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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

06
Jul17

Ganha... Um Mundo de Pernas Para o Ar [Bertrand Editora]


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O romance de estreia do canadiano Elan Mastai está a colocar os leitores de pernas para o ar e a criar algumas dúvidas sobre os pontos onde a utopia distorce a realidade e vice-versa. 

Foi quando a mãe do guionista morreu que Elan começou a refletir sobre a vida que sempre nos vai colocando obstáculos pela frente com a finalidade de os enfrentarmos para conseguirmos seguir o caminho destinado. Mas existe quem não tente dar o salto com receio de falhar e é ai que entra este romance onde a realidade é completamente distorcida pela utopia. Sem pobreza e longe de conflitos, com os sonhos a tornarem-se realidade em vidas positivas partimos à aventura com Um Mundo de Pernas Para o Ar, o livro que parece uma máquina do tempo que transporta o seu protagonista para o futuro que não passa do nosso presente onde afinal parece que existe hipótese de ser feliz ao lado de uma família encantadora e onde o amor e a profissão influenciam o seu bem-estar para não mais querer voltar à realidade do passado. Um presente onde tanto nos queixamos acaba por ser a perfeição para Tom, o rapaz que adora o caos dos tempos modernos e está pronto para por cá ficar. 

Numa mistura de romance, comédia, ficção científica e com um bom toque de humor à mistura, em Um Mundo de Pernas Para o Ar as opções a tomar são o ingrediente principal de um dos livros mais disputados do ano e cujos direitos para a adaptação ao cinema já foram comprados. 

01
Jul17

Atual leitura... A Pérola Que Partiu a Concha [Nadia Hashimi]


O Informador

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Mais uma vez e porque acho que tomei embalagem, vou voltar a entrar no mundo ocidental em termos literários, desta vez com a leitura de A Pérola Que Partiu a Concha, um romance inserido na colecção Grandes Narrativas da Editorial Presença.

Da autoria de Nadia Hashimi, esta obra reflete a realidade afegã antes da invasão soviética, local onde a autora nasceu mas de onde partiu bem cedo com os pais para os EUA. Formada em Medicina e Biologia, esta primeira obra de Nadia já foi vendida para mais de dez países e promete conquistar os leitores com a realidade dos factos a ser descrita através das vidas de duas mulheres bem distintas, com um século de diferença, mas com coragem e sonhos bem semelhantes na luta pela sobrevivência no Afeganistão.

29
Jun17

A Filha Estrangeira [Najat El Hachmi]


O Informador

a filha estrangeira.jpg

Bi ismi Al lah

(em nome de Deus)

Autor: Najat El Hachmi

Editora: Bertrand Editora

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 208

ISBN: 978-972-25-3371-3

Classificação: 4 em 5

 

Sinospe: Uma rapariga nascida em Marrocos e criada numa cidade interior da Catalunha aproxima-se da idade adulta. À rebeldia característica da juventude, ela terá de acrescentar um dilema: sair do seu mundo de emigrante ou permanecer nele. Um romance íntimo e honesto sobre a transição para a idade adulta, escrito em forma de monólogo interior, repleto de observações, histórias e memórias da terra natal da narradora, uma jovem viva e inteligente, apaixonada pela literatura e pela filosofia, completamente diferente do mundo iletrado e tradicional da mãe. 

Acessível, por vezes engraçado, mas sempre íntimo e repleto de observações e pensamentos pertinentes. Um livro que fica connosco.

 

Opinião: Uma jovem que tem as suas origens em Marrocos mas que cresceu na Catalunha conseguirá algum dia viver consoante a tradição familiar e longe da liberdade ocidental a que se habitou ao longo dos anos? Esta é uma das principais questões de A Filha Estrangeira, a obra que retrata uma vida entre dois mundos bem distintos que acaba por gerar um mal-estar interior para com quem é forçado a conviver consoante crenças e comportamentos que não tolera.

A tradição, os costumes culturais e os receios são uma arma forte do povo marroquino que não quebra hábitos dentro do seu país, mas fora dele seguem as leis com receio do que os outros possam dizer, tudo para não melindrarem uma sociedade que tem as suas venerações e hábitos bem distintos. A nossa jovem protagonista é a contradição dentro da lei. Habituada à liberdade, mesmo com uma mãe tradicional e a repudiar as suas atitudes, sempre tentou conciliar os dois lados da balança para não defraudar os sonhos de uma mãe que sempre fez tudo pela filha, num local longe da família e onde sempre foi necessário lutar por um lugar melhor. 

