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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

19
Jul17

Silêncios que cansam...


O Informador

Iniciei o meu segundo emprego, após dez anos na mesma empresa, há mês e meio e se no início comecei entusiasmado pelo que estava a fazer, com as condições do trabalho e horários, aos poucos tenho vindo a perder o interesse que senti nos primeiros momentos. O ritmo a que vinha habituado e o silêncio, embora seja uma empresa com um maior número de funcionários, não me têm dado grande alento. 

Estar oito horas numa sala sozinho onde os colegas que estão nas outras salas e muitos acompanhados não falam sequer com quem está ao seu lado, quanto mais com quem está do outro lado da parede, cansa. O silêncio e a ideia que quem já lá estava não consegue conviver é complicado, para mais uma pessoa que vem habituada a falar todo o dia ou somente ter alguém por perto. São muitas horas a solo, concentrado no trabalho que tenho aprendido a custo e sozinho porque a formação de quem se foi embora nos dois primeiros dias não valeu de muito e somente com a rádio como companhia não dá com nada. 

Tenho sentido dificuldade por ter de aprender e não ter muito por onde pedir ajuda porque na totalidade ninguém sabe fazer o que estou a fazer dentro da empresa. Depois estar em silêncio e não ouvir ninguém durante horas maça, por mais que uma pessoa esteja concentrada no trabalho, sabe sempre bem ouvir alguém dizer nem que seja a maior estupidez do dia e para quem vinha habituado a conviver e agora fica sozinho é chato. Faz-me uma certa confusão as pessoas não falarem umas com as outras, passando e só deixando escapar um «bom dia» ou «boa tarde» consoante a hora do dia e pouco mais. Isso não acontecia no meu anterior local de trabalho e se não convém exagerar, existem silêncios que são demais, roçando mesmo a falta de vontade de uns para com os outros, para mais pessoas que lidam entre si há anos. 

Sinto-me preso dentro de quatro paredes e na verdade não foi isso que idealizei quando tive de iniciar a procura de emprego, a minha ideia seria seguir um caminho, mas depois uma entrevista fez-me voltar com essa ideia atrás mas não pensei que me custasse tanto o isolamento sabendo que existem pessoas por perto mas que nem se ouvem. Preciso de espaço, de me mexer, de conviver e não estar fechado e sentir que as pessoas se isolam porque uma simples presença mesmo silenciosa faz toda a diferença quando é sentida. É verdade que tenho mais responsabilidades do que anteriormente com o que faço, mas para o meu bem estar necessito de sentir que as pessoas num emprego também existem e não são seres estáticos e sem relação. 

08
Jul17

Apático


O Informador

Sinto-me estranho, sem conseguir explicar o que me vai na alma quando de manhã acordo sem entusiasmo e cansado e ao final do dia o ânimo continua frouxo, sem qualquer vontade de reação e só com a ideia de me deitar para dormir sem sequer ter entusiasmo para me manter acordado, como antes, durante mais tempo ao serão.

De há umas semanas para cá parece que alterei de forma inconsciente a minha forma de estar e de querer viver. Não consigo bem explicar o que se passa, mas não me sinto disposto a andar sorridente e a ter capacidade para alterar o modo como acordo cabisbaixo e assim contínuo ao longo do dia, seja de semana ou fim-de-semana. Nada neste momento me tem conseguido alegrar e dar a volta para me conseguir sentir vivo e com capacidades para me divertir e estar bem para que olhe o mundo com outros olhos. 

Não me sinto bem, é uma verdade, e embora tenha descansado mais porque tento dormir um maior número de horas para tentar melhorar, nada se tem alterado e dia após dia acordo do mesmo modo e sem aquela alegria que em tempos conseguia contagiar os outros. 

28
Jun17

«Não apetece»


O Informador

Ao longo do ano existem alturas em que entramos numa fase em que tudo parece não fazer sentido e em que não apetece conversar, não apetece estar com ninguém, não apetece sair, não apetece estar em casa, não apetece ir ao café, não apetece ir trabalhar, não apetece levantar, não apetece deitar, resumidamente, não apetece fazer a ponta de um corno.

