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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Críticos por Pedrógão Grande

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Muito já li pelas redes sociais acerca do tratamento da comunicação social face aos acontecimentos de Pedrógão Grande, essencialmente porque a TVI, tal como todos os canais generalistas, continuou com a sua programação normal ao longo da tarde, só que enquanto RTP tinha futebol e a SIC cinema, como todos sabem no canal quatro o programa de Domingo é o Somos Portugal. Já ao serão foi a vez de ser a SIC a levar com as criticas por ter transmitido o Just Duet. Muitos achavam que seria sensato por parte da direção de cada estação ter cancelado a exibição dos formatos para darem algo não programado ou estarem em direto do local da tragédia, o que foi feito nos canais informativos com e sem rigor. O que me pergunto é, valeria mesmo a pena cancelar tudo o que estava programado quando existia um canal suplementar do grupo que estaria em direto ao longo de todo o dia do local dos acontecimentos, neste caso a SIC Notícias e a TVI24?

Estas criticas fizeram-me lembrar uma situação que vivi e que acabei por recordar um pouco. Falo do dia em que o funeral da minha avó se realizou. Dia esse que também assinalou o aniversário da minha afilhada. O funeral foi ao início da tarde e pensei que não deveria ir ao jantar de família, feito em casa, mas todos me disseram que não havia mal algum em ir jantar com eles porque tinha de comer, ou em casa ou na casa dos meus primos, teria de jantar. E fui, os meus pais e tios aconselharam-me a ir e optei por não desmarcar o que já estava combinado. Claro que o espírito não é o mesmo, claro que não existem festejos como se de outro dia normal se tratasse, mas as coisas acontecem e os que cá ficam têm de continuar a viver, de luto, com um pensamento distante por alguns momentos, mas não é necessário alterar totalmente uma rotina porque um acidente acontece e os que cá ficam têm a obrigação de desfalecer. Não vamos atirar foguetes de alegria, mas existe a necessidade de continuar e tentar voltar rapidamente à rotina, não deixando que os factos menos bons tomem conta do psicológico de cada um. Não queria ir, fui e não me arrependi em algum momento de ter tomado tal decisão. 

Claro que a dimensão dos acontecimentos não tem comparação, mas uma morte toca sempre quem está envolvido e neste caso da devastação de Pedrógrão Grande é um acontecimento que marca o país, que arrecada muitas lágrimas e tristeza e que fez com que este Domingo tivesse sido passado com um pensamento fora do comum, com um tema que ninguém gostaria de ter visto acontecer, mas que infelizmente quebrou várias famílias, aldeias e uma sociedade que agora ter-se-a de reerguer com as faltas que este fatídico incêndio provocou. 

Não percebo a indignação das pessoas que criticaram os canais, principalmente a TVI, por não alterarem a sua programação, sendo que muitos desses críticos foram certamente para um arraial festejar ou para a praia desfrutar do dia quente que se fez sentir, não se lembrando nesse caso que o país está em luto nacional durante três dias. Há que ter noção sobre o que se diz porque quando hoje se criticam atitudes as mesmas podem muito bem ser feitas pelos próprios em ocasiões semelhantes. 

Neste caso os canais já tinham as suas programações definidas, existem os canais informativos para estarem em direto do local dos acontecimentos constantemente, qual seria a necessidade de estarem dois canais de cada grupo a transmitirem de manhã à noite a mesma emissão? Por essa lógica muitos dos canais de Cabo tinham fechado a sua emissão porque os seus programas não estão de todo de acordo com o que esses críticos chamam de dias de luto onde não comem, não conversam, não saem de casa, não exprimem um sorriso e não tentam descomprimir, ficando somente a matutar na dor que fica para sempre mas que pode muito bem ser tranquilizada com as rotinas do dia-a-dia.

Pedrógão Grande

pedrogão grande.jpg

O calor que se faz sentir pelos últimos dias e a trovoada do final do dia de ontem, Sábado, fizeram das suas e quando me deitei à noite existiam informações que davam como certas dezanove mortes num grande incêndio na zona do Pedrógão Grande, distrito de Leiria. Hoje ao acordar deparo-me primeiramente com as notificações no telemóvel de vários órgãos de comunicação social a darem conta de mais de cinquenta mortos, várias pessoas desaparecidas e um cenário de destruição caótico. Liguei a televisão num canal informativo e das palavras à imagem existe uma grande diferença.