A trabalharem para casa, vivendo rodeadas de preconceitos, racismo e comportamentos chocantes para com a diferença, mãe e filha seguiram o seu percurso sem uma figura masculina por perto mas com a promessa de outros tempos que um dia, a jovem teria um primo à sua espera para contrair matrimónio e começa aqui a parte da narrativa que mais me prendeu.

25
Jun17

Atual leitura... A Filha Estrangeira [Najat El Hachmi]


O Informador

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Uma história de contrariedades pessoais entre o passado e o futuro reflete-se na história de uma jovem que nasceu em Marrocos e foi criada pela Catalunha, existindo agora a balança entre continuar onde está ou procurar as suas origens. Este é o segundo romance de Najat El Hachmi, a autora que venceu com a sua obra de estreia, L'Últim Patriarca, o prémio Ramon Llull em 2007.

A Filha Estrangeira será assim a minha atual leitura pelos próximos dias e espero que me conquiste tanto como outras obras do género há uns anos atrás. Para já vou um pouco às escuras para o início da leitura deste romance, já que a sinopse não revela muito do que há para descobrir ao longo das mais de duzentas páginas. 

24
Jun17

Pecados da Igreja [Secundino Cunha]


O Informador

pecados da igreja.jpg

Autor: Secundino Cunha

Editora: Saída de Emergência

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 256

ISBN: 978-989-773-020-7

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: O pecado é tão antigo quanto a Igreja pois esta é feita de homens com as mesmas tentações e fraquezas de todos os outros. E a Igreja Portuguesa não é exceção.

Com um estilo ligeiro mas sustentado numa investigação meticulosa, Secundino Cunha revela-nos os acontecimentos que marcaram negativamente a Igreja portuguesa nos últimos 20 anos, abalando populações e incendiando o país.

Casos de padres que cederam à tentação do amor, narrativas de desventuras e vinganças, histórias de revoltas populares e fugas atribuladas por paixão que deram origem a calvários sem fim. E, claro, não poderiam faltar os famosos contos do vigário.

Venha descobrir e deleitar-se com uma Igreja Católica Portuguesa que nunca imaginou, e os desafios diários que ela enfrenta na luta eterna entre a virtude e o pecado.

 

Opinião: «O santo filósofo explica que os sete pecados capitais (soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja, preguiça) não foram escolhidos pelo seu valor intrínseco, mas pelo facto de serem eficazes detonadores da prática das mais torpes maldades». É assim que se dá a forma introdutória do livro Pecados da Igreja, da autoria de Secundino Cunha, onde os pecados protagonizados por homens e mulheres que defendem e são os responsáveis pela comunhão entre a sociedade e a crença estão em destaque. 

Recorrendo a histórias reais, verdadeiras e nacionais, este livro faz uma análise sobre as notícias que ao longo das últimas décadas foram surgindo sobre os pecadores no seio da igreja. Pessoas que se formam para defender e transmitirem aos outros ideias e que se deixam levar por maus hábitos ou por tentações pelas quais deveriam estar afastados e preparados para não cederem.

Se um padre viu a sua vida ser alterada quando se apaixonou por uma jovem que o acompanhou até ao mundo da droga, outros há que conseguiram aguentar uma família em segredo durante anos até que decidiram deixar o seu lugar na igreja para viverem livremente com os seus sentimentos, tendo até que recorrer por vezes em alguns casos a fugas amorosas para alterar todo o rumo de uma história que poderia não ter acabado da melhor maneira. Se uns vivem de amores nem sempre positivos, outros há que se deixam levar pelo luxo, pedindo a católicos ajudas para a comunidade religiosa para fazerem uso desses lucros em compras de veículos topo de gama, férias em verdadeiros paraísos, noites de arromba e uma vida de ostentação, o que sempre levanta suspeitas. E como a falsidade também existe, não é que já existiu quem se tenha feito passar por padre ao longo de anos, em várias paróquias, sendo acarinhado por milhares de cristãos até ser descoberto nas próprias malhas do seu crime? E o que dizer do suposto colecionador de armas que era mais traficante que outra coisa, mas como os padres têm sempre uma boa imagem junto da população, todos acharam que as investigações não estariam corretas. Existem pois padres que recorrem aos serviços da prostituição para se sentirem de certo modo homens, só que as coisas nem sempre correm bem e mais cedo ou mais tarde são apanhados ou chantageados. O que considero o maior pecado de todas estas histórias contadas por este livro é a pedofilia na igreja e olhem que esta obra reconta vários casos de outrora, casos esses que foram por vezes ocultados pela igreja para que não se criasse grande alarido em torno do assunto, para mais com o que aconteceu há uns anos mesmo no centro do Vaticano. Prostituição, pedofilia, abusos e como não podia escapar encontramos as festas e saunas gay onde muitos padres para não darem nas vistas em Portugal recorrem a terras vizinhas para se satisfazerem. Se uns há que se protegem pelos seus pecados, outros há que se vingam dos colegas do lado, nem que para isso tenham de criar e inventar situações para terminarem com a carreira de quem menos gostam.

