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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

05
Jun17

Pesadelo na Cozinha versus O Mirante


O Informador

o mirante pesadelo na cozinha.jpg

A primeira temporada do programa de sucesso Pesadelo na Cozinha terminou ontem e não é que ao folhear o jornal O Mirante achei uma notícia sobre a forma como o episódio que foi gravado no restaurante Tejá em Santarém tinha sido feito? Irrisório, tal como podem também ler na imagem!

Primeiramente começam por dizer uma verdade com o título sobre as «cenas chocantes» que passaram no ecrã, partem para a introdução onde revelam que o formato da TVI «conseguiu transformar um restaurante, situado num dos lugares míticos da cidade, num verdadeiro caixote do lixo, gerido por pessoas que pareciam atores de um filme de terror». O que questiono desde já é! Os donos e gestores do restaurante não concorreram para tentarem recuperar o Tejá? Os mesmos proprietários do restaurante não deram a cara e assumiram tudo o que se estava a passar onde comida imprópria para consumo estava a ser servida aos clientes que nem sabiam que a cozinha do espaço estava minada de moscas que se faziam passear pelos alimentos que ficam ao ar durante horas e com o lixo depositado na sala ao lado? Tudo isso passou e ninguém, por muita fama que quisesse, deixaria que o seu negócio ficasse tão mal visto se a situação não fosse real. Por algum motivo vários restaurantes que passaram pelo programa foram encerrados por falta de higiene e qualidade que apresentaram perante a produção. 

Ao longo da notícia falam que «milhares de pessoas que assistiram a um verdadeiro escândalo na cozinha do restaurante» ficaram chocadas com a forma como «a colaboração dos proprietários do restaurante fez acreditar, mesmo os mais incrédulos, que tudo aquilo que vimos e ouvimos no ecrã era verdade». Se estava perante os olhos e as câmaras queriam que as pessoas dissessem o quê? A comida estava podre!

Na notícia falam ainda sobre «alguém perdeu o juízo para que a televisão pudesse humilhar tanta gente, desde os administradores do espaço até os empregados que pareciam baratas tontas a acenarem com a cabeça a tudo o que o animador do programa precisava para chocar os espetadores». 

02
Jun17

À Conversa com... Maria João Costa


O Informador

maria joão costa.jpg

Maria João Costa, a autora da novela de sucesso da TVI, Ouro Verde, aceitou o meu convite e partilhou um pouco da aventura que foi escrever a sua primeira trama para televisão. Com formação além fronteira e com uma carreira onde sempre deixou que as suas ideias e sonhos falassem mais alto, Maria João revela-se nesta longa entrevista onde para além do seu trabalho em televisão falamos do passado e do futuro, das amizades e das paixões de um nome que conquistou Portugal e não só com a novela que logo ao primeiro episódio apaixonou o público. 

maria joão costa 1.jpg

Ouro Verde foi a sua primeira novela. Alimentar um projeto de sucesso do início ao fim foi um trabalho árduo?

Bom, na prática a novela ainda não acabou pois vai continuar no ar por mais uns meses, apesar de eu ter a terminado de escrever. Faço figas para que essa sua frase esteja certa e este consiga manter-se como um projeto de sucesso do início ao fim. O trabalho foi árduo sim, como suponho que seja sempre o de qualquer novela. Tendo em contra o número de episódios de que estamos a falar, este acaba por ser um desafio que vai muito para além da nossa capacidade intelectual. Diria mesmo que há um momento em que o tema é mais físico do que mental. Pelo menos no meu caso que sou obsessiva com o trabalho: escrevo todas as grelhas detalhadamente, edito todos os episódios, releio-os sempre que posso mais do que uma vez, apesar de admitir que se chega a um momento em que torna impossível olhar para trás... Aí já estamos a falar de uma espécie de trabalho de circo em que temos de continuar a manter várias bolas no ar, mas agora de olhos tapados. Como digo sempre, este é um trabalho absolutamente “braçal”, onde não há muito por onde fugir: esteja-se bem ou mal disposto, inspirado ou não, os episódios têm de aparecer feitos dia após dia, o que nos obriga a uma grande disciplina física e mental.

