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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Últimas confirmações do Grupo Porto Editora na Feira do Livro de Lisboa

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O espaço do grupo Porto Editora na 87ª edição da Feira do Livro de Lisboa está cada vez com um maior número de eventos a decorrer e semana após semana têm sido confirmados autores para sessões de autógrafos e conversa com os leitores. Eis os últimos nomes confirmados, onde posso desde já destacar Cristina Ferreira, Luísa Ducla Soares e José Rentes de Carvalho. 

De 1 a 18 de Junho são dezenas de autores nacionais e internacionais a terem lugar cativo no espaço Autores que nos Unem no certame do Grupo Porto Editora com lançamentos, tertúlias, workshops, sessão de autógrafos, showcookings e conversa com os leitores, muita coisa irá acontecer ao longo dos dias de Feira e até os mais pequenos terão o seu espaço com complementos ao longo do evento. 

autores que nos unem circulo.jpg

Eis os autores que foram confirmados mais recentemente para estarem presentes na Feira do Livro este ano. Luís Naves, autor do livro 43 Anos e 6 Meses de Má Política (3 de Junho), Onésimo Teotónio Almeida, com o recentemente lançado A Obsessão da Portugalidade (3 de Junho), Paulo M. Morais com Voltemos à Escola (3 e 4 de Junho), José Rentes de Carvalho com o lançamento de A Sétima Onda (3 e 4 de Junho), Pedro Correia e Rodrigo Gonçalves estarão com o livro Política de A a Z (3 de Junho), António Marujo e Rui Paulo da Cruz com A Senhora de Maio: Todas as perguntas sobre Fátima (3 de Junho), João Pedro George, autor da biografia de Mota Pinto (4 de Junho), Helena Garrido com o livro A Vida e a Morte dos Nossos Barcos (4 de Junho), Maria da Conceição, coautora de Uma Mulher no Topo do Mundo (4 de Junho), Francesc Miralles, um dos autores de Ikigai (4 de Junho), Filipa Fonseca Silva, lança o livro Amanhece na Cidade (7 de Junho), Guilherme Valadão, autor de Era Uma Vez em Angola (10 e 15 de Junho), Isabel Valadão, autora de O Rio das Pérolas (10 e 15 de Junho), Pedro Andersson com o livro Contas-Poupança (10 de Junho), Cristina Ferreira, a apresentadora da TVI e autora de Sentir (13 de Junho), André Freire, autor de Para lá da «Geringonça» (17 de Junho), João Pedro Porto, autor do romance A Brecha (17 de Junho), Álvaro Laborinho Lúcio com O Homem que Escrevia Azulejos (18 de Junho), Sara Cardoso, com Escolho Ser Feliz (18 de Junho) e Dulce Regina, autora de Descubra as Suas Vidas Passadas com a Astrologia Kármica (18 de Junho).

Sensibilidade e Bom Senso

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Autor: Jane Austen

Lançamento: Março de 2017

Editora: Bertrand Editora

Páginas: 480

ISBN: 978-972-25-3352-2

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Marianne e Elinor Dashwood, com 17 e 19 anos respetivamente, são irmãs, mas não podiam ser mais diferentes. Marianne é toda ela coração, sensibilidade e romantismo; Elinor é a encarnação da razão, do bom senso e da reserva. Por entre reveses e amores, cada uma delas será posta à prova e terá de encontrar um equilíbrio - entre a sensibilidade e o bom senso - que lhes permita ser felizes.

 

Opinião: Jane Austen é um nome incontornável da literatura mundial mas infelizmente ainda não conhecia a sua obra com experiência enquanto leitor. Agora e para iniciar a opinião acerca de Sensibilidade e Bom Senso poderei desde já dizer que este foi o primeiro romance que li de Austen mas não será o último com toda a certeza.

