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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Naufrágio empresarial

O ano começou e antes mesmo de 2016 terminar já os piratas sabiam que estes primeiros meses de 2017 não iam começar da melhor maneira, perspetivando que depois as coisas deem a volta com uma nova missão. Os problemas dos últimos anos aguçaram-se na embarcação ficando bem claro que o barco continua a meter água por todo o lado, percorrendo uma rota que poucas voltas tem para dar. 

Tudo começou a correr mal aos olhos dos piratas há algum tempo mas nos últimos meses os problemas foram surgindo e os avisos a quem lidava com a situação de forma direta foram feitos. A tripulação alertou e o comandante optou por não seguir conselhos e selou os ouvidos ao que lhe era dito sobre opções mal tomadas ao longo do tempo. Muita coisa mal feita aos olhos de quem vigiava foi sendo feita até ao dia que para além de prejudicar a embarcação começa também a levar consigo a tripulação que tentou levar as coisas em diante. No momento existem atrasos de dias que já passam para semanas e as coisas que a lente longínqua atinge não auguram nada de bom no barco de onde queremos saltar.

Férias bem próximas!

Está quase! Está mesmo quase a chegar o dia em que entro de férias, as primeiras de 2017 e tiradas praticamente por obrigação patronal. Não queria ter duas semanas e pouco de pausa já no início do ano, chegando uma, mas tínhamos de marcar todos férias até ao final de Março e adiei até mais não o meu período para calhar quase no final do prazo possível. 

Estou a desejar este período. Primeiro porque quem acompanha o blog sabe já que as coisas não estão fáceis com tanta instabilidade entre despedimentos, encerramento, ordenados e uma cada vez maior falta de vontade de todos devido ao que se tem passado e depois porque percebendo que não estaremos a trabalhar muito mais tempo na empresa mais vale despachar já metade dos dias de descanso do que ficar com eles por tirar e correr ainda o risco de não me serem pagos por não terem sido gozados. Assim fico de férias, longe das dores de cabeça, com preocupações porque venho e não sei quando recebo o ordenado mas pelo menos não estou lá, não ando sistematicamente a ver que é difícil existir volta a dar e que é cada vez mais complicado receber um ordenado para quem vive a realidade dia após dia. 

Casa... Trabalho... Casa... Trabalho...

A minha vida tem andado um pouco assim - Casa... Trabalho... Casa... Trabalho... - pelas últimas semanas! Sinto-me cansado e o estado de espírito não anda em forma, como tal nem para sair após o jantar existe vontade para ir beber um café fora, confraternizar e meter uns copos na mesa. 

Há vários meses, para não dizer mesmo um ano, que o trabalho não apertava tanto e a vida privada não ficava tão baralhada como agora. Tudo poderá advir do cansaço físico, é certo, mas neste momento o pensamento é para aproveitar a minha própria companhia nos tempos que me restam livres, tratar de me esticar ao comprido pela cama, pegar num bom livro, ver televisão como forma de entretenimento e pouco mais. O telemóvel vai fazendo companhia nas horas vagas e o blog por muito que tente anda um pouco desmotivado como o seu autor. Ambos andamos mais calados, sem ideias de mudanças e a desejar que as férias apareçam em breve para desfrutar de mais horas de sono livre e sem horários para deitar e levantar. 

Sinto-me cansado e farto do Mundo! Tudo gira, as horas passam e os desejos são cada vez menos para que a busca pela felicidade aconteça. Cansaço aliado ao pessimismo e falta de vontade dão nisto, confesso! Tenho a noção do que sinto mas também tenho uma grande apatia para com a mudança que deveria suscitar. 

Sem Ordenado [5ª Parte]

Após um Janeiro em que o ordenado foi pago tarde e por duas vezes, eis que tudo volta ao normal, mas com uma ajuda extra que não se voltará a repetir daqui a umas semanas.

