e bastante virado para mim na vida pessoal, mas estou a tentar mudar e acredito estar no bom caminho, pelo menos tenho feito por isso e noto diferenças. 

Violência no namoro

Há uns dias veio a debate público, mais uma vez e acho que nunca é demais quando o tema é bem debatido, a violência no namoro. Passado pouco tempo ouvi uma pessoa com comentários acerca da pessoa com quem está a namorar atualmente que só levaram a pensar que talvez exista caso para que as histórias que alguns conseguem ter a coragem de contar aconteçam em demasia e entre casais que nem mostram comportamentos que possam gerar qualquer suspeita.

O que levará uma pessoa agredida uma, duas e três vezes a continuar a suportar a situação, para mais quando se namora, ainda se vive na maior parte das vezes no conforto da casa dos pais, existindo apoio e não sendo de todo necessário sujeitar-se ao que quer que seja. Uma rapariga, embora também os rapazes sejam agredidos em menor escala, que entrega o seu telemóvel para ser controlado constantemente ao namorado, que depois utiliza abusadamente as contas nas redes sociais da mesma para saber tudo o que é partilhado e conversado entre a namorada e as pessoas com quem se conecta é meio caminho andado para a passagem a um outro nível. Quem nos dias de hoje tem de andar a controlar o que quer que seja de outra pessoa? Verificam mensagem a mensagem todos os dias, chamadas, redes sociais com palavra de acesso disponível para se entrar quando se quer e apanhar todas as conversas que ao não terem nada de mal acabam por ser privadas e somente partilhadas se se quiser. Quem tem o direito de controlar a vida de outra pessoa e não deixar que o contrário aconteça?

Figurinhas das redes sociais

Existem momentos em que todos conseguimos passar largos minutos a cuscar pelas páginas de perfil alheias nas redes sociais. Não escondo que em várias passagens o faço e não é que descubro com cada figurinha de pessoas que já me estiveram próximas de alguma forma?

Será que as pessoas não conseguem disfarçar um pouco o seu parolismo no que apresentam publicamente e que fica na memória de quem esbarra com imagens e comentários menos próprios? Figuras inusitadas com roupas menores em corpos maiores, celebrações de bradar aos céus onde todos os parolos das redondezas são chamados a aplaudir. Imagens de saídas em locais que mais parecem casas de alterne. Selfies onde mostram mais do que deviam de si e de quem vive consigo, até dos filhos menores. Tudo serve para colocarem pelas redes sociais e uma pessoa, com um pingo de pensamento, logo raciocina... Estas pessoas não percebem a figura ridícula que vão fazendo ao publicarem tudo e mais alguma coisa sem qualquer critério?

Os novos adolescentes

Nos dias que correm olho para os adolescentes e vejo que miúdos com pouco mais de uma dezena de anos já se acham adultos, competentes para assumirem realidades que ainda se encontram bem longe do seu ideal etário. Ouvem-se conversas entre jovens que não passam de sonhos para com uma idade mais avançada onde o momento é vivido por adolescentes de doze anos como se já tivessem maioridade.

Amizades, inimigos, amores, corte e costura... Os mais novos dos dias que correm andam demasiado saídos para o que acontecia há uns anos atrás. Não me consigo rever em nada nos jovens de hoje quando no meu tempo com certas idades ainda vivia muito de casa para a escola, preocupando-me com os trabalhos de casa e com a brincadeira, longe de pensar nos conflitos com os semelhantes, nos amores e nas trincas e mexericos que agora acontecem a favor da maldade alheia entre esta nova geração que não respeita ninguém por acreditar ter o mundo a seus pés por serem os detentores da razão.

Ser Tolerante no Dia Internacional para a Tolerância

Hoje, 16 de Novembro, assinala-se o Dia Internacional para a Tolerância que foi instituído pela ONU. Mas afinal o que é ser tolerante numa sociedade que luta por direitos, dignidade e que vive constantemente a ouvir falar de guerra e com questões nada pacíficas entre os povos vizinhos?

Segundo o dicionário português, tolerância é um substantivo feminino e pode significar «condescendência ou indulgência para com aquilo que não se quer ou não se pode impedir», sendo que também poderá querer dizer «boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas» ou em termos medicinais, «faculdade ou aptidão que o organismo dos doentes apresenta para suportar certos medicamentos».