15
Jun17

É Isto Que Eu Faço [Lynsey Addario]


O Informador

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Autor: Lynsey Addario

Editora: Marcador

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 384

ISBN: 978-989-754-300-5

Classificação: 5 em 5

 

Sinopse: Quando, após os ataques terroristas do 11 de Setembro, convidaram Lynsey Addario para fazer reportagens no Afeganistão, ela tomou uma decisão que se repetiria muitas vezes - não ficar em casa, não levar uma vida tranquila e previsível; pelo contrário: arriscar a vida, cobrir guerras e atravessar o mundo para se tornar uma das mais importantes foto jornalistas do nosso tempo.

É Isto que Eu Faço segue o seu percurso - da sua primeira câmara oferecida pelo pai aos anos de repórter local, das guerras no Médio Oriente aos campos de refugiados sírios, sempre com a fotografia como propósito, e uma ambição única que a define e a incentiva.

Enquanto mulher num ofício maioritariamente masculino, está determinada a ser levada a sério, a enfrentar a dureza da profissão e o convívio com a injustiça e a guerra.

 

Opinião: Um livro de guerra geralmente não me conquista, mas rapidamente percebi que algo me fazia querer ler É Isto Que Eu Faço - Uma Vida de Amor e Guerra, e não é que o instinto revelou uma boa surpresa?

Esta autobiografia que a foto jornalista americana revelou ao mundo sobre a sua vida ao longo de vários períodos de caos e destruição entre batalhas que devastaram milhares de cidadãos em territórios onde o poder interveio para atacar os grandes líderes do terrorismo transmite verdade sobre a realidade que todos imaginamos mas que só podemos ter noção da sua existência através de relatos tão comoventes como o de Lynsey Addario. 

Uma jovem fotografa parte em luta consigo para uma aventura sem bases mas com o objetivo de mostrar o que era essencial para que existisse uma verdade estampada sobre o que estava a acontecer do outro lado da fronteira. Sem rede e acordos partiu, deixando um passado numa família dividida para trás e procurando locais onde se poderia sentir útil à sociedade. Lynsey partiu e aos poucos os editores de grandes meios de comunicação social começaram a olhar para o seu trabalho. 

Líbia, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Sudão e Congo são apenas alguns dos territórios percorridos mais do que uma vez por esta mulher que não deixou para trás os seus sonhos, criando objetivos, sobrevivendo a sacrifícios e acabando por lutar pela vida lado-a-lado com outros colegas de profissão e soldados. Os pensamentos, a adrenalina do instante e os sacrifícios para obter a imagem perfeita mesmo que arriscando demais para estar na linha da frente em zonas de conflito.

Ao longo das palavras relatadas por Lynsey encontrei a história mundial onde uma mulher que a pretende relatar não baixa os braços para mostrar a todos o sofrimento de um povo que com pouco tenta sobreviver e aguentar sempre mais, acreditando que perante cada situação conseguirá dar a volta. A dor, revolta, perda, morte, tudo pesa neste momento só ao resumir mentalmente o que fui percebendo nos relatos desta fotografa que mesmo tendo o medo consigo conseguiu manter os pés assentes em cada terra por onde passou sem perder a esperança por si e por todos com quem se cruzou. Uma coragem incrível onde a paixão, os afetos e o amor convivem com o sofrimento e a perda numa luta desigual que acabou por causar muitas vítimas entre crianças, idosos e mulheres sem direitos e vistas como objetos sem culpa das atitudes machistas e terroristas que provocaram uma grande calamidade onde a morte é a palavra forte de guerras que parecem não ter fim. 

