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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

07
Out17

Férias de Outono!


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Quatro meses após ter iniciado o novo ciclo profissional, chega a primeira pausa! Começo hoje um período de férias ao longo da próxima semana, fugindo da rotina e dos locais que me são familiares ao longo de grande parte do ano!

Na verdade ainda não sentia a necessidade de descansar e venho a pensar que a semana do regresso será talvez das mais complicadas que irei ter até ao final do ano para repor o que ficará para trás neste período de ausência, no entanto agora é tempo de descansar, desfrutar destes dias de Outono, que até parecem convidativos, para andar na rua e passear um pouco pelas planícies alentejanas que tanto aprecio.

O início do Outono é um dos períodos onde geralmente tiro uns dias de pausa por ainda não estar frio e porque os restos deixado pelo Verão ainda se fazem sentir por algumas horas diárias. Aliando a isso a pacatez do Alentejo, a simpatia das «gentes» e a beleza da zona, eis a escolha do local para poder descansar a sério sem a correria do dia-a-dia que se vive pelas zonas urbanas.

28
Set17

Noções contrárias


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As noções sobre a realidade são distintas de pessoa para pessoa, o problema surge somente quando a minha noção não é a mesma que a tua mas quando a ideia é colocada em prática acaba por se dar um choque de noções que não conseguem entrar em concordância.

Vejo o Mundo de uma forma, tu tens uma visão diferente, com algumas perspetivas semelhantes mas não idênticas. Quando se dá o debate de ideias acerca do Mundo o que acaba por acontecer? Estamos em situações opostas, com alguns pontos comuns e acabamos por nos atropelar e nenhum consegue levar a melhor. É assim que vejo de certo modo os comportamentos que não entendo e com os quais não concordo. 

Penso de uma forma, talvez distinta da maioria, não sei, mas opto por ter as minhas ideias e não ser levado pelo que os outros acham ou pretendem. Só que percebo facilmente que a minha noção de certo e errado não é de todo a mesma dos outros, daqueles com quem vou falando e agindo. Estarei mal na forma de agir segundo os pensamentos ou os demais é que andam ao contrário da visão normalizada?

Na verdade não percebo! Digo uma coisa, faço-me explicar e no final de contas percebo que o que acabei por estar a tentar explicar acaba por ser contrariado com comportamentos sobre os quais não aceito. De onde está o mal? A minha noção dos factos pode afetar os outros mas a dos outros também me afeta a mim, já que vão justamente bater no que acho ser «não correto». 

26
Set17

Hoje...


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Recebi uma boa notícia que poderá ser concretizada daqui a uns meses se tudo continuar a seguir o caminho dos últimos meses! Algumas coisas deverão ser alteradas na vida se as promessas se realizarem, mas quem sabe se não serão mudanças para alcançar novos caminhos e poder dar novos passos no futuro! Poderia ter ficado assustado com o convite, mas bem pelo contrário, estou confiante e espero que nada mude até as alterações se concretizarem para as poder agarrar com a curiosidade com que recebi a notícia e disse de imediato «vamos a isso»!

11
Set17

Dores de Segunda


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Não sei que se passará mas sei uma coisa... As Segundas-feiras andam a dar-me algum tormento, tudo porque já é a terceira semana que acordo no primeiro dia da semana de trabalho com dores por todo o corpo que até penso que me terá passado um camião por cima e não terei sentido nada!

Músculos apanhados ao ponto de me custar a andar e com os braços então parece que andei a levantar pesos como se tivesse ido ao ginásio e abusado na dose como na primeira vez. Acordo literalmente partidinho, sem vontade de abrir os olhos e para levantar é um castigo, deixando o despertador tocar mas ficando em espera que o tempo passe devagar para adiar o inevitável. O corpo sente-se no primeiro dia de trabalho da semana e se não fosse saber que até tenho descansado ao fim-de-semana pensaria que tinha de acalmar a «vida louca» dos dias de pausa. 

