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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

29
Jun13

Amigo de infância


O Informador

Durante a minha infância sempre tive o meu melhor amigo e ao longo de vários anos tivemos muito em comum. Conhecemos-nos desde pequenos e a amizade continuou até talvez aos 12/13 anos. A partir daí cada um foi seguindo o seu caminho e hoje podemos passar um pelo outro que nem um simples «Olá!» temos para dirigir. A razão? A pessoa que ele revelou ser não me diz nada e talvez o mesmo tenha acontecido da sua parte. Com o crescimento ambos percebemos que não tínhamos amizade para dar um ao outro porque não nos gramamos pelos feitios bem diferentes que temos e pelas visões que existem de ambas as partes sobre os outros.

Ao longo dos anos fui percebendo que aquela amizade de infância já não estava a fazer sentido e quando passamos da escola primária, que se situava na terrinha, e começamos a frequentar a preparatória com mais pessoas, novas amizades começaram a surgir nas nossas vidas, fazendo algumas delas ainda parte de mim e é com essas que quero continuar a ser feliz. Aquela pessoa que via como o meu melhor amigo e que depois me foi desiludindo pelos seus comportamentos e pelas pessoas com quem se começou a dar foi sendo riscada do meu mapa do futuro e hoje sei que é uma pessoa completamente nula para mim. É certo que ficou marcado na minha história no capítulo de puto, tal como fiquei para ele, mas o passado ficou lá atrás e vive nas nossas memórias.

Hoje o meu amigo de infância é um ser inútil para mim e não me atrevo sequer a pensar que poderia fazer parte do meu lote de amigos porque ele foi fazendo as suas opções e percebo que as suas escolhas pelas pessoas que tanto escolheu para ter ao seu lado só serviram mesmo por conveniência. Eu fiquei para trás, os outros que apareceram depois de mim também ficaram porque não lhe podiam dar o estrelato com que tanto ambiciona. Em certa altura sei que se dava com quem queria mesmo para se tornar famoso, mas as coisas correram mal e a queda foi maior que a subida.

Poderei passar por ele todos os dias, todas as horas, que a minha visão pode-se cruzar com a sua, mas finge não ver o que está à sua frente, tal como me é feito. Pessoa repugnante!

22
Jun13

Inveja amigável


O Informador

Não sofro inveja pelo que as pessoas de quem gosto têm ou fazem, mas percebo que exista quem não se sinta bem quando os seus amigos preferem, em determinadas alturas, outras pessoas que não elas próprias. Mas na vida existe sempre tempo para quem queremos, nem que sejam cinco minutos, porque quem gosta e pode ser chamado de Amigo está sempre lá, seja em que circunstância for e há hora que for.

Até hoje não me lembro de sentir ciúmes dos meus amigos e também não sinto que seja alvo disso, mas vejo situações em que penso... «Comigo esta relação não resultava» e por muito que gostasse da pessoa, existem limites porque amigos amigos, invejas e ciúmes aparte.

As pessoas têm que perceber que os outros não vivem à sua volta e talvez por não terem quem as ature e valorize, achem que aqueles seres que vêem como amigos e de quem estão mais próximos têm que estar sempre ao seu dispor e à sua espera para o que der e vier. Isso não pode acontecer sempre porque todos temos as nossas vidas e conhecemos outros humanos com quem gostamos de estar e conviver e ao longo da nossa existência na terra não vivemos exclusivamente em função de uma ou duas pessoas.

Primeiramente vivemos para nós próprios e para o nosso próprio bem-estar e depois gostamos de partilhar a nossa vida com quem gostamos e aí não entram só uma ou duas pessoas, mas sim várias, a que nos estimam e as que merecem estar nos nossos sentidos.

«Tu hoje não me disseste nada!» ou «Vais ter com os outros e não queres saber de mim!»... Isto é o quê? Para mim coisas deste género poderão ser chamadas de amizades obsessivas e só mostram o quanto uma pessoa está depende de outra. Aqui não falo em amor nem nada disso porque aí tudo é diferente, mas quando se trata de amizade tudo tem que ser entendido como um bem essencial que todos precisamos para viver, mas tudo tem limites e quando uma pessoa cerca outra e a quer só para si já se torna complicado de lidar com a situação.

Ter um amigo que só nos quer para ele não dá, mas é que não dá mesmo, e quando a pessoa obsessiva não percebe o quanto desconfortável está a ser poderá entrar num caminho bem chato em que quando der por isso já será tarde porque aí o afastamento começa a ser cada vez maior porque quem está a ser perseguido inicia a fase de planear tudo e a pensar que não quer a sua sombra nos seus arredores.

Invejas amigáveis que não me batam à porta porque vejo que são bem chatas e não sei lidar com elas!