11
Jun17

Atual leitura... É Isto Que Eu Faço [Lynsey Addario]


O Informador

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Lynsey Addario é fotógrafa e a partir do 11 de Setembro começou a ser convidada para fazer reportagens no Afeganistão. Uma proposta que se tornou num mote de vida que transformou esta mulher numa das melhores fotojornalistas do momento. 

Lynsey passou muito do seu tempo no meio da guerra, enfrentando a dura realidade onde a dor, tristeza e solidão são captados. Todos os acontecimentos pelos quais passou deram a esta fotógrafa a prova que o amor e a presença familiar são tão ou mais importante que as ambições profissionais. Aos poucos percebeu que não só da ambição, sonho e profissão se pode viver e foi assim que encontrou o amor. Viveu longe de casa durante anos mas foi com o marido e pai do seu filho que respirou tranquilidade após grandes temporadas onde o receio viveu consigo.

09
Jun17

O Homem Mais Inteligente da História [Augusto Cury]


O Informador

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Autor: Augusto Cury

Editora: Pergaminho

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 288

ISBN: 978-989-687-400-1

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Psicólogo e pesquisador, Dr. Marco Polo desenvolveu uma teoria inédita sobre o funcionamento da mente e a gestão da emoção. Após sofrer uma terrível perda pessoal, vai a Jerusalém participar num ciclo de conferências na ONU e é confrontado com uma pergunta surpreendente: Jesus sabia gerir a própria mente? Ateu convicto, Marco Polo responde que a ciência e a religião não se misturam. No entanto, instigado pelo tema, decide analisar a inteligência de Cristo à luz das ciências humanas. Ele esperava encontrar um homem simplório, com poucos recursos emocionais. Mas ao mergulhar na inquietante biografia de Jesus presente no Livro de Lucas, as suas crenças vão sendo pouco a pouco colocadas em xeque. Para empreender essa incrível jornada, Marco Polo vai contar com uma mesa-redonda composta por dois brilhantes teólogos, um neurocirurgião de renome e a sua assistente, a psiquiatra Sofia. Juntos, vão decifrar os sentidos ocultos num dos textos mais famosos do Novo Testamento. Os debates são transmitidos via Internet e cativam espectadores em todo o mundo – mas nem todos estão preparados para ver Jesus sob uma ótica tão revolucionária. Agora os intelectuais terão que lidar com os seus próprios fantasmas emocionais e encarar perigos que jamais imaginaram enfrentar.

 

Opinião: Estreei-me na leitura da obra de Augusto Cury e desde logo tive uma agradável surpresa. Primeiramente sempre achei que os livros do psiquiatra eram mais técnicos e ao desfolhar O Homem Mais Inteligente da História, antes de iniciar a leitura, logo fiquei a perceber que afinal a narrativa vive bastante do romance, existindo uma história por detrás da teologia, que neste caso é a arma forte da publicação. 

Nesta obra e embora o centro esteja no nascimento e vida de Jesus e nos caminhos de Maria, ao longo de uma conversa entre dois teólogos e dois cientistas ateus o debate é aprofundado em plena mesa redonda que se torna no centro de uma assembleia mundial que aos poucos vai debatendo um tema controverso para a sociedade. Primeiro a cinco, já que são moderados por Sofia, a assistente de Marco Polo, o nosso ateu cheio de dúvidas, e aos poucos a discussão começa a ser vista com outros olhos com assistência ao vivo que palavra puxa palavra se vai juntando até que todos começam a ter a oportunidade de ver e debater de forma online esta discussão de ideias religiosas que começa a ganhar contornos bem complexos e por vezes perigosos. 

Marco Polo, o protagonista que Augusto Cury adotou há uns anos para elaborar as suas histórias, circula assim por uma crença em que não acredita, mas sobre a qual e com a força dos acontecimentos pessoais começa a pesquisar e a elaborar uma outra ideia sobre a versão bíblica que é contada acerca do impulsionador do Mundo. A morte do seu grande amor, a entrada do filho num mundo perigoso e complicado de se lidar e a faltar de apoio mostram como um acontecimento consegue alterar vidas, desfazendo uma família que passa por ser um espelho social dos tempos modernos.