Pois é, se o salário de Dezembro foi pago a meio de Janeiro, desta vez no último dia do mês já estava em cada conta a totalidade do que é nosso por direito. Existiu um extra na empresa e só assim conseguimos receber a tempo, só que sabemos que esse mesmo extra não voltará a aparecer e a partir de agora é respirar e tentar fazer dinheiro para que no próximo final de mês possamos dizer de novo que recebemos tudo direito e no dia certo. 

Estarei preparado para o Mercado?!

Dez anos de experiência profissional, sempre na mesma empresa, entrando e subindo aos poucos consoante as oportunidades. Não recusei, pensei que conseguia mais e atingi com o tempo o que era possível. Hoje as coisas não se encontram bem e o pensamento de todos nós, enquanto funcionários, é só um. O encerramento parece estar cada vez mais próximo e por alguma, larga até, vontade de que tudo termine para podermos seguir os nossos rumos de forma individual e sem pensarmos nas dores de cabeça que a situação atual nos tem feito, uma questão impõe-se. Estarei preparado para voltar ao mercado de trabalho?

Afinal de contas o país continua com uma elevada percentagem de desempregados, embora na zona se diga bastante que até é fácil arranjar emprego, pode não ser o ideal, mas que é fácil lá isso dizem que sim. As pessoas que trabalharam comigo, que até posso dizer que ao longo de uma década foram talvez mais de cinquenta que passaram e saíram da empresa, estão praticamente quase todas a trabalhar, pelo menos os melhores safaram-se bem, arranjaram rapidamente emprego após terem terminado contrato e na maioria dos casos continuam no local para onde foram após a saída do grupo laboral. Terei a mesma sorte?

Há dez anos, quando fiz as primeiras e únicas três entrevistas de emprego que enfrentei na vida fui selecionado para entrar ao serviço em todas, na altura tive de fazer uma opção, hoje vejo que não foi a melhor, mas foi a que dei maior destaque na altura, muito pelos horários que as outras duas tinham ao dispor. Fiz três entrevistas quando tinha dezanove anos e safei-me mas hoje tenho trinta, conto com experiência profissional porque na área comercial, secretaria e chefia fui passando de posto em posto mas será isso uma mais valia na hora de me sentar de frente a um empregador que perceberá que não tenho vinte mas sim trinta, que tenho experiência e que posso já ir com manias de trabalho e não sou um novato que aprende e adquire mais rapidamente os costumes de cada local sem hábitos?

O quase assalto!

Um jovem saiu da escola de condução já de noite e foi-lhe dito para esperar no portão da vivenda que servia de escola porque o pai o iria buscar logo de seguida. Mas o que o moço fez? Achou que seria mais fácil esperar na paragem dos autocarros que ficava na estrada nacional e onde mais pessoas passavam. Bem se ia lixando... Na paragem, sozinho e com a escuridão profunda, sem carros a passarem em grande quantidade e sem pessoas a circularem na rua, começou a entreter-se com o telemóvel. Nisto apareceu um outro rapaz e pediu para fazer uma chamada rápida. Achas que o telemóvel foi «emprestado»? Nada disso! O futuro condutor nunca deu o telemóvel, foi ameaçado com pancada e nisto chega uma senhora que trabalhava numa clínica dentária que ficava nas proximidades da paragem. A dita senhora rapidamente percebeu o que se passava, fez-se passar por avó de um desconhecido e disse, sem saber, que o pai do jovem já estava a chegar. E não é que era mesmo verdade? O pai do teimoso chegou, parou a carrinha e o dito teimoso entrou com a sua salvadora e seguiram viagem até deixarem a desconhecida, que nunca mais foi vista, em casa com um agradecimento. O rapaz logo ouviu um ralhete mas tudo acabou em bem e a espera pela boleia paterna nunca mais foi feita naquela paragem que ainda hoje me marca quando praticamente todos os dias passo pelo local. Não me lembro diariamente do sucedido mas por vezes lá surge esta memória do quase assalto em que nem me lembro do rosto do mau assaltante que não conseguiu levar a melhor!