21
Mai13

Segunda oportunidade à amizade


O Informador

Nunca é tarde para se resolverem mal entendidos e quando duas pessoas que sempre foram amigas se afastam por algum motivo que ambas nem sabem explicar bem, então nunca é tarde para se voltarem a reaproximar, percebendo ambas o que ficou mal quando partiram em caminhos diferentes e acharam perceber que as suas vidas teriam que seguir em sentidos opostos. Nunca é tarde para dar uma segunda oportunidade à verdadeira amizade!

Felizmente nunca tive que voltar atrás com as minhas ideias porque tentei sempre perceber quem queria mesmo que ficasse ou não presente nos meus bons e maus momentos e são essas pessoas que continuam à minha volta porque as quero ter tão próximas como sou da minha família. Mas se tivesse que voltar atrás no tempo porque me tinha chateado com alguma amizade de quem gostava muito e também porque sentia a sua falta, fazia-o. Sei que sou muito de guardar ressentimentos com pequenas atitudes, mas também sei perceber quando preciso de alguém que deixei para trás sem perceber bem as razões e por que isso aconteceu.

Em muitos casos percebem-se as razões e explicações quando depois são dadas para se resolverem as coisas e poder voltar a harmonia, mas por não terem acontecido logo aquando dos acontecimentos e atitudes as pessoas acabam por se afastarem durante algum tempo e depois o retomar e reconquistar da amizade torna-se mais longo e complicado, sempre com a desconfiança a pairar por cima deste retorno.

Eu nunca digo que não sou de dar segundas oportunidades a ninguém, seja pelo que for, porque já o fiz e sei que o farei caso ache que seja necessário e que precise também para o meu bem-estar. Mas também posso dizer que quando sinto que duas pessoas se gostam, de que maneira for, e estão de costas voltadas, fico feliz por se voltarem a reconquistar para voltarem a nutrir algo que as uniu por um tempo em que foram felizes próximas uma da outra.

A amizade é uma coisa bonita e não pode ser deixada para trás por mal-entendidos de ambas as partes e por ciúmes ou diz-que-diz! Tal como disse logo no início deste texto... Nunca é tarde para dar uma segunda oportunidade à verdadeira amizade!

05
Abr13

Cunhados não se escolhem


O Informador

A família não se escolhe, mas os amigos e os namorados escolhem-se e ao longo da vida a selecção vai acontecendo nesses dois grupos. Existe uma parte que por vir atrás da família também não se escolhe... Os cunhados!

Podemos escolher as pessoas com quem nos damos e com quem privamos, por quem nos apaixonamos e quem nos dá carinho, mas não podemos escolher o que os outros vão escolher. Podemos influenciar, mas não temos a decisão final, podendo no entanto dizer isto ou aquilo e fazer com que as pessoas mudem de ideias sobre o que querem e vão escolher. Os cunhados dos irmãos são como os namorados dos amigos, não os podemos escolher, só os temos que aceitar. Nem sempre as coisas correm bem, mas existe sempre a parte de que se tem que fazer um grande esforço para se aceitarem as pessoas, por mais irritantes e esquivas que elas sejam!

Os cunhados não se conseguem escolher e as relações entre irmãos por vezes são beliscadas pela rejeição que depois existe de parte a parte na relação social que é necessária no seio familiar. Não podemos, pelo menos, não devemos cortar as relações que existem com quem amamos porque apareceram pessoas nas suas vidas que não nos agradam, mas tem que existir um esforço mútuo para que o que sempre existiu de bom continue a permanecer, isto porque quem apareceu hoje poderá não estar daqui a uns tempos, mas quem já cá estava vai continuar a estar!

20
Dez12

Amigos de verdade...


O Informador

«Amigos de verdade não se separam, apenas seguem caminhos diferentes...Mas um dia...os caminhos acabam por permitir um novo reencontro!»

A amizade que partilho com as pessoas de quem gosto não se manifesta por estarmos sempre juntos, nem sempre a falar uns com os outros por telemóvel e internet. Simplesmente sabemos que todos estamos presentes nas vidas uns dos outros quando é necessário e possível para ambas as partes.

Posso afirmar que são menos de uma dezena as pessoas que considero meus amigos de verdade, mas não consigo contar pelos dedos há quanto tempo não nos juntamos todos de uma vez.

A amizade que nos une não se traduz na presença física constante, sendo que todos sabemos que estamos sempre disponíveis para nos ouvir, chatear, desabafar... Embora não possa dizer que nos tenhamos separado, todos temos seguido caminhos diferentes, sem nunca nos esquecermos uns dos outros e podermos falar e estar juntos sempre que necessário.

Os meus amigos são mesmo muito importantes para mim e embora não esteja com eles como gostaria de estar, todos sabem que os adoro e que nos reencontramos sempre que necessário. A verdadeira amizade acontece não com a proximidade física, mas sim com o envolvimento sincero da união que nos junta e mesmo não estando presentes, sabemos que existimos e que aparecemos quando tal é importante acontecer na vida de todos nós.

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