 

Já com o final escrito, como resume este projeto na sua vida?

O balanço parece-me naturalmente positivo e importante. Por outro lado, e tal como já escrevi algures, por se tratar de uma primeira novela, o processo foi vivido por mim como se de uma primeira grande paixão se tratasse, com direito a todo o tipo de excessos no caminho. Será sempre marcante por isso também, pelo tipo de emoções que conseguiu despertar em mim.

 

Terminada a escrita desta produção, qual a sensação com que o autor fica ao despedir-se das personagens?

Sinceramente?... Toda a gente me dizia que depois de terminar algo assim ficaria um vazio enorme dentro de mim; diziam que me ia custar imenso a desapegar deste universo e destas personagens, mas, curiosamente, aconteceu-me exatamente o contrário. Depois de, confesso, cinco minutos de nostalgia após a escrita da última cena, já a altas horas da madrugada, durante os quais não resisti a mandar uma mensagem de despedida com um tom quase “amoroso” para a minha equipa de escrita talentosa e dedicada (Mª João Vieira, Roberto Pereira e Sebastião Salgado), fiquei felicíssima por ter terminado. Acho que o cansaço físico falou mais alto, ou então talvez a enxaqueca que não me largava há dias e que me deu, finalmente, descanso. (risos) Agora a sério: fiquei sobretudo feliz por ter conseguido levar esta história com ritmo até ao final. Acho que o público vai notar que a tensão se mantém até ao último momento. E diria mesmo que os três últimos episódios são imperdíveis.

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Uns bons meses após o início do projeto Ouro Verde e já com o final escrito, como é o dia-a-dia de um autor que está constantemente a criar a trama que não pode parar por tudo estar a ser gravado muito em cima da fase de escrita?

O dia-a-dia, na verdade, acaba por se revelar muito simples e desinteressante, especialmente nos últimos três meses de escrita: no meu caso passava por escrever, comer e dormir (aliás, dormir tornou-se vital, mais do que comer para alguém como eu que dorme pouco. Descobri que todos os momentos se podem revelar bons para tirar uma sesta. Nem que seja de 15 minutos apenas e com direito a despertador). Além disso, e ainda no meu caso, com isso encadeava apenas umas idas ao ginásio, ao osteopata e à acupunctura, todos necessários para conseguir manter a energia e saúde necessária até ao final. De resto... Vida social e cultural muito próxima do zero, o que foi bastante redutor. No momento tenho mil coisas para pôr em dia (entre filmes e séries que quero ver, livros que venho acumulando para ler, espetáculos que tenho perdido, amigos que mal tenho visitado, viagens que quero fazer, novos cursos). Em resumo, estou a precisar de renovar o meu stock de conhecimentos, emoções e vivências. Na minha opinião, um autor tem de viver mais do que escreve.

 

Muito do sucesso da novela acontece não só pela escrita mas muito também pelo elenco. Poderemos dizer que Ouro Verde tem o elenco certo para o projeto líder que é?

Eu acho que uma novela é, antes de mais, um enorme projeto coletivo onde o talento de cada uma das peças desta enorme engrenagem, faz toda a diferença. Ouro Verde teve o mérito de conseguir reunir um elenco de luxo que funciona muito bem entre si e onde todos tentam dar o seu melhor. É muito bom ver os atores felizes com os seus papéis, dos mais pequenos aos maiores. Muda totalmente o empenho com que trabalham. E isso é interessante de assistir pois quando vemos algum ator agarrar o que escrevemos e fazer aquilo crescer percebemos a importância que um bom elenco tem, para além de uma boa história, para o sucesso de uma novela. Também acredito, ao contrário, que um ótimo elenco com uma má história, não convence.

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Ter Diogo Morgado, Joana de Verona e Ana Sofia Martins como protagonistas foi uma surpresa ou existia uma vontade sua junto da produtora em conseguir algum destes nomes no elenco?