Pegando no início do século XIX e numa família com jovens com idade para assumirem as obrigações do casamento, eis que duas irmãs, bem distintas entre si, assumem o protagonismo deste romance excelentemente bem desenvolvido com uma simplicidade tão notória onde a fluídez da narrativa surge sem cansar em algum momento o leitor. Elinor, a irmã mais velha é apta para analisar os comportamentos dos outros, mantendo a calma e pensamendo de forma racional, ao contrário de Marianne que embora sensível, deixa-se facilmente levar pelas primeiras impressões o que nem sempre corre bem para quem acredita que tudo é perfeito. Se uma tem Bom Senso a outra tem a Sensibilidade à flor da pele e está aqui dado o ponto de partida para esta obra que transborda verdade nos factos que não passam de ficção a demonstrar a realidade de outros tempos mas que ainda hoje pode ser vista através de distintos contornos para com a sociedade dos tempos modernos. 

Autores de 2016

Saiu a lista dos autores que atingiram o maior sucesso a nível mundial ao longo dos primeiros meses de 2016!

Da continuação no top de J. K. Rowling à estreia de Paula Hawkins, existem autores com estilos de escrita para todos os gostos na tabela que se segue onde os valores atingidos a nível monetário são divulgados! Dos dinossauros com anos de sucesso aos novatos do top, existem estilos tão diferentes a alcançarem os lugares cimeiros de vendas mundiais! Romance, thriller, terror e fantasia, os gostos não se discutem e os milhões continuam a aumentar na conta das mentes de sucesso da literatura mundial!

Eis o top...

Conquistadores

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Autor: Roger Crowley

Data: Março de 2016

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 304 páginas

Classificação: 4 em 5

 

Opinião: Portugal no início do século XV sentia verdadeiras dificuldades para com a necessidade de alargamento da sua área pesqueira, existindo ao mesmo tempo falta de cereais e ouro, o que exigia que várias medidas fossem tomadas a favor do comércio marítimo. Começou assim a aventura dos portugueses com a descoberta do mundo.

Conquistadores é a excelente obra da autoria de Roger Crowley que retrata de forma bem explicativa e eximia a criação do primeiro império global que começou com a conquista de Ceuta em 1415. Conhecer, lutar, conquistar e comercializar eram as palavras chave dos navegadores portugueses que partiam de Lisboa em busca de novos territórios onde a riqueza de bens alimentares e materiais existia. As especiarias e o ouro foram o atractivo para o Infante D. Henrique chegar e vencer, dando o mote para os conquistadores que se seguiram, entre eles Bartolomeu Dias, Pêro da Covilhã, Afonso de Paiva e Afonso de Albuquerque.

Atual leitura... Conquistadores

Acabadinho de sair do forno, chega a Portugal a obra Conquistadores da autoria de Roger Crowley, um nome destacado pelo New York Times. Lançado pela Editorial Presença e com a premissa histórica de «como Portugal criou o primeiro império global», este será mais um dos livros que me levará por outras áreas literárias em que não estou habituado a circular. Uma obra sobre a história da nação contada por um historiador especializado nos grandes impérios marítimos europeus. Vamos lá ver como isto corre!

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O Coro dos Defuntos

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Autor: António Tavares

Ano: 2015

Editora: LeYa

Número de páginas: 216 páginas

Classificação: 4 em 5

 

Opinião:

Vencedor do Prémio LeYa 2015, O Coro dos Defuntos é daquelas narrativas que sabe bem levar. Criando um retrato rural de Portugal e relatando os acontecimentos mundiais entre 1968 e 1974, época tão conturbada pelo nosso país, nesta obra as personagens opinam sobre tudo e mais alguma coisa da forma que nos tempos de hoje conseguimos visualizar como os acontecimentos foram vivenciados tanta vez à distância por outras épocas. 

Com as notícias a chegarem a uma pequena aldeia através da imprensa que poucos conseguiam ler, da rádio e dos primeiros televisores, O Coro dos Defuntos é um verdadeiro retrato social, recheado de humor e com um cuidado linguístico único. Com descrições incríveis sobre cada cidadão que se vai cruzando no centro da aldeia, todos são tão peculiares que conseguem conquistar ao longo de cada momento o leitor que sente que quer seguir em frente na história de um país onde Salazar cai da cadeira e o Carnaval brasileiro faz furor pelos primeiros anos junto dos portugueses que aprenderam a ver a preto e branco o que se passava ao virar da esquina.