O que vi logo pelos primeiros momentos foram estradas com carros carbonizados que ainda continham corpos no seu interior. As pessoas tentavam fugir pelas estradas possíveis e foram apanhadas pelo incêndio que devastou quilómetros de mata, aldeias e que acabou por roubar dezenas de vidas no que já é considerado o mais trágico acidente dos últimos cinquenta anos em Portugal. Assistir a um acidente destes de longe é complicado, colocando-me na pele de quem esteve e continua no local, longe das suas casas, não sabendo de familiares e procurando respostas para o que ainda não se sabe afirmar.

As temperaturas altas, as matas, o terreno complicado para se lidar com incêndios, tudo parece ter corrido mal num só local num fim-de-semana prolongado com famílias a desfrutarem das praias e lagos naturais da zona para passarem as horas quentes do dia, quando o início do incêndio acontece e só existem caminhos de fuga onde as chamas já começavam a tomar conta de estradas, casas e tudo o que foram apanhando pela frente. 

Aeronave de Tires e o Presidente Marcelo

Uma aeronave incendiou e caiu nas traseiras de um supermercado na zona de Tires. Quem aparece pouco mais de uma hora após o acidente? Marcelo Rebelo de Sousa e a sua equipa. 

O Presidente da República não perde mesmo uma, tendo uma agenda de certo bem facilitada para marcar e desmarcar presenças quando quer, já que todos os dias está num local diferente e ainda tem tempo para aparecer em acontecimentos de última hora. 

Marcelo está a mostrar ser o Presidente que se preocupa com a população, mas por vezes não é preciso tanto. Há que dar espaço aos acontecimentos para ver se é mesmo necessário aparecer quando as suas funções não o obrigam a tal. É bom mas nem sempre se torna uma prioridade. 

Crimes, de Londres para Barcelos

O Mundo voltou a abanar com o ataque desta semana em Londres onde várias pessoas morreram e umas tantas outras ficaram feridas por um louco que a conduzir e depois de faca na mão atacou quem lhe apareceu pela frente assumindo que se tratava de mais um ato de terrorismo. Cinco pessoas morreram com este crime que voltou a colocar as ameaças mundiais de novo em alerta. Hoje, dois dias depois, em Portugal, um individuo aparentemente com alguns problemas psicológicos atacou quatro pessoas de forma mortal, estando uma delas grávida de sete meses.

Locais diferentes e histórias diferentes com a mesma quantidade de mortos. Um ser que através das suas crenças tenta mudar o Mundo e chama a atenção para tal faz manchetes mundiais com isso e um louco que sai de casa para matar propositadamente as pessoas que se opuseram um dia à sua vontade é somente notícia nacional. O mesmo número de mortos com uma disparidade enorme de influência social. 

Embora tudo se resuma a crimes e mortes, um atentado é sempre um atentado que mete medo, mesmo que a maioria afirme que luta contra isso, o que não acredito. Existirá sempre receio que estes atos continuem a aumentar e que aconteçam cada vez com uma maior proximidade de nós. No outro caso são problemas pessoais que levam a comportamentos sancionados socialmente. Matou e entregou-se. Errou, assustou uma pequena população que se encontra agora de luto por cinco seres que faziam a sua vida como sempre. Se tinham culpas? Tantas como as vitimas de Londres. Nenhumas!

Londres e o Mundo, de novo em alerta!

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Londres está de novo debaixo de fogo com os terroristas a darem sinais de vida com um novo ataque junto ao parlamento britânico. Cinco mortos e quarenta feridos através de atropelamentos e esfaqueamentos entre a ponte de Westminster e o parlamento. 

Sempre iremos viver com o medo instalado. Outrora volta e meia éramos aterrorizados com atentados de forma espaçada, de anos a anos, e com menos gravidade, mas agora e desde que o 11 de Setembro aconteceu que o Mundo mudou. Consecutivamente somos atingidos com homicidas em série que estudam pormenorizadamente o que fazer para causar o terror com várias mortes num só local para que todos fiquem em alerta.

Estes momentos cada vez mais constantes voltam sempre a colocar o sensor pessoal em alerta, pelo menos é assim que funciono, com estas notícias. Os receios de frequentar locais com uma maior quantidade de pessoas e propícios a que este tipo de atentados aconteçam voltam a surgir e quando tudo parece começar a ficar esquecido lá voltamos a ser confrontados com algo do género.

A saída do Paulinho das feiras!

Paulo, querido, então que se está a passar para deixar a liderança do CDS logo agora que o professor Marcelo contava consigo para a campanha eleitoral?