Estou a passar por uma dessas fases em que acordo de manhã maldisposto porque não consigo dormir o suficiente, passo a maior parte das primeiras horas do dia birrento, o que depois vai passando mas após o jantar volto a entrar naquele estado de «não apetece» porque simplesmente «não apetece» reagir. 

Sei que estas fases aparecem de vez em quando por isso não estou muito preocupado, o que sei neste momento para ser sincero é que «não apetece» fazer nada de nada e acho que assim irei continuar por mais uns dias porque até parece que faltam as forças para querer reagir e tomar a iniciativa de combinar coisas, de dizer sim eu vou, de aparecer, ficar acordado até mais tarde... Neste momento nada me consegue alegrar para sair deste estado de moleza! 

13
Jun17

Férias pelos Santos


O Informador

Recém chegado ao meu segundo emprego, eis que sou surpreendido em semana de Santos Populares com mais de metade da equipa de férias. Sim, é verdade, a maioria dos novos colegas tirou uns dias de pausa, aproveitando o feriado da próxima Quinta-feira, 15 de Junho, e estando assim por casa a 13, já que quase todos vivem pela zona de Lisboa e como onde trabalhamos hoje não é feriado, aproveitam assim um dia de férias para ficarem com a família e festejarem noite dentro estes dias de Santo António. 

Ao longo de dez anos por onde trabalhava sempre era complicado marcar férias e se dois quiséssemos um dia que fosse de pausa ao mesmo tempo que outra pessoa já era um grande problema, tendo alguém que ceder e mudar a sua opção. Agora chego a uma nova empresa e percebo que marcar férias parece não ser um problema para ninguém. Tirar dias ocasionalmente para aproveitar feriados e conseguir prolongar fins-de-semana é uma realidade, ao contrário do que estava habituado. Não podia sequer pensar porque se quisesse tirar uma Segunda por ser feriado à Terça, por exemplo, tinha de trocar folgas se alguém cedesse porque disponibilizarem dias era sempre complicado. Não podíamos ficar com dias livres quando marcávamos férias em Outubro para o ano seguinte - onde isto acontece? - para ir tirando. Nada, tínhamos de marcar os vinte e dois dias e seriam gozados nas datas marcadas, sem dar para alterar. Agora deparo-me com uma realidade que pensa nos funcionários e no seu bem-estar. Na empresa pela qual trabalho atualmente podemos marcar férias uns dias antes de nos ausentarmos, marcar os dias que queremos e sem existirem restrições de períodos obrigatórios.

03
Jun17

Semana de adaptação


O Informador

Os leitores regulares do blog já devem ter dado por isso, para mais porque vos contei há uns dias, que esta semana voltei ao trabalho, numa nova empresa, novas funções e vontade de aprender. 

Logo na entrevista quis ficar, fui o escolhido e lá comecei. No primeiro dia sai ainda mais entusiasmado com o novo emprego do que pensava, já no segundo esmoreci um pouco. Ao terceiro as coisas começaram a entrar nos eixos e terminei a semana com várias questões para esclarecer com os colegas sobre o modo como processar toda a informação, mas com a ideia que afinal talvez as coisas não sejam assim tão complicadas de elaborar, desde que se comece a entrar nos eixos. Com isto o que ficou para trás? O blog que em dois meses passou a ser quase o meu emprego a tempo inteiro e agora voltou a ser encostado para as horas vagas, o que esta semana até se tornou complicado por parecer que a inspiração não surgia. 

Não escrevi lá muito por estes dias, tendo recorrido mais a textos já elaborados anteriormente e que esperavam pela luz do dia para serem publicados, tendo adiado outros porque não sei se irei conseguir continuar a publicar dois ou mais textos por dia. Por agora voltamos à fórmula da publicação matinal e uma ou outra mais no final do dia, mas não me quero esticar porque sabem que vos gosto de dar notícias diariamente e se os próximos dias continuarem a ser um poço vazio de inspiração tenho que recorrer ao que está guardado para não perderem o fio à meada aqui no blog. 

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