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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

O cancro na Cristina

05.02.18Publicado por O Informador

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Muitas capas que marcaram a revista Cristina já foram para as bancas, mas esta, a que a partir do próximo dia 7 de Fevereiro irá estar disponível em todo o país, é para mim a capa das capas. A cantor Rebeca, de 38 anos de idade, volta a enfrentar o cancro pela segunda vez e é com a doença que decidiu ser capa da publicação mensal. 

Cristina Ferreira revelou pelas redes sociais a capa do mês de Fevereiro da sua revista, deixando um pequeno texto que vos passo a citar a acompanhar a imagem. «Fiquei sem chão. Era o último dia do ano e abri o meu email. Tinha uma mensagem da Rebeca, a cantora portuguesa. "Como é possível ter outro cancro? Ainda agora comecei a quimioterapia e, se estar sem cabelo é doloroso, os outros efeitos secundários são horríveis. As únicas pessoas que sabem são a minha família, alguns amigos próximos e agora tu."».

Tal como a apresentadora disse, fiquei também sem chão quando vi, de um momento para o outro, a imagem de capa, a fotografia que irá mostrar que o cancro tem um rosto entre tantos outros que sofrem diariamente para ultrapassarem uma doença que continua a prevalecer com grande peso na sociedade atual. Rebeca é o rosto do cancro e foi na revista Cristina que a cantora quis desabafar e contar a todos o que enfrenta atualmente. 

Depois de muitas capas que deram que falar, polémicas e ousadas, a equipa da revista volta a surpreender e para mim, esta é a capa mais tocante e que me deixou a pensar durante o primeiro impacto. Acredito que este tema seja dos mais fortes que poderiam ter destaque na capa da publicação e ainda agora, uns minutos após ter sido apanhado de surpresa por esta imagem e consequente notícia, sinto-me meio a leste, como se a Rebeca fizesse parte do meu grupo mais próximo de amigos. Uma sensação estranha, talvez pela forma como fui apanhado de surpresa, tal como deverá estar a acontecer a muitos neste momento!

Marcada Para Morrer | Peter James

05.02.18Publicado por O Informador

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Autor: Peter James

Editora: Clube do Autor

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Janeiro de 2018

Páginas: 472

ISBN: 978-989-724-409-4

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Se há livros capazes de suspender a respiração normal do leitor, este é um deles. Tal como a obra anterior de Peter James, Marcada para Morrer é um thriller que promete dar que falar (e noites sem dormir).

Escutou-a a gritar. Um grito aterrador. Depois, surgem os corpos assassinados, uns no passado e outros no presente. No final, a perversidade por trás destes crimes vai surpreendê-lo e arrepiá-lo.

Até que ponto um passado tortuoso é capaz de gerar uma mente monstruosa e vingativa? O que fazer quando o pior mal existe naqueles em quem mais confiamos?

 

Opinião: Agarrando a série de Roy Grace a meio, rapidamente entrei na cena do crime para me deixar levar por misteriosos desaparecimentos onde cada local é marcado e vigiado para que o assassino seja rapidamente descoberto. Com base na vida do detetive Grace, o centro de toda a ação, fui levado por caminhos e descobertas macabras onde cada desaparecimento dá o mote para se seguirem pistas baseadas em pouco mas que com o tempo e como se um puzzle fosse sendo montado, conduzirão ao verdadeiro autor de todos os mistérios de Marcada para Morrer. 

Não conhecia a escrita de Peter James, não acompanhando até aqui a vida de Roy Grace enquanto personagem central de policiais mas fiquei interessado através desta criação onde o mistério de cada caso é tão bem elaborado que por muito que os dados sejam lançados ao longo do que é contado perante a investigação e do outro lado de cada caso, os passos dados e revelados acabam sempre, mas mesmo sempre, por surpreender por conseguirem mostrar que as dicas lançadas não passam disso mesmo, um mero abrir de apetite do que se passa verdadeiramente dentro do que é descoberto sobre o que foi feito. 

Em Marcada para Morrer encontramos desaparecimentos súbitos de jovens mulheres, todas com a mesma aparência, onde uma descoberta do passado que também se reflete sob a mesma base une cada caso. Grace é convidado a assumir o cargo maior da investigação, tudo ao mesmo tempo em que se encontra num período de mudanças familiares, onde um bebé chega à família e a compra de uma nova casa é feita, sendo necessário criar condições para a alteração de residência. Mas como tudo pode acontecer com um grande mistério em mãos para ser desvendado e a morte de uma colega para valorizar num momento onde as contradições sobre o bom senso e as vontades se fazem sentir por não se conseguir chegar a todo o lado ao mesmo tempo? E o que fazer no caso de Roy quando subitamente a sua ex-mulher, desaparecida há vários anos para parte incerta, poderá estar de volta? Tudo acontece na vida do detetive que acaba por enfrentar um período difícil ao longo de poucas semanas, mostrando que na realidade quem está nesta profissão por gosto tem muito para enfrentar, correndo o risco de perder vários apontamentos importantes da sua vida pessoal por um caso mais intrincado e exigente.