Não Sou Esse Tipo de Miúda

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Autor: Lena Dunham

Ano: 2015

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 288 páginas

Classificação: 3 em 5

 

Opinião:

Não Sou Esse Tipo de Miúda é daqueles livros que se vai lendo no intervalo dos outros, pegando nas várias divisões que o mesmo tem para se perceber o mundo que acredito que tenha muito de ficcional de Lena Dunham. Uma verdade existe nesta obra, foge do estilo que aprecio, tendo ficado a pensar em várias das situações que são relatadas, não sabendo se a verdade está totalmente impressa ou se, o que acredito, existem vários pontos de acrescento pelo meio. 

Nesta obra vai sendo relatada a forma de vida da sua autora, andando-se de trás para a frente e vice-versa, não existindo uma linha a seguir. Tão depressa encontramos uma história que revela momentos do início da sua adolescência como já estamos na fase adulta para voltar atrás logo de seguida, cruzando-se personagens e sentimentos ao longo de toda a escrita. Embora todo o livro esteja agrupado por temas, o que não é mau de todo, preferia ter um Não Sou Esse Tipo de Miúda de forma corrida e com um passar temporal contado ao longo do que é descrito sem saltos de um lado para o outro. 

Com relatos de vida aliados a simples e inspiradas ilustrações, este livro é daqueles que passa do humor para a fase dramática num ápice sem grande dedicação de Lena Dunham a cada conto que vai transmitindo. De escrita rápida e sem complicações, os temas sérios unem-se à leveza da grande maioria da obra, sempre com toques ligeiros de humor bem atirado nas variadíssimas circunstâncias. 

O Pintassilgo

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Autor: Donna Tartt

Ano: 2014

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 896 páginas

Classificação: 4 em 5

 

Opinião:

Demorei mais que o tempo desejado a ler O Pintassilgo, no entanto isso não faz desta obra de Donna Tartt menos boa. Este é um dos meus livros do ano, sem sombra de dúvida!

Com uma escrita simples e sem os grandes malabarismos que acreditei que iria encontrar nesta obra, O Pintassilgo é daquelas longas narrativas que sempre se vai desenrolando sem enfadar ao longo de praticamente novecentas páginas, sem cansar e sem causar monotonia no que vai sendo contado. Com uma simples história onde a arte se une às palavras através da vida de Theo, o miúdo que se torna num adulto num ápice, somos levados a percorrer caminhos complicados e onde nem sempre o que está ao virar da esquina é a melhor continuação para se seguir em frente. 

Ao longo do livro várias são as personagens que se vão cruzando com Theo, personagens essas excelentemente elaboradas por uma autora que sabe tocar nos pontos essenciais para conquistar o leitor através dos pequenos pormenores que vão sendo relatados. O que um acontecimento consegue alterar no rumo da história de uma pessoa é o grande destaque de O Pintassilgo que percorre detalhes onde a escuridão, os medos, dilemas e a crença se cruzam para a protecção pessoal poder acontecer. Transformando o pensador Theo num viajante do mundo onde a experimentação do bem e mal vai acontecendo, o leitor consegue dar por si a circular pela cidade através de um corpo desta personagem que consegue ser vista e onde conseguimos entrar psicologicamente, sabendo no final da obra como as suas reacções vão acontecendo e o que esperar pelos momentos seguintes a cada novo desafio. Da adolescência problemática à juventude complicada e recheada de meandros para passar ao adulto fruto de todo um passado e onde um casamento começa a bater à porta, se não fosse tudo voltar a mudar porque um quadro perdido espera e uma esposa não merece assim tanto amor... As dores de uma relação de filho e pai, namorado e namorada, amigo para amigo, amigo para paixão, vendedor para comprador... Tudo envolvido resulta num Theo com ligações inocentes e crenças nas pessoas que por vezes só lhe querem passar a perna, isto até ao momento da verdadeira percepção da verdade acontecer, entendendo ai o que realmente interessa na vida. Será que as coisas boas só surgem da bondade ou por vezes os pontos de maldade também se conseguem transformar numa parte positiva no futuro? Nada é assim tão linear como previamente concebemos e isso é a grande lição que O Pintassilgo nos transmite!