Uma notícia que surge logo no dia em que a vóvó Maria de Belém dá nova entrevista à TVI para revelar as suas histórias! O Paulinho já parece o Sócrates, fazendo surgir as suas novidades políticas quando alguém tenta brilhar mais alto!

E agora quem comandará o CDS fora e dentro de um Parlamento que irá estar a ferro e fogo dentro em breve?! E quem percorrerá as feiras nacionais em campanha?

França

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As primeiras notícias surgiram ao final do jantar e agora, quando o dia já estava praticamente terminado e preparava-me para deitar após um pouco de leitura e televisão, eis que os diretos televisivos começaram a surgir sobre o estado de emergência na capital francesa. Ataques em salas de espetáculos, centros comerciais, restaurantes e pelas ruas sucedem-se, causando o pânico e aglomerando mortos e feridos por toda a cidade de Paris. Como tudo pode acontecer de um momento para o outro numa sociedade onde se assistia ao jogo França X Alemanha, uma banda atuava e o cidadãos viviam as suas rotinas como todos nós.

Estou um pouco em choque, lembrando-me neste momento do fatídico 11 de Setembro, quando após o almoço me preparava para sair de casa e fiquei agarrado ao que estava a acontecer ao longe e foi sentido por todo o mundo.

Neste momento os olhos estão postos em França e acredito que estes atentados terroristas tão conectados entre si não se ficarão por aqui, trazendo várias consequências consigo para os próximos tempos para os franceses e para todos os europeus que voltam a ganhar novos medos.

França, Japão ou TAP?!

Em França existiu um tiroteio com vários mortos como resultado final. No Japão um sismo de 7.0. E em Portugal a preocupação do dia é a venda da TAP onde a direita seguiu em frente e a esquerda quer precisamente o contrário. Logo agora que todos iríamos viajar na recém-privatizada empresa para um outro país da Europa ou pela Ásia é que também tudo tem de acontecer por terras internacionais!

Sócrates com alma prisioneira

José Sócrates poderia sair do estabelecimento prisional de Évora para prisão domiciliária, no entanto e como uma boa estrela adora fazer o inesperado, o antigo primeiro ministro prefere ficar prisioneiro. Uma decisão do próprio que já comunicou aos seus advogados que não quer sair da «casa» onde tem estado nos últimos meses. 

Recorde-se que Sócrates é o único arguido do processo que contínua em prisão preventiva e assim continuará por vontade do próprio! Isto sim é uma celebridade política com alma prisioneira e capaz de continuar a surpreender a sociedade nos bons e maus comportamentos que têm tido ao longo do tempo!

«Não soltem os prisioneiros!»

Suicídio no Carregado

Existem coisas que nos marcam e que ficam na memória, por mais que tentemos esquecer, por largos anos! Uma delas será o suicídio a que acabei de assistir no Carregado! Um homem caiu, acredito que por vontade própria porque os apelos de quem o rodeava assim o mostravam, de um prédio com talvez quinze andares! Vi os últimos minutos do indivíduo pendurado na janela, a ser puxado por quem estava no interior do apartamento e vi a queda, com um estrondo quando o impacto no chão aconteceu!

Primeiro comecei a ouvir as ambulâncias e carros policiais, depois gritos de desespero e quando decidi ir à rua olhei para o local exacto onde tudo estava a acontecer e fiquei sem reacção. Um homem estava pendurado num décimo terceiro ou quarto andar, seguro por um braço e só ouvia alguém dizer que não estava a aguentar mais o esforço. Fiquei pálido, aflito e sem saber o que fazer! Uma sensação estranha que é complicada de explicar por palavras e imagens que irão ficar na memória por muito tempo!

Nestes casos tenho que olhar e ver sempre tudo, não conseguindo seguir em frente sem perceber o que se passa e aqui vi os últimos minutos de vida daquele homem desesperado por algum motivo e que decidiu colocar assim termo à vida.

Neste momento em que estou a escrever o texto pouco mais de trinta minutos passaram sobre o sucedido e tenho o estômago às voltas, sentindo agonia pelas imagens e por relembrar o som do impacto que a queda teve. Um acidente que me pareceu voluntário e que me chocou! Não consigo explicar como fiquei, só me lembro de estar a olhar fixamente, sem querer tirar os olhos daquele ser e a acreditar que o iriam conseguir recuperar para o interior do apartamento quando vejo o corpo a descer e as pessoas a gritarem.

Uma sensação de pânico pessoal inexplicável!

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