Afinal de contas o que é ser tolerante? Será possível a pessoa conviver e suportar comportamentos com os quais não concorda e mesmo assim aguentar, fingir que até os tolera quando na verdade se revolta interiormente através dos seus pensamentos? Ser tolerante significa que os outros que se acham detentores da razão possam agir consoante as suas vontades, mesmo quando não se aceitam tais ideias, somente porque se tem de aceitar o próximo? Agir com tolerância será então dar um certo desconto a determinados seres que não agem de acordo com a nossa ideia sobre a razão? Existirá tolerância numa relação, seja de que tipo for, quando não existe nenhum nível de educação de uma das partes? Agir com tolerância quererá dizer que mesmo que o Mundo esteja errado perante o nosso pensamento e crença teremos de manter a paciência para tentar perceber as razões com que não concordamos por estarem na linha oposta à nossa?

Vizinha do lado

Na porta em frente vive um casal com uma jovem miúda há um ano e pouco! Se revelar que até agora aquela rapariga não nos dirige a palavra não fiquem pasmados!

A miúda tem alguns problemas e não sabemos nada acerca daquela família que estacionou por estas paragens, no entanto se os adultos, que não sabemos se são ambos os pais ou não, conseguem pelo menos cumprimentar quando nos cruzamos, da jovem ficamos totalmente sem resposta e olhem que não é só connosco aqui de casa, é com toda a gente.

Existe qualquer coisa com a rapariga, o que deve fazer com que as suas atitudes quando se cruza com pessoas não sejam normais. Se abre a porta e nos vê a sair de casa ou a subir as escadas de imediato fica estática, cumprimentamos e não obtemos resposta, não reage e na rua com a vizinhança quando passa por alguém baixa a cabeça, anda de forma rápida e com ar de medo.

Silêncio na biblioteca

Ao longo das férias alentejanas fui até ao espaço de internet da biblioteca da vila e se há coisa que me irrita é ouvir constantemente as funcionárias a pedirem aos miúdos para falarem baixo e não arrastarem as cadeiras quando depois são elas próprias a falarem alto entre si, ao telemóvel ou com quem passa na rua.

Afinal de contas quem acaba por incomodar mais com o barulho? Os miúdos que estão a jogar e falam entre si sobre o que estão a fazer ou aquelas funcionárias, tão preocupadas, que estão constantemente a mandar vir e depois infringem as regras que tentam impor aos mais novos? 

Simpatia alentejana

De cada vez que visito a zona alentejana mais rendido vou ficando a estas terras pacatas e onde se respira tranquilidade. Tudo por aqui consegue encher a alma de uma pessoa!

As pessoas, os locais e o conforto que se vai sentido ao longo dos dias que por aqui se passa conseguem ser únicos. Acordar e espreitar um sol que vai para lá do horizonte e onde não existem correrias de veículos de um lado para o outro. Sair pela rua, distribuir sorrisos e acabar por dar dois dedos de conversa com quem vamos conhecendo de vista e sente curiosidade pelos visitantes da aldeia. Conhecer, mostrar interesse e dar a perceber aos outros a verdade, aquela verdade que nos faz sentir bem num local acolhedor e onde existe vontade de viver.

Confesso que nada me parece faltar por este interior onde nada me chateia e onde penso que conseguiria permanecer, no entanto percebo que nos dias que correm ainda seja cedo para acalmar de vez e fugir das zonas urbanas para viver num local onde existe necessidade de percorrer quilómetros para locais em busca de movimento.

Atores sem respeito!

Incrível como ao assistir a um espetáculo de teatro com vários convidados do mundo da representação se consegue perceber facilmente em como existe uma grande falta de respeito das pessoas que fazem aos outros o que não gostam que lhes façam a si enquanto estão em cima do palco!

Como os famosos, neste caso os atores, conseguem estar na plateia, com tudo desligado e o espetáculo a ser representado de telemóvel ligado, com o ecrã a ofuscar quem está ao seu lado?! No início de cada sessão sempre é dito e pedido para que os telemóveis sejam silenciados ou mesmos desligados. Os atores em cima do palco incomodam-se e com razão ao verem o público com luzes aqui e acolá ligadas ou com o som de chamadas a fazer-se ouvir de vez em quando. Depois esses mesmos atores, quando estão sentados pelas cadeiras como público, conseguem ter a falta de caráter a tal ponto de cometerem exatamente as falhas a que não gostam de assistir. Isto é normal? Não, nada normal!

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