Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

16
Out17

Onde andam os culpados?!


O Informador

João Mourinho

Outubro este ano fica marcado pelos incêndios espalhados por todo o país. Num fim-de-semana trágico a prolongar-se pelo início da semana, as chamas voltaram em força a invadir as nossas matas e desta vez não se ficaram somente pelos meios mais desertos, invadindo também grandes centros urbanos. 

Estamos em Outubro, podemos dizer que as temperaturas estiveram altas, mas não vamos fechar os olhos a toda esta situação porque claramente que mais de quinhentos incêndios com início num curto espaço de horas só pode ser fogo posto. O clima está bastante adverso para a altura do ano em que nos encontramos, mas tanta complicação é deveras estranho.

Vastas extensas áreas de mata, jardins, quintas e mesmo povoações têm sido devastadas nestas horas trágicas onde milhares de bombeiros estão no injusto combate contra uma realidade que muito podia ser evitada por quem não limpa os seus espaços mas também se a justiça atuasse em condições, castigasse os criminosos com penas firmes e não castigos através de trabalhos sociais ou com presenças semanais marcadas. Os castigos têm de ser levados a sério para dar o exemplo hoje no sentido de as coisas melhorarem no futuro. 

Certo é que existem muitas falhas nos sistemas nacionais e mais uma vez percebeu-se que o caos instalou-se com o perigo das chamas. Estradas que não foram cortadas a devido tempo, aldeias que não foram evacuadas quando o perigo ainda vinha distante, matas transformadas em autêntica pólvora e muita falta de organização, isto após poucos meses da tragédia de Pedrógão Grande. Como é que é possível voltar a errar da mesma forma e acabar por não remendar o que se sabe ter sido mal feito da outra vez?

Agora os culpados têm de ser apurados. Se há uns meses os erros tiveram desculpa e foram apontados, agora não há volta a dar e há que apurar os verdadeiros culpados das organizações políticas e sociais por tanto erro junto e falta de meios e condições que tornaram esta tragédia ainda maior. Estamos perante dezenas de mortos, centenas de feridos e longas áreas queimadas com famílias a ficarem desalojadas ao verem os seus bens serem levados pelo calor difícil de domar. 

11
Out17

Este calor!


O Informador

calor.jpg

Estamos em pleno mês de Outubro, já com o Outono a passar, e as altas temperaturas de Verão não nos largam, não dando descanso ao calor que se fez sentir ao longo dos últimos meses de Norte a Sul do país. 

As temperaturas do planeta estão a ficar desorientadas, como se estivessem metidas num carrossel que tanto pode seguir em frente como de um momento para o outro dar a volta e recuar, continuando um caminho que a ciência avisa mas que pouco se tem feito para se tentar alterar pensando nas gerações futuras. O calor extremo ao longo de maiores períodos do ano leva a uma menor quantidade de chuva que quando surge não compensa a falta que se faz sentir, aparecendo de forma tardia e na maioria das vezes com uma rapidez que acaba por fazer estragos, não ativando as faltas que se vão sentindo ao longo do ano. É necessário que todos comecemos a perceber que há que alterar atitudes e formas de pensar para com o bem do planeta para que as reservas e o ecossistema estabilizem e não continue a perder qualidade com o avançar dos anos.

Por estes dias tenho estado num período de descanso pela zona alentejana e se na região de Lisboa se nota a falta que as chuvas têm feito na agricultura e não só, por aqui, as coisas fazem-se sentir muito mais. Riachos secos, barragens com falta de água, incêndios complicados em pleno Outubro, pessoas na rua até mais tarde para se refrescarem do calor que se faz sentir dentro de casa, terras desertas e sem cor, animais sem pastos...

29
Set17

Atos discutíveis


O Informador

No dia-a-dia vou encontrando situações que parecem que se não fossem vistas não daria para acreditar sobre o comportamento de pessoas que pensam em si e esquecem que vivem numa sociedade onde existe necessidade de bom entendimento entre todos para que não existam chatices.