Este projeto sempre foi tratado como uma grande aposta do canal, por isso sempre foram pensados nomes relevantes para Ouro Verde. O caso do Diogo Morgado é um bom exemplo disso. Eu mesma me atrevi, uma vez, a dizer em voz alta ao José Eduardo Moniz que “bom, bom, era se conseguíssemos ter o Diogo a fazer o papel de Jorge”. Pensei que tal seria difícil, tendo em conta o percurso internacional que o ator tem vindo a fazer, mas quer dizer... o não está sempre garantido. Por que não tentar? Fiquei feliz quando soube que ele aceitou. Assim como estou muito feliz com o trabalho que a Joana de Verona tem feito, muito credível, acho-a uma atriz muito talentosa, assim como a Ana Sofia, que se tem revelado muito no papel da Vera (o seu ar louco às vezes mete-me medo, de tão bem feito que está). Mas além desses nomes que referiu temos outros que se têm revelado grandes surpresas e que eu adoro ver, tais como Dina Felix da Costa, como Rita, Nuno Pardal como Antonio, Vitor d’Andrade como Lucio, Ana Saragoça como Laurinda. E depois temos pessoas como Manuela Couto que faz de Amanda, que é uma atriz excepcional, José Wallenstein que parece ter nascido para inspetor corrupto da PJ (de tal modo encarnou bem a personagem), temos a Sofia Nicholson como Judite, assim como Luis Esparteiro como Miguel (que tem sido um excelente vilão) e vários outros atores em outros papéis que dão peso e credibilidade ao elenco, como o Rui Mendes, o Nuno Homem de Sá. E ainda temos o elenco brasileiro que, especialmente com Zeze Motta e Silvia Pfeiffer vieram dar uma consistência ao todo interessante. Mesmo em papéis pequenos temos tido atores muito bons, como foi o caso do Gracindo Junior, Cassiano Carneiro e da Mafalda Vilhena. Na verdade, acho que foi uma sorte enorme poder contar com um grupo de atores tão talentosos e empenhados.

21
Mai17

Valorizar as estrelas


O Informador

Muito se criticam certos apresentadores por destacarem a sua vida profissional além do que fazem no pequeno ecrã nos seus programas diários. O que essas pessoas que criticam não percebem é que esses mesmos apresentadores ao mostrarem que são mais do que rostos do pequeno ecrã conseguem ter outros alicerces extra de sucesso e que têm outros afazerem para além das horas diárias que nos entram pela casa dentro.

Falo disto com um sentido que me levou a pensar sobre este tema! Muito leio sobre o facto de certos apresentadores sempre mostrarem e falarem dos seus blogs, das revistas, perfumes, eventos a que vão e por ai fora e que o canal ao qual pertencem nada faz para que não se auto valorizem em direto. Acho mesmo que a direção do canal até lhes agradece por passarem minutos de um programa líder a valorizarem-se, dando muitas vezes tempo extra que não tem de ser ocupado com conteúdos próprios do programa, para além de que ao serem as estrelas provam que estão em várias frentes e não se redimem somente aos programas que apresentam na televisão. A par disto fui a um evento onde uma figura de um outro canal foi o centro de todas as atenções e esse canal nem um repórter e um câmara enviou para cobrir o dito evento. Ou seja, se os líderes o fazem e o público gosta que mostrem o que andam a fazer nas horas em que não estão a dar os bons dias ou boas tardes na televisão, porque os outros canais não seguem o exemplo para valorizarem e mostrarem que os seus apresentadores são mais do que figuras da caixa mágica?

09
Mai17

Continuar mas com desconto...


O Informador

Dei-vos conta de que andava a analisar a oferta dos vários operadores de televisão e internet para deixar o MEO e saltar para a Vodafone, no entanto e após uma longa conversa telefónica com uma operadora da primeira, eis que optei por permanecer mas com uma baixa no valor do pacote que continua a ser o mesmo que outrora mas com um maior desconto. 