Parece-me bem que o corpo não gosta nada das Segundas-feiras, mas talvez saiba a razão... Não consigo dormir tanto de Domingo para Segunda porque na noite anterior abuso e prolongo um pouco as horas de cama! Será que a idade tem peso nesta matéria? Não quero acreditar nessa ideia perseguidora que surge na mente de todos consoante os anos vão avançando, mas acaba por ser inevitável!

08
Set17

Despertador, para que te quero?!


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De há uns dias para cá, porque talvez tenha andado a descansar o suficiente, o despertador do telemóvel quase que pode ser desativado. A razão? Uns minutos antes do seu toque já a minha mente faz o favor de acordar, começar a trabalhar, bater à porta das pálpebras para que acorde e fique quieto, em «modo avião», à espera que as 07h00 cheguem com a ajuda do irritante toque do alarme que me faça levantar para que a partir daí exista a noção que é tempo de despachar e me pôr a andar. 

Ando a acordar antes do toque do despertador, o que por um lado é bom porque ao abrir os olhos e olhar para o ecrã do telemóvel percebo que ainda posso ficar mais uns minutos deitado há espera que a hora exata chegue para começar o dia. Por outro não é assim tão aceitável perceber que posso dormir mais um pouco e acabar por ficar acordado na ronha, desperdiçando uns valiosos minutos de sono. 

A par de tudo isto existe um fenómeno meio estranho que só acontece num dos dias de descanso, o Sábado. Então não é que no primeiro dia do fim-de-semana também acordo por volta das 07h00 e nesse dia nem tenho um despertador prestes a tocar logo de seguida? Deito-me normalmente na Sexta e depois ando a acordar cedo como se o cérebro me quisesse obrigar a ir trabalhar, o que já não acontece com os Domingos, onde consigo dormir até mais tarde sem qualquer tentativa para acordar. 

31
Ago17

Ocupação tranquilizante


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As pessoas não se apercebem mas os factos são verídicos. Quanto mais se estiver ocupado no dia-a-dia melhor nos conseguimos sentir connosco e com os outros, não causando tantos problemas e complicações pessoais e para com quem nos é mais próximo. 

Como é sabido estive mais de dois meses desocupado e sem conseguir dar a volta para ocupar as horas que antes estavam ocupadas e que passaram a estar livres. E agora percebo que nessa altura, sem que me desse conta, tudo me começava a fazer confusão. O que poderia ser uma questão que nem ligaria em tempos normais daria logo para gerar uma conversa menos boa e causar ligeiros conflitos com quem me é mais próximo. O cérebro ao estar demasiado desocupado começa a criar problemas onde eles não existem e isso acaba por não ser benéfico para ninguém, acima de tudo para o próprio, que entra numa espiral de onde pode ser complicado sair por se criar um hábito. A pessoa sente-se vazia, inútil e ao ver os outros com os seus afazeres diários acaba por se auto magoar e também por arrastar quem não tem culpa de nada para os seus problemas que ganham proporções acima do normal porque alguém que passa um dia em vão não compreende que quem está ocupado simplesmente quer descansar quando chega e não está para aturar os dramas que deixam de ser relativizados, ganhando sim outros contornos que vão adensando devido ao tempo que é passado sem nada fazer.

Percebi isso ao longo daquelas semanas em que me senti a ficar ainda mais chato e maçador para com quem me é mais próximo, tornando-me implicativo com mínimas coisas e só depois, uns tempos após ter retomado a vida normal, é que percebo que isso aconteceu verdadeiramente. Não é que não me tenham alertado e que não veja tais comportamentos nos outros, mas passei pelo mesmo sem me ter dado conta, ao contrário do que afirma o velho ditado, «só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro». E é verdade, hoje tenho capacidade para perceber que além de ter ficado mais sensível e carente naquela altura, a paciência esgotava-se com uma maior facilidade. 

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