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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

01
Out17

O Prodígio [Emma Donoghue]


O Informador

o prodígio.jpg

Autor: Emma Donoghue

Editora: Porto Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2017

Páginas: 328

ISBN: 978-972-0-04039-8

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: A jovem Anna recusa-se a comer e, apesar disso, sobrevive mês após mês, aparentemente sem graves consequências físicas. Um milagre, dizem.

Mas quando Lib, uma jovem e cética enfermeira, é contratada para vigiar a menina noite e dia, os acontecimentos seguem um diferente rumo: Anna começa a definhar perante a passividade de todos e a impotência de Lib. E assim se adensa o mistério à volta daquela pobre família de agricultores que parece envolta num cenário de mentiras, promessas e segredos.

Prisioneira da linguagem da fé, será Anna, afinal, vítima daqueles que mais ama?

 

Opinião: Acredito cada vez mais na teoria de que após um grande sucesso literário o autor não consegue atingir a capacidade de se suplantar e nem sequer igualar. Aconteceu isso com Emma Donoghue, autora do bestseller internacional O Quarto de Jack, que agora lançou O Prodígio e não me conseguiu atrair como havia acontecido com a história de Jack, o menino que vive aprisionado num quarto com a sua mãe e que segue feliz num mundo que foi criado em seu redor, num pequeno bloco de quatro paredes sem condições. 

Em O Prodígio encontrei a história da jovem Anna, uma jovem irlandesa, que se recusa a comer desde o dia em que celebrou o seu décimo primeiro aniversário. Passada em pleno século XIX e numa pequena aldeia, o mistério em torno da não alimentação de Anna começa a levantar inquietação junto da população que começa a sair em peregrinação para ver com os seus próprios olhos o que apelidam por milagre. A jovem não se alimenta mas ao mesmo tempo não perde as suas capacidades físicas e é necessário encontrar uma explicação para tal acontecimento. E é nesse ponto que surgem a Irmã Michael e a enfermeira Lib que juntas são contratadas para cuidar, em regime de horários rotativos, de Anna, para que ao longo de um período de tempo consigam perceber, de forma individual, o que se passará com a criança para não comer mas também não sentir a falta de alimento.

Uma mentira é desde logo o pensamento de Lib sobre todo este mistério, desenhando contornos sobre as atitudes familiares de quem rodeia Anna para que ganhem dinheiro em torno de toda esta situação que os próprios criaram e alimentam. Mas será que as várias ideias não comprovadas numa fase inicial de Lib conseguem chegar a um ponto certo para que o mistério seja desvendado?

Aos poucos Lib consegue ganhar a confiança da criança e o afastamento da família do prodígio que tem ajudado a sustentar uma casa pobre por ser um milagre que todos querem ver e deixam ainda oferendas que ajudam a alimentar toda a situação vivida. Ao aproximar-se de Anna e sem perder qualquer momento da sua vida quando consegue estar presente, a enfermeira guardiã é a balança de toda esta situação que vive bastante da mentira, das ofensas e omissões que cada qual faz para que a verdade não consiga ser reposta através de uma pessoa que não conhecem. 

Um mistério denso numa época onde o mesmo podia ser prolongado sem ser descoberto pela sociedade em geral e somente os curiosos e mais perspicazes que não ligavam e ainda contradiziam as grandes vozes da igreja conseguiam perceber que os factos mostrados não podiam acontecer sem grandes mentiras por trás. É isso que Lib se destina a fazer, mostrar que a farsa é bem maior que as ambições, descobrindo factos puníveis e oprimidos a favor da fé.

Embora consiga ver uma escrita acessível e prática, a par com a criação de duas boas personagens centrais, Anna e Lib, o enredo demorado e muito descritivo de O Prodígio não me conseguiu cativar minimamente, ajudando a que tivesse em mãos uma leitura demorada e que acabou por ser desinteressante. 

Desta vez Emma Donoghue não me conseguiu enfeitiçar como no nosso primeiro encontro, no entanto não é daquelas autoras que deixarei de lado porque, como costumam dizer, não existem duas sem três, acredito que numa terceira obra o resplendor e a magia da emoção voltem a surgir através das suas palavras e da história criada. 

 

Leitura resultante da parceria com...

 

 

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