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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

02
Out13

Leituras de Setembro


O Informador

O Vendedor de Histórias, A Verdade sobre o caso Harry Quebert e O Fim da Inocência formaram o meu trio literário do mês de Setembro e se o primeiro foi bom, o segundo não lhe ficou a dever nada e o terceiro então quis suplantar os seus antecessores. Cada qual com o seu estilo, Jostein Gaarder, Joël Dicker e Francisco Salgueiro foram os meus autores do último mês e que tão boa companhia me fizeram!

O Vendedor de HistóriasO Vendedor de Histórias

Com uma escrita fluída e que dá vontade de continuar a querer saber mais, Jostein Gaarder surpreende com a criação de um maravilhoso romance em O Vendedor de Histórias. Através da sua característica forma filosófica e sem pensar nas grandes massas, o autor criou um romance onde revela os pensamentos de um jovem autor, que sonha, torna real e transforma as suas vontades e crenças na realidade dos outros. Um ser raro, que consegue criar histórias para dar e vender aos autores que procuram o sucesso através das mentes brilhantes que se escondem por trás dos grandes holofotes. Contando várias histórias, em jeito de contos espalhados por um sublime romance, Gaarder transporta o leitor por uma escrita fluída que mostra o outro lado dos verdadeiros autores, os que tudo concretizam e que nem sempre anseiam pelo sucesso.

A verdade sobre o caso Harry QuebertA Verdade sobre o caso Harry Quebert

Tirando o facto deste romance relatar a história de um sublime escritor e depois mostrar pequenos trechos sem nada de grandioso sobre essa mesma escrita, A Verdade sobre o caso Harry Quebert é um bom livro! Um crime de anos, um romance proibido e um amor relatado são os principais ingredientes desta obra da autoria de Joël Dicker, que através de Marcus conta a história sobre o verdadeiro culpado de vários crimes que foram acontecendo numa pacata vila, mostrando que a aparente verdade acaba por ser desfeita através de pequenos pormenores onde a amizade e a crença prevalecem. Uma longa investigação e vários suspeitos que levaram milhares de leitores a ficarem agarrados a este romance que tem feito furor pelos tops europeus nos últimos tempos, tendo sido um livro premiado em várias frentes. Mesmo com alguns deslizes, eu gostei e fiquei rendido ao género criado e a prova disso é o facto de ter ficado agarrado a esta história da mesma forma que Harry se viu envolvido com Nola, contra tudo e todos.

O fim da inocênciaO Fim da Inocência

Sim, eu peguei em O Fim da Inocência e pensei que este seria mais um livro sobre adolescentes e que não iria passar disso, chegando até a gozar com quem o andava a ler. No final posso dizer que Francisco Salgueiro não recriou uma história real, mas além de usar todos os argumentos que teoricamente lhe foram contados, ainda criou alicerces para formar, através de uma história de vida, um grande livro que prende o leitor do início ao fim, tanta a vontade de se querer saber mais sobre o percurso da Inês. Droga, sexo, risco, confronto, mentira… São alguns dos alicerces desta história que mostra como nos dias que correm tudo começa a acontecer de forma bem precoce na vida dos miúdos e as descobertas acontecem quando e onde menos se espera e se por um lado uns podem descobrir e ficar-se por aí, existe sempre quem queira mais, influenciados ou não pelas companhias que procuram as mesmas experiências, querendo crescer e viver como adultos despreocupados. Neste diário secreto de uma adolescente portuguesa, o autor transforma-se na jovem e conta como tudo aconteceu, desde a sua primeira vez sexual, com rapazes e raparigas, a dois e em grupo, com drogas ou sem as mesmas, com e sem preservativo. O limite é a palavra que melhor descreve a vida desta Inês e que me levou várias vezes a pensar, isto não é real porque é para lá da realidade, mas pelos vistos acontece!

24
Set13

A Verdade sobre o caso Harry Quebert


O Informador

A verdade sobre o caso Harry QuebertA Verdade sobre o caso Harry Quebert transporta o leitor para o interior de um livro que conta um romance acabado em tragédia e que foi relatado do início ao fim como um verdadeiro conto de fadas. Um livro premiado, que gostei, mas que teve algumas falhas, principalmente com o nível do texto que deveria estar superior à realidade, uma vez que a história de um autor é contada e o mesmo é considerado um dos melhores da área.

Joël Dicker conseguiu criar uma vila pacata que viu um crime acontecer e todos se calarem ao longo do tempo. No entanto, e anos mais tarde, o corpo desaparecido é encontrado mesmo ao lado da casa do homem que se terá apaixonado pela jovem Nola. A prisão acontece, mas Marcus, o jovem autor e amigo de Harry, o acusado, não desiste de querer mostrar ao mundo que acredita na veracidade do que lhe é contado, fazendo de tudo para descobrir o verdadeiro culpado do crime e dos posteriores desenvolvimentos que as investigações tiveram com outros assassinatos e tentativas de tal a acontecerem. Este é um intenso policial, contado na primeira pessoa, pelos olhos de quem investiga, persegue e tenta perceber toda a verdade, só que as coisas não são assim tão fáceis de provar.