Estava praticamente convencido a alterar de operadora e passar pelo processo de instalação pelos próximos dias, no entanto sabia de antemão que ao ligar para fazer o cancelamento do acordo que mantive até agora que me iriam tentar manter como cliente e assim foi. Primeiramente deram a indicação que não poderiam baixar o valor contratual, antes mesmo de saberem a razão para querer sair. Depois quando expliquei que tinha uma oferta bem melhor feita pela concorrência começaram a mudar de discurso e após duas propostas falhadas, eis que acabei por aceitar ficar a pagar o mesmo que iria ser praticado pela concorrência, mantendo o pacote que tenho mantido ao longo dos últimos três anos. 

Ou seja, fico praticamente com um desconto de 23€ mensais assim do nada e somente porque querem manter o cliente. Não percebo como as empresas de telecomunicações não optam por praticar uma maior concorrência direta e obrigam de certo modo a que nós, enquanto utilizadores, sejamos obrigados a ver as ofertas e a falar com o outro lado da barricada para tentarmos ficar a ganhar com o mesmo tipo de serviço. Só nesse momento e após perceberem que têm de agir é que fazem propostas para se baixarem os acordos. 

08
Mai17

Mudança de Operador


O Informador

Pelos últimos dias andei a analisar as ofertas disponíveis para o sistema de Televisão, Internet e Telefone (que não utilizo) e vou ou pelo menos tenciono alterar e sair do MEO para dar preferência ao serviço da Vodafone que além de oferecer praticamente os mesmos canais de televisão e um melhor serviço de Internet, em modo Fibra, o preço faz a diferença.

Neste momento tenho televisão via Satélite e Telefone e Internet por ADSL, sendo que se mudar mesmo fico com tudo com Fibra e a um preço mais baixo. Estou a pagar 48,98€ há anos e teimam em não me quererem baixar a mensalidade e agora que a Vodafone chegou à aldeia por 28,90€ é de aproveitar. Fico melhor servido e com uns euros a mais no bolso mês após mês.

No Sábado liguei para a Vodafone para saber todas as informações necessárias e fiquei totalmente esclarecido, tendo agora de dar baixa do MEO para fazer o novo contrato. Ontem, Domingo, liguei para o MEO e o esclarecimento que tive para finalizar o serviço deles foi que ao fim-de-semana não prestam aquele serviço, tendo ficado agendado para me ligarem na manhã de hoje para resolvermos a situação. Acham que acreditei que me iam ligar? Claro que não acreditei e daqui a pouco, após o almoço tomarei de novo a iniciativa de ligar para ver o que irão complicar para não me deixarem desistir dos seus serviços aos quais já não estou fidelizado.

03
Mai17

A minha nova série... Superstore


O Informador

Estreou pelos Estados Unidos em 2015 e agora chegou à televisão portuguesa através da FOX Comedy. Como sabem que não consigo, um trauma qualquer, ver séries online, agora estou a deixar-me conquistar pela novíssima Superstore pelo pequeno ecrã.

Com uma primeira temporada de 11 episódios e a segunda com 22, estando a terceira série confirmada com outros 22 episódios, Superstore é a série que junta America Ferrera, a eterna Betty Feia e Ben Feldman, de Mad Men, na mesma produção, sendo Amy e Jonah, respetivamente. Eles encontram-se em Cloud 9, uma superfície comercial que vende um pouco de tudo e onde cada funcionário tem as suas particularidades bem hilariantes. 

Para ver na FOX Comedy de segunda a sexta-feira pelas 23h30 e repetição nas madrugadas de Sábado do canal. Ao que parece as temporadas já disponíveis serão transmitidas de seguida, o que é bom para quem, como eu, gostar dos primeiros episódios e deixar-se levar pelos primeiros capítulos de uma só vez. 

Leve, descontraída, super engraçada e com personagens bem particulares e com uma certa pancada, Superstore é uma série para todos que se queiram divertir por uns momentos em frente ao televisor. 

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