É com o seu próprio exemplo e pelo confronto de uma questão que Marco Polo começa a analisar a gestão de Jesus perante a sua mente. Será que o Mundo está preparado para analisar Jesus Cristo de um ponto de vista diferente e até distante do que tem sido pretendido pelo líderes religiosos? Não estaria este homem que pretendia espalhar a paz capacitado de sabedoria para circular pelo meandros dos que o enfrentavam para os conseguir moldar às suas vontades e crenças? Afinal de contas, Jesus era um homem simples e sem recursos emocionais ou essa é a imagem que a grandeza da religião pretende passar acerca de um ser que conquistou amigos mas também muitos inimigos pela sua personalidade e forma de defender o seu povo?

31
Mai17

Boneca de Luxo [Truman Capote]


O Informador

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Autor: Truman Capote

Editora: Dom Quixote

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Junho de 2009

Páginas: 120

ISBN: 978-972-20-3132-5

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Holly Golighly é mais do que uma boneca de luxo. Deslumbrante, espirituosa e ternamente vulnerável, inquietando as vidas dos que com ela se cruzam, é retratada por Truman Capote em Breakfast at Tiffany’s (Boneca de Luxo), um romance tocante e singelo sobre a amizade, que constitui uma autêntica história de sedução. 

Verdadeiro clássico da literatura americana contemporânea, nele se inspirou Blake Edwards para o filme homónimo protagonizado por Audrey Hepburn.

 

Opinião: Boneca de Luxo é um dos clássicos mundiais da autoria de Truman Capote que através da facilidade que conta a história conquista o leitor que se vê confrontado com a vida de Holly logo a partir das primeiras páginas, sem querer parar de saber o que terá acontecido a esta jovem mulher que vê desfilar todas as oportunidades para ficar bem na vida, mas é como acompanhante que consegue viver. 

Através de um narrador que vive no mesmo edifício de Holly e que a mesma batiza por Fred, o nome do seu irmão, vamos conhecendo o dia-a-dia desta jovem solitária, de horários trocados, dona de um certo mistério e detentora de uma sensualidade única. O que fará Holly para ter hábitos de vida diferentes dos restantes residentes do prédio onde habita em Nova Iorque? Aos poucos o leitor é convidado a conhecer os encontros ocasionais de Holly com o seu vizinho Fred que vai ganhando espaço e lugar na vida desta figura noturna que parece ter na solidão uma arma forte contra os que a rodeiam. 

Escrito nos finais de 1950, Boneca de Luxo retrata de forma perspicaz o sonho de jovens de todos os tempos em alcançar a fama e o êxito, mesmo que se comentam erros e se caia em perigosas mentiras que mudam uma vida. Incentivada por um agente de Hollywood para brilhar como atriz, Holly parte de um meio pequeno para a grande cidade com a finalidade de encontrar oportunidades para que aos poucos o seu nome se torne conhecido, só que o interesse pela vida e dinheiro fáceis tornam-se bem mais atraentes, o que aliado à sua beleza e juventude atrai os homens poderosos e influentes, só que nem tudo corre da maneira que a jovem deseja. 

28
Mai17

Todos os Dias Morrem Deuses [António Tavares]


O Informador

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Autor: António Tavares

Editora: D. Quixote

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 176

ISBN: 978-972-20-6247-3

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: 1953. Este é um ano rico em acontecimentos: Eisenhower é eleito Presidente dos EUA, Churchill ganha o Prémio Nobel da Literatura, os Rosenberg são acusados de espionagem e executados, Tito torna-se o timoneiro da Jugoslávia… 

E, porém, os factos que atraem o protagonista deste romance - um jovem jornalista sem dinheiro que deambula por uma Lisboa de cafés e águas-furtadas - são claramente delicados em tempo de censura, pois prendem-se com as múltiplas conspirações que rodeiam a morte e a sucessão de Estaline na União Soviética. 

Não só é preciso que escreva com pinças para fintar o regime, como a informação que lhe chega de fora é escassa e contraditória, obrigando-o a dar largas à sua imaginação…

Muitos anos depois, de regresso à aldeia onde nasceu e a que o liga a memória da mãe, sente o rasto da velhice na metáfora de uma fogueira que vai consumindo o que ainda lhe sobra desse passado e relembra as mulheres que o marcaram e os deuses que ajudou a criar na sua prosa diária.