Sem Ordenado [4ª Parte]

Eis que ao contrário de todas as expetativas, os restantes sessenta por cento que restavam ser pagos do ordenado em atraso acabou de entrar na conta pelas últimas horas. Nada o fazia prever, no entanto foi com surpresa que ontem acabamos por saber que iríamos já receber o que nos restava, mais de metade. 

Ao longo de dez anos sempre recebi através de transferência bancária, este mês além do atraso bem notório de duas semanas, acabei por receber a primeira parte em dinheiro e agora o resto acabou por surgir pela via normal, estando agora tudo em ordem.

Sem Ordenado [3ª Parte]

Eis que o dia das promessas para o pagamento do ordenado passou e para além de estarmos em espera desde o início do mês e de só termos visto parte, nem metade na véspera do dia prometido para a totalidade, ontem recebi mais um pouco do que é meu, um pouco mesmo.

O resto? Bem, esse é apontado chegar lá para a próxima Segunda-feira! Será que acredito? Não! Não mesmo! Para mais quando ao longo de dez anos as promessas feitas têm caído várias vezes em sacos bem rotos e com um fundo que mais parece uma memória esquecida!

Estamos informados acerca das leis através do ACT, mas só podemos agir a partir do dia 15 quando não existe qualquer pagamento feito até ao último dia do mês, o que neste caso já não pode acontecer, tendo agora de esperar outras duas semanas para saber o que poderá ser feito através da rescisão de contrato com direitos, já que a falta de pagamento do ordenado foi em parte colmatada mas nem metade ainda está nas nossas mãos. Se quase a meio do mês ainda nos falta sessenta por cento do salário, quando passarmos para a próxima mensalidade que nos terá de ser paga quanto tempo teremos de esperar?

Sem Ordenado [2ª Parte]

Ainda ontem revelava a falta de ordenado este mês e eis que surgiram novidades, não totalmente positivas, mas um sinal. Recebi uma parte, nem metade, do salário que já devia ter sido pago há uns dias, ficando-se com a promessa que até ao final da semana deverá surgir o restante. 

Se acredito que isso irá ser possível? Não, mas pelo menos uma das partes já cá está, infelizmente fora de prazo e mostrando que as coisas estão tão complicadas que o dinheiro vem de forma faseada.

Sem ordenado

É triste, mas é a verdade! Este mês e estando já preparado para que isto fosse acontecer, ainda não recebi o ordenado!

As coisas na empresa encontram-se mal, bastante mal, mas até agora os ordenados tinham batido sempre a horas na conta, só que quem tem olhos percebe o que vai acontecer e a previsão que fizemos acabou mesmo por acontecer. Após os subsídios de Natal terem sido pagos mais de uma semana e meia depois do que dita a lei, logo ficou visível que os ordenados também sofreriam um atraso. As previsões, sonhadoras segundo o meu ponto de vista, ditam que o dinheiro ficará nas nossas contas lá para dia 10. Para ser sincero e vendo como as coisas estão a correr não acredito, mas pode ser que venha a ser surpreendido um dia destes com os meus euros no lugar a que pertencem. 

A vontade é deixar tudo e partir para outro local, mas ao mesmo tempo tenho dez anos de casa e ainda tenho esperança, uma mísera esperança, de conseguir arrecadar alguma coisa que seja minha pelo tempo dedicado à empresa quando tudo terminar.

Por agora já existe um ordenado com dias em atraso para ser pago. A continuar assim no próximo mês o que agora podem ser dez dias passara a quinze e por ai em diante. Estarei preparado para aguentar um barco onde não quero sair a perder mas onde já estou neste momento a perder?

Vi uma Alma Penada

Não sei ao certo se estas coisas devem ser contadas ou guardadas no nosso pensamento. O que é certo é que a experiência que vou contar não tem nada de mal, mas enquanto pessoa que não acredita em certas coisas mas que ao mesmo tempo sente a hipótese de existirem fico confuso em relação ao tema. 