De veículos mal estacionados constantemente e pelas mesmas pessoas em locais com o chão marcado para facilitar toda a vizinhança a manter a ordem no momento de deixar o carro a manobras feitas em locais com menor visibilidade, existem problemas na aldeia para com os condutores com um ego acima do normal que deixam muito a desejar. Dos carros para o lixo, existe quem espere pelas horas noturnas, após a meia-noite para ir despejar sacos gigantes ao lixo. Como num meio pequeno qualquer barulho mais forte é ouvido quando está tudo em silêncio, essas pessoas que preferem deitar os seus restos de noite para o lixo conseguem ter a proeza de abrir o contentor para que a tampa bata com força na parede e depois conseguem também baixar a dita tampa de empurrão, para que cause impacto com o eco que se faz sentir pelas casas que estão próximas do local. Sabemos que não gostam de lavar a roupa que vestem e preferem deitar fora de noite, mas com o barulho que fazem acabam por dar mais nas vistas do que se o fizessem de dia. Existe uma vendedora ambulante que para a sua carrinha duas vezes por semana próxima do local onde por vezes deixo o carro, a mim não aconteceu ainda, mas já vi que aquela dita madame do peixe abre a porta traseira da carrinha e coloca um pano nos carros que estiverem ao lado para que a dita porta não fique encostada aos vidros dos carros dos vizinhos. Será que não existe consciência que tem outros lugares onde pode estacionar sem andar a encostar a porta aos carros dos outros porque mesmo com um pano a tentar fazer de proteção podem existir riscos e depois? Além disso posso falar das escamas que a dita senhora deita para o chão e que quando parte a meio da manhã deixa como se nem tivesse dado por isso. Se alguém estiver a ver apanha, mas se conseguir escapar lá vai ela e lá ficam as escamas para serem pisadas e espalhadas por quem passa e pelo vento ou chuva que se possa fazer sentir. E o que dizer das pessoas que mal nos ouvem a entrar na rua aparecem logo à porta para darem fé de quem chega? É mesmo daqueles casos de que não se pode «dar um peido» porque todos ficam logo a saber, ao bom estilo do jornal mais sensacionalista do país. Existe também quem tenha cães que atacam pessoas e que mesmo assim os deixam andar soltos à procura de umas queixas e depois os outros é que são maus. Lembro-me de andar a correr há uns tempos e de ter de me pendurar num muro para não ser mordido, quando umas semanas antes o mesmo animal tinha ferido uma pessoa.

27
Set17

Alcoolismo tocante


O Informador

alcoolismo.png

Há uns dias cheguei a casa e a televisão da cozinha encontrava-se a passar o A Tarde é Sua, de Fátima Lopes, onde um caso de alcoolismo começava a ser relatado por mãe e irmã do envolvido. Este tema poderia não mexer comigo como tantos outros porque não tenho casos próximos que me façam recordar e envolver neste problema, mas não é que mesmo sem ouvir metade do que estava a ser contado acabei por começar a chorar, concentrar-me no caso e ficar meio bloqueado?

A história de um homem que vive à anos sob o efeito do álcool, que já fez vários tratamentos para se tentar ver livre do que o está a deitar abaixo, que saiu de casa para não ouvir a família com os pedidos para que deixe o consumo, optando por viver sem condições numa caravana parada à beira da estrada e que consegue dar a cara para pedir ajuda a pensar em si e no bem-estar de quem o rodeia é de louvar. Foi a família que primeiramente contou a história daquele homem e a sua própria vivência com o caso, mas a pessoa em questão deu a cara, mostrou querer sair do flagelo onde se deixou envolver e parece ter vontade, embora tivesse aparecido num estado ausente, próprio de um alcoólico descontrolado, no programa. 

14
Set17

Plágio de Tony Carreira


O Informador

Era para ter começado este texto com o tema Sonhos de Menino, de Tony Carreira, mas optei por começar por colocar Herve Vilard a dar-vos um pouco de música com a finalidade de vos mostrar L'Idiot, que poderia ser um tema tão parecido com o de Tony que se não fossem cópias seriam um caso de estudo. 

Pois, agora que ouviram este belo tema, vamos então aos factos... Não é que o Ministério Público acusa Tony Carreira de plagiar vários temas ao longo dos últimos anos? Temas como Sonhos de Menino, Se Acordo e Tu não Estás eu Morro, Esta Falta de Ti, Leva-me ao Céu, Adeus até um Dia, Por Ti, Nas Horas da Dor, Porque é que Vens e Já que te Vais são exemplos de músicas que alegadamente terão sido plagiadas de versões internacionais e já com alguns anos quando o cantor português resolveu colocar a sua versão supostamente original nos ouvidos dos seus fãs. Segundo informação revelada em despacho oficial, «as obras descritas são exemplos da atividade ilícita do arguido Tony Carreira, o que resulta do confronto da obra genuína alheia com a obra supostamente criada pelo arguido, por vezes com a participação do arguido Ricardo Landum, sendo que tais obras foram analisadas através de perícia musical».