Ao longo de quase 700 páginas, o autor transporta os seus leitores por uma investigação travessa que quando dá a entender que afinal o culpado é uma pessoa específica, algo atira a mira para outro cidadão que também tem razões para ter cometido o crime. Quem será o verdadeiro autor da morte de Nola e por que razão Harry foi preso sem ter culpas no cartório? Questões relevantes que são colocadas, questionadas e posteriormente respondidas ao longo deste romance que deixa qualquer um com vontade de continuar a perceber o que irá acontecer pelas próximas páginas.

O que parece não é e os mais inofensivos e que teoricamente poderiam estar fora destas questões tornam-se os principais suspeitos e só mesmo no final todas as personagens são envolvidas nos crimes e só os verdadeiros culpados são castigados.

Um intenso romance contado em jeito de policial e que consegue captar a atenção dos fãs do género. Comecei a ler, não detectei o verdadeiro assassino e fui suspeitando de várias personagens ao longo da minha leitura. No final tudo me apontava para um desfecho e fui surpreendido, o que me deixou deveras agradado por perceber que o autor me conseguiu enganar através da história que elaborou sobre um autor que conta o romance de um outro. Uma tripla autoria, uma história em andamento e um final inesperado e com várias verdades a surgirem, verdades essas que nem são postas em causa ao longo de todo o livro.

Poderia estar melhor, mas eu fiquei rendido a este género, sendo A Verdade sobre o caso Harry Quebert um livro que consegue agarrar o leitor como Nola conseguiu envolver Harry com o seu amor, mesmo estando contra as leis.

13
Set13

Ficção diferente da realidade na literatura


O Informador

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, da autoria de Joël Dicker, é o livro que me suscitou uma curiosidade com que não concordo entre a ficção e a realidade. E aqui falo de literatura, do sucesso e do escândalo. Três parâmetros que nada e tudo têm em comum...

Neste livro uma das personagens é um conhecido autor que teve do seu lado um enorme sucesso com o seu segundo livro. Anos depois o escândalo aconteceu e a verdade sobre a história contada naquelas páginas bem vendidas por todo o mundo aparece e esta pessoa que já esteve no topo é acusado de homicídio a uma menor com quem manteve um secreto romance. O que aconteceu com os seus livros? Assim que saíram as primeiras notícias sobre o caso, as editoras rapidamente retiraram de venda todos os exemplares dos livros deste homem que escreveu a sua história de amor como se fosse mais um romance e que com isso alcançou o sucesso.

Isto é ficção! Será que na realidade as coisas aconteceriam da mesma forma? Do modo como o mundo age nos dias que correm, se um escândalo deste calibre acontecesse com um qualquer autor, todos os seus livros não seriam retirados de venda, mas sim colocados como grande destaque, fazendo das notícias uma rampa para se conseguirem vender uns bons números de exemplares já editados e que estavam em armazém à espera de receberem luz verde para entrarem nas prateleiras das livrarias mundiais.

A ficção neste caso mostrou que as editoras reagem com a retirada de venda dos livros devido às más notícias sobre o autor, o que não acontece na realidade. Tenho praticamente a certeza que um caso deste estilo, a acontecer pela vida real, não teria a mesma reacção dos editores que iriam aproveitar o facto de se falar da pessoa para reforçarem as suas vendas e chamar o público para o livro do pecado.

Uma boa diferença entre a ficção que se mostra e pensa através de um mundo idealizado e a realidade pura e dura.

04
Set13

Vou ler A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert


O Informador

A verdade sobre o caso Harry QuebertJoël Dicker é o autor do sucesso literário deste Verão, A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, e depois de várias semanas pelos tops nacionais, eis que aqui O Informador resolveu colocar os olhos a trabalhar nesta obra tão bem aplaudida pela crítica.

Com tão bom desempenho junto dos amantes e comentadores de literatura, agora chegou a minha vez de perceber o que se passa com este livro para ser tão bem falado por quem o lê, tendo conquistado os tops europeus, depois de angariar vários troféus desde a sua publicação.

Pelo que dizem este é um romance para se ler de uma só assentada porque conquista logo pelas suas primeiras páginas, vamos lá ver...

Sinopse

Verão de 1975. Nola Kellergan, uma jovem de quinze anos, desaparece misteriosamente da pequena vila costeira de Nova Inglaterra. As investigações da polícia são inconclusivas. Primavera de 2008, Nova Iorque. Marcus Goldman, escritor, vive atormentado por uma crise da página em branco, depois de o seu primeiro romance ter tido um sucesso. Junho de 2008, Aurora. Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país, é preso e acusado de assassinar Nola, depois de o cadáver da rapariga ser descoberto no seu jardim. Meses antes, Marcus, discípulo de Harry, descobrira que o professor vivera um romance com Nola, pouco tempo antes do seu desaparecimento. Convencido da inocência de Harry, Marcus abandona tudo e parte para Aurora para conduzir a sua própria investigação. O objectivo é salvar a sua carreira, escrevendo um livro sobre o caso mais quente do ano, e dar resposta à incógnita que inquieta toda a América: Quem matou Nola Kellergan?

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