Se Isto É Um Homem

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Autor: Primo Levi

Ano: 1988

Editora: Teorema

Número de páginas: 188 páginas

Classificação: 2 em 5

 

Opinião:

Muito se apregoa sobre a excelente obra de Primo Levi que pelo ano passado lá me deixei levar e comprei pela Feira do Livro de Lisboa Se Isto É Um Homem. E a primeira coisa que possa contar é que ao contrário da grande maioria, odiei este livro e não me consigo entusiasmar em nada com o drama com um só nome, Auschwitz.

Embora veja um grande talento na escrita de Primo Levi, que tem um poder de relatar vivências com um entusiasmo como se tudo tivesse acontecido de forma positiva, sem esquecer personalidades vincadas, sofrimento e envolvimento numa boa narrativa contada na primeira pessoa com uma excelente escrita, o tema em si não me consegue absorver.

Não é a primeira obra que leio onde todo o drama vivido em Auschwitz é relatado e embora considere que Primo Levi é dos melhores contadores de histórias só por esta experiência que tive com o autor, não consigo render-me a esta história de sobrevivência pessoal onde um descuido em grupo poderia colocar tudo em risco. Felizmente este homem chegou ao fim da sua pesada aventura e ficou para contar a história que enfrentou e que ficou na memória de muitos. Se Isto É Um Homem é um relato único e sem grandes comoções sobre a realidade dos homens que sobreviveram e acompanharam tantas mortes ao longo do tempo.

Sapatos Italianos

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Autor: Henning Mankell

Ano: Maio de 2012

Editora: Editorial Presença

Número de páginas: 288 páginas

Classificação: 2 em 5

 

Opinião:

Com um início de apresentação de Fredrik Welin enfadonho, este homem solitário que vive numa ilha glaciar há mais de uma década com o seu cão e gata passa todo o tempo a vaguear pelo pequeno território que é seu, a única coisa que sabe ter na vida. 

Só que de um momento para o outro entra na rotina deste ser isolado Harriet, uma antiga e forte paixão que trás consigo uma grande revelação que começa a alterar o rumo de vida que Fredrik tem. Será que existe sempre tempo para recomeçar de novo qualquer relação? Algo que foi descoberto por este homem que vê entrar na sua existência pessoas cujas quais nem sonhava existirem. 

Através de um texto fluído mas monótono, o autor Henning Mankell relata ao leitor o quase dia a dia das alterações de vida que vão acontecendo com o sexagenário que anteriormente só via o carteiro e poucos mais aparecer com as suas maleitas imaginárias. Uma narrativa sem interrupções mas monótona onde tudo parece demorar para acontecer, não me tendo este romance conquistado em alguma das suas partes. 

Morte de Luís Miguel Rocha

Luis_Miguel_Rocha.jpg

Autor de sucessos como O Último Papa, Luís Miguel Rocha morreu vítima de cancro aos 39 anos, não resistindo assim à doença que o havia atacado há meses. 

Nascido em Fevereiro de 1976 no Porto, o escritor ficou conhecido através das suas obras em redor do Vaticano, tendo as mesmas sido publicadas em vários países. Segredos e conspirações sobre a igreja católica levaram o autor a circular entre os meandros religiosos onde livros, entrevistas, documentários e peças jornalisticas foram feitos com uma finalidade, dar a conhecer a verdade e o que poderá estar escondido, ou não, dentro de um mundo bem complexo. 

Perde-se assim um autor, um português, um religioso, um lutador e acima de tudo um homem de fé que partiu depois de lutar contra uma doença que não escolhe idades, crenças religiosas e sexos. Estará Deus a ver tal hipocrisia quando deixa que aos 39 anos e com tanto ainda por fazer se deixe tudo para trás só porque sim?

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