Na verdade não percebo bem o que vi, mas que tive pelo canto do olho uma imagem que afinal não estava presente, lá isso é verdade. Estava a trabalhar, de computador na bancada e uma colega em frente a relatar números atrás de números para colocar numa lista de códigos e eis que quando olho para ela, que estava ao meu lado mas uns passos à frente, para lhe dizer que podia ditar o próximo conjunto numérico, uma sombra com a figura humana de pé apareceu-me no canto do olho. Não, não imaginei porque vi mesmo uma sombra, um pouco atrás dela e pensei no primeiro instante que fosse um dos meus colegas que circula de um lado para o outro sem fazer barulho. Mas não era, aquela sombra esteve naquele segundo mesmo ali e assustou-me ao ponto de me perguntarem o que tinha. Disse-lhes o que me tinha passado pela vista e não é que essa colega que estava a trabalhar comigo revelou que tinha comentado a semana passada com uma outra que achava andar a ver sombras e a sentir coisas em seu redor em casa?

Andei à caçador!

Dizem que andar sem roupa interior é andar à caçador, não é? Pois, há umas semanas, quando ainda andava no ginásio, deixei boxers e meias em casa para trocar após o banho! Não dei por isso e o que aconteceu? Tive de me vestir com tudo à solta!

Pior que isto é que tudo aconteceu após o jantar e ainda tive um serão num arraial pela vila e depois disso ainda fomos a um outro evento. Andei em modo caçador um serão inteiro porque não quis vestir a roupa já suada, o que acho uma nojice! Ninguém deve ter dado por isso, claro! E quando cheguei a casa nem eu próprio já me lembrava que tirando as calças tudo andava à solta!

O esquecimento da minha mente acontece tanta vez! Volta não volta lá me esquecia de alguma coisa quando ia ao ginásio, mas da roupa interior já começava a ser rotina com probabilidades de uma vez por semana!

Vida de Amizade

Os anos vão fazendo com que as pessoas se cruzem, conheçam e acabem por perceber que os afastamentos também acontecem, por algum motivo, várias vezes com explicação de pelo menos uma das partes, mas sempre com uma explicação. 

Ao longo destes trinta anos de vida criei amizades de infância que com o crescimento fui deixando para trás em detrimento de novos conhecimentos que me fizeram sentir muito mais completo, dando-me essas novas amizades um círculo onde senti que seria feliz. Aos poucos fui deixando todo o grupo de escola primária que me foi acompanhando para conhecer de uma melhor forma algumas pessoas que ainda hoje fazem parte da minha vida. Se me posso ter arrependido das escolhas que fui fazendo na altura de forma involuntária em algum momento, hoje não sinto falta alguma de quem fui deixando pelo caminho por esses anos. Passamos de melhores amigos a conhecidos e em alguns casos nem um simples «olá» quando nos cruzamos proferimos, tal o que ficou do que outrora foi uma amizade de garotos.

Na adolescência, já tendo deixado relações para trás, voltei a conhecer, criando laços para depois nem todos, podendo até dizer, para quase nenhuns ficarem no círculo de amizades que queria ter na minha vida futura. Sou estranho, egocêntrico e não preciso de dezenas de amigos para ser felizes. Fui conhecendo, tentei manter comigo quem queria e fui deixando mais uma vez os outros, aqueles que seriam passageiros para trás. 

Mas foi na passagem da adolescência para a fase adulta que finalmente percebi que os verdadeiros amigos da altura seriam os que ficavam comigo até hoje. As amizades que surgiram após a primária, as amizades de secundária e algumas que já surgiram depois disso. Dispensei pessoas da minha vida por atitudes e comportamentos com que não concordei, que podiam não me afetar diretamente, mas por serem rotina acabaram por quebrar os nervos de qualquer pessoa.

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