 

Opinião: Decorre o ano de 1953 e encontramos-nos em Lisboa, na vida de um jovem jornalista responsável pela área internacional de um jornal nacional. Os acontecimentos do Mundo que marcaram a História daí em diante têm de ser relatados, nem sempre como acontecem, mas sim como convém, tendo o cuidado com o controlo da época, tal como com a criação floreada por vezes de certos temas que não chegavam com grandes bases a Portugal para serem noticiados à sociedade. Era necessário criar história dentro do que era possível fazer, nem que para isso se inventasse um pouco com o que acontecia do outro lado do planeta e que estava bem distante para se confrontar a notícia com a verdade dos factos. 

A premissa de Todos os Dias Morrem Deus é boa, no entanto não a vi com um bom desenvolvimento, tendo os factos históricos desfilados muito rapidamente e sem grande pormenorização, sendo feito algo corrido sem conseguir dar destaque à História como devia ter acontecido. O leitor fica com aquela ideia que, sim isto aconteceu, ok, talvez se fique com a noção que já se devia ter, mas não se levam os acontecimentos mais além, para as repercussões, por exemplo, que uma decisão levou junto da população. 

25
Mai17

Viajante à Luz da Lua [Antal Szerb]


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Autor: Antal Szerb

Editora: Guerra e Paz

Lançamento: Abril de 2017

Edição: 1ª Edição

Páginas: 272

ISBN: 978-989-702-267-8

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Mihály, um homem de negócios de Budapeste, vai pas­sar a lua-de-mel em Itália com a mulher, Erzsi. Os pro­blemas começam na primeira paragem, Veneza, mas é em Ravena que um antigo amigo de Mihály perturba o casal com histórias do passado.

Ao perder o comboio para Roma, Mihály foge da mu­lher e vagueia pelo país, numa viagem de autodescober­ta. Dividido entre o desejo e o dever, o que quer e o que os outros esperam de si, a boémia da adolescência e as responsabilidades de adulto, Mihály reencontra os seus fantasmas e questiona o sentido da vida.

Amor e morte cruzam-se neste romance trágico-cómico de 1937, uma obra-prima do húngaro Antal Szerb, traduzida em diversos países, e que chega final­mente a Portugal.

 

Opinião: Viajante à Luz da Lua é um Clássico da Literatura Húngara e por ai já me fez ter interesse na sua leitura. Primeiramente porque é um clássico bem comentado e depois porque não estou habituado a ler autores húngaros e com este romance consegui fazer o dois em um. Mas no final da leitura fiquei com uma sensação estranha sobre a opinião que posso dar sobre a obra. 

De leitura fácil, recurso a um bom vocabulário que não necessita de ser elaborado para agradar ao leitor e com uma história fluída, no entanto e embora tenha acompanhado toda a narrativa que me prendeu, não consegui encontrar-me do lado de Mihály. O protagonista da história é um ser complicado, de baixa auto-estima e com um género bem individualista gerado também pela sua timidez e incapacidade de compreensão dos outros, no entanto o leitor entende estas descompensações mas não consegue encontrar um ponto com que se identifique para pegar na leitura e se ir debatendo por um final feliz. Percorremos Itália com uma visão de turista a descobrir o país e ao mesmo tempo em busca da perfeição que num ser complicado é difícil de alcançar. Fiquei com a sensação de uma boa história mas com uma grande falha quanto ao assumir a personalidade de cada personagem de forma direta, tal como o pouco cuidado de descrição para com os locais percorridos. 

23
Mai17

Atual leitura... Viajante à Luz da Lua [Antal Szerb]


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Diretamente da literatura húngara do século XX para Portugal do século XXI, chega até nós através da Guerra e Paz Editores a obra de Antal Szerb, Viajante à Luz da Lua. Num romance entre o amor e a morte com Itália como pano de fundo, esta obra que foi traduzida por vários países chega finalmente a Portugal e até mim.

Irei pelos próximos dias conhecer as vivências de Mihály por Itália numa aventura que começa como uma escapadela romântica para acabar por se transformar em momentos de solidão e de auto descoberta sobre a presença de um ser no universo e perante uma vida que o enfrenta no dia a dia.

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