Agora umas décadas depois a verdade surge e eis que a originalidade de Tony e de Ricardo Landum, o compositor do cantor, é desmascarada e colocada em causa. Com a mesma melodia, ritmo, harmonia e em vários casos a mesma letra traduzida, tudo para os arguidos neste processo não passa de inspiração que deu vida a trabalhos originais que valeram sucessos ao longo de décadas.

13
Ago17

Medo e Poder


O Informador

Existem atitudes e comportamentos sobre os quais não concordo e não percebo. O que levará uma pessoa a não poder combinar nada com os seus amigos porque não sabe se a sua cara metade andará por perto ou estará por casa? Que medo existirá para não se poderem organizar de livre vontade, em pleno século XXI, porque a outra pessoa não gosta que alguém se divirta consigo ou sem si?

O medo que uma figura consegue meter noutra é um caso estranho. Como é que alguém se pode submeter às vontades de outra pessoa quando essa criatura faz tudo o que quer, como quer e bem entende sem pedir ou permitir sequer uma opinião? Ninguém nos dias que correm manda na companhia que escolheu para a vida mas o que é certo é que muitas mentes ainda vivem num passado onde mostram que têm o poder sobre os outros que se deixam levar pelo hábito e somente para não se imporem uma vez na vida e mudarem de vez a rotina que se deixam ter onde parecem marionetas, onde só fazem o que alguém quer, ordena e mostra mal-estar se for contrariado. 

Ora bolas, que mostre mesmo mal-estar se não gostar de alguma coisa porque ninguém tem o direito e muito menos o dever de mandar em alguém. Quem poderá dizer a que horas a outra pessoa pode sair de casa, se pode ou não abrir uma janela, ir ao supermercado, falar com as pessoas, dar um passeio, etc. Estamos num mundo livre, numa sociedade onde não existem restrições entre marido e mulher e onde cada um tem vontade própria e poder de decisão. Quem ainda se deixa ordenar e levar a vida somente como o outro quer e deseja sem se impor para alterar um mau hábito de anos?

13
Jul17

Agressões banalizadas?!


O Informador

Há uns dias numa reportagem acerca de um homicídio onde o marido matou a sua esposa numa aldeia algures pelo país o jornalista questionou três vizinhos acerca da convivência do casal e as respostas não podiam ser mais unânimes. O problema é que fiquei a pensar no quanto complicado deverá ser aquele bairro.

Então não é que as três pessoas inquiridas pelo jornalista com a questão se ao longo do tempo ouviam o casal a discutir afirmaram que sim e que isso é o normal acontecer entre casais! Primeiro, não ando a ouvir os casais que vivem ao meu redor a discutir porque se o fazem não deverá ser aos gritos para todo o prédio e rua acompanharem e depois dizerem que é normal isso acontecer é logo meio caminho andado para mostrarem o que dentro das suas próprias casas se passa.

Sim, ok, todos os casais têm as suas quezílias, mas que tenha dado conta não se anda aos gritos para que a vizinhança, como era aquele caso, possa ouvir o que se passa dentro de quatro paredes. Depois os inquiridos além de dizerem que sabiam, mais ou menos, o que se passava ainda conseguiram deixar escapar palavras reveladoras acerca das suas próprias vidas conjugais.

Sobre mim

foto do autor

Ganha

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • O Informador

    Acho que as atividades que acontecem nos dias de s...

  • P. P.

    Eu já tive alunos com toda a tarde de sábado ocupa...

  • Ricardo Trindade

    Duas horas semanais no máximo de catequese achas q...

  • P. P.

    Respeito e gostava de ser portador de tal fé/ espe...

  • O Informador

    Combinado! Quanto ao Catequista diz-te alguma cois...

Mensagens

Pesquisar

Segue-me...

Facebook ___________________________________________________________ Instagram ___________________________________________________________ Twitter ___________________________________________________________ Pinterest Visita o perfil de O Informador no Pinterest. ___________________________________________________________ Goodreads
Envelhenescer
Três Homens Num Barco
Confissões de Inverno
O Templário Negro
Larga quem não te agarra
As Desaparecidas
Sentir
A Livraria
A Magia do Acaso
Hotel Vendôme
A Química
Não Gosto de Segundas Feiras
___________________________________________________________ BlogsPortugal
___________________________________________________________ Bloglovin Follow _____________________________________________________

 Subscreve O Informador