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13
Fev17

La La Land - Melodia de Amor


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La La Land, o musical que está a mexer com o cinema não me conquistou, está dito! Antes de mais se tivesse de encaixar este filme em alguma categoria de cinema não sei por onde o colocava mas musical isto só tem mesmo uns quinze minutos, o que para uma película de longa, demorada e secante duração não é nada. 

La La Land tem um início estranhamente mal concebido, bem pensado mas mal construido onde no trânsito todos começam a cantar e dançar com um sistema de filmagem suspeito que deixa muito a desejar para apanhar a expressão de cada personagem. Seguindo em frente, percebemos desde os primeiros minutos que estamos perante uma história de amor cliché, daquelas em que não dá para nos emocionarmos porque tudo é tão forçado e limitado que não existe espaço de manobra. Cantam e dançam entre encontros propositados e mesmo com tão poucos momentos musicais, Ryan Gosling e Emma Stone ainda conseguem mostrar pouca empatia e emoção no que estão a entoar, tanta como a que não existe entre ambos nas cenas que poderiam ser mais puxadas. La La Land é secante de ponta a ponta, demasiado extenso para o que conta e só mesmo consegue conquistar nos minutos finais, quando percebemos que está tudo a terminar e a mensagem é finalmente passada.

A luta pelos sonhos individuais que faz com que o amor fique para segundo plano é o testemunho deixado por La La Land. Afinal de contas o que importa na vida, a realização pessoal ou profissional se as duas partes de um par não estiverem de mãos dadas? O amor pode ser um sonho conquistado mas lutar pelo objetivos para uma concretização pessoal também é importante e quando duas pessoas não dançam ao mesmo ritmo na vida existe um destino em separado e onde cada um se pode concretizar individualmente, mesmo que para isso deixe verdadeiros sentimentos para trás, para que cada um fique com as suas vontades. 

Um filme direto que vai direito ao assunto e com cenas tão descabidas do «cheguei e estou apaixonado» que não faz qualquer sentido para os tempos que correm. Não entendo tanto aplauso, tão boas criticas e nomeações, mas as homenagens e destaque ao mundo cinematográfico têm de ter alguma coisa de bom para dar a este filme. 

O filme começa como tudo começa em Los Angeles: na auto-estrada. Este é o lugar onde o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling), encontra a aspirante a atriz Mia (Emma Stone), com uma buzinadela de desdém num engarrafamento que espelha o impasse em que navegam as suas vidas.

Ambos possuem o tipo de esperanças impossíveis que são a alma da cidade: Sebastian tenta fazer com as pessoas gostem do jazz tradicional no século XXI. Mia gostava de conseguir chegar ao fim de uma audição. Mas nenhum dos dois espera que o seu fatídico encontro os leve onde nunca poderiam chegar sozinhos.

Os seus movimentos, em direção um do outro e para os seus grandiosos sonhos artísticos, cria um mundo próprio, essencialmente cinematográfico, em La La Land - que com luz, cor, som, música e palavras viaja diretamente para os êxtases da felicidade que perseguimos... e ao sofrimento das paixões que nunca iremos superar.